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sábado, 1 de novembro de 2014

Duas comemorações, um só sentido



Neste fim de semana, é celebrada na Igreja duas importantes comemorações litúrgicas: no dia primeiro de novembro, a Solenidade de Todos os Santos, seguida pela Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos no dia dois de novembro.

A comemoração do dia de Todos os Santos originou-se, conforme registros, no século IV. A princípio, a liturgia reservava-se a recordar os mártires da terra. Mas foi o Papa Gregório IV que estendeu a comemoração em honra de todos os santos do orbe celeste.


Ao longo de seus dois milênios, a Igreja elevou à glória dos altares centenas de homens e mulheres que, durante suas vidas, materializaram a boa nova do Evangelho, aproximando-se fielmente da santidade pedida por Cristo.

No que tange a algumas confusões, muitas vezes propagadas por seguidores de profissões religiosas reformadas sobre a veneração aos Santos, o Catecismo da Igreja Católica elucida o tema, explicando-nos que não existe adoração aos santos dos Céus - como os fiéis também não adoram as mais diversas manifestações artísticas - mas sim, os veneramos e os admiramos por suas histórias de vida. 

O católico roga aos santos para que eles intercedam juntos diante do Trono de Deus, que é o "Operador" dos milagres.  Com efeito, respeitamos e muitas vezes nos espelhamos em tantos homens e mulheres que a seu tempo, em meio a tantas adversidades, se mantiveram fiéis à Fé de Cristo e foram capazes de renunciar aos apelos e desejos comuns e dominantes da sociedade. É esta força de vontade, reconhecida posteriormente como santidade - que só pode ser alcançada por dom e graça de Deus -, uma resposta do ser humano à iniciativa divina.

Assim, os santos foram capazes de tornarem-se o quinto Evangelho, um evangelho plenamente vivido e que todos nós ainda somos convidados a escrever com nossas próprias vidas.


Após o dia de Todos os Santos, celebramos a comemoração dos Fiéis Defuntos, quando a Igreja celebra em um só dia a memória de todos os seus fiéis que já encerraram sua peregrinação terrena. Neste dia recordamos, claro, nossos entes queridos que já nos deixaram, como também cabe a nós neste dia um olhar especial e diferente sobre a morte - o grande mistério e muitas vezes o grande temor dos seres humanos. Por essa experiência todos nós iremos passar, recordando, assim, a Jesus no Getsêmani, pedindo a Deus que Ele afaste o cálice, mas que prevaleça a sua vontade (cf. Mt 26,42). 

Ao contemplarmos a Paixão de Cristo, vimos que, embora receoso, Cristo enfrentou o desafio que se colocava à sua frente e venceu a morte, abrindo para nós o caminho da vida eterna. Por essa razão, não devemos temer o fim da vida terrena, pois este será apenas o caminho para realizarmos o pleno e definitivo encontro com Deus.


Portanto, neste fim de semana de Todos os Santos e de Todos os Fiéis Defuntos, formamos como que uma só festa, pela qual unimos a Igreja militante e peregrina nesta Terra e a Igreja triunfante dos Céus, para que roguem juntas pela Igreja sofredora e paciente, onde os fiéis defuntos estão à espera de contemplarem a glória da Jerusalém Celeste.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Francisco, Bento e a Hermenêutica da Continuidade!

No cinquentenário da realização do Concílio Vaticano II quis a Divina Providência conceder a sua Igreja um verdadeiro dom: a "hermenêutica da continuidade". O então Cardeal Ioseph Ratzinger escreve em sua obra "Introdução ao espírito da liturgia" sobre a necessidade de compreendermos o grande acontecimento da Igreja no século XX não como uma ruptura ou um cisma, mas, como um verdadeiro "aggiornamento", que de forma linear e contínua atualiza e revivifica o dom de Deus.


Durante seu profícuo pontificado o Papa Bento XVI não mediu esforços para trazer a tona e tornar clara a posição que já como cardeal defendia. Quer seja na liturgia ou no magistério vimos uma perfeita e equilibrada harmonia entre os costumes, as rubricas e a tradição da Igreja. Não poucas vezes foi taxado de conservador e retrógrado pela mídia e até mesmo nas esferas internas de sua grei. O papa foi um verdadeiro "mártir branco" da hermenêutica Concílio Vaticano II. 

Com a eleição do Papa Francisco, no inicio de 2013, houve quem julgasse ter chegado ao fim a era da hermenêutica da continuidade, que se interromperia este tempo de equilíbrio e de luta pela correta aplicação das reformas do Vaticano II. O Papa Bergoglio é, não podemos negar, diferente do Papa Ratzinger. Todavia, a fé e o amor pela Igreja de Jesus Cristo não só os une, mas, os torna irmãos.


O Santo Padre tem se mostrado um homem de profunda veneração e respeito pela obra e pela pessoa de seu antecessor, o Papa Bento XVI. Em recente entrevista a uma rede de televisão alemã o Arcebispo Georg Gaswein, Prefeito da Casa Pontifícia e Secretário Particular de Ratzinger, disse que entre os dois papas há um verdadeiro respeito e carinho mútuo, e que Francisco sempre está interessado por Bento. 

No que tange a vida pastoral a fé se mantém intacta. O Papa Francisco continua a pregar e a defender a mesma fé de Bento, de João Paulo, de Paulo e de João e assim por diante. Os anseios e os pedidos do Concílio Vaticano II continuam a ser aplicados, sobretudo, no que diz respeito a evangelização dos povos, do homem moderno. 

Na liturgia houve um verdadeiro espanto quando da primeira missa pública do Papa recém eleito. Ao contrário de seu antecessor, Francisco não fez uso do altar fixo da Capela Sistina, que é "ad Orientem", mas pediu que na capela fosse colocado outro, "versus populum". Alguns interpretaram este gesto tão simples do Papa como uma negação da "reforma-reforma" ou então um sinal claro de que tudo que vinha sendo aplicado já estava fora de contexto e não serviria para seu Papado. Alguns fizeram festa, soltaram confetes, outros choraram amargamente. 

Passados alguns meses, no último domingo - Festa do Batismo do Senhor - o Papa voltou a celebrar na mesma Capela Sistina, sob o olhar atento do Juízo Final de Michelângelo. Neste dia, 12 de janeiro, o Papa não solicitou que se colocasse outro altar na capela, outrossim, fez uso do altar fixo que lá está. Alguns comemoram com júbilo, outros julgaram que Francisco estava sob pressão da ala mais tradicionalista.


Creio que o Papa não esteja assim tão preocupado com a posição que o altar está, se "versus Deum" ou "versus populum", mas sim em aplicar e viver as normas litúrgicas. O Papa Francisco não é um demolidor, com alguns julgaram ser e tão pouco um reformista, como outros queriam. O Papa é alguém que está disposto a continuar investindo na hermenêutica da continuidade, fazendo ressoar na coração da Igreja frutos abundantes e fartos pela correta interpretação do Vaticano II. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sentido teológico: Versus ad populum aut contra Deum?

Essa nos é uma pergunta constante, qual a razão de celebrar o sacrifício da Missa de costas para o povo? E por que se celebra de frente para o povo? Liturgicamente qual delas possui um significado teológico?


Essa pergunta e outras serão explicadas pelo Reverendíssimo Monsenhor Guido Marini - Mestre de Cerimônias da Liturgia Pontifícia.


O que se entende com "oração voltada para o oriente"? Entende-se o coração orante orientado para Cristo, do qual provém a salvação e para o qual todos tendem como para o Princípio e Termo da História. No Oriente nasce o sol. Ora, o sol é símbolo de Cristo, a luz que surge do Oriente. Lembre-se a propósito a passagem do cântico Benedictus : "O sol que surge no Oriente vem nos visitar"(Lc 1, 78).

Durante a celebração Eucarística o sacerdote nos convida a voltar os corações para o Senhor: "Sursum Corda", e todos respondem "Habémus ad Dóminum". Ora, se tal orientação deve ser sempre interiormente assumida por toda a comunidade cristã e recolhida em oração, essa atitude deve ser também expressa com sinal exterior. De fato, o sinal exterior há de ser sempre verdadeiro, de modo que torne manifesta a correta atitude espiritual.




Missa presidida por S.S. Papa Bento XVI

Então aí está o motivo da proposta do Cardeal Ratzinger, enquanto Pontífice Máximus da Igreja, que é mantida pelo então Cardeal Bergoglio - Papa Francisco: colocar o crucifixo no centro do altar, de maneira que todos, no momento da liturgia Eucarística, possam efetivamente voltar os olhos para o Senhor, orientando assim a própria oração e coração.

A Cruz permanece no centro do Altar

Vejamos o que disse o Papa Bento XVI, que escreve sua Opera omnia, dedicado à liturgia: " A ideia de que o sacerdote e povo deveriam, na oração, olhar um para o outro, surgiu apenas no cristianismo moderno e é completamente estranha no antigo. Sacerdote e povo certamente não rezam um para o outro, e sim para o único Senhor. Por isso na oração todos olham para mesma direção: ou para o Oriente como símbolo cósmico do Senhor que vem, ou, nos lugares onde isso não é possível, para uma imagem de Cristo na abside, para uma cruz, ou simplesmente para o céu,como fez o Senhor durante a oração sacerdotal da última noite antes da Paixão (Jo 17, 1).
E não se diga que a imagem do crucifixo obscurece a visão dos fiéis em relação ao celebrante. Os fiéis não devem olhar o celebrante, nesse momento litúrgico! Devem olhar para o Senhor! Assim aquele que preside a celebração deve poder olhar para o Senhor. A cruz não impede a visão; ao contrário, lhe abre o horizonte para o mundo de Deus, e a faz contemplar o mistério, a introduz no céu, de onde provém, a única luz capaz de dar sentido à vida neste mundo.
 Em nosso tempo entrou em voga a expressão "celebrar voltado para o povo". É aceitável dizer assim, quando a expressão entende descrever o aspecto topográfico, devido ao fato que hoje o sacerdote, pela colocação do altar, se encontra em posição frontal em relação à assembleia. Mas, não se poderia absolutamente aceitar, se tal expressão tivesse conteúdo teológico. De fato, a Missa, teologicamente falando, está sempre voltada para Deus, através de Cristo nosso Senhor, e seria grave erro imaginar que a orientação principal da ação sacrifical fosse a comunidade. Por isso, tal orientação- voltada para o Senhor- deve animar em cada um a participação litúrgica interior. E é igualmente importante que isso possa ser bem visível também no sinal litúrgico.

Missa presidida por S.S. Papa Francisco
                                               
   
Fonte: MARINI Guido, Liturgia Mistério da Salvação,  Ed. Paulus.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Fiéis a Deus e ao Papa: 35 novos Guardas Suíços


Seis de maio não é um dia qualquer!
Mesmo alguns não sabendo ou não lembrando, neste numérico dia, precisamente em 1527, 147 guardas morreram heroicamente em defesa do Papa Clemente VII. 486 anos depois, 35 novos membros da Guarda Pontifícia fizeram seu juramento de fidelidade. Destes 35 constam: 28 alemães, 6 franceses e 1 italiano. Para ingressar na Guarda, não é mais preciso ser suíço nato, mas possuir cidadania suíça.



Em que consiste o exército do Papa?

Inicialmente a Guarda Suíça era um conjunto de soldados mercenários suíços, que combatiam por diversas potências europeias entre os séculos XV e XIX em troca de pagamento. Hoje só servem o Vaticano.
A Guarda Suíça do Vaticano foi formada em 1506, em atendimento a uma solicitação de proteção feita em 1503 pelo Papa Júlio II aos nobres suíços. Cerca de 150 nobres tidos como os melhores e mais corajosos chegaram a Roma vindos dos cantões de Zurique, Uri, Unterwalden e Lucerna. O seu comandante era o capitão Kaspar von Silenen.
A batalha mais expressiva foi em 6 de maio de 1527, quando as tropas invasoras imperiais de Carlos V de Habsburgo, em guerra com Francisco I, entram em Roma. O exército imperial era composto de cerca de 18000 mercenários. Em frente à Basílica de São Pedro e depois nas imediações do Altar-Mor, a Guarda Suíça lutou contra cerca de 1000 soldados alemães e espanhóis. Combateram ferozmente formando um círculo em volta do Papa Clemente VII visando protegê-lo e levá-lo em segurança ao Castelo de Santo Ângelo. Faleceram 147 guardas, mas em contrapartida 800 dos 1000 mercenários do assalto caíram mortos pelas alabardas dos suíços.
O Papa Pio V (1566-1572) enviou a Guarda Suíça para combater na Batalha de Lepanto, contra os turcos. Com Pio VI a guarda foi dissolvida já que este Papa foi enviado para o exílio por Napoleão. A guarda voltou a formar-se em 1801 e, em 1848, desempenhou um papel decisivo na defesa do Palácio Apostólico frente aos revolucionários nacionalistas italianos.


Quando a Alemanha Nazi ocupou Roma em setembro de 1943, a Guarda Suíça e as outras unidades que na época constituíam as formas armadas papais, como a Guarda Palatina, foram colocadas em estado de alerta. Houve um aumento no número de postos de vigia. Os guardas trocaram as alabardas e espadas por espingardas Mauser 98k, baionetas e cartucheiras com 60 substituições de munição, como medida de precaução. Embora as tropas alemãs patrulhassem o território italiano até à Praça de São Pedro, não houve qualquer tentativa de invasão pela fronteira do Vaticano nem qualquer confronto entre a Guarda Suíça e tropas alemãs. Nessa altura a Guarda tinha apenas 60 homens, pelo que poderia apenas ter feito uma resistência simbólica a qualquer ataque. No próprio dia em que os alemães ocuparam Roma o Papa Pio XII deu ordens que proibiam a Guarda Suíça de derramar sangue em sua defesa.
O atual comandante da Guarda Suíça Pontifícia, Daniel Rudolf Anrig, jurista e chefe da polícia criminal do cantão de São Galo (St. Gallen), entre 2001 e 2006, foi designado por Bento XVI em substituição ao coronel Elmar Theodor Maeder.
Os guardas assinam um contrato de dois anos e obtêm um soldo mensal de 1200 euros. São celibatários (exceto os oficiais, sargentos e cabos) e é-lhes formalmente proibido dormir fora do Vaticano. O seu alojamento é a caserna da guarda. 


A vida quotidiana é preenchida também com celebrações litúrgicas. A guarda dispõe de uma capela onde oficia o Capelão do Exército Pontifício.


É a única guarda do mundo em que a bandeira é alterada com cada novo chefe de Estado, pois contém o emblema pessoal do Papa.

Uniforme oficial

O uniforme que hoje a Guarda usa foi desenhado por Jules Répond (comandante no período 1910-1921) a partir do modelo que se atribui a Michelangelo por volta de 1505, pelo que é considerado um dos uniformes militares mais antigos do mundo, e muito mais vistoso, alegre e colorido que o do século XIX.
1. Na Páscoa, no Natal e na cerimônia do ingresso de novos membros, uma armadura se soma ao uniforme de gala, que consiste numa impressionante gola branca, luvas brancas e capacete prata com a efígie do fundador Papa Júlio II e uma pena vermelha para os alabardeiros (que portam uma lança), uma pena roxa para os oficiais e uma pena branca para o comandante e o sargento. Além disso, a calça e camisa nas cores azul e amarelo.
2. Durante os treinamentos e trabalhos diários (incluindo a guarda noturna), usa-se um uniforme totalmente azul com colarinho e punhos brancos.
3. No inverno e sob a chuva é usada uma capa sobre o uniforme.
Os bateristas usam um uniforme amarelo-preto com um capacete preto e penas amarelo-preto durante suas performances.
A Guarda Suíça não utiliza botas, sendo calçadas meias aderentes às pernas e presas à altura dos joelhos por uma liga dourada, sendo eventualmente cobertas por polainas. Em geral, o uniforme recorda o esplendor das cortes do Antigo Regime, e o orgulho de ser soldado, combater e servir o Papa.

Cerimônia

Anualmente, em 06 de maio, aniversário da batalha contra os soldados de Carlos V, os novos Guardas prestam o seu juramento da seguinte forma:


Primeiro o juramento dos novos soldados da Guarda Suíça Pontifícia é lido, em nome de todos, pelo Capelão do Exército Pontifício:

“Juro servir com fidelidade, lealdade e honra o Sumo Pontífice Francisco e os seus legítimos sucessores, e dedicar-me a eles com todas minhas forças, sacrificando inclusive, se necessário, a minha própria vida para defendê-los. Assumo igualmente este compromisso relativamente ao Sacro Colégio dos Cardeais durante a duração da Sé Vacante. Prometo ainda ao Capitão Comandante e aos outros meus superiores respeito, fidelidade e obediência. Juro observar tudo aquilo que a honra da minha posição exige de mim”.

Depois, cada novo recruta é chamado pelo nome e ele, segurando com a mão esquerda a bandeira com o brasão do Papa reinante e levantando três dedos da mão direita para o céu, diz:

“Eu, N., juro por observar fiel, leal e honradamente tudo o que neste momento eu tenho dito. Que Deus e os seus Santos me ajudem”.


Agradecimento: Apostolus Christi; Josue Cornejo.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ordinariate Militaris Ad Brasilli



O Ordinariado Militar do Brasil é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, subordinada diretamente à Santa Sé, participa do Conselho Episcopal Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A sé episcopal está na Catedral Militar Santa Maria dos Militares Rainha da Paz, na cidade de Brasília, no Distrito Federal.

 Catedral Militar Rainha da Paz - DF

O Ordinariado Militar do Brasil organiza e coordena os serviços de todas as capelanias militares católicas do Brasil.

Capelão

Capelão é um ministro religioso autorizado a prestar assistência religiosa e a realizar cultos religiosos em comunidades religiosas, conventos, colégios, universidades, hospitais, presídios, corporações militares e outras organizações. Ao longo da história, muitas cortes e famílias nobres tinham também o seu capelão.


Capelania militar

Também chamada de capelania castrense. O capelão militar é um ministro religioso encarregado de prestar assistência religiosa a alguma corporação militar (exército, marinha, aeronáutica, Polícias Militares e aos Corpos de Bombeiros Militares). Nas instituições militares existem as capelania católicas e evangélicas, as quais desenvolvem suas atividades buscando assisitir aos integrantes das Forças nas diversas situações da vida. O atendimento é estendido também aos familiares. A atividade de capelania é importante no meio militar, pois contribui na formação moral, ética e social dos integrantes das Unidades Militares em todo o Brasil. Para se tornar um Capelão Militar, o interessado deve ser Ministro Religioso - Padre, Pastor, etc., com experiência comprovada no Ministério Cristão, e ainda ser aprovado em concurso público de provas e títulos. Ao ser aprovado no concurso específico, o militar capelão é matriculado em curso militar de Estágio e Adaptação de Oficial Capelão.

Legislação brasileira

A Constituição Federal de 1988 prevê em seu art. 5º, inciso VII que «é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva.» A lei 6.923, de 29/6/1981, alterada pela lei 7.672, de 23/9/1988, organizou o Serviço de Assistência Religiosa nas Forças Armadas. A partir desta legislação temos definido que: 1) «O Serviço de Assistência Religiosa tem por finalidade prestar assistência religiosa e espiritual aos militares, aos civis das organizações militares e às suas famílias, bem como atender a encargos relacionados com as atividades de educação moral realizadas nas Forças Armadas.» (Lei 6.923, art. 2º) 2) «O Serviço de Assistência Religiosa será constituído de Capelães Militares, selecionados entre sacerdotes, ministros religiosos ou pastores, pertencentes a qualquer religião que não atente contra a disciplina, a moral e as leis em vigor.» (Lei 6.923, art. 4º) 3) «Cada Ministério Militar atentará para que, no posto inicial de Capelão Militar, seja mantida a devida proporcionalidade entre os Capelães das diversas regiões e as religiões professadas na respectiva Força.» (Lei 6.923, art. 10)


Capelania Militar Católica

A Capelania Militar Católica no Brasil é garantida por força do acordo diplomático celebrado entre o Brasil e a Santa Sé, assinado no dia 23/10/1989. Por força deste acordo a Santa Sé criou no Brasil um Ordinariato Militar para assistência religiosa aos fiéis católicos, membros das Forças Armadas. Este Ordinariato Militar é canonicamente assimilado às dioceses, e é dirigido por um Ordinário Militar. Este prelado goza de todos os direitos e está sujeito a todos os deveres dos Bispos diocesanos. O Ordinário Militar deve ser brasileiro nato, tem a dignidade de Arcebispo e está vinculado administrativamente ao Estado-Maior das Forças Armadas, sendo nomeado pela Santa Sé, após consulta ao Governo brasileiro. O Estatuto do Ordinariato Militar foi homologado pelo decreto Cum Apostolicam Sedem, de 02/01/1990, da Congregação dos Bispos.

Normas católicas

A assistência religiosa aos militares católicos é prevista no Concílio Ecumênico Vaticano II no Decreto Christus Dominus, de 28 de outubro de 1965, que assim definiu: «A assistência espiritual aos militares exige cuidados especiais. Por isso, deve-se estabelecer um vigário castrense para toda a nação. Vigário e demais capelães cooperem com os bispos diocesanos na árdua tarefa a que se dedicam. Os bispos devem ceder ao vigário castrense um número suficiente de sacerdotes aptos ao exercício dessas funções e favorecer as iniciativas em favor do bem espiritual dos militares.» O Código de Direito Canônico em seu cânon 569 limitou-se a determinar que «os Capelães militares regem-se por leis especiais». Este assunto foi regulamentado pela Santa Sé através da Constituição Apostólica Spirituali Militum Curae, de 21 de abril de 1986. Nesta Constituição Apostólica foram estabelecidas «certas normas gerais, válidas para todos os Ordinariatos Militares - chamados até agora de Vicariatos Castrenses - que devem depois ser completadas, no quadro desta lei geral, com os estatutos instituídos pela Sé Apostólica para cada Ordinariato.»

Ordinariado Militar Católico do Brasil

No Brasil, o Ordinariado Militar do Brasil foi ereto canonicamente em 6 de novembro de 1950 como Vicariato Castrense do Brasil.

Ordinários militares do Brasil

Dom Osvino José Both: 2006 - Atual Arcebispo. (foto ao lado)
Dom Geraldo do Espírito Santo Ávila: 1990-2005
Dom José Newton de Almeida Baptista: 1963–1990
Dom Jaime de Barros Cardeal Câmara: 1950–1963












Dom José Francisco Falcão de Barros (Bispo Auxiliar): 2011 – Atual Bispo Auxiliar. (foto ao lado).
Dom Augustinho Petry (Bispo auxiliar) 2000-
Dom Alberto Trevisan (Bispo auxiliar) 1964–1966












Padroeira









A padroeira do Ordinariado Militar no Brasil é Santa Maria dos Militares Rainha da Paz.


terça-feira, 12 de março de 2013

Monsenhor Guido Marini e sua mantelletta


Ao presenciarmos a beleza da cerimônia de abertura do Conclave, com a procissão dos cardeais saindo da capela paulina, a Ladainha dos santos, o hino Veni Creator Spiritus, a oração do Cardeal Giovanni Battista Re e o juramento dos purpurados, novamente revivemos a sobriedade e sacralidade das cerimônias pontifícias, em especial, de um novo Conclave.


Logo após acompanharmos atentos cada um dos purpurados, acontece um dos momentos mais esperados desta cerimônia (pelo menos dos devotos da Sacra Liturgia e do seu pioneiro contemporâneo Guido Marini): “Extra Omnes!”. Monsenhor Guido Marini, Ex-Mestre das cerimônias Pontifícias, em seus passos solenes, dirige-se ao microfone da Capela Sistina e, após uma breve pausa, com sua voz esguia conclama aos “intrusos” a saída do recinto.


Pessoalmente, foi uma cena única, engraçada e curiosa!
Uma pergunta, naquele instante, tomou minha consciência católica: porque estaria Guido Marini portando uma mantelletta?

         
Modelo tradicional de manteletta

Monsenhor Guido Marini portando a mantelletta na Missa pro elegindo Pontifice Romano

Como bom curioso conservador, fui à procura!
Eis:
Dal sito dell'Arcidiocesi di Genova:

A Mons. Guido Marini, nominato recentemente Maestro delle Celebrazioni Pontificie, il Santo Padre Benedetto XVI ha concesso l'onorificenza pontificia di Prelato d'Onore di Sua Santità. La comunicazione del riconoscimento, legato al nuovo incarico ricoperto da mons. Marini, è avvenuta ieri nel corso dell'udienza privata che ha avuto con il Santo Padre”.
(Ao monsenhor Guido Marini, que foi recentemente nomeado Mestre de Cerimônias Papal, o Santo Padre Bento XVI concedeu a condecoração papal de Prelado de Honra de Sua Santidade. A comunicação de reconhecimento, ligado à nova posição realizada por Mons. Marini, ocorreu ontem, durante a audiência privada que teve com o Santo Padre . Abril de 2007). 

Assim, o Mestre de cerimônias está no mesmo “degrau” de favores que um Prelado Doméstico ou Capelão de Sua Santidade e Protonotário Apostólico, pela função íntima com o Papa que ele assume. Isto consta no próprio site do Ofício das celebrações litúrgicas do Vaticano:
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/documents/ns_lit_doc_05111998_profile_it.html
Logo, é próprio do Mestre de Celebrações Pontifícias o uso da mantelletta


Lembremos que também no Conclave de 1978, que elegeu Albino Luciani e Karol Wojtila, o Mestre de Cerimônias (que sempre fica ao lado esquerdo), Virgilio Noe também a portava!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Primeiras impressões de um católico conservador

               


Antes de tudo, apenas esclareço que não sou filósofo, em sentido estrito. Ou seja, não tenho grande dedicação à pesquisa e nem profunda reflexão neste campo, ao ponto de ser chamado de filósofo. Tenho apenas algumas pinceladas necessárias de uma graduação recém-terminada. Em segunda estância, escrevo aqui como um católico! Credo in Unam, Sanctam, Catholicam et Apostolicam Ecclesiam! E antes da crítica reacionária, aceito plenamente o Vaticano II! Porque esta afirmação? Apenas a título de esclarecimento a algum desavisado de plantão que possa ler o título com más intenções. O que aqui descrevo e transmito não é dogma, é doxa.
Porque do conceito ‘conservador’ no título referido? Em primeiro porque assim me considero! Aceitando plenamente o Vaticano II, também aceito a Tradição da Igreja como depósito da fé da mesma de dois mil anos. Dois mil anos! É muita história e riqueza espiritual! Assim, (agora no âmbito estritamente litúrgico, pois é a Santa Missa o cerne deste artigo) creio que muitos gestos, ritos, palavras, ações contidas no Rito litúrgico Ordinário da Santa Missa antes do Vaticano II têm sua importância de complemento e aprofundamento do mistério eucarístico (ou vice-versa, pra quem entender o que quis dizer). Assim gosto de me inserir nesta palavra: conservador. Conservando o que é importante, não anularemos o atual, mas o complementaremos (segundo o correto entendimento. Correto!). Percebo que hoje, os católicos que “liturgicamente” não são conservadores, são em geral aqueles que desprezam o rito antigo, acham que o novo é atualização (prestes a cair numa profunda ruptura) ou mesmo nem conhecem aquilo que acontecia antes do Concílio (digo por experiência do que já vi – na China, não no Brasil!).


Com isso, não pretendo também dizer que, na questão litúrgica, temos partidos subdivididos em visões ou interesses. Não! A essência é a mesma; o mistério é o mesmo: Cristo se oferece continuamente na Eucaristia pela humanidade! Não somos e nem poderíamos ser uma Igreja subdividida em partidos, já que a libertação já ocorreu totalmente no calvário de Nosso Senhor. Corremos atrás da unidade pedida por Cristo; e antes de pensar em ecumenismo, pensemos na unidade dentro da própria Igreja em torno do báculo de Pedro! Mas mesmo assim, gosto de considerar assim: conservador.
Agora vamos ao ponto filosófico: conservador ou tradicional? Prefiro conservador, para dar destaque a este sentido de conservar aquilo tudo que pode ajudar e que hoje é, de certo modo, deixado de lado. Lembro-me das ditosas aulas de filosofia da cultura quando se falava das correntes do século XIX e XX. Quando se dividiu a apresentação de seminários, vi o tema ‘tradicionalismo’. Fiquei eufórico, imaginava já o esplendor da Igreja, da Liturgia intacta, da pomposidade, das grandes catedrais, altares... Mas na apresentação saiu tudo diferente! Que graça!


O tradicionalismo foi um movimento filosófico-teológico que pregava o conhecimento humano (razão) impossibilitado de conhecer verdadeiramente (!) as realidades espirituais. Ele visava à oposição ao fideísmo, que pregava o contrário (a fé exacerbada sem a razão). Os expoentes do tradicionalismo são Bautain e Bonnetty (tradicionalismo moderado). Enfim, tanto tradicionalismo quanto fideísmo foram condenados pelo Vaticano I (I, não II). Atualmente alguns usam ‘tradicionalismo’ para falar dos grupos doutrinário-litúrgicos que defendem a interpretação justa do Vaticano II segundo o sonho de João XXIII e não dos cardeais reacionários-políticos; ou mesmo para falar de Lefebvre e Mayer ou os não separados (?) Fedeli, Plínio e Clá, e suas devidas companhias. Enfim, parece “politicagem” demais. Para evitar isso e a confusão com aquela heresia discorrida rapidamente antes, prefiro evitar. Gosto de ‘conservador’.
Tudo isso só pra contextualizar. Gosto de contextualizações, história, essas coisas. Creio que seria um bom professor! Ou escritor? Mas isso não vem ao caso. Não agora.
Caros leitores que leram essa pataquada toda acima. Tudo isso para explicar o motivo integral do título e dizer-lhes minha alegria, que já dura uma semana e promete perdurar: pela primeira vez, assisti uma Santa Missa celebrada no Rito Tridentino! (e para os que ainda não entenderam ou não retornaram ao título, por isso “primeiras impressões...”). Isso aconteceu venturosamente num local não menos digno de tanta graça: na Basílica do Mosteiro de São Bento, no centro antigo de São Paulo. Mas alguns se perguntam: mas só agora assististe à Missa Tridentina? Sim. Saí do exílio barriga-verde no começo deste ano e vim parar em terras de garoa a pouco!


Antes que acabe por falar asneiras, vamos ao que me propus escrever: as primeiras impressões que tive. Na verdade não vi surpresas externas. Nada é tão diferente do que já tinha visto em vídeos, imagens e afins. O rito era aquele que trazem aqueles antigos ‘missais cotidianos’ que tinha contato. Mas algo foi inédito: a emoção de, sentado distraído no coro do mosteiro, ouvir aquele suntuoso órgão e, ao mesmo tempo, ver entrando em procissão um distinto sacerdote de barrete e pianetta roxa. Nunca mais esquecerei esta cena. Foi magnífico! Confesso que neste mesmo momento verteu-me uma lágrima sincera. Quando eu olhava para o lado direito, via piedosas mulheres de véu (e, inacreditavelmente ou não, jovens, compreenderam?, jovens mulheres com seus maridos e filhinhos pequenos); erguendo os olhos contemplava aquelas enormes imagens dos apóstolos, parecendo veras colunas da Fé indefectível da Igreja (sim, pois a Igreja é santa, e não santa e pecadora – assunto para o próximo artigo) que assistiam fixos tal mistério (a imagem de São Paulo me encabulava: ele olhava para fora como que indicando: “depois não se esqueça da missão!” e ainda me pergunto: “qual será esta missão?”. Creio que a estou realizando agora).


O momento foi inesquecível. Não vou transcrevê-lo, porque logo preciso terminar esse artigo. Não fui sozinho. Na saída do mosteiro e na volta para casa algumas questões apareceram da boca de alguns (e do pensamento engenhoso também): “não entendi nada!”, “achei muito morto, só o padre falava!”, “o que o padre falava mesmo?”, “as pessoas que estavam lá nem entenderam nada!”, e ainda na hora da Santa Missa, no instante da Epístola um cristão pergunta: “já começou a Missa?”. Inocências a parte, digo, pois, senhores e senhoras:
Para mim foi um momento único! Quem não gostou, não é obrigado a assistir novamente (e digo a todos que pensam ou que já pensaram o descrito no parágrafo anterior). Creio que as pessoas que lá estavam (que não era um grupo muito grande, mas ‘raleavam’, com diz o sulista, os bancos da Basílica), estavam convictas do que queriam, atentas ao que acontecia e sabendo muito bem o que se passava! Não entendeu o que o padre disse? Só procurar estudar um pouco mais da língua oficial da sua Igreja e logo mais saberá! Mas quero terminar para não exceder demais!


Saio realizado. Minha primeira impressão do Rito Tridentino foi muito positiva. Bem celebrado, com piedade e devoção, atentamente, com toda dignidade e sobriedade possível. Nas Missas que participo do Rito Ordinário, por incrível que pareça, participo muito melhor! Enxergando visivelmente a extrema adoração e respeito pela Sagrada Eucaristia do Rito Extraordinário, faço de minha participação no Rito Ordinário digna da mesma e extrema adoração e respeito. Afinal é o mesmo Cristo, ontem, hoje e sempre! No Rito Extraordinário, Ordinário e no novo Movimento Litúrgico!
Quiçá pudera eu participar novamente, inúmeras vezes. E assim o quero fazer. Percebi nitidamente como os dois Ritos se complementam.
Perdão pelas intervenções dos parênteses pelo corpo do texto; creio que herdei o jeito de escrever de Escrivá, de tanto lê-lo. Teria eu muitíssimo mais coisas a discorrer, mas não quero cansá-los, diletos, com meus sonhos visionários por vir. Ao escrever isto tudo, olhei para o gramado à minha frente e, pensei (algo suscetível para as críticas): “Quem dera, se o mundo fosse conservador como eu!”.


Agora sim, termino reafirmando: são realmente muito otimistas as primeiras impressões de um católico conservador!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Fanon Papal

Hoje, na praça de São Pedro, durante o ato supremo e solene da canonização de sete novos santos, Bento XVI, assistido pelos cardeais diáconos, usou o fanon pela primeira vez em seu pontificado. O fanon é uma espécie de pequena capa de ombros, como uma dupla murça (mozeta) ou camalha de seda branca com listras douradas.

O fanon, insígnia litúrgica papal, é reservado somente ao Papa durante as Missas Papais, representa o escudo da fé que protege a Igreja Católica, personificada no papa. Só o pontífice máximo pode usar o fanon, pois ele é o chefe visível da Igreja de Cristo.

As faixas verticais, de cor dourada, representam a unidade e a indissolubilidade da Igreja latina e oriental.

Nas celebrações solenes -como a hodierna- na qual o papa desenvolve um ato supremo do seu próprio ministério petrino, a unidade da Igreja Católica (Igreja do Oriente e do Ocidente) e a autoridade de Chefe exercida pelo papa por instituição divina são manifestadas também pelo uso da língua latina, a língua oficial da Igreja, e também pelo grego a língua da Igreja no Oriente, como feito hoje para a proclamação do Evangelho pelo diácono grego.


Creio que a última vez que este apareceu foi com o Papa João Paulo II, quando da celebração de uma missa na década de 1980. Nesta data também, o então sumo pontífice endossou uma bela casula vermelha e dourada, no tempo de seu antigo mestre de cerimônias Mons. John Magee. Depois daquela data nunca mais foi usado.





***

Hoje, o fanon apareceu sobre a casula gótica creme, confeccionada para a visita do papa a Veneza.






A cadeira de Pio IX foi usada no lugar da habitual sédia do pontífice. Sobre o trono foi posto, como de costume, uma espécie de toldo, porém hoje este estava revestido de um tecido vermelho e lembrava o antigo baldaquino das missas papais. 

Fontes: The Pope Benedict Forum;
Wikipédia;
Reuters;
Messa in Latino

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Catedral proíbe Acólitas.

Caros amigos do Dominus, vemos aqui um dos maiores problemas de nossas dioceses brasileiras, mas que através do testemunho deste sacerdote, possamos nós com muito mais vigor, defender a Tradição da Igreja, com argumentos convincentes!!!

O pároco da catedral da diocese de Phoenix (EUA), Pe. John Lankeit , veio a público recentemente para justificar a sua medida em relação aos jovens que servem como acólitos na igreja principal da diocese. Pe. Lankeit resolveu que todos os acólitos deverão ser do sexo masculino.

"Se você olhar ao redor da Igreja - e eu estou falando sobre a Igreja em geral - se você olhar para dioceses, se você olhar para as ordens religiosas e para paróquias onde há um respeito sobre a distinção e a complementaridade do homem e da mulher, você verá as duas vocações florescem ", afirmou o padre ao jornal diocesano. "E quando falo em duas vocações estou falando da sacerdotal e da vida consagrada".

O padre vem enfrentando algumas dificuldades para colocar sua estratégia em prática e restaurar o antigo costume da Igreja em ter apenas acólitos do sexo masculino servindo. Muitos estão tratando o tema como uma questão de preconceito sexual, de sexismo.

"Se a questão é abordada apenas do ponto de vista emocional, posso entender por que as pessoas ficam chateadas, porque eles estão olhando para essa questão em termos de uma questão de direitos - e eles estão interpretando-a de tal forma como se os direitos de alguém estivesse sendo negado ", disse ele.

Pe. Lankeit apontou casos similares onde houve um crescimento substancial no número de vocacionados após a adoção de medidas similares. Uma paróquia em Ann Arbor, Michigan, que alcançou um número impressionante de 22 vocacionados após a reserva do serviço do altar apenas para homens. Ele também mencionou a diocese de Lincoln.




Em defesa do Pe. Lankeit surge o diretor de vocações da diocese de Phoenix, Pe. Paul Sullivan, que afirmou nunca ter ouvido uma religiosa falar que sua vocação surgiu no altar. Para Pe. Sullivan o serviço feminino no altar não aumenta o número de vocações religiosas. "A paróquia que eu sei que tem as maiores vocações femininas não tem mais acólitas ... Eu nunca conheci uma menina que afirmasse: 'eu encontrei a minha vocação ao servir o altar", afirmou Pe. Sullivan.










Fonte: www.catholicsun.org






sexta-feira, 29 de julho de 2011

DOM HENRIQUE SOARES FALA SOBRE LITURGIA



Pelas palavras deste prelado, podemos compreender o verdadeiro espírito da litúrgia, que insistentemente o Sumo Pontífice nos convida a celebrar e experiênciar a plenitude da graça do Altíssimo: sem invenções... Pois Ele permanece o mesmo Heri, Hodie et Semper!!!!

Ladainha da Humildade - Cardeal Merry Del Val

Cardeal Merry Del Val

Brasão Cardinalício

Prezados leitores do Dominus Vobiscum,

apresento a vocês hoje, um pouco da vida de um dos grandes Príncipes da Santa Igreja, que apesar de sua história marcante, poucos nos dias de hoje ainda o conhecem. É venerável, uma oração composta por ele, que aqui gostaria de fazer com que todos a conhecessem:

***

Ó Jesus, manso e humilde de coração, ouvi-me.

Do desejo de ser estimado, livrai-me, ó Jesus.

Do desejo de ser amado, livrai-me, ó Jesus.

Do desejo de ser conhecido, livrai-me, ó Jesus.

Do desejo de ser honrado, livrai-me, ó Jesus.

Do desejo de ser louvado, livrai-me, ó Jesus.

Do desejo de ser preferido, livrai-me, ó Jesus.

Do desejo de ser consultado, livrai-me, ó Jesus.

Do desejo de ser aprovado, livrai-me, ó Jesus.

Do receio de ser humilhado, livrai-me, ó Jesus.

Do receio de ser desprezado, livrai-me, ó Jesus.

Do receio de sofrer repulsas, livrai-me, ó Jesus.

Do receio de ser caluniado, livrai-me, ó Jesus.

Do receio de ser esquecido, livrai-me, ó Jesus.

Do receio de ser ridicularizado, livrai-me, ó Jesus.

Do receio de ser infamado, livrai-me, ó Jesus.

Do receio de ser objeto de suspeita, livrai-me, ó Jesus.

Que os outros sejam amados mais do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.

Que os outros sejam estimados mais do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.

Que os outros possam elevar-se na opinião do mundo, e que eu possa ser diminuído, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.

Que os outros possam ser escolhidos e eu posto de lado, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.

Que os outros possam ser louvados e eu desprezado, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.

Que os outros possam ser preferidos a mim em todas as coisas, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.

Que os outros possam ser mais santos do que eu, embora me torne o mais santo quanto me for possível, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.

***

Mons. Pacelli (Pio XII), o Cardeal Secretário de Estado Merry Del Val e o Cardeal Nicola Canali com representantes sérvios por ocasião da assinatura da concordata, sob o quadro de PioX, em 1914.


O Cardeal Merry del Val, autor desta oração, era um fidalgo proveniente de duas grandes famílias. Pelo lado paterno, era filho do Marquês Merry del Val; e pelo lado materno, da Condessa de Zulueta. Circulava em suas veias sangue inglês, espanhol e holandês.

Quando ocorreu a eleição de São Pio X para Papa, ele fazia parte do conclave, não como cardeal, mas como secretário do conclave. Entrando na Capela Paulina, encontrou o então Cardeal Sarto, Patriarca de Veneza, rezando aos pés do Santíssimo Sacramento, com lágrimas que se desprendiam de seus olhos. Ajoelhou-se então junto ao futuro Pontífice e transmitiu-lhe uma comunicação do Cardeal Decano. Após ouvir a resposta de seu ilustre interlocutor, Mons. Merry del Val disse-lhe: “Eminência, tenha coragem, o Senhor o ajudará”.

Na manhã seguinte, o Cardeal Sarto foi eleito Papa com grande maioria de votos.

Logo depois, São Pio X, embora quase não conhecesse o jovem eclesiástico, mas percebendo seu valor, convidou-o para uma altíssima função, o mais alto cargo depois do Papado: Secretário de Estado da Santa Sé. E ele serviu São Pio X durante todo o seu pontificado.

Em suas memórias, o Cardeal Merry del Val narra como São Pio X morreu. Diz ele que, no decurso do mês de agosto de 1914, o Santo Padre estava acometido de uma enfermidade que não causava maior preocupação. Mas na noite de 19 daquele mês, seu estado se agravou. Na manhã seguinte, o Cardeal Merry del Val acudiu à cabeceira de seu leito. O Pontífice reconheceu-o, estreitou fortemente sua mão, e disse: “Eminência..., Eminência!”. Não conseguiu dizer mais nada. As últimas palavras pronunciadas pelo Pontífice, quando lhe comunicaram, pouco depois, a urgência de lhe serem administrados os últimos sacramentos, foram: “Resigno-me totalmente!”. Algumas horas se passaram e São Pio X entregou sua bela alma a Deus.

Nota:

O Cardeal Rafael Merry del Val nasceu em Londres, em 1865. Ingressou na Academia Pontifícia de Nobres Eclesiásticos em 1885, tornando-se seu presidente, por designação do Papa Leão XIII, em 1900. Secretário do conclave que elegeu São Pio X, foi por este nomeado seu principal colaborador, recebendo a púrpura cardinalícia aos 38 anos de idade. Quando nada fazia pressagiar sua morte, faleceu em 1930, em conseqüência de uma cirurgia simples.

Também é de autoria do Cardeal Merry Del Val o livro "O Papa que eu conhecí de perto", no qual relata a vida de S. Pio X.


Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira para sócios e cooperadores da TFP, em 21 de maio de 1983. Sem revisão do autor.

FONTE: Catolicismo, revista de cultura e atualidade