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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Um santo sem faixa, mas, com joelhos

Certa vez estava reunido o grande clero de Lyon, na França. Todos os padres apresentaram-se da melhor maneira possível: batina engomada, faixa bem alinhada e ferrailo limpo. Entre eles, porém, destacava-se um pela pobreza de suas vestes. 

Ao observá-lo um velho Cônego da Catedral disse:

“Veja aquele padre sem faixa. Que coisa feia.”

O Bispo ao ouvir a exclamação retrucou, dizendo:

 “O Cura D’Ars sem faixa vale muito mais do que vocês com.”

 Assim era o pobre Padre João Maria Battista Vianney, o Cura D’Ars. 


 
Deus foi exilado da França.

Na pequena cidade de Dardilly, ao norte de Lyon, em 08 de maio de 1786 nasceu João Maria, quarto dos seis filhos de Mateus e Maria Vianney, uma família pobre de bens materiais, mas, rica em virtudes cristãs. 

A igreja paroquial de Dardilly havia sido fechada há algum tempo, por ordem do governo francês. O clero naquele país estava dividido entre “padres juramentados” e “não-juramentados”, ou seja, os de acordo ou não com a “Constituição Civil do Clero”, votada pela Assembleia dos Estados Gerais em julho de 1790, que subordinava totalmente a Igreja na França ao Estado e abolia as instituições de ensino e assistência social mantida por religiosos. Havia nesse período uma incitação à separação da Igreja Universal.

Sabe-se que mais da metade do clero francês foi contra a Constituição e que apenas oito Bispos prestaram o tal juramento. Os não juramentados foram perseguidos e, a partir de setembro de 1792, guilhotinados.

É neste contexto anti-clericalista que nasce o pequeno João Maria. Ele mesmo fez sua primeira comunhão numa casa de campo, em uma missa clandestina, quando já passava dos 13 anos de idade. 

Em 1789 a Revolução Francesa toma seu estopim. Deus estava exilado da França. 

Somente em 1800 as igrejas foram reabertas. Deus voltara, mas, muitos o tinham esquecido. Vianney promete a si próprio que o faria voltar aos corações da França neo-pagã.

Formação sacerdotal.

Em 1806, não distante de Dardilly, o padre Charles de Balley acolhia jovens que se apresentavam para a formação sacerdotal, antes de enviá-los para o seminário. João Maria se inscreveu para a “escola paroquial”, porém, ali havia um caso desesperador: ele já contava mais de vinte anos e mal e mal conhecia os primeiros rudimentos da leitura e escrita.

Desde os primeiros momentos entre o Padre Balley e seu jovem pupilo houve um relação profunda e uma amizade sincera.

Balley tentou ensinar latim ao jovem Vianney, mas ele não atingia os objetivos, em contrapartida era brilhante nos estudos da fé e da moral. Muitas foram as tentativas para que ele fosse admitido a algum seminário, porém, todas foram frustradas uma vez que ele não dominava a língua eclesiástica. 

Somente no início de 1815 foi que o padre Balley conseguiu que Vianney fosse entrevistado na sua presença, por um padre nomeado pelo Bispo. Na ocasião ele obteve êxito e sua ordenação sacerdotal foi marcada para 13 de agosto daquele mesmo ano.


O caminho do céu.

Após a Ordenação o Bispo de Lyon decidiu que ele ficaria na paróquia, junto do Padre Balley, e que não poderia administrar o sacramento da confissão. Em 16 de dezembro de 1817 morreu o velho pároco e João Maria foi transferido para Ars-em-Dombes.

Ars era uma pequena aldeia, com 40 casas e 270 habitantes. Como todos os pequenos aglomerados de camponeses da região não brilhava pela santidade. Ainda havia fé em Deus, mas escondida sob a cinza da ignorância religiosa e de uma prática moral que deixava muito a desejar.
João Maria chegou aquela localidade em 11 de fevereiro de 1818. Conta-se que ao se dirigir para lá encontrou um menino muito pobre, a quem disse: 

“Mostra-me o caminho de Ars e te mostrarei o caminho do céu.”

Ao chegar na pequena aldeia ele encontrou a capela abandona, sendo utilizada como estábulo para os animais. Sua primeira ação foi pôr “ordem na casa” e visitar todos os paroquianos, para que conhecessem o novo Cura de Almas. 
 
Merece especial destaque o zelo litúrgico de Vianney. Sabe-se que vivia como pobre, mas, que para o culto era esmerado nas melhoras alfais e nos melhores vasos. Dignos para o Senhor. Além do que seus sermões eram sempre preparados com esmero. Costuma-se dizer que quando terminava a predica dominical, já se punha a preparar a do próximo domingo.

Ars não era paróquia e só foi elevada a essa condição três anos depois da chegada de Vianney. Quando provou que aquela região era necessitada de Deus e que ele realmente possuía condições de guia-los para o céu.

Seu zelo pastoral revelou-se logo quando de sua chegada: visitou todos os paroquianos; criou uma escola para as crianças, ao qual chamou de “Providência”; Erigiu a Irmandade do Rosário para as mulheres e do Santíssimo Sacramento para os homens. Envolveu a todos em ações caritativas e de vivência religiosa.

Aos poucos Ars começou a mudar com a ação apostólica do novo Paróco. A tal ponto que em um dos seus sermões, Vianney exclamou: “Meus irmãos, Ars não é mais Ars!”.

 
O Apóstolo do joelho.

 A medida que seu trabalho ia expandindo-se a fama de santidade de Vianney ia crescendo. Muitos recorriam a ele no confessionário, o que fez com o que Bispo tivesse que nomear um Coadjutor e, mais tarde, um grupo de padres para auxiliar o pároco.

Vianney passava horas atendendo as dezenas, depois centenas e milhares de penitentes que ao seu confessionário recorriam. Só sai de lá para celebrar a Santa Missa e para adorar a Jesus no sacrário. 

A vitalidade de seu apostolado – sem qualquer sombra de dúvidas – tinha sua raiz nos joelhos do velho cura: Vianney passava cerca de quatro horas adorando a Jesus sacramentado.

O excessivo trabalho nunca fez do Cura de Ars um ativista pastoral. João Maria jamais deixou de rezar e rezar muito, além do que nunca se privou de severas mortificações e penitencias. Conta-se que durante longos anos alimentou-se apenas de batatas cozidas, com sal.

Em muitas ocasiões ele tentou deixar Ars e recolher-se para oração, em um mosteiro. Dizia sempre estar preocupado com a sua própria salvação. Todas as suas três suas tentativas foram frustradas. Numa das ocasiões de fuga ele foi reconduzido a força para a Paróquia, pelos próprios paroquianos.

Vianney aspirava a vida contemplativa, mas, era na ação pastoral que Deus o queria. Lá em Arsn-em-Dombes houve uma verdadeiro renovação eclesial: conversões, penitencias e muita oração trouxeram Deus novamente ao coração de toda a Aldeia e a França.

