Páginas

Mostrando postagens com marcador CNBB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CNBB. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de junho de 2014




Dia 27 de junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, é celebrado o Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. Em preparação para a data, o arcebispo de Palmas, no estado do Tocantis, e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, Dom Pedro Brito Guimarães, publicou uma mensagem a todos os sacerdotes.










Mensagem para o dia de oração pela santificação dos sacerdotes


Caríssimos irmãos sacerdotes,



Tenho Sede!



Todo ano, a Igreja promove a Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, por ocasião da festa do Sagrado Coração de Jesus que, neste ano, será no dia 27 de junho. Neste dia, ela convida todo o povo de Deus de nossas comunidades eclesiais, bem como as pessoas de boa vontade, para rezarem pelos seus sacerdotes para que, fiéis aos compromissos assumidos no dia da ordenação presbiteral, tenhamos uma vida íntegra e santa, de íntima e profunda comunhão com Jesus. Pois somente assim poderemos amar verdadeiramente o rebanho do Senhor que nos foi confiado.



A santidade, além de ser um projeto pessoal de vida, deve ser também um projeto pastoral. São João Paulo II, no ano 2000, assim se expressou: “em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para onde deve tender todo o caminho pastoral é a santidade” (NMI 30). E o apóstolo Paulo: “A vontade de Deus é que sejais santos” (1 Ts 4,3). Tudo na vida e na missão de um sacerdote deve ter a marca da santidade. Sem santidade, estamos sem horizonte, não somos nada, não valemos nada e não fazemos nada de bom.



No Cenáculo, durante a Última Ceia, ao instituir a Eucaristia, o mandamento do amor fraterno e o sacerdócio ministerial, Jesus, o Santo e a fonte de toda santidade, revelou aos seus discípulos um dos seus desejos mais profundos: “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanece na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, e vós, os ramos” (cf. Jo 15,4-5). Permanecer em Jesus é a alegria verdadeira de nossa vida. Sem Ele, tudo em nossa vida emudece e perde sentido. Pois, foi Ele mesmo quem disse: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5). Decorrem desta íntima união com Jesus Cristo a conversão pessoal e pastoral, a solicitude pastoral pelos pobres e sofredores e o ardor missionário. Em outras palavras, a santidade.



Hoje, mais do que em tempos passados, o sacerdote deve ser o homem de Deus. Aquele que não se mantiver firme na fé, alegre na esperança, perseverante na oração e firme nas tribulações (cf. Rm 12,12), terá vida breve e estéril.Na realidade atual, perdemos muito daqueles papéis sociais de destaque que, em tempo de cristandade, os nossos antepassados tinham. Além do mais, com o advento dos potentes meios de comunicação, as nossas fragilidades e feridas aparecem com maior clareza, exigindo de nós mais coerência de vida e testemunho de santidade. Precisamos sempre ser pastores identificados com Jesus e com sua Igreja, pobre e para os pobres. Precisamos ser sacerdotes acolhedores, solidários, fraternos com os irmãos, encantados e apaixonados pela missão. Enfim, precisamos de sacerdotes santos. Sem a lógica da santidade, o ministério sacerdotal vale muito pouco e não passa de uma simples função social.



Neste sentido, é mister recordar o que o papa Bento XVI disse certa vez: "existem algumas condições para que haja uma crescente harmonia com Cristo na vida do sacerdote: o desejo de colaborar com Jesus para propagar o Reino de Deus, a gratuidade no serviço pastoral e a atitude de servir".O encontro com Jesus deixa o sacerdote fascinado, encantado e apaixonado por sua pessoa, suas palavras e seus gestos. É como ser atingido pela irradiação de bondade e de amor que emanam d’Ele, a ponto de querer ficar com Ele como os dois discípulos de Emaús. Cada sacerdote deveria diariamente pedir a Jesus: “Fica conosco, pois já é tarde e à noite vem chegando” (Lc 24,29). Quem se encanta por Jesus, entra em sintonia e em amizade íntima com Ele, e tudo passa a ser feito como agrada a Deus. Ser sacerdote não é mérito nosso. É um dom a ser vivido na companhia de Jesus com gratidão e generosidade.



E acrescenta o papa Bento XVI: "o convite do Senhor para o ministério ordenado não é fruto de mérito especial, mas é um dom a ser acolhido a que se corresponde dedicando-se não apenas a um projeto individual, mas ao de Deus, totalmente generoso e desinteressado. Nunca nos devemos esquecer, como sacerdotes, que a única subida legítima rumo ao ministério do pastor não é aquela do sucesso, mas a da cruz”.



Cai bem aqui o que disse o papa Francisco: “Conscientes de terem sido escolhidos entre os homens e constituídos em seu favor para esperar nas coisas de Deus, exercitem com alegria e com caridade sincera a obra sacerdotal de Cristo, unicamente com a intenção de agradar a Deus e não a si mesmos. Sejam pastores, não funcionários. Sejam mediadores, não intermediários”.



O coração do sacerdote é um coração sempre aberto para amar, acolher, celebrar e agradecer. Permitam-me, amados de Deus, concluir esta mensagem reportando, mais uma vez, ao que disse recentemente o papa Francisco sobre a necessidade de amar e santificar a nossa vocação sacerdotal. Diz ele: “Os sacerdotes, mais do que estudiosos, são pastores. Não podem nunca se esquecer de Cristo, seu primeiro amor, e devem permanecer sempre do seu lado.Como está hoje o meu primeiro amor? Estou enamorado como no primeiro dia? Estou feliz contigo ou te ignoro? São perguntas que temos que fazer com frequência diante de Jesus. Porque Ele pergunta isso todos os dias, como perguntou a Pedro: Simão, filho de João, tu me amas? Continuo enamorado de Jesus como no primeiro dia ou o trabalho e as preocupações me fazem olhar para outras coisas e esquecer um pouco o amor”?



Caríssimos, tenhamos sempre diante dos nossos olhos o exemplo e Jesus, o Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir e para procurar a ovelha, a moeda e filho perdidos e salvá-los (cf. Lc 15,4ss). Prometo, no dia do Sagrado Coração de Jesus, rezar de modo especial por todos vocês, sacerdotes do Senhor, a fim de que a vida e o ministério de vocês sejam vividos na alegria do Evangelho que nos liberta do pecado, da tristeza, do vazio interior e do isolamento. Peço também que todos os cristãos católicos façam momentos de oração, de adoração e súplica, pessoalmente ou reunidos em comunidade, implorando a Deus pela santificação dos nossos sacerdotes, tesouro precioso saído do Coração de Jesus. Que Maria, mãe dos sacerdotes, nos ajude a ter um coração manso e humilde como o Coração do seu Filho.



E todos, em uníssono, num só coração e numa só alma, possamos dizer: Sagrado Coração de Jesus, nós temos confiança em vós! Amém!



Dom Pedro Brito Guimarães

Arcebispo de Palmas 
Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Papa Francisco nomeia bispo para Divinópolis/MG

Brasão diocesano de Divinópolis/MG

A Diocese de Divinópolis estava vacante, isto é, sem o bispo, desde agosto de 2012, quando Dom Tarcísio Nascentes foi transferido para a Diocese de Duque de Caxias (RJ). Durante este período, padre José Carlos assumiu a função de Administrador Diocesano para dar andamento aos trabalhos da Diocese até a nomeação do novo bispo. O Papa Francisco nomeou, nesta quarta-feira, 26, o novo bispo de Divinópolis (MG), monsenhor José Carlos de Souza Campos. Até então, ele era pároco da catedral e administrador diocesano desta cidade.
Mons. José Carlos estudou Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Belo Horizonte (MG) e Teologia no Instituto Dom João Rezende Costa, também na capital mineira. Recebeu ordenação presbiteral em 30 de maio de 1993. Fez mestrado no curso de Teologia Fundamental na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma (2000-2002).
Ao regressar à diocese, foi professor de Filosofia no Seminário Diocesano e de Ciências da Religião no curso de pós-graduação em Divinópolis, pároco em Sant’Ana de Itaúna e da catedral de Divinópolis, administrador da paróquia São Judas Tadeu, também em Divinópolis, chanceler e vigário geral da mesma diocese. Foi, ainda, representante diocesano dos sacerdotes, membro do Conselho de Formadores, do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores da diocese.
Atuou na área de formação dos leigos nas escolas de Teologia da diocese e no Centro Franciscano de Formação e Cultura, em Divinópolis.
Fonte: cnbb.org.br

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O Papa faz nomeações para o Brasil

Nesta quarta-feira, 29 de janeiro, o Santo Padre o Papa Francisco fez duas nomeações para o episcopado brasileiro. O Romano Pontífice nomeou um novo Bispo para Guarulhos (SP), diocese que estava vacante desde 2013 quando do falecimento de Dom Joaquim Justino Carreira, e acolhendo o pedido do Arcebispo Primaz do Brasil, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, de contar com um novo colaborador do seu múnus episcopal, nomeou um novo Bispo Auxiliar para a Arquidiocese de São Salvador da Bahia.

Para Bispo da Diœcesis Guaruliensis o Papa nomeou:
 Dom Edmilson Amador Caetano, O.Cist.
Até então Bispo Diocesano de Barretos, no interior de São Paulo.


Dom Edmilson, que tem 53 anos de idade e pertence à Ordem dos Cistercienses, foi Abade do Mosteiro de Nossa Senhora de São Bernardo em São José do Rio Pardo entre 1997 a 2008, quando sucedeu ao Abade Dom Orani João Tempesta, nomeado Bispo de São José do Rio Preto.

Em Barretos, Dom Edmilson estava desde o ano de 2008, quando de sua Ordenação Episcopal. Sua transferência se dá no mesmo Estado de São Paulo, porém, deixará uma região mais interiorana e passará a um grande centro urbano e popular que congrega a Diocese de Guarulhos.

Foi nomeado como IV Bispo Diocesano em sucessão a Dom Joaquim Justino Carreira, um português que veio a falecer em novembro de 2013, vítima de câncer, aos 63 anos de idade. A Diocese de Guarulhos ainda chorava a perda do seu segundo Bispo, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, falecido em 2011, quando recebeu a notícia do câncer e do falecimento de seu novo pastor alguns meses depois. 

Guarulhos é uma diocese que está inserida numa região populosa e com desafios pastorais palpitantes. Ainda jovem, pois o Beato João Paulo II a criou em 1981, possui um longo e belo caminho a ser percorrido.
Rogamos a Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Diocese, e a São Bernardo de Claraval, a cuja ordem pertence este prelado, que intercedam por seu pastoreio à frente desta porção do Povo de Deus. 
 
 
Para Bispo-Titular de Feradi maggiore e Auxiliar da Archidiœcesis Sancti Salvatoris in Brasilia,
Mons. Estevam dos Santos Silva Filho,
Do clero da Arquidiocese de Vitória da Conquista.

Mons. Santos Silva tem 45 anos e atualmente exerce, dentre outras, as funções de Pároco da Paróquia de Nossa Senhora das Candeias em Vitória da Conquista, ecônomo da Arquidiocese e diretor do Seminário Maior Arquidiocesano Nossa Senhora das Vitórias.
Sua Ordenação Episcopal está marcada para 30 de março em Vitória da Conquista. A Arquidiocese de Salvador passará, com esta nomeação, a contar com um quarto Bispo Auxiliar, que se junta a Dom Gilson Andrade da Silva (2011), Dom Giovanni Crippa, IMC (2012), e Dom Marco Eugênio Galrão Leite de Almeida  (transferido de Bispo Diocesano de Estância, no interior de Sergipe, em 2013), além do Arcebispo Primaz, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, e do Cardeal Arcebispo Emérito, Dom Geraldo Magella Agnelo.

Que o Bom Deus cumule seu ministério episcopal de muitas bênçãos e sua vida possa gerar muitos frutos ao reino.

terça-feira, 30 de abril de 2013

À espera da nova tradução do Missal Romano. Seria ela correta desta vez?

Entre os temas da já realizada 51ª  Assembleia dos Bispos do Brasil estava a a tradução do Missal Romano. Segundo o pronunciamento de  Dom Armando Bucciol, Bispo Diocesano de Livramento de Nossa Senhora (BA) e Presidente da Comissão Episcopal para Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) a tradução ainda vai demorar para ser concluída. 


É um trabalho demorado, as comunidades perguntam: quando é que vai sair a nova tradução? E eu respondo: vai demorar bastante, porque passar de uma língua para outra, é sempre uma interpretação, é uma adaptação, não se trata apenas de traduzir ao ‘pé da letra".




Dom Armando também explicou que a Congregação Romana pediu “certa fidelidade” ao texto original em latim, ao mesmo tempo, que contenha uma “linguagem bela e acessível” e com isso, a demora na entrega do documento será recompensada por uma tradução mais próxima da realidade brasileira, ou seja, mais adequada a cultura e a linguagem do povo brasileiro.

Segue abaixo, uma tabela que contém o texto da atual tradução e ao lado aquela tradução que deveria ser*.

- “Et cum spiritu tuo”- E com o teu espirito-“Ele está no meio de nós”



*Por Rafael Vitola Brodbeck  do Apostolado Salvem a Liturgia.