Páginas

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Papa promulgou o decreto de beatificação do Seminarista Rolando Rivi

O Santo Padre o Papa Francisco, em um dos seus primeiros atos canônicos como Romano Pontífice em 28 de março, reconheceu o martírio do Venerável Rolando Rivi, um seminarista italiano de 14 anos, martirizado a 13 abril de 1945.



Em maio passado os teólogos da Congregação para a Causa dos Santos já haviam reconhecido martírio do jovem vocacionado assassinado por ódio à Fé, em “Um juízo pleno e unânime”. 


Nos anos 40, após os nazistas ocuparem o seminário, todos os estudantes foram mandados para casa. Longe dali, eles continuavam rezando e estudando. Mas: Rolando Rivi “continuou usando sua batina, apesar da perigosa onda anticlerical e até do conselho de seus pais para que deixasse de fazê-lo”.

Em 1945, após a celebração do Santo Sacrifício, Rivi – que usava sua batina – acabou capturado pelos partiggiani – um movimento armado de cunho marxista e anticatólico. Ele permaneceu sendo torturado física e verbalmente pelos carrascos por três longos dias. 

Ao fim, todo ferido, ajoelhou-se para receber dois tiros… e a palma do martírio. Enquanto exclamava:


“Estou estudando para ser padre e a batina é o sinal que eu sou de Jesus”. 





terça-feira, 2 de abril de 2013

Aniversário da Ordenação Sacerdotal de Pio XII


Sua Santidade Pio XII

Eugênio Maria Giuseppe Pacelli nasceu em Roma em 1876 e faleceu em 1958, na residência papal de Castel Gandolfo. O papa que recebeu a alcunha de "Pastor Angelicum" foi o baluarte da paz, durante o período da Segunda Guerra Mundial. 

De uma nobre família romana, Pacelli era um homem alto e esguio. Conta-se que sofreia de disfemia, a popular gagueira, mas que durante anos empenhou esforços em diversos tratamentos para curar sua fala. Credita-se a isso sua maneira pausada de falar.

No ano de 1894 iniciou seus estudos de teologia, na Universidade Gregoriana, enquanto residia no tradicional Almo Colégio Caprânica. Estudou um pouco de filosofia, entre 1895 e 96 na Universidade La Sapienza. A partir de 1899 passa a Universidade Lateranense, onde obtêm licenciatura em Direito, civil e canônico.

Eugênio Pacelli além da gagueira possuía uma saúde fraca e debilitada. Quase não chegou a residir ao seminário, recebeu licença para dormir em casa, sempre que necessário.

Todavia, este jovem cidadão romano foi considerado um dos estudantes mais brilhantes que a cidade eterna já vi. Quando assumiu o papado conta-se que era o mais sábio e inteligente de todos os homens de então.

O futuro Pio XII foi ordenado sacerdote por um amigo da família, depois criado Cardeal, o Sr. Arcebispo Francesco di Paola Casseta em 02 de abril de 1899, portanto, há exatos 114 anos!





VIII anos sem João Paulo II


Texto da homilia proferida pelo então Cardeal Joseph Ratzinger durante os funerais do Papa João Paulo II, no dia 08 de abril de 2005



“Segue-me” – o Senhor Ressuscitado diz esta palavra a Pedro, como a sua última a este discípulo, escolhido para apascentar o seu rebanho. “Segue-me” – esta palavra lapidar de Cristo pode ser considerada a chave para compreender a mensagem que vem da vida do nosso pranteado e amado papa João Paulo II, cujo corpo hoje depositamos na terra como semente de imortalidade – o coração cheio de tristeza, mas ao mesmo tempo de alegre esperança e profunda gratidão. Estes são os sentimentos do nosso ânimo, irmãos e irmãs em Cristo, presentes na Praça de São Pedro, nas ruas adjacentes e em vários outros lugares da cidade de Roma, povoada nesses dias por uma imensa multidão silenciosa e orante.

A todos saúdo cordialmente. Em nome também do Colégio dos Cardeais desejo dirigir meu respeitoso pensamento aos chefes de estado, de governo e às delegações dos vários países. Saúdo as autoridades e os representantes das igrejas e comunidades cristãs, bem como das diversas religiões. Saúdo ainda os arcebispos, bispos, os sacerdotes, os religiosos, as religiosas, e os todos os fiéis que vieram de todos os continentes; especialmente os jovens, a quem João Paulo II gostava de chamar de futuro e esperança da Igreja. Minha saudação alcança, além disso, a todos aqueles que em todo o mundo estão unidos conosco pelo rádio e televisão nesta celebração do solene rito de despedida de nosso amado pontífice.
“Segue-me” – desde jovem estudante, Karol Wojtyla era entusiasta da literatura, do teatro, da poesia. Trabalhando numa fábrica química, circundado e ameaçado pelo terror nazista, ele ouviu a voz do Senhor: “Segue-me”! Neste contexto muito particular, começou a ler livros de filosofia e teologia, e então entrou no seminário clandestino criado pelo cardeal Sapieha. E, depois da guerra, ele pôde completar seus estudos na faculdade de teologia da Universidade Jaghellonica de Cracóvia. Com que freqüência, em suas cartas aos sacerdotes e nos seus livros autobiográficos, ele nos falou de seu sacerdócio, ao qual foi ordenado em 1.º de novembro de 1946. Nesses textos, ele interpreta seu sacerdócio em particular a partir de três palavras do Senhor.

Antes de tudo, esta: Não fostes vós que me escolhestes a mim, mas fui eu que vos escolhi a vós, e que vos destinei para que vades e deis fruto, e para que s o vosso fruto permaneça(João 15,16). A segunda palavra é: O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas (João 10,11). E finalmente: Como o Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor(João 15,9). Nessas três palavras vemos toda a alma de nosso Santo Padre. Ele realmente foi a toda parte e, incansavelmente, para dar fruto, um fruto que permanece. Levantai-vos! Vamos!, é o título de seu penúltimo livro. “Levantai-vos! Vamos!” – com essas palavras ele nos despertou de uma fé letárgica, do sono dos discípulos de ontem e hoje.

“Levantai-vos! Vamos!” ele continua a nos dizer, ainda hoje. O Santo Padre foi sacerdote até o fim, pois ofereceu sua vida a Deus por seu rebanho e por toda a família humana, numa doação cotidiana a serviço da Igreja, especialmente nas difíceis provações dos últimos meses. Assim ele se tornou uma só coisa Cristo, o bom pastor que ama suas ovelhas. Finalmente, “permanecei no meu amor”: o papa que buscou o encontro com todos, que tinha uma capacidade de perdão e de abertura do coração para todos, nos diz ainda hoje, com essas palavras do Senhor: permanecendo no amor de Cristo, aprendemos, na escola de Cristo, a arte do verdadeiro amor.

“Segue-me!” Em julho de 1958, começa para o jovem sacerdote Karol Wojtyla uma nova etapa no caminho com o Senhor, nas pegadas do Senhor. Karol havia se dirigido, como sempre, com um grupo de jovens apaixonados pela canoagem aos Lagos Masurianos em férias comunitárias. Mas ele levava consigo uma carta convidando-o a se apresentar ao primaz da Polônia, cardeal Wyszynski. Ele podia adivinhar o propósito do encontro: a sua nomeação para bispo-auxiliar de Cracóvia. Deixar o mundo acadêmico, deixar essa estimulante comunhão com os jovens, deixar o grande combate intelectual para compreender e interpretar o mistério da criatura humana, para fazer presente no mundo de hoje a interpretação cristã de nosso ser – tudo isso devia lhe parecer como um perder a si mesmo, perder tudo o havia se tornado a identidade humana deste jovem padre.

“Segue-me” – Karol Wojtyla aceitou, sentindo no chamado da Igreja a voz de Cristo. E então percebeu como é verdadeira a palavra do Senhor: Quem que procura salvar a própria vida a perderá, e quem ao contrário a tiver perdido a salvará conservará(Lucas 17,33). Nosso papa – sabemos todos – não quis jamais salvar a própria vida, mantê-la para si; desejou doar-se a si mesmo sem reservas, até o último momento, por Cristo e, portanto, também por nós. Desse modo, pôde experimenta como tudo o que havia entregue nas mãos do Senhor voltou de maneira renovada: o amor à palavra, à poesia, às letras, foi uma parte essencial de sua missão pastoral e deu nova vitalidade, nova atualidade, nova atração ao anúncio do Evangelho, mesmo quando ele é sinal de contradição.

“Segue-me!” Em outubro de 1978, o cardeal Wojtyla mais uma vez ouviu a voz do Senhor. Renova-se o diálogo com Pedro reportado no Evangelho desta celebração: “Simão de João, me amas? Apascenta as minhas ovelhas!” À pergunta do Senhor, “Karol, me amas?”, o arcebispo de Cracóvia respondeu, do fundo do coração: “Senhor, tu sabes tudo, sabes que te amo. O amor de Cristo foi a força dominante no nosso amado Santo Padre. Quem o viu rezar, quem o ouviu pregar, sabe disso. Graças a suas profundas raízes em Cristo, ele foi capaz de suportar um peso que vai além das forças puramente humanas: ser pastor do rebanho de Cristo, sua Igreja universal.

Esta não é a hora de falar do conteúdo específico de um pontificado tão rico. Gostaria apenas de ler duas passagens da liturgia de hoje que refletem os elementos centrais de sua mensagem. Na primeira leitura, São Pedro diz – e diz o papa com São Pedro – a nós: “Na verdade, reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, mas que aquele que o teme e pratica a justiça, em qualquer nação, lhe é agradável. Deus enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando-lhe a paz por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos” (Atos 10,34-36). E, na segunda leitura, São Paulo – e, com São Paulo, nosso falecido papa – exorta-nos em voz alta:Meus irmãos caríssimos e tão queridos, minha alegria e minha coroa, permanecei firmes no Senhor, como aprendestes, caríssimos (Filipenses 4,1).

“Segue-me!” Juntamente com a ordem de apascentar o rebanho, Cristo anunciou a Pedro o seu martírio. Com essa palavra conclusiva e resumidora do diálogo sobre o amor e sobre o mandado de pastor universal, o Senhor remete a outro diálogo, mantido durante a última ceia. Ali, Jesus havia dito: Para onde eu vou vós não podeis ir. Pedro disse a ele: Senhor, para onde vais? Jesus respondeu: Para onde eu vou não podes seguir-me agora; mais tarde, porém, me seguirás (João 13,33.36). Jesus da ceia vai à cruz, vai à ressurreição – entra n mistério pascal; e Pedro ainda não pode segui-lo. Agora – depois da ressurreição – chega esse momento, esse “mais tarde”. Apascentando o rebanho de Cristo, Pedro entra no mistério pascal, vai em direção à cruz e à ressurreição. O Senhor diz isso com estas palavras:...quando eras mais moço...ias aonde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá a veste, e te levará para onde tu não queres (João 21,18). No primeiro período de seu pontificado, ainda jovem e cheio de forças, o Santo Padre, guiado Cristo, ia até aos confins do mundo. Mas, depois, ele cada vez mais entrou na comunhão dos sofrimentos de Cristo; cada vez mais compreendeu a verdade das palavras: “e outro te cingirá...”. E nesta verdadeira comunhão com o Senhor sofredor, ele anunciou, incansavelmente e com renovada intensidade, Evangelho, o mistério do amor que vai até o fim (cf. João 13,1).

Ele interpretou para nós o mistério pascal como um mistério de divina misericórdia. Em seu último livro, escreveu: o limite imposto ao mal “é, em definitivo, a divina misericórdia” (Memória e Identidade, pág. 70). E, refletindo sobre o atentado, diz: “Cristo, sofrendo por todos nós, deu novo sentido ao sofrimento, introduziu-o em uma nova dimensão, em uma nova ordem: a ordem do amor... É o sofrimento que queima e consome o mal com a chama do amor e extrai até mesmo do pecado uma multiforme florescência de bem” (pág 199). Animado por essa visão, o papa sofreu e amou em comunhão com Cristo, e é por isso que a mensagem de seu sofrimento e de seu silêncio foi tão eloqüente e fecunda.

Divina Misericórdia: o Santo Padre encontrou o mais puro reflexo da misericórdia de Deus na Mãe de Deus. Ele, que perdeu a mãe em tenra idade, amou ainda mais a Mãe divina. Ele ouviu as palavras do Senhor crucificado como se dirigidas a ele, pessoalmente: Eis aí tua mãe. E então ele fez como o discípulo predileto: acolheu-a no íntimo de seu ser. (eis ta idia: João 19,27). Totus tuus. E da mãe aprendeu a se moldar em Cristo.

Para todos nós permanece inesquecível como, nesse último domingo de Páscoa de sua vida, o Santo Padre, marcado pelo sofrimento, apareceu mais uma vez à janela do Palácio Apostólico e uma última vez deu a bênção “Urbi et Orbi”. Podemos estar certos de que nosso amado papa está agora à janela da casa do Pai, que ele nos vê e nos abençoa. Sim, abençoa-nos, Santo Padre. Confiamos tua cara alma à Mãe de Deus, tua Mãe, que te guiou cada dia e que te guiará agora à glória eterna do seu Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.





domingo, 31 de março de 2013

Feliz Páscoa!

Resurrectio Domini, spes nostra 


A ressurreição de Cristo é a nossa esperança! 



Caros irmãos e irmãs do Apostolado + Dominus Vobiscum +

Neste tempo solene, em que celebramos a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, queremos saudá-los e desejar um santo e abençoado Tempo Pascal.

Que a alegria do Cristo -que ressurgiu dos mortos- inunde sua vida e aumente cada vez mais sua fé.

Que a vivência destes santos mistérios infunda em teu coração a piedade e o desejo de servir sempre e mais ao senhor e sua amada Igreja.

Pela materna intercessão da Virgem Santíssima Deus vos abençoe,
Fraterno abraço,

Seminarista Ânderson Barcelos Martins
Seminarista Ciro Quintella Lacerda
Seminarista Matheus Barbosa
Seminarista João Eduardo Lamim
Seminarista Renato Rosa
Seminarista Vinícius Braga


sexta-feira, 22 de março de 2013

As setes dores de Maria, por São Josemaria


Segundo uma antiga tradição, os cristãos recordam como ato de piedade “as sete dores de Nossa Senhora”: Momentos onde a Mãe de Deus, perfeitamente unida ao seu Filho Jesus, pôde compartilhar de modo singular a profundidade de dor e de amor do Seu sacrifício.

Apresentamos uma seleção de textos de São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei  sobre cada uma das dores.


        Primeira dor: a profecia de Simeão:



Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram-nO a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: "Todo o primogénito varão será consagrado ao Senhor", e para oferecer um sacrifício, de acordo com o que diz a Lei do Senhor: "um par de rolas ou duas pombinhas".

Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso, esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava com ele. 

Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ver o Messias do Senhor. Impelido pelo Espírito, foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito, tomou-O nos braços, bendisse a Deus e exclamou: 

“Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz , segundo a tua palavra, porque os meus olhos viram a Salvação, que preparaste em favor de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo". 
Seu pai e Sua mãe estavam admirados com o que se dizia d’Ele. Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: "Este menino está aqui para a queda e o ressurgimento de muitos em Israel, e a ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma, a fim de se revelarem os pensamentos de muitos corações" (Lc 2, 22-35).



Nossa Senhora ouve com atenção o que Deus quer, pondera aquilo que não entende, pergunta o que não sabe. Imediatamente a seguir, entrega-se sem reservas ao cumprimento da vontade divina: eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Vossa palavra. Vedes esta maravilha? Santa Maria, mestra de toda a nossa conduta, ensina-nos agora que a obediência a Deus não é servilismo, não subjuga a consciência, pois move-nos interiormente a descobrirmos a liberdade dos filhos de Deus.


Cristo que passa, 173


Mestra de caridade! Recordai aquele episódio da apresentação de Jesus no templo. O velho Simeão assegurou a Maria, sua Mãe: este Menino está destinado para ruína e para ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; o que será para ti mesma uma espada que trespassará a tua alma, a fim de que sejam descobertos os pensamentos ocultos nos corações de muitos. A imensa caridade de Maria pela Humanidade faz com que se cumpra também n'Ela a afirmação de Cristo: ninguém tem mais amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos.

Com razão os Romanos Pontífices chamaram a Maria Corredentora: juntamente com o seu Filho paciente e agonizante, de tal modo padeceu e quase morreu e de tal modo abdicou, pela salvação dos homens, dos seus direitos maternos sobre o seu Filho e o imolou, na medida em que d'Ela dependia, para aplacar a justiça de Deus, que com razão se pode dizer que ela redimiu o género humano juntamente com Cristo. Assim entendemos melhor aquele momento da Paixão de Nosso Senhor, que nunca nos cansaremos de meditar: stabat autem iuxta crucem Jesu mater eius, junto da Cruz de Jesus estava a sua Mãe.
Amigos de Deus, 287 



         Segunda dor: a fuga para o Egito


Depois de partirem, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e foge para o Egipto; fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o menino para O matar”. E ele levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe, e partiu para o Egipto, permanecendo ali até à morte de Herodes, a fim de se cumprir o que o Senhor anunciou pelo profeta: “Do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2, 13-15)


Maria cooperou com a sua caridade para que nascessem na Igreja os fiéis membros da Cabeça de que é efectivamente mãe segundo o corpo. Como Mãe, ensina; e, também como Mãe, as suas lições não são ruidosas. É preciso ter na alma uma base de finura, um toque de delicadeza, para compreender o que nos manifesta, mais do que com promessas, com obras.



Mestra de fé! Bem-aventurada és tu, porque acreditaste! Assim a saúda Isabel, sua prima, quando Nossa Senhora sobe à montanha para a visitar. Tinha sido maravilhoso aquele acto de fé de Santa Maria: eis aqui a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra. No nascimento de seu Filho contempla as grandezas de Deus na terra; há um coro de Anjos e tanto os pastores como os poderosos da terra vêm adorar o Menino. Mas depois a Sagrada Família tem de fugir para o Egipto, para escapar às intenções criminosas de Herodes. Depois, o silêncio; trinta longos anos de vida simples, vulgar, como a de qualquer lar, numa pequena povoação da Galileia.



O Santo Evangelho facilita-nos rapidamente o caminho para entender o exemplo da Nossa Mãe: Maria conservava todas estas coisas dentro de si, ponderando-as no seu coração. Procuremos nós imitá-la, tratando com o Senhor, num diálogo cheio de amor, de tudo o que nos acontece, mesmo dos acontecimentos mais insignificantes. Não nos esqueçamos de que devemos pesá-los, avaliá-los, vê-los com olhos de fé, para descobrir a Vontade de Deus. 


Se a nossa fé é débil, recorramos a Maria. Conta S. João que, devido ao milagre das bodas de Caná que Cristo realizou a pedido de sua Mãe, acreditaram n'Ele os seus discípulos. A Nossa Mãe intercede sempre diante de seu Filho para que nos atenda e se nos mostre de tal modo que possamos confessar: - Tu és o Filho de Deus. 

Amigos de Deus, 284-185





      Terceira dor: Jesus perdido no Templo



Seus pais iam todos os anos a Jerusalém pela festa da Páscoa. Quando chegou aos doze anos, subieram até lá, segundo o costume dos dias da festa. Terminados esses días, regressaram a casa e o Menino ficou em Jerusalém, sem que os pais o soubessem. Pensando que Ele se encontrava com a caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-Lo entre os seus parentes e conhecidos. Não O tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à sua procura. Ao fim de três dias encontraram-nO no Templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a afazer-lhes perguntas. Todos os que O ouviam estavam estupefