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quinta-feira, 26 de junho de 2014

As últimas horas de um santo!


 
Em 26 de junho de 1975, levantou-se muito cedo como de costume, fez a habitual meia hora de oração e celebrou a Missa, por volta das 08 horas, era missa votiva de Nossa Senhora, na qual o sacerdote pede, na oração coleta, “a perfeita saúde da alma e do corpo.” Depois de um rápido café da manhã, encarregou dois dos seus filhos de visitarem uma pessoa, para que este se apresentasse a Paulo VI o seu testemunho de fidelidade e união. Queria fazer chegar ao Papa esta mensagem:


“Há anos que ofereço todos os dias a Santa Missa pela Igreja e pelo Papa [...] hoje mesmo renovei este meu oferecimento a Deus pelo papa.”


Às nove e meia partiu para Castelgandolfo, na Villa dele Rose, onde teria uma reunião familiar e formativa com as suas filhas do Colégio Romano Santa Maria. Era um dia de muito calor. Durante o trajeto rezaram o terço e conversaram animadamente.


“Vós tendes alma sacerdotal”, disse àquelas mulheres jovens, quando chegou. “Dir-vos-ei como sempre que venho aqui. Os vosso irmãos leigos também têm alma sacerdotal. Podes e deveis ajudar com essa alma sacerdotal e, juntamente com a graça do Senhor e o sacerdócio ministerial em nós, sacerdotes da Obra, faremos um trabalho eficaz [...]. Imagino que de tudo tiras oportunidade para conversar com Deus e com a sua Mãe bendita, nossa Mãe, e com São José, nosso Pai e Senhor, e com os nossos Anjos da Guarda, para ajudarem esta Igreja Santa, nossa Mãe, que está necessitada, que está passando tão mal no mundo, neste momento! Temos de amar a Igreja e o Papa, seja ele quem for. Pedi ao Senhor que o nosso serviço seja eficaz para a sua Igreja e para o Santo Padre”.


Passados uns vinte minutos sentiu-se mal. Calou-se. Sentiu vertigens. E teve de retirar-se a uma salinha para descansar uns minutos. Como não recompunha por inteiro, despediu-se, pedindo que lhe perdoassem o transtorno causado. Voltaram a Roma. Acompanhavam-no Pe. Álvaro Del Portillo, Pe. Javier Echevarría e o arquiteto Javier Cotelo. 


Chegou a Vila Tevere uns minutos antes do meio-dia. O padre saiu do carro com desenvoltura e semblante risonho. Ninguém suspeitava de nada além de uma ligeira indisposição. 


Passou pelo oratório e fez a sua habitual genuflexão: devota, pausada, com uma saudação a Jesus sacramentado. Dirigiu-se imediatamente ao quarto de trabalho. 


Entrou e, depois de dirigir um olhar cheio de carinho à imagem da Virgem – conforme seu costume e de todos na Obra – disse:


“Javi... Não me sinto bem!”


E caiu no chão.



Durante sua estadia no México, em 1970, havia contemplado uma imagem que representava a Virgem de Guadalupe entregando uma rosa ao índio Juan Diego. Tinha dito que gostaria de morrer assim: olhando Maria, enquanto ela lhe oferecia uma flor. E morreu como era seu desejo: saudando uma imagem da Virgem de Guadalupe. Recebeu das mãos da Senhora a rosa que abre o Amor as portas da eternidade. 




Adaptado do livro: São Josemaria Escrivá, de Michele Dolz. 

Ed. Indaiá - São Paulo: 2012.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Há 40 anos: um santo no Brasil


Completa-se hoje quarenta anos da histórica visita do fundador do Opus Dei ao Brasil: Josemaria Escrivá chegou em São Paulo na noite do dia 22 de maio e aqui permaneceu até 07 de junho de 1974. 

I. Um burrico Sarnento no Brasil

Os trabalhos apostólicos do Opus Dei no Brasil iniciaram em 1957, apenas vinte e nove anos depois da fundação do grupo, na Espanha. Era desejo de seu fundador, Monsenhor Josemaria Escrivá de Balaguer estar presente a seus filhos e a Obra, que já em 1974 estava espalhada por 32 países. 

Aos 71 anos de idade o padre - como era e permanece sendo chamado pelos que participam do Opus Dei - iniciou uma jornada de visitas apostólicas à América Latina. Por duas semanas ele permaneceu no Brasil e depois seguiu viagem pela Argentina, Chile, Peru, Equador e Venezuela. 

Foi pensando na sua idade  - que já seguia avançada -  e na saúde fragilizada que preparam uma agenda bastante simples, na qual permitiriam ao padre descansar e rezar muito, enquanto estivesse por aqui. No momento em que lhe apresentaram ele a recusou dizendo: "mas isso não é trabalho: isto é alegria grande, isto é descanso. É estar bem demais!”

O "Burrico Sarnento", como se definia Josemaria, queria estar com os seus e aproveitar o tempo para desenvolver um apostolado fecundo junto de todas as almas. 

II. Uma alma que arrastava o corpo

São Josemaria chegou ao Brasil acompanhado de seu Confessor e Secretário Particular, Alvaro Del Portillo (que será canonizado em setembro) e do atual Prelado da Obra, Javier Echevarría. Havia em São Paulo naquele época um numerário - José Luiz - que há anos ocupava o cargo de chefe do serviço de eletromiografia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Lá solicitou a um colega seu que acompanhasse os resultados de certos exames do padre. Esse, depois de examinar os dados, disse-lhe:

– Com certeza esse senhor deve estar prostrado na cama, sem poder-se mexer...


José Luis riu e retrucou, com uma expressão muito sua:

– No..., no! Não pára de trabalhar, de falar em público, e de andar de um lado para outro. Está tão ágil de corpo e de espírito como um jovem de trinta anos...

Álvaro del Portillo já fazia tempo que ficava assombrado ao ver como, segundo nos dizia, “a alma do Padre arrastava o corpo”. E o “arrastava” de uma maneira humanamente inexplicável. De fato a saúde do padre era fraca, o diabetes, mesmo tendo desaparecido, deixou-lhe como sequela uma insuficiência renal, com os conseqüentes riscos cardíacos e respiratórios. Nessas condições, uma simples bronquite poderia significar um perigo grave.

III. A primeira viagem de helicóptero 

Já em 23 de maio, no primeiro dia transcorrido no Brasil, Mons. Escrivá manifestou o seu desejo de fazer, em alguma igreja próxima, a romaria que tradicionalmente todas as pessoas do Opus Dei fazem, no mês de Maria, a um santuário, igreja ou capela dedicados a Nossa Senhora. O Padre Xavier, (Ou "Doutor Xavier", que hoje seria o Vigário Regional para o Brasil) sem pedir nem sugerir nada, teceu os louvores do Santuário de Aparecida, falando desse foco intenso de devoção, meta de incontáveis romarias vindas de todos os cantos do país. O Padre adivinhou o “pedido” implícito, e respondeu: – “Farei o que você quiser”, o que, traduzido, significava: – “Vamos a Aparecida, se assim você o quiser”.

Então, o pe. Xavier ousou expor uma sugestão complementar. Dois bons amigos, cooperadores da Obra, donos de uma empresa de fumigação aérea para a lavoura, haviam-se prontificado a deixar à disposição de Mons. Escrivá um helicóptero da companhia, um aparelho francês a jato – um Gazelle –, rápido e estável. Será que o Padre gostaria de ir a Aparecida por ar?

– “Por que não? – foi a resposta tranqüila – Farei o que você quiser”.

Uma vez aceito o plano, não demoraram muito a ser acertados o dia e a hora da viagem. Seria a primeira vez na vida em que São Josemaria voaria num helicóptero. A data escolhida foi 28 de maio. Partiriam do aeroporto do Campo de Marte às dez da manhã. 

Efetivamente, antes das dez horas desse dia, o Padre foi recebido no Campo de Marte, com grande amabilidade, pelos dois cooperadores – Sérgio e Luis Cláudio – com as suas respectivas esposas, outros dois casais amigos e o afabilíssimo comandante Simões.

Na pequena sala de espera, iniciou-se imediatamente uma cordial tertúlia, um diálogo ameno, descontraído, sobrenatural e bem-humorado entre o Padre e seus anfitriões aeronáuticos, com predomínio das vozes femininas, cada vez mais empolgadas com as coisas tão claras e sugestivas que aquele sacerdote lhes comentava sobre a família, o amor humano, a formação dos filhos, o Brasil ... 

Todos eles guardaram a lembrança daqueles momentos para o resto da vida (vários dos que lá estavam, passados os anos, me contaram e recontaram esse encontro muitas vezes!). E todos se recordam também da aflição com que a cada quinze minutos, a cada meia hora, a cada hora, seus corações se apertavam, porque chegavam notícias de que o helicóptero atrasara, e sabiam que, desde cedo, uma multidão tinha ido por estrada a Aparecida e lá estava aguardando o Padre para rezar com ele. Os comunicados informado que, por circunstâncias imprevistas, o helicóptero ainda demoraria caíam como uma sombra. Não se sabia quando conseguiria pousar.

O mais interessante, porém, dessas horas de aperto, é que todos os que lá se achavam lembram-se bem da paz, da serenidade, do sorriso – sem o menor sinal de contrariedade ou de impaciência – , com que Mons. Escrivá tomava conhecimento dessas informações. Não dava a menor importância ao atraso para não afligi-los. Mais: fazia questão de intensificar a cordialidade, o humor e a vibração apostólica da sua conversa.

Inicialmente, o almoço desse dia deveria ser ao regressar de Aparecida. Mas, como não pudera haver ainda a “ida”, resolveu-se que o Padre voltaria a casa, para lá almoçar, à espera de que, do Campo de Marte, ligassem avisando que o helicóptero já tinha pousado. Mal ia entrando pelo portão, os que lá o aguardavam viram-no sorrir, alegre, enquanto lhes dizia: –“O homem propõe, e Deus dispõe!”. E aquele almoço improvisado foi outro grande momento de bom humor e de detalhes simpáticos para com todos, sem nenhuma alusão ao contratempo. O Padre não queria que, naqueles seus filhos que haviam organizado a romaria, ficasse a menor sombra de desgosto ou constrangimento.

Assim, o dia das nossas “aflições” ofereceu-nos o retrato de uma alma esquecida de si mesma, de uma alma abandonada nas mãos da Providência e inteiramente voltada para o bem e a alegria dos outros. 

Ao refletir sobre esse sucesso, veio-me espontaneamente à memória algo que ouvi o Padre comentar, quando eu estava em Roma: – “Muitos dias, ao fazer o exame de consciência à noite, tenho que dizer a Jesus: Senhor, se não pensei em mim; se só pensei em Ti e nos outros!”

IV. Um santo em Aparecida do Norte


Terça-feira: 28 de maio de 1974 Josemaria foi até ao santuário da padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Quando descia as escadas, uma senhora adiantou-se e entregou-lhe um ramo de rosas brancas: “São para Nossa Senhora”, disse o Padre, pegando nelas. Posteriormente, entrou na basílica, onde centenas de pessoas o esperavam para acompanhá-lo na recitação do terço. O fundador do Opus Dei se ajoelhou-se no chão do presbitério e começou-se a rezar, em português, o Terço.

Com o olhar fixo na pequena imagem, São Josemaria respondia em voz baixa às orações. Pausadamente, em uníssono, toda a igreja rezava em voz alta. Quando terminou, o fundador do Opus Dei levantou-se e rodeou o altar pelo lado direito, para subir até ao camarim de Nossa Senhora Aparecida. Olhou uns instantes a Virgem e beijou o escudo enquanto dizia em voz baixa: “Mãe!”. 

As rosas ficaram aos pés da imagem. No dia seguinte, comentou: "Com que alegria fui à Aparecida! Com que fé rezáveis todos! Eu dizia à Mãe de Deus, que é Mãe vossa e minha: Minha Mãe, Mãe nossa, eu rezo com toda esta fé dos meus filhos. Queremos-Te muito, muito. E parecia-me escutar, no fundo do coração: com obras!"


Hoje no chamando Santuário Velho se conserva uma imagem da madeira de São Josemaria, posta lá - em 08 de novembro de 2012 - para recordar sua visita aquele santuário mariano.



Durante os 17 dias que permaneceu em nosso país São Josemaria desenvolveu atividades apostólicas que produziram frutos em diversas almas. Na Catedral da Sé de São Paulo foi colocada, em junho de 2012, uma imagem do santo que recorda sua estadia entre nós. 

No Brasil o Burrico Sarnento deu testemunho de sua fé inquebrantável, de sua confiança em Deus, de seu devotamento a Maria Santíssima e de sua entrega total as almas. Josemaria faleceu pouco mais de um ano depois de sua visita ao nosso país, mas, morreu dizendo: "O Brasil: uma mãe grande, que abre os braços a todos e a todos chama filhos". 



Adaptado do livro «São Josemaria Escrivá no Brasil, esboços do perfil de um santo», Francisco Faus, "Editora Quadrante", São Paulo, 2007.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Álvaro Del Portillo será Beatificado em 27 de setembro

 
Dom Álvaro Del Portillo o primeiro sucessor de São Josemaria Escrivá a frente do Opus Dei será beatificado em Madrid, sua terra natal, em 27 de setembro de 2014 após vinte anos de sua morte. 

Álvaro nasceu em 11 de março de 1914 na capital espanhola e formou-se em engenharia civil. Em sua juventude teve contato com o Opus Dei, que havia sido fundado há pouco menos de 07 anos, ao qual se incorporou em 1935.
 
Após tomar parte na obra recebeu do próprio fundador, o Pe. Josemaria Escrivá, os ensinamentos e o espírito que compunham o Opus Dei, por ele fundado em 02 de abril de 1928. Del Portillo foi um dos pioneiros no trabalho apostólico da Obra e se tornou, além de grande amigo, o mais próximo e fiel colaborador de São Josemaria.
 
 
 
 
Em 1944 foi ordenado sacerdote pela imposição das mãos do Bispo de Madri, Mons. Leopoldo Eijo y Garay, junto a ele receberam o sacramento da ordem José María Hernández Garnica e José Luis Múzquiz, são eles os três primeiros sacerdotes que o Opus Dei gerou para a Igreja.
 
 

  
Durante toda sua vida sacerdotal sempre esteve ao lado de São Josemaria, ao qual serviu como Diretor Espiritual, confessor e secretário particular.



Em Roma desde 1946 atuou como Reitor do Colégio Romano da Santa Cruz, fundado pela Obra, e participou ativamente do Concílio Vaticano II tendo sido Presidente da Comissão para o Laicato, durante as sessões prévias ao Concílio. Durante o evento desempenhou a função de consultor da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos sacramentos, além de secretário da comissão do clero e do povo de Deus.


Com o término do Concílio o Papa Paulo VI o nomeou para a Comissão pós-conciliar sobre os Bispos e o Regime das Dioceses.
 
Quando o fundador do Opus Dei veio a falecer, em 26 de junho de 1975, Del Portillo estava ao seu lado e foi, alguns meses após a morte de São Josemaria, em 15 de setembro de 1975 que o Conselho Geral o elegeu o primeiro sucessor e continuar da obra iniciada em 1928 por Josemaria.
 
Conta-se que no escrutínio da eleição todo o conselho foi unânime na escolha do nome de Álvaro, apenas um membro havia votado contra esta sucessão: ele mesmo.
 





Em 28 de novembro de 1982 o Santo Padre o Beato João Paulo II erigiu o Opus Dei e a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz a condição de Prelazia Pessoal e fez de Dom Álvaro Del Portillo seu primeiro Bispo-Prelado, ordenando-o na Basílica de São Pedro em 6 de janeiro de 1991 e concedendo-lhe a sede titular de Vita.

 
Como Prelado expandiu os trabalhos apostólicos da obra a 20 países. Era conhecido por sua postura firme, mas, amável. Um homem de profunda delicadeza, piedade e mortificação. Sempre fiel ao espírito da Obra viveu em profunda unidade e amor com a Igreja, na pessoa de seu vigário na terra. Foi amigo pessoal de João Paulo II que fez questão de rezar diante de féretro, assim que soube se sua morte em 1994.

Alvaro Del Portillo faleceu na sede geral do Opus Dei em 23 de março de 1994, pouco depois que retornar de uma peregrinação a Terra Santa. Seu corpo repousa na igreja de Santa Maria da Paz, Prelatícia do Opus Dei.
 
Dez anos depois de sua morte foi aberto oficialmente o seu processo de Canonização, que se iniciou através da Diocese de Roma, na qual ele faleceu. Em 05 de março de 2004 o Vigário-Geral de Sua Santidade para a Diocese romana, Card. Camilo Ruini em sessão solene inaugurou os transmites legais. Em 2012 suas virtudes heroicas foram reconhecidas e agora sua Beatificação está marcada para 27 de setembro de 2014 na sua terra natal: Madrid.

 
Nos unimos a toda a Obra para louvar a Deus por este anúncio e nos colocamos sob a intercessão de Álvaro, para que de junto de Deus olhe por nós.
 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Documentário: A Fé aos 20!


    
Os jovens do UNIV, um encontro universitário em Roma que reúne milhares de estudantes de todo o mundo e que começou graças à iniciativa de S. Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, entregaram um vídeo ao Papa Francisco durante a sua primeira audiência pública desejando que o Santo Padre conheça os seus anseios e o seu empenho por viver a vida cristã.

Este  documentário, feito por alguns destes  jovens, relata a experiência de 12 deles  que, espalhados pelo mundo a fora, procuram viver sua fé na sociedade atual e mostra como a mensagem cristã de São Josemaria lhes ajuda no seu caminho de santificação.

         Neste documentário, juntamente com imagens inéditas da pregação de São Josemaria, recebemos o  testemunho jovens de Paris, Londres, Barcelona, Roma, Chicago, Nova York e Buenos Aires.







 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Ordenações sacerdotais para a Obra

No último sábado, 04 de maio, na Basílica de Santo Eugênio em Roma, Dom Javier Echevarría o prelado do Opus Dei e da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz ordenou sacerdote a 31 numerários.


Homilia na ordenação presbiteral dos diáconos da Prelazia

Queridos ordinandos, Queridos irmãos e irmãs. 


Nas últimas semanas, temos assistido e protagonizado um grande evento na vida da Igreja: o início de um novo pontificado. Testemunhas, porque nós vimos mais uma vez a ação soberana do Espírito Santo, que transcende as expectativas humanas. E as prtotagonistas, porque, como membros vivos da Igreja, oramos muito para que estas circunstâncias possam nos encorajar, a todos os católicos afim de trabalhar mais na santificação pessoal e de apostolado.


Está presente para nós um Cristo glorioso , vencedor do pecado e todo o mal. O Senhor quer que todos nós vamos fazer isso nos ambientes domésticos, sociais e profissionais, em que nos encontramos. A vocação divina que São Josemaria ensinou nos dá uma missão nos convida a participar na tarefa singular da Igreja, para ser bem testemunho de Cristo diante de nossos pares e os homens levam a Deus todas as coisas [1] .


Convido então, para perguntar se a alegria ea boa vontade que vivemos por ocasião da eleição do Romano Pontífice, e nestes dias de Páscoa, que forjaram em decisões concretas para a melhoria pessoal, o zelo pela salvação das almas. Não podemos contentar com bons sentimentos, mas devemos nos esforçar, com a ajuda de Deus para traduzir em realidade prática.



Opus Dei -

Hoje vê a ordenação sacerdotal, um grande dom de Deus à sua Igreja, e isso pode e deve assumir, para todos, um impulso para exercer a alma sacerdotal ao serviço dos outros. A primeira leitura fala do exemplo de Paulo e Barnabé, homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo ( Atos 15, 26). Na verdade, valentemente defendeu as características essenciais da fé cristã contra aqueles que distorcem. Temos muito a sério se engajar na defesa e propagação da fé. 




Agora que estamos na segunda parte do Ano da Fé, podemos analisar se pedimos ao Senhor aumentou fortemente esta virtude com a esperança ea caridade, sabendo que é um dom de Deus que não podemos alcançar com nossa própria força. Abundantemente o privilégio de adquirir os sacramentos, através dos quais Jesus nos envia o Espírito Santo do Pai. Deixe-nos, em particular, para se preparar melhor para muitos frutos com Confissão e da Eucaristia, que são as principais fontes de graça. A segunda leitura nos mostrou a nova Jerusalém, a cidade santa que desce do céu da parte de Deus, refletindo a glória de Deus ( Ap 21, 10-11). É um apelo à pátria definitiva fortemente desejada onde o Senhor foi preparar um lugar (cf. Jo 14, 2-3). 


A Solenidade da Ascensão do Senhor, que celebraremos na próxima semana, é um convite a não perder de vista a nossa morada final é o céu, uma verdade que, ao mesmo tempo, dá sentido à nossa existência na Terra. 


Na verdade, escreve São Josemaria vocação cristã nos revela a reconhecer o significado de nossa existência.Está convencido, com o brilho da fé, a razão da nossa realidade terrena. A nossa vida, o presente, o passado e vir, adquire uma nova dimensão, uma profundidade não suspeitava anteriormente. Todos os eventos e acontecimentos que agora sua verdadeira perspectiva: entendemos que Deus está nos guiando, e sentimos oprimidos por essa tarefa que nos foi confiada [2] .





Dirijo-me agora aos novos sacerdotes . Considere-se, meus filhos, as palavras do Evangelho de João que ouvimos. Na privacidade da Última Ceia, após a instituição da Eucaristia e do sacerdócio, Jesus disse: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada ( Jo 14, 23 ). Logo, o Espírito Santo virá sobre ti de uma maneira nova. Você receberá sua unção, que vai fazer você viver instrumentos da graça de Deus, através do poder de consagrar in persona Christi, o Corpo eo Sangue de Nosso Senhor, o poder de perdoar os pecados e comissionados para pregar a Palavra de Deus com o seu autoridade. Ele é compatível com a nossa pequenez grandeza: o Senhor confia em nós esses dons para que possamos guiar as almas para a vida eterna.



Rezemos com São Josemaria, para todos os sacerdotes , a graça de realizar coisas santas santos, para refletir em nossas vidas as maravilhas da grandeza de Deus [3] . Uma boa maneira de atingir esse objetivo é amar a cada dia mais sagrado do anfitrião. Pense mais vezes nesse ponto Path : tratá-lo bem, tratá-lo bem [4], convém lembrar outras palavras do fundador do Opus Dei. Por ocasião de uma ordenação sacerdotal de fiéis do Opus Dei, escreveu:serão ordenados para servir. Não para comandar, não para brilhar, mas para entrar em silêncio infinito e divino, o serviço de todas as almas [5] .

Meus filhos, você deve deixá-los a pensar apenas das almas que estão confiados aos vossos cuidados pastorais. "O sacerdote , que deixa pouco de si, disse recentemente o Papa Francisco, ao invés de ser mediador, torna-se, gradualmente, um intermediário, um gerente ' [6] . E deve ser o mediador entre Deus e o homem em Cristo Jesus (cf. Hb 5, 1-3) para a graça divina que vivifica tudo.



Antes de terminar, convido-vos a rezar muito pelo Santo Padre, especialmente nos primeiros meses de seu ministério como Supremo Pastor, ore também para seus companheiros no governo da Igreja, os bispos e os sacerdotes do mundo, pelas vocações sacerdotais. E, claro, para estes novos sacerdotes da Prelazia. 

Congratulo-me especialmente com suas famílias, que têm colaborado com a oração, o bom exemplo e de maneiras diferentes à sua vocação sacerdotal. Eu digo sempre, mas mais especialmente nestes tempos: é o dever de todos os cristãos a rezar todos os dias para que o Senhor envie muitos seminaristas em todo o mundo. Vamos tomá-lo como uma obrigação alegre. Que a Virgem Mãe de todos e especialmente dos sacerdotes , nos abençoe e nos proteja sempre. 


Assim seja. Louvado seja Jesus Cristo 


[1]São Josemaria, É Cristo que passa , n. 45. 

[2] Ibid . 
[3] São Josemaria, Homilia Sacerdote para a eternidade , 13, 1973. 
[4] São Josemaria,Caminho , n. 531. 
[5] São Josemaria, Homilia Sacerdote para a eternidade , 13, 1973. 
[6] Papa Francisco, Homilia na Missa Crismal, 28-III-2013.

terça-feira, 7 de maio de 2013

O santo do cotidiano!

Josemaria Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro (Espanha) a 09 de janeiro de 1902.



Em 1918, começou seus estudos eclesiásticos no Seminário de Logronho, prosseguindo-os, a partir de 1920, no de São Francisco de Paula de Saragoça, onde passou a exercer a função de superior de 1922 em diante. No ano seguinte, começou a cursar também os estudos de Direito Civil na Universidade de Saragoça. Foi ordenado sacerdote a 28 de março de 1925.







Iniciou o seu ministério sacerdotal em paróquias rurais, continuando-os depois pelos bairros pobres e pelos hospitais de Madrid, e entre os estudantes universitários.








No dia 02 de outubro de 1928, por inspiração divina, fundou o Opus Dei, que vinha a abrir na Igreja um caminho novo, destinado a promover, entre as pessoas de todas as classes sociais, a busca da santidade e o exercício do apostolado mediante a santificação do trabalho e dos deveres cotidianos.


O Opus Dei, que desde o início contou com aprovação da autoridade eclesiástica diocesana, foi aprovado pela Santa Sé em 1943 e, em 28 de novembro de 1982, o Papa João Paulo II erigiu-o em Prelazia Pessoal.



Mons. Escrivá era Doutor em Direito pela Universidade de Madrid, Doutor em Teologia pela Universidade Lateranense (Roma) e doutor honoris causa pela Universidade de Saragoça. Foi Grão-Chanceler das Universidades de Navarra (Pamplona, Espanha) e de Piura (Peru). Tinha sido anteriormente professor de ética geral e moral profissional na escola de jornalismo de Madrid e professor de Direito Canônico e de Direito Romano em Saragoça, e posteriormente, na capital da Espanha.







Foi ainda consultor da Comissão Pontifícia para a interpretação autêntica do Código de Direito Canônico e da Congregação vaticana de Seminários e Universidades, Prelado de honra de Sua Santidade e Acadêmico ad honorem da Pontifícia Academia Romana de Teologia.





A partir de 1946, passou a residir em Roma, instalando na Cidade Eterna a sede geral do Opus dei. Lá faleceu, com notória fama de santidade, em 26 de junho de 1975. Seu corpo repousa na Igreja prelatícia de Santa Maria da Paz.



Entre seus escritos publicados, contam-se, além do estudo teológico-jurídico La Abadesa de Las Huelgas, livros de espiritualidade que foram traduzidos para numerosas línguas: Caminho, Santo Rosário, É Cristo que passa, Amigos de Deus, Via-Sacra, Amar a Igreja, Sulco, Forja. Sob o título Questões atuais do cristianismo, publicaram-se também algumas das entrevistas que concedeu a imprensa.









Josemaria Escrivá foi elevado à honra dos altares pelo Bem-Aventurado Papa João Paulo II, que celebrou sua solene canonização na praça de São Pedro em 06 de outubro de 2002. A sua festa litúrgica celebra-se todos os anos em 26 de junho, dia de nascimento para o céu.

sábado, 20 de abril de 2013

O II sucessor de São Josemaria

Há 19 anos era eleito em Roma o segundo sucessor de São Josemaria Escrivá a frente do Opus Dei e da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, Javier Echevarría Rodríguez.

Javier, ainda leigo junto a Mons. Escrivá
Por inspiração divina, Monsenhor Josemaria, um sacerdote espanhol, teve a moção de fundar o Opus Dei a 02 de outubro de 1928, festa dos santos anjos, durante seu retiro espiritual.

O paráclito inspirou ao coração deste jovem sacerdote o ardente desejo de que todos os homens desta terra se fizessem santos, independente de seu estado, sua posição social ou labor. 

"Deus nos quer santos, a todos", dizia Monsenhor Escrivá. E em sua famosa homilia proferida em 09 de outubro de 1967, na Universidade de Navarra - a qual fundara- já exortava: 

Asseguro-vos, meus filhos, que, quando um cristão realiza com amor a mais intranscendente das acções diárias, ela transborda da transcendência de Deus. Por isso vos tenho repetido, com insistente martelar, que a vocação cristã consiste em fazer poesia heróica da prosa de cada dia. Na linha do horizonte, meus filhos, parecem unir-se o céu e a terra. Mas não; onde se juntam deveras é nos vossos corações, quando viveis santamente 

a vida de cada dia...

Quando Escrivá faleceu em 26 de junho de 1975, em Roma o Opus Dei ainda não era uma Prelazia Pessoal e a essa condição só foi elevada em 1982 pelo Beato Papa João Paulo II.

Todavia, era necessário escolher o sucessor do fundador e para esta missão foi eleito e aprovado pelo papa o nome do sacerdote espanhol Alvaro del Portillo, que mais tarde foi ordenado Bispo pelas imposição das mãos do próprio João Paulo II. 

Na foto: O veneral Del Portillo reza diante do corpo de São Josemaria. 

Dom Alvaro guiou o Opus Dei até março de 1994, quando faleceu. Para seu sucessor foi eleito outro fiel colaborador de São Josemaria Escrivá -canonizado em 2002- trata-se do atual prelado, que hoje completa 19 anos de eleição: Javier Echevarría Rodríguez.


"Dom Javier" ou apenas O Padre, cursou direito em Madrid e Roma, doutorou-se em Direito Civil pela Universidade Lateranense e, em Direito Canônico, pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino. É membro do Opus Dei desde 1948, foi ordenado sacerdote no dia 7 de Agosto de 1955. Colaborou estreitamente com o São Josemaría Escrivá, de quem foi secretário desde 1953 até à sua morte em 1975. É membro do Conselho Geral do Opus Dei desde 1966.
Alvaro, Escrivá e Javier
Em 1975, por ocasião da sucessão de São Josemaría Escrivá à frente do Opus Dei por D. Álvaro del Portillo, foi nomeado Secretário-Geral, cargo que até então D. Álvaro tinha desempenhado. Em 1982, com a ereção do Opus Dei em prelazia pessoal, passou a ser o Vigário-Geral da Prelazia.
Desde 1981 integra a Congregação para as Causas dos Santos e, desde 1995, consultor da Congregação para o Clero. Integra também o Supremo Tribunal da Signatura Apostólica. É o Grão-Chanceler da Universidade de Navarra, da Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma, da Universidade de Piura, no Peru e Reitor de Honra da Universidade Austral, na Argentina. Em 25 de agosto de 2006 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Strathmore, no Kenya.

Depois da sua eleição e nomeação pelo Papa João Paulo II como Prelado do Opus Dei no dia 20 de Abril de 1994, foi sagrado bispo titular de Cilibia, em 6 de Janeiro de 1995, na Basílica de São Pedro em Roma. Participou da Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos sobre América em 1997, na Europa (1999) e das Assembléias Gerais ordinárias de 2001 e 2005.


Na Foto: O beato João Paulo II concede a Sagração Episcopal a Dom Alvaro.

Conhecedor com profundidade dos problemas cristãos e da atualidade, realizou várias viagens pastorais pelos cinco continentes, entabulando um diálogo ecumênico com pessoas de várias crenças e culturas. No ano de 2006 esteve na Suíça e realizou a sua primeira viagem pastoral à Russia.


Dom Javier, nosso Padre, 
nos alegramos com toda a família do Opus Dei no aniversário da sua profícua eleição. Imploramos a Deus, pela intercessão de Maria Santíssima, generosas bênção sobre o senhor e seu episcopado, mas, também sobre todas as almas e sobre toda a Obra.







sábado, 16 de janeiro de 2010

Celebração do Jubileu de Ouro de Dom Rafael Llano Cifuentes

Foi celebrado com muita alegria o jubileu de ouro sacerdotal de Dom Rafael Llano Cifuentes, bispo da Diocese de Nova Friburgo, precursor e entusiasta da Pastoral Familiar, não apenas no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil.A celebração eucarística em ação de graças aconteceu no dia 19 de dezembro, no auditório do Colégio Anchieta (Nova Friburgo - RJ) e reuniu milhares de convidados.
Dom Rafael foi ordenado sacerdote na Prelazia do Opus Dei no dia 20 de dezembro de 1959, em Madri. Já foi bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e, desde 2004, está à frente da Diocese de Nova Friburgo, onde, entre outras realizações, construiu o Seminário Diocesano da Imaculada Conceição.
Sob as bênçãos da Virgem de Guadalupe, estiveram presentes à comemoração: Dom Orani Tempesta da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, acompanhado de seus bispos auxiliares Dom Edney, Dom Wilson, Dom Dimas e Dom Romer. Igualmente, compareceram bispos das demais dioceses do Regional Leste I e também de Curitiba e de Goiânia, Monsenhor Vicente e Monsenhor Barreto da Prelazia de Santa Cruz (Opus Dei – Brasil), além de dezenas de sacerdotes e seminaristas da Diocese de Nova Friburgo.

O Chanceler da Cúria Diocesana de Nova Friburgo, Padre Gelcimar, fez a leitura da carta de congratulação enviada pelo Papa Bento XVI.

Na homilia, o pregador, D. Roberto, da Arquidiocese de Niterói, iniciou fazendo referência ao que considera a obra-prima de D. Rafael: seu livro “Sacerdotes para o Terceiro Milênio”, reverenciando o autor como verdadeiro espelho desse título. “Não é possível imaginar Dom Rafael em outra missão que não fosse a grandiosidade do sacerdócio católico.”, afirmou.

Dom Roberto continuou, elencando as virtudes sacerdotais bem assimiladas por Dom Rafael, como também as virtudes humanas que o formaram uma pessoa entusiasta, corajosa e otimista e como escritor penetrante, simples, bem-humorado e altamente sensível à natureza humana. O pregador também destacou as atuações marcantes de Dom Rafael junto às Pastorais da Juventude, Universitária e Familiar, como fundador do Instituto Pró-Família, docente em Direito e membro da Academia Brasileira de Filosofia e da Academia Friburguense de Letras.

Ao final das homenagens, Dom Rafael, tomando a palavra emocionado, afirmou: “Vale a pena, mil vezes, vale a pena a fidelidade! Só ela traz a felicidade. Não pode haver uma sem a outra. São palavras parecidas foneticamente e na realidade da vida. A vocação sacerdotal se edifica sobre as dificuldades superadas, com uma fidelidade que é o caminho seguro para a felicidade. Obrigado, Senhor, muito obrigado! Não sabia que me darias tanto, quando eu tão pouco te entreguei!” E finalizou com uma verdadeira declaração de amor ao Brasil: “Aqui quero viver e morrer!”.