O exemplo deste santo sacerdote é, ainda hoje, o modelo da Igreja: o de um sacerdote dedicado ao povo de Deus, em nome de Cristo, na Igreja. Há quem considere o exemplo de Vianney um pouco ultrapassado ou impraticável nas grandes metrópoles pós-modernas, entretanto, Deus continua sendo exilado de nossa sociedade e o mundo aspira por sacerdotes santos, homens de oração, de piedade, de coração e alma verdadeiramente sacerdotal. 

Deus chamou Vianney para si, em 04 de agosto de 1859; sentiu-se mal quando ouvia a confissões. Relutou em deixar ou confessionário, mas, foi retirado de lá e colocado sobre a cama, onde morreu na paz do Senhor, reconfortado pelos últimos sacramentos e por uma multidão que rezava por ele na cidade.


São Pio X o beatificou em 1905, Pio XI o inscreveu no rol dos santos em 1925, ao mesmo tempo que o declaro patrono dos párocos e do clero diocesano. São João XXII, em 1959, por ocasião do centenário da morte de Vianney escreveu a encíclica Sacerdoti nostri primordia, sobre o sacerdote e Bento XVI, por ocasião do sesquicentenário da Morte do Cura D’Ars convocou um ano sacerdotal (2009-2010).

domingo, 27 de abril de 2014

Luzes que clareiam a Igreja nestes tempos

Neste 27 de abril, a Igreja se alegra, no mundo inteiro, pela canonização de dois grandes Sumos Pontífices: São João XXIII e São João Paulo II, que cumpriram com grande fidelidade a sua missão de “doce Cristo na Terra”. Isso se deve à profunda comunhão com o Senhor pela qual eram distinguidos e que lhes possibilitou tornarem-se luzes a iluminar o caminho da Igreja nestes tempos. 



Se atentamos às figuras destes dois Sucessores de Pedro que hoje são apresentados como modelos de santidade, perceberemos quantos paralelos existem entre ambos, apesar de suas peculiaridades. João XXIII foi eleito já com 78 anos, para um pontificado curto que durou pouco menos de 5 anos. Era um homem simples que expressava bondade e pureza através de seus gestos e de suas palavras. João Paulo II, ao contrário, foi eleito ainda com 58 anos, permanecendo no Trono de Pedro por longos 27 anos. Chamava à atenção pelas suas palavras fortes e pela eloquência de seus gestos. Contudo, um e outro possuem um grande significado universal: o Papa Roncalli congregou a Igreja, espalhada por toda a Terra, na celebração do Concílio Ecumênico Vaticano II, expressão mais significativa da Unidade do Corpo Místico de Cristo dos últimos tempos. De modo diverso, mas com o mesmo objetivo e alcance, o Papa Wojtyla percorreu o mundo inteiro como pastor e peregrino, confirmando os irmãos na fé. Ambos, através de diferentes iniciativas, anunciaram a Verdade de Cristo e a alegria em pertencer à comunidade dos que creem. 

A eleição deles foi causa de grande surpresa, pois não eram nomes de destaque no contexto eclesiástico. Não obstante, deixaram sua marca na Igreja, caracterizando-se pelo espírito de renovação com que guiaram o seu rebanho, procurando abrir as portas da grande comunidade e tornar possível o diálogo, não só com irmãos de outras confissões cristãs e de outras religiões, mas com todos aqueles que compunham os mais variados âmbitos da sociedade, do mundo moderno. 

Tendo vivido tenebrosos períodos de guerra e enfrentado as duras consequências que ela causou, estes dois Santos que ora evidenciamos tornaram-se, a partir da experiência com Cristo, sensíveis aos sofrimentos e às necessidades da humanidade de seu tempo, convertendo-se assim em embaixadores da bondade e da misericórdia de um Deus que se fez Homem, amigo de todos os homens, e que pelo seu amor redime e salva a tantos quantos buscam o encontro com Ele. 

Neste dia em que volvemos o nosso olhar a estes dois ícones de santidade, peçamos a sua intercessão para que nós, filhos da Igreja à qual eles tanto amaram, sejamos capazes de servir ao Senhor com fidelidade e alegria, testemunhando o Cristo e o seu amor por todos e por cada um dos homens.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Gemma Galgani: Mística do nosso tempo

Em 11 de abril de 1903, em Lucca na Itália, falecia uma grande santa e mística de nosso tempo: Gemma Galgani.


Nascida em março de 1978 foi batizada como Gemma Maria Humberta Pia Galgani, oriunda de uma próspera família de Buorno Novo e descendente do Beato João Leonardo. Aos sete anos perdeu a mãe, vítima de tuberculoso e aos dezoito o pai.

Desde muito cedo ele foi agraciada com visões sobrenaturais. Conta-se que Gemma via a Santíssima Virgem e conversava com frequência com seu Anjo da Guarda, que lhe ajudava e lhe dava conselhos. Ainda criança recebeu os estigmas da paixão, que lhe surgiam no corpo periodicamente. 

Entre 1899 e 1901 Gemma sofreu por 18 meses os estigmas da Crucificação de Cristo, além das marcas dos espinhos e dos açoites de Jesus. Experimentou visões de Cristo e da Virgem Maria e do seu Anjo da Guarda com frequência nunca vista na história dos santos. Quando em êxtase, fenômenos sobrenaturais manifestavam-se nela, entre os quais a mudança do som de sua voz e diálogos em aramaico, língua da qual não poderia ter conhecimento, a este fenômeno damos o nome de glossolalia religiosa.

Depois da morte do Pai Gemma foi trabalhar como empregada doméstica. Quis entrar na Congregação Passionistas, mas, devido suas fraquezas e debilidades não foi permito seu ingresso. Morreu em 1903, aos 25 anos de idade, espiritualmente ligada a congregação passionista.

Foi canonizada por Pio XII em 1940 e em 1943 as cartas entre Gemma e seu diretor espiritual foram publicadas e isso fez com que a devoção a jovem santa se propagasse ainda mais pela Itália e pelo mundo. 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

José de Anchieta foi declarado santo!

No final do ano de 2013 o Sr. Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo Metropolitano de Aparecida (SP) e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)  informou que havia recebido um telefonema do próprio Pontífice, no qual Francisco assegurava a declaração de Anchieta como santo.


O Brasil vibrou por ver seu grande evangelizador escrito no rol do santos. Mais tarde se confirmou que a Canonização não possuía um milagre e não seguiria o estilo das canonizações comuns, mas, se apelaria ao processo chamado de "canonização equipolente".



A canonização equipolente ou equivalente acontece quando o Santo Padre alarga a toda a Igreja o preceito do culto de um servo de Deus que ainda não foi canonizado, mediante a inserção da sua festa litúrgica, com missa e ofício, no Calendário da Igreja universal. 



A assinatura deste decreto da canonização acontece de maneira simples e privada, não com a solenidade e a fórmula das canonizações habituais. Para a canonização equipolente são necessários três requisitos: prova do culto antigo ao candidato servo de Deus, atestado incontestável da fé católica e das virtudes do candidato e a fama ininterrupta de milagres intermediados pelo candidato. Quando a veneração do santo já está bem estabelecida nas tradições da Igreja, porém, por diversos motivos o processo formal de canonização não foi concluído pode-se apelar a canonização equipolente.



José de Anchieta nasceu na região espanhola das ilhas canárias. Ingressou na Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio de Loyola para pregar missões e evangelizar os pagãos, em 1551.

Ao ser acolhido foi mandado para os estudos em Portugal , a fim de evitar que pudesse sofrer com a rigorosa Inquisição do Reino da Espanha, uma vez que possuía ascendência judaica pela parte materna.


De saúde frágil e débil foi enviado para o Brasil, recém descoberto pelos portugueses, ainda como noviço em 1553 para auxiliar no processo de colonização e cristianização da civilização indígena. Biógrafos contam que quando da partida seus superiores acreditavam que Anchieta nem atracaria em terras de Santa Cruz, antes, que morreria no caminho. 

O jovem missionário não só chegou com saúde como também se sentiu revigorado com os ares desta região. Em 15 de junho de 1553 iniciava a saga de Anchieta neste longínquo Brasil. 

Foi ordenado sacerdote aos 32 anos de idade, na época em que o Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, travava guerra para expulsar os franceses das terras brasileiras

Aqui catequizou e batizou os índios. Evangelizou os pagãos e converteu os pecadores. Anunciou o evangelho e promoveu a pessoa humana. 





Escreveu diversos poemas, contos e programou uma gramática tupi-guarani. Além de missionário incansável e fundador de cidades e povoados, o “Apóstolo do Brasil” foi teatrólogo, historiador, gramático e poeta. Anchieta escreveu em verso e prosa, seja em português, espanhol, latim ou tupi. Sua ação evangelizadora cruzou os umbrais da igreja, ainda nascente nestas terras, e se solidificou como princípio norteador e fonte basilar da sociedade civil brasileira. 





Em 24 de janeiro de 1554, Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo, Padre Anchieta fundava o Colégio de São Paulo, que foi o embrião da grande metrópole da cidade de São Paulo. Tantos anos depois, esta data nos chega pela carta escrita, de próprio punho, pelo jesuíta desbravador. Na carta, Anchieta narrava que na comunidade da redondeza havia 130 pessoas, das quais 36 já filhos de Deus, pelo sagrado batismo.


Durante sua vida apostólica, toda vivida no Brasil, desempenhou diversas funções para os jesuítas e na igreja local, entre elas a de Superior Geral da Companhia de Jesus nestas terras (1577-1587). 

Com a idade de 63 anos se retirou para Reritiba, hoje Anchieta, no Espírito-Santo. Lá, veio a falecer. Seu corpo foi sepultado em Vitória e o Brasil perdia o homem que por 43 anos se dedicou, de corpo e de alma, a ação evangelizadora na Terra de Santa Cruz. Anchieta é o baluarte da civilização brasileira. Do céu, olha por cada um de nós e por nossa nação. 

O Beato João Paulo II - a ser canonizado também em 2014 - beatificou José de Anchieta em em 22 de junho de 1980, no Vaticano. O processo de beatificação, iniciado ainda no século XVII, parece ter sido dificultado pela perseguição aos jesuítas, perpetrada pelo Marquês do Pombal, mas já em 1622, várias pessoas tinham sido ouvidas no processo, relatando milagres e grandes valores do padre jesuíta. Agora o Papa Francisco o inscreve no roll dos santos.




Agora, mesmo com o adiamento de 24 horas, o Apóstolo do nosso chão é o mais novo santo da Igreja, e rogamos ao Bom Deus que muitas graças sejam derramadas sobre nossa nação, pela intercessão de São José de Anchieta, evangelizador do Brasil. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Anchieta: uma canonização equipolente

Depois de 416 anos de sua morte acontece amanhã às 14 horas no horário de Roma, 09 horas no horário de Brasília, a canonização do Beato José de Anchieta, Apóstolo da evangelização na Terra de Santa Cruz.


O Papa João Paulo II - que será proclamado santo em 24 de abril - o canonizou em 22 de junho de 1980, na Praça de São Pedro. Amanhã Anchieta será inscrito no rol dos santos pelo Papa Francisco através da “canonização equipolente ou equivalente”.

O processo de canonização equipolente acontece quando o Santo Padre alarga a toda a Igreja o preceito do culto de um servo de Deus que ainda não foi canonizado, mediante a inserção da sua festa litúrgica, com missa e ofício, no Calendário da Igreja universal. 

A assinatura deste decreto da canonização acontece de maneira simples e privada, não com a solenidade e a fórmula das canonizações habituais. Para a canonização equipolente são necessários três requisitos: prova do culto antigo ao candidato servo de Deus, atestado incontestável da fé católica e das virtudes do candidato e a fama ininterrupta de milagres intermediados pelo candidato.


Quando a veneração do santo já está bem estabelecida nas tradições da Igreja, porém, por diversos motivos o processo formal de canonização não foi concluído pode-se apelar a canonização equipolente. Ao longo da história muitos são os exemplos de santos, canonizados mediante o processo equipolente, entre eles, Bruno, Margarete da Escócia, Estevão da Hungria, Wenceslaus de Boêmia e Gregório VII. Em 2012 Bento XVI fez uso deste processo ao declarar Santa a Hildegard Von Bingen, por ele também instituída doutora da Igreja.

quarta-feira, 19 de março de 2014

José: o varão que Deus quis chamar de Pai!


"Quando a condescendência divina escolhe alguém para uma missão especial ou para um estado sublime, concede à pessoa escolhida todos os carismas que lhe são necessários para a sua realização. 
Eis quanto se realizou, sobretudo, no Grande São José". 

(São Bernardino de Sena, Discurso, Obra VII, 16)


O pouco que sabemos sobre São José deve-se às Sagradas Escrituras. Foi na própria anunciação quando pela primeira vez encontramos seu nome mencionado no evangelho, onde se diz que Maria estava noiva de um homem chamado José. Mais tarde - quando a Virgem já havia concebido - o evangelista Lucas afirma que o esposo não sabia deste fenômeno e, quando soube, queria abandoná-la. Depois que o Anjo apareceu-lhe em sonho ele tomou Maria em casamento e, tão logo, partiu para Belém, para o recenseamento, já que José era da casa de Davi.

O Menino nasceu no pobre e humilde ambiente de uma manjedoura. José percebendo que não havia lugar para eles em Israel parte para o exílio, no Egito. Retornando apenas a após a morte do feroz Herodes, autor do massacre dos inocentes. Quando deixam as inóspitas terras africanas eles se dirigem para a Galileia dos gentios, em Nazaré, onde Jose se fixa com o ofício de carpiteiro.

Destes anos obscuros do Redentor pouco sabemos. Através do evangelho de Lucas temos conhecimento que na altura dos treze anos o menino se perdeu no templo e foi encontrado por seus pais, quando estava em meio aos doutores da lei. A narrativa deste episódio encerra-se dizendo que Ele crescia em estatura, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Depois dissos os sinóticos se calam. As palavras humanas parecem pouco para descrever o ambiente e a vida familiar de José, de Maria e de seu Primogênito.

A fundadora dos focolares, Chiara Lubich, em Escritos Espirituais, diz: "na família de Nazaré, Maria certamente educava, mas, educava ouvindo a voz do Espírito Santo dentro dela, que estava em harmonia com o Filho de Deus, que estava diante dela. Educava também o seu filho obcecendo-lhe. Por outra parte, Jesus menino - ele era o guia da família de Nazaré, porque era Deus - estava também submisso a Maria e a José, como diz a Sagradas Escrituras. José, por sua vez, chefe da família aos olhos dos homens, pois era tido como pai de Jesus, pois Jesus lhe obedecia e poque Maria sem dúvida lhe terá obedecido, era ao mesmo tempo submisso a Deus e à Mãe de Deus. De tudo isso se vê que os três, de um ponto de vista, mandavam e os três, de um outro ponto de vista, obedeciam". 

Fato é que o próprio Deus escolheu a José para ser o verdadeiro varão que guiaria a Sua família. Cabe salientar que o Senhor não estabelece com José uma mera relação utilitarista, mas, um verdadeiro e sincero vínculo de paternidade e de fraternidade. A figura do homem para a família de Nazaré não é meramente uma convenção social, mas, fruto do desejo de Deus, que se personifica na pessoa de São José. Como diz o grande Doutor comum, Santo Tomas de Aquino, "José é ao mesmo tempo tanto pai de Cristo quanto esposo de Maria, não em virtude da união carnal, mas, do vínculo matrimonial". 

São José é, portanto, esposo casto de Maria e pai virgem de Jesus. Na sua pessoa estava a defesa de Maria Santíssima e a custódia do Divino Infante. Foi por este motivo que, em 1870,o Santo Padre o Papa Pio IX declarou São José como Patrono da Igreja Universal.

Hoje recorremos ao grande Patriarca da Família de Nazaré para que interceda pelo Santo Padre e por toda a Igreja Universal, afim que sejamos bem conduzidos pelas veredas deste mundo, rumo aos céus.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O Boi Mudo eloquente!

Em 1248 no Studium dominicano de Colônia, havia um jovem frade italiano, com cerca de 24 anos, que chamava a atenção para si: ele era alto, gordo - muito gordo - e de rosto plácido. Seu nome? 

Tomás de Aquino! 

Tomás nasceu na Itália em Roccassecca, atual região do Lazio, em 1224. Filho de uma das mais nobres e ricas famílias italianas. Foi educado, desde os seis anos, pelos beneditinos na Abadia de Monte Cassino, fundada pelo próprio São Bento de Núrsia. 

Aos quinze anos de idade, contrariando a família, deixou a abadia e desejou seguir a Ordem dos Pregadores, os Dominicanos, fundados como mendicantes pelo espanhol São Domingos de Gusmão. O pai, Conde Landulf de Aquino, lhe ofereceu dinheiro suficiente para conquistar o Arcebispado de Napóles e a própria abadia de Monte Cassino, mas o filho rejeitou. Diante da negação a família aprisionou o jovem em uma das torres do castelo, levando até ele uma prostituta a qual Tomás expulsou aos berros, dizendo: "Quero ser dominicano". 

Vendo que seria impossível dissuadir o filho da vocação à vida eclesiástica e medicante, Tomás é liberto, mesmo sendo causa de vergonha para os Aquino, que eram da mesma família que o Imperador Barba-Roxa, Frederico II.


Tendo iniciado os estudos da Teologia, ele os cursa por seis anos em Paris e por dois em Colônia; lá tem como mestre o próprio Santo Alberto, Magno. No Studium dominicano, era comum encontrar Tomás murmurando pelos cantos da clausura. Alberto via nele um profundo potencial intelectual, já seus colegas - mesmo reconhecendo suas capacidades - acreditavam que ele não passava de um frade com hábitos incomuns. 

Por ficar passar muito tempo resmungando e ruminando certas palavras recebeu o apelido de Tomás, o Boi Mudo! 

Conta-se que Tomás era brando demais para se importar com a jocosa "alcunha" que recebera. Porém, Santo Alberto Magno teria se incomodado com o apelido e certa vez disse: "Sim, é um boi mudo, mas, eu vos garanto que há de mugir tanto que abalará o Universo".


Em 1251 já estava formado em Teologia. Apenas cinco anos depois o Papa Alexandre IV manda que Tomás de Aquino seja catedrático na universidade de Paris, ao mesmo tempo que convoca São Boaventura. Sua carreira acadêmica ganha largueza e ele se torna, muito rapidamente, um expoente da Teologia e da Filosofia. O Papa Alexandre IV o fez seu conselheiro e os seus sucessores Urbano e Clemente IV fizeram o mesmo, dando a ele uma espécie de  função que equivaleria à de "Teólogo da Cúria Romana".

Durante sua vida, inúmeras são as obras e as contribuições, quer filosóficas, teológicas e mesmo poéticas de Tomás. Obras como: Dois preceitos da caridade, Saudação angélica, Suma contra os gentios, Comentários sobre as obras de Aristóteles, Lauda Sion e a Summa Teológica fulguram entre as jóias raras que sua inteligência incomum nos legou.

Reduzir a obra e o pesamento de Santo Tomás de Aquino à Summa Teológica, mesmo que esta seja sua obra prima, é coloca-lo sob um rótulo e uma limitação que não condiz com suas capacidades. Em Tomás vemos o apogeu da Escolástica e as contribuições que são basilares para a fé e para razão.


Na sua luta por aprofundar-se nos pensamentos de Aristóteles e de Estagirista, com a ajuda do tradutor Frei Guilherme de Morbeke, vemos o ardente desejo de que o homem possa servir-se da razão. No aristotelismo não o objetivo de se chegar às coisas sobrenaturais, divinas e transcendentes pela razão, mas, proceder a um trabalho de abstração, de purificação e refinamento dos resultados adquiridos pelos sentidos, que nos levem a uma fé consciente e embasada; portanto, fé e razão se entreajudam e se complementam.

Tomás de Aquino, o nobre que se fez mendigo, o gordo boi mudo que foi homem de virtudes e de capacidades, também foi grande na fé. Aos olharmos hinos como "Pangue língua" temos certeza de que o Santo de Aquino era uma alma profundamente com os pés no chão, mas, totalmente voltado para Deus. Não podemos encará-lo apenas como teólogo e filósofo e, por isso, nos esqueçamos do frei, do santo.


Quando estava no leito de morte, Tomás pediu que recitassem ao pé do seu ouvido não fórmulas doutrinárias ou sentenças lógicas, mas sim, o cântico dos cânticos. Tomás de Aquino morreu em 1274, aos 49 anos de idade, ao som dos cânticos que falavam dos pássaros, da beleza e da liberdade.


50 anos após sua morte, em 1323, era inscrito no roll dos santos e em 1567 foi declarado Doutor da Igreja. Assim ganhamos no céu um verdadeiro intercessor, um homem humilde e simples, que negou as riquezas deste mundo, até mesmo rejeitando a púrpura cardinalícia que o Papa lhe quis entregar para em tudo servir a Deus, Nosso Senhor.

Ó Doutor dos Anjos! Ó Doutor comum, nosso santo intercessor!

sábado, 25 de janeiro de 2014

Paulo: um contínuo convite a ser seguido!


Celebramos a Festa da Conversão de São Paulo. A história deste apóstolo do Senhor já é conhecida de todos nós: o perseguidor que se tornou perseguido; de Saulo para Paulo; o judeu irrepreensível que se transformou no grande propagador da fé em Cristo Jesus.

Paulo era – segundo suas próprias palavras  - um “Judeu, nascido em Tarso da Silícia, mas fui educado nesta cidade [Jerusalém], instruído aos pés de Gamaliel, em todo o rigor da Lei de nossos pais e cheio de zelo pelas coisas de Deus..." (cf At 22, 3). Um judeu profícuo, que após ter feito a experiência com o Ressuscitado (cf Gal 1, 11-12). Foi capaz de ser uma das principais colunas da Igreja de Cristo, sob qual está alicerçada nossa fé.





E a respeito desta experiência resplandecente, desta experiência com o Cristo Ressuscitado, o Santo Padre, Bento XVI, destaca que a “conversão de São Paulo não foi uma passagem da imoralidade à moralidade - a sua moralidade era alta; de uma fé errada a uma fé reta, a sua fé era verdadeira, embora fosse incompleta mas foi o ser conquistado pelo amor de Cristo”[1].

Com efeito, ao fazermos memoria de sua conversão somos também convidados a nos converter cotidianamente. Não por razões sinestésicas, meramente sentimentais; mas sim por razões concretas, que nos motivem à uma legítima transformação, não só de nossas vidas, mas, do meio à nossa volta.


Paulo e sua conversão sempre foram causa de inspiração e de ânimo para nossa vida como homens e mulheres cristãos. Foi no longínquo 25 de janeiro de 1554, quando Frei José de Anchieta celebrou “em paupérrima e estreitíssima casinha, a primeira missa”[2], onde alguns anos depois o colégio foi construído e se tornaria o embrião da atual cidade de São Paulo. 




O Apóstolo do Brasil – que muito em breve será canonizado - consagrou ao Apóstolo dos Gentios o que séculos mais tarde seria a maior cidade de nosso país e a terceira maior arquidiocese do mundo. Uma metrópole que possui, desde os primórdios, um solo cristão em suas raízes e tem o patrocínio de São Paulo desde a sua origem.



Hodiernamente esta cidade homônima ao Apóstolo dos gentios constituiu-se rica em contrates, sendo possível encontrar grande suntuosidade em paralelo à extrema pobreza; grandes concentrações religiosas - como a canonização do primeiro santo brasileiro, Frei Galvão -, como excessivas manifestações culturais contraditórias aos ensinamentos da Santa Igreja.


Mas qual a razão para a origem e proliferação destas contradições?

A resposta para este pertinente infortúnio é simples, é a omissão, ou total abandono da vida eclesial. No ano de 2007 o Papa Bento XVI, em um discurso na própria cidade de São Paulo, nos apontou o razão para tal consequência.

Sua Santidade justificou que a “falta de uma evangelização em que Cristo e a sua Igreja estejam no centro de toda explanação. As pessoas mais vulneráveis ao proselitismo agressivo das seitas - que é motivo de justa preocupação – e incapazes de resistir às investidas do agnosticismo, do relativismo e do laicismo são geralmente os batizados não suficientemente evangelizados, facilmente influenciáveis porque possuem uma fé fragilizada e, por vezes, confusa, vacilante e ingênua, embora conservem uma religiosidade inata”[3].

Destarte, que a exemplo destes dois grandes homens de Deus – Paulo o Apóstolo dos gentios e Anchieta o Apostolo do Brasil - sejamos capazes de zelarmos por uma fé viva e ardente, aumentando em nós uma lealdade mais plena, e uma conversão diária, afim de que o nosso orgulho diminua e Cristo cresça em nós.








São Paulo precisou não enxergar para ver a luz do caminho, da verdade e da vida. Esta conversão nos deixou uma lição importante: que ao fecharmos os olhos ao nosso orgulho, possamos abri-los à Cristo e ao próximo. Rogamos a São Paulo, que por sua conversão “oferece-nos o modelo e indica-nos a vereda para caminhar rumo à plena unidade”[4].




[1] Homilia do Papa Bento XVI, 25 de janeiro de 2009. http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/homilies/2009/documents/hf_ben-xvi_hom_20090125_week-prayer_po.html

[2] Portal São Francisco: História da cidade de São Paulo - Fundação. Página visitada em 23 de janeiro de 2014. http://www.webcitation.org/66M19W25G

[3] Discurso do Papa Bento XVI, 11 de maio de 2007. http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2007/may/documents/hf_ben-xvi_spe_20070511_bishops-brazil_po.html

[4] Homilia do Papa Bento XVI, 25 de janeiro de 2009.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Álvaro Del Portillo será Beatificado em 27 de setembro

 
Dom Álvaro Del Portillo o primeiro sucessor de São Josemaria Escrivá a frente do Opus Dei será beatificado em Madrid, sua terra natal, em 27 de setembro de 2014 após vinte anos de sua morte. 

Álvaro nasceu em 11 de março de 1914 na capital espanhola e formou-se em engenharia civil. Em sua juventude teve contato com o Opus Dei, que havia sido fundado há pouco menos de 07 anos, ao qual se incorporou em 1935.
 
Após tomar parte na obra recebeu do próprio fundador, o Pe. Josemaria Escrivá, os ensinamentos e o espírito que compunham o Opus Dei, por ele fundado em 02 de abril de 1928. Del Portillo foi um dos pioneiros no trabalho apostólico da Obra e se tornou, além de grande amigo, o mais próximo e fiel colaborador de São Josemaria.
 
 
 
 
Em 1944 foi ordenado sacerdote pela imposição das mãos do Bispo de Madri, Mons. Leopoldo Eijo y Garay, junto a ele receberam o sacramento da ordem José María Hernández Garnica e José Luis Múzquiz, são eles os três primeiros sacerdotes que o Opus Dei gerou para a Igreja.
 
 

  
Durante toda sua vida sacerdotal sempre esteve ao lado de São Josemaria, ao qual serviu como Diretor Espiritual, confessor e secretário particular.



Em Roma desde 1946 atuou como Reitor do Colégio Romano da Santa Cruz, fundado pela Obra, e participou ativamente do Concílio Vaticano II tendo sido Presidente da Comissão para o Laicato, durante as sessões prévias ao Concílio. Durante o evento desempenhou a função de consultor da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos sacramentos, além de secretário da comissão do clero e do povo de Deus.


Com o término do Concílio o Papa Paulo VI o nomeou para a Comissão pós-conciliar sobre os Bispos e o Regime das Dioceses.
 
Quando o fundador do Opus Dei veio a falecer, em 26 de junho de 1975, Del Portillo estava ao seu lado e foi, alguns meses após a morte de São Josemaria, em 15 de setembro de 1975 que o Conselho Geral o elegeu o primeiro sucessor e continuar da obra iniciada em 1928 por Josemaria.
 
Conta-se que no escrutínio da eleição todo o conselho foi unânime na escolha do nome de Álvaro, apenas um membro havia votado contra esta sucessão: ele mesmo.
 





Em 28 de novembro de 1982 o Santo Padre o Beato João Paulo II erigiu o Opus Dei e a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz a condição de Prelazia Pessoal e fez de Dom Álvaro Del Portillo seu primeiro Bispo-Prelado, ordenando-o na Basílica de São Pedro em 6 de janeiro de 1991 e concedendo-lhe a sede titular de Vita.

 
Como Prelado expandiu os trabalhos apostólicos da obra a 20 países. Era conhecido por sua postura firme, mas, amável. Um homem de profunda delicadeza, piedade e mortificação. Sempre fiel ao espírito da Obra viveu em profunda unidade e amor com a Igreja, na pessoa de seu vigário na terra. Foi amigo pessoal de João Paulo II que fez questão de rezar diante de féretro, assim que soube se sua morte em 1994.

Alvaro Del Portillo faleceu na sede geral do Opus Dei em 23 de março de 1994, pouco depois que retornar de uma peregrinação a Terra Santa. Seu corpo repousa na igreja de Santa Maria da Paz, Prelatícia do Opus Dei.
 
Dez anos depois de sua morte foi aberto oficialmente o seu processo de Canonização, que se iniciou através da Diocese de Roma, na qual ele faleceu. Em 05 de março de 2004 o Vigário-Geral de Sua Santidade para a Diocese romana, Card. Camilo Ruini em sessão solene inaugurou os transmites legais. Em 2012 suas virtudes heroicas foram reconhecidas e agora sua Beatificação está marcada para 27 de setembro de 2014 na sua terra natal: Madrid.

 
Nos unimos a toda a Obra para louvar a Deus por este anúncio e nos colocamos sob a intercessão de Álvaro, para que de junto de Deus olhe por nós.
 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O Apóstolo do Brasil será canonizado!

Por Ânderson Barcelos e Henrique Zimmer

Jubilosos recebemos a notícia de que Sua Santidade o Papa Francisco, através da Congregação para a Causa dos Santos, escreverá no roll dos Santos o Beato José de Anchieta, apóstolo da evangelização na Terra de Santa Cruz. 


A notícia nos chega através do Sr. Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo Metropolitano de Aparecida (SP) e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que segundo relatou a imprensa local recebeu um telefonema do próprio Pontífice, no qual Francisco assegurava a declaração de Anchieta como santo.


José de Anchieta nasceu na região espanhola das ilhas canárias. Ingressou na Companhia de Jesus, fundada por Santo Inácio de Loyola para pregar missões e evangelizar os pagãos, em 1551.

Ao ser acolhido foi mandado para os estudos em Portugal , a fim de evitar que pudesse sofrer com a rigorosa Inquisição do Reino da Espanha, uma vez que possuía ascendência judaica pela parte materna.

De saúde frágil e débil foi enviado para o Brasil, recém descoberto pelos portugueses, ainda como noviço em 1553 para auxiliar no processo de colonização e cristianização da civilização indígena. Biógrafos contam que quando da partida seus superiores acreditavam que Anchieta nem atracaria em terras de Santa Cruz, antes, que morreria no caminho. 


O jovem missionário não só chegou com saúde como também se sentiu revigorado com os ares desta região. Em 15 de junho de 1553 iniciava a saga de Anchieta neste longínquo Brasil. 

Foi ordenado sacerdote aos 32 anos de idade, na época em que o Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, travava guerra para expulsar os franceses das terras brasileiras



Aqui catequizou e batizou os índios. Evangelizou os pagãos e converteu os pecadores. Anunciou o evangelho e promoveu a pessoa humana. 

Escreveu diversos poemas, contos e programou uma gramática tupi-guarani. Além de missionário incansável e fundador de cidades e povoados, o “Apóstolo do Brasil” foi teatrólogo, historiador, gramático e poeta. Anchieta escreveu em verso e prosa, seja em português, espanhol, latim ou tupi. Sua ação evangelizadora cruzou os umbrais da igreja, ainda nascente nestas terras, e se solidificou como princípio norteador e fonte basilar da sociedade civil brasileira. 


Em 24 de janeiro de 1554, Festa da Conversão de São Paulo Apóstolo, Padre Anchieta fundava o Colégio de São Paulo, que foi o embrião da grande metrópole da cidade de São Paulo. Tantos anos depois, esta data nos chega pela carta escrita, de próprio punho, pelo jesuíta desbravador. Na carta, Anchieta narrava que na comunidade da redondeza havia 130 pessoas, das quais 36 já filhos de Deus, pelo sagrado batismo.

Durante sua vida apostólica, toda vivida no Brasil, desempenhou diversas funções para os jesuítas e na igreja local, entre elas a de Superior Geral da Companhia de Jesus nestas terras (1577-1587). 

Com a idade de 63 anos se retirou para Reritiba, hoje Anchieta, no Espírito-Santo. Lá, veio a falecer. Seu corpo foi sepultado em Vitória e o Brasil perdia o homem que por 43 anos se dedicou, de corpo e de alma, a ação evangelizadora na Terra de Santa Cruz. Anchieta é o baluarte da civilização brasileira. Do céu, olha por cada um de nós e por nossa nação. 


O Beato João Paulo II - a ser canonizado também em 2014 - beatificou José de Anchieta em em 22 de junho de 1980, no Vaticano. O processo de beatificaçao, iniciado ainda no século XVII, parece ter sido dificultado pela perseguição aos jesuítas, perpetrada pelo Marquês do Pombal, mas já em 1622, várias pessoas tinham sido ouvidas no processo, relatando milagres e grandes valores do padre jesuíta. Agora o Papa Francisco anuncia sua canonização, ainda sem data marcada. 

Aguardamos ansiosos a declaração que tornará o Apóstolo de nosso chão o mais novo santo da Igreja, e rogamos ao Bom Deus que muitas graças sejam derramadas sobre nossa nação, pela intercessão de "São" José de Anchieta, evangelizador do Brasil. 

terça-feira, 7 de maio de 2013

O santo do cotidiano!

Josemaria Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro (Espanha) a 09 de janeiro de 1902.



Em 1918, começou seus estudos eclesiásticos no Seminário de Logronho, prosseguindo-os, a partir de 1920, no de São Francisco de Paula de Saragoça, onde passou a exercer a função de superior de 1922 em diante. No ano seguinte, começou a cursar também os estudos de Direito Civil na Universidade de Saragoça. Foi ordenado sacerdote a 28 de março de 1925.







Iniciou o seu ministério sacerdotal em paróquias rurais, continuando-os depois pelos bairros pobres e pelos hospitais de Madrid, e entre os estudantes universitários.








No dia 02 de outubro de 1928, por inspiração divina, fundou o Opus Dei, que vinha a abrir na Igreja um caminho novo, destinado a promover, entre as pessoas de todas as classes sociais, a busca da santidade e o exercício do apostolado mediante a santificação do trabalho e dos deveres cotidianos.


O Opus Dei, que desde o início contou com aprovação da autoridade eclesiástica diocesana, foi aprovado pela Santa Sé em 1943 e, em 28 de novembro de 1982, o Papa João Paulo II erigiu-o em Prelazia Pessoal.



Mons. Escrivá era Doutor em Direito pela Universidade de Madrid, Doutor em Teologia pela Universidade Lateranense (Roma) e doutor honoris causa pela Universidade de Saragoça. Foi Grão-Chanceler das Universidades de Navarra (Pamplona, Espanha) e de Piura (Peru). Tinha sido anteriormente professor de ética geral e moral profissional na escola de jornalismo de Madrid e professor de Direito Canônico e de Direito Romano em Saragoça, e posteriormente, na capital da Espanha.







Foi ainda consultor da Comissão Pontifícia para a interpretação autêntica do Código de Direito Canônico e da Congregação vaticana de Seminários e Universidades, Prelado de honra de Sua Santidade e Acadêmico ad honorem da Pontifícia Academia Romana de Teologia.





A partir de 1946, passou a residir em Roma, instalando na Cidade Eterna a sede geral do Opus dei. Lá faleceu, com notória fama de santidade, em 26 de junho de 1975. Seu corpo repousa na Igreja prelatícia de Santa Maria da Paz.



Entre seus escritos publicados, contam-se, além do estudo teológico-jurídico La Abadesa de Las Huelgas, livros de espiritualidade que foram traduzidos para numerosas línguas: Caminho, Santo Rosário, É Cristo que passa, Amigos de Deus, Via-Sacra, Amar a Igreja, Sulco, Forja. Sob o título Questões atuais do cristianismo, publicaram-se também algumas das entrevistas que concedeu a imprensa.









Josemaria Escrivá foi elevado à honra dos altares pelo Bem-Aventurado Papa João Paulo II, que celebrou sua solene canonização na praça de São Pedro em 06 de outubro de 2002. A sua festa litúrgica celebra-se todos os anos em 26 de junho, dia de nascimento para o céu.

domingo, 23 de dezembro de 2012

O fascínio sempre novo da santidade



Com a luz da razão natural e da fé compreendemos que Deus criou o mundo para manifestar a sua glória. E em sua criação ele convoca a todos –homens e mulheres, jovens ou adultos- a uma finalidade comum: a santidade.

Pelo simples facto de existir, a criação proclama a glória de Deus: “narram os céus a glória de Deus e o firmamento as obras de suas mãos”. Deus, no entanto, quis dotar o homem de alma espiritual, elevou-o à ordem sobrenatural e, depois da queda, redimiu-o mediante a morte na Cruz do Verbo encarnado, tornando-o filho de Deus pelo batismo e partícipe da natureza divina.”A razão mais sublime da dignidade do homem consiste na sua vocação à união com Deus”. (Cfr. Conc. Vat. II, Const. pastoral Gaudium et Spes n 19/I).

Conforme o Catecismo da Igreja Católica n 1703, sobre sua natureza e finalidade, o homem: "Desde que é concebido, é destinado a bem-aventurança eterna". Portanto, os cristãos, de ontem e de hoje, são convocados a fazer parte da Jerusalém Celeste, contemplando a face gloriosa do criador, na comunhão dos santos.

A santidade consiste essencialmente numa plena e total identificação com Cristo Jesus, que se desenvolve nos pequenos e grandes acontecimentos de nossa vida terrena. Na apresentação de um livro, e num comentário ao pensamento do apóstolo da "Santidade Cotiana" o santo espanhol Josemaría Escrivá, há alguns anos atrás, o então Cardeal Joseph Ratzinger fez notar que a grande tentação do nosso tempo está em olhar a vida pessoal como se, depois do “big bang” da criação, Deus se tivesse “afastado” do mundo e não tivesse nada a ver com a nossa existência diária. 

Ante esta visão deformada, o então Cardeal convida a descobrir que Deus atua continuamente e que a santidade não consiste em gastar a vida fazendo acrobacias circenses, mas, em viver dentro da mais absoluta normalidade – mais ainda, santificando essa normalidade – sem ser, e sem se considerar, superior aos outros, deixando que Deus atue em nós e falando com Ele como com um amigo. 

Incontáveis as mentes humanas são os homens e mulheres que passada esta vida mortal, e tendo se identificado e configurado ao Cristo Jesus, contemplam hoje a face gloriosa da Trindade. Todavia, a Igreja como mãe e mestra, nos aponta alguns que são para todo o Orbe cristão modelo de heroicidade. 

Há quem diga que a santidade é coisa do passado; de velhos manuais tridentinos e pré-conciliares. Por disposição da providência sabemos que não. O Divino Paráclito continua a suscitar em nosso meio muitos coração enamorados do Senhor, que tiveram vida santa e obtiveram da Igreja a glória dos altares, estes são os santos e beatos. 

No século passado e mesmo em tempos hodiernos viveram muitos homens e mulheres que agora a Igreja nos apresenta como modelo e exemplo de que a santidade é condição que pode ser vivida das mais diversas formas e que é convocatória a todos nós: "Sede Santos, como vosso Pai é santo".

Elaboramos uma pequena lista, de pessoas que viveram no século passado e neste e que agora figuram entre nossos altares, eles são a prova do fascínio sempre novo da santidade:


Gemma Galgani (1878-1903)

Faleceu no início do século XX aos 24 anos na Itália.

Desde muito cedo experimentava fenômenos sobrenaturais como visões, êxtases, revelações, manifestações sobrenaturais miraculosas e estigmas periódicos.

Quando tinha 18 anos seu pai morreu e ela entrou para a casa de Mateo Giannini como serviçal doméstica. Ela desejava entrar para o convento das passionistas em Lucca, no qual o seu conselheiro espiritual era o diretor, mas foi rejeitada devido sua fragilidade física, saúde precária, que incluía uma meningite espinhal, e por ter visões místicas. Mais tarde, Gemma curou-se graças à intercessão de São Gabriel da Virgem Dolorosa.

Entre 1899 e 1901 Gemma sofreu por 18 meses os estigmas da Crucificação de Cristo (stigmata), além das marcas dos espinhos e dos açoites de Jesus. Experimentou visões de Cristo e da Virgem Maria e do seu Anjo da Guarda. 


Luiz Beltrami (1880-1951) e Maria Beltrami Quattrocchi (1881-1965)

Casal italiano, beatificados por João Paulo II.

Durante os estudos universitários em Roma, conheceram-se e apaixonaram-se a primeira vista. Casaram-se em 1905 e viveram juntos por 50 anos na primeira metade do século XX, no qual a fé em Cristo foi posta à dura prova, por causa das duas Grandes Guerras. Maria e Luis amavam-se de verdade, mas reconheciam que seu amor era fruto de um amor maior: o amor de Deus! Por isso, em sua vida, sempre à luz do Evangelho, alimentaram com grande intensidade humana o amor matrimonial e dedicaram-se à vida familiar e comunitária.

Maria Corsini, nascida de família nobre de Florença, também era apaixonada pela musica. Trabalhou com voluntária da Cruz Vermelha durante a Guerra da Etiópia e na Segunda Guerra Mundial. Foi Catequista, era também comprometida com varias associações de caridade, como a Ação Católica Feminina. No lar dos Quattrocchi, não eram raras às vezes em que seus filhos os viram acolhendo em casa refugiados da guerra e organizando grupos de “Scouts” com jovens dos bairros pobres de Roma durante o pós-guerra.

Durante a gravidez dos quatros filhos foi sugerido o aborto. A decisão do casal de não o aceitar, nada mais foi que uma decisão coerente de Cristãos Católicos, comprometidos com o evangelho e com a vida. Quando se vive o batismo, todas as decisões da vida são tomadas baseadas na fé e na esperança e cujo fim é o amor.

Maria, Luis e seus filhos, viveram uma vida normal, sem nada de extraordinário, cultivaram uma profunda espiritualidade centrada na eucaristia e na devoção filial à Santíssima Virgem, com a reza diária do Santo Terço.

Luis faleceu em 1951, com 71 anos de idade e Maria em 1965, com 81 anos, sendo o 1º casal, na historia da Igreja, elevado às honras dos altares. Seus filhos, Padre Tarcisio e Padre Paolino, ambos com 90 anos, e Enriqueta, participaram da missa de beatificação de seus pais.


Teresa Benedita da Cruz (1891 – 1942)

Nascida judia, a alemã Edith Stein converteu-se ao catolicismo e se fez freira carmelita. 

De uma inteligência incomum esta jovem santa foi discípula e depois assistente de Edmund Husserl, o fundador da fenomenologia. Stein foi também à primeira mulher que defendeu uma tese doutoral de Filosofia na Alemanha.

Perseguida pelos nazistas faleceu aos 51 anos, no campo de concentração de Auschwitz. Era uma mulher de imensa inteligência, sabedoria e fibra moral. Uma grande mística de nosso tempo personifica que fé e razão podem caminhar lado a lado.


Maximiliano Maria Kolbe  (1894-1941)

Foi um frade franciscano conventual da Polónia, fundador da milícia da Imaculada.

Durante a Segunda Guerra Mundial deu abrigo a muitos refugiados, incluindo cerca de 2000 judeus. Em 17 de Fevereiro de 1941 é preso pela Gestapo, já que os nazistas temiam a sua influência na Polónia foi transferido para o campo de concentração de Auschwitz, la se voluntariou para morrer de fome no lugar de um pai de família que fora condenado pela fuga de um prisioneiro.

Faleceu como sacerdote santo em meio aquele podridão, dando auxilio sacramental e humanamente aos moribundos que o cercavam.


Pio de Pietrelcina (1887-1968)

Sacerdote capuchinho, de origem italiana que recebeu os estigmas de Cristo crucificado. Pesquisas recentes revelam que ele e considerado o santo mais popular de sua terra natal, a Italia.

Foi um confessor incansável, comparável ao Cura D`Ars, de uma profunda configuração ao senhor crucificado, sua fama de santidade se espalhou pelo mundo e através de seu sacerdócio converteu inúmeros corações a Cristo, Jesus.

Faleceu numa pequena cidade chamada San Giovanni Rotondo, na qual viveu praticamente toda sua vida religiosa, ali construiu um hospital e viveu em santidade e em simplicidade.


Gianna Beretta Molla (1922-1962)

Médica italiana, casada e mãe de quatro filhos. 

Na última gestação, aos 39 anos, descobriu que tinha um fibroma no útero. Três opções lhe foram apresentadas naquele momento: retirar o útero doente, o que ocasionaria a morte da criança, abortar o feto, ou, a mais arriscada, submeter-se a uma cirurgia de risco e preservar a gravidez. Não hesitou! Disse: “Salvem a criança, pois tem o direito de viver e ser feliz”!

Deu entrada, para o parto, no hospital de Monza, na sexta-feira da Semana Santa de 1962. No dia seguinte, 21 de abril de 1962, nasceu Gianna Emanuela, a quem teve por breves instantes em seus braços. Sempre afirmou: “Entre a minha vida e a do meu filho salvem a criança!”. 

Faleceu, como decorrência do parto, em 28 de abril de 1962, na sua casa, rodedada dos filhos e do esposo.


Josemaria Escrivá de Balaguer (1902-1995)

Santo espanhol foi o fundador do Opus Dei.

Chamado o apóstolo da Santidade Cotidiana, já antes do Concílio Vaticano II anunciava e pregava que todos os homens e mulheres da terra eram convocados a santidade. Através da obra, fundada a 02 de outubro de 1928, Josemaria se empenhava na santificação dos leigos.

Viveu no turbulento período da Guerra Civil espanhola, foi um orador magnífico e um homem de profunda sabedoria. Esteve no Brasil em 1974 e rezou no antigo Santuário de Nossa Senhora Aparecida, onde hoje se encontra uma imagem do Santo.

Sobre ele João Paulo II disse: São Josemaria foi um mestre na prática da oração, o que considerava uma extraordinária "arma" para redimir o mundo. Recomendava sempre: ""Primeiro, oração; depois expiação; em terceiro lugar, muito "em terceiro lugar", acção"" (Caminho, n. 82). Não é um paradoxo, se não uma verdade perene: a fecundidade do apostolado reside, antes de tudo, na oração e numa vida sacramental intensa e constante. Este é, no fundo, o segredo da santidade e do verdadeiro êxito dos santos. (Da homilia na missa de canonização).


Teresa de Calcutá (1910-1997)

Nascido no Império Otomano e naturalizada indiana, a Beata Teresa de Calcutá é a fundadora das Missionárias da caridade, considerada por muitos a “missionária do século XX”.

Nobel da paz, incansável na piedade e na caridade, esta Beata viveu em um período conturbado para a Ìndia, soube ser o braço misericordioso do Senhor junto aos necessitados. 

Quando da sua morte, em 1997 sua fama de santidade já havia se espalhado pelo mundo, João Paulo II a beatificou em 2003.


Dulce dos Pobres (1914-1992)

Natural de Salvador foi chamada o “Anjo Bom da Bahia”. Comparada a Madre Teresa, Dulce soube viver o amor junto aos pobres e marginalizados da Sé Primaz de nosso país.

Desde os treze anos de idade, depois de visitar áreas carentes, acompanhada por uma tia, ela começou a manifestar o desejo de se dedicar à vida religiosa. Começou a ajudar mendigos, enfermos e desvalidos. Nessa mesma idade, foi recusada pelo Convento de Santa Clara do Desterro, em Salvador, por ser jovem demais, voltando a estudar.

Com o consentimento da família e o apoio de sua irmã, Dulcinha, foi transformando a casa da família num centro de atendimento a pessoas necessitadas.

Em 8 de fevereiro de 1933, logo após se formar professora primária (1932), Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe.

Suas obras caritativas e assistências ultrapassaram as fronteiras brasileiras. Foi indicada ao prêmio Nobel.


João Paulo II (1920-2002)

De origem polonesa, o papa que reinou durante quase 27 anos foi chamado o “peregrino do amor”.

Combateu veementemente o comunismo, sobretudo, na Polônia. Foi um dos líderes que mais viajaram na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. Sabia se expressar nos seguintes idiomas: italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco, sua língua patrícia. 

Como parte de sua ênfase especial na vocação universal à santidade, beatificou 1340 pessoas e canonizou 483 santos, quantidade maior que todos os seus predecessores juntos pelos cinco séculos passados.

Em 2 de abril de 2005, faleceu nos aposentos pontifícios devido a sua saúde débil e o agravamento da doença de Parkinson.

Já nos seus funerais -que uniram diversos lideres religioso e políticos- se clamava Santo Súbito! 

Foi canonizado pelo Papa Francisco em abril de 2014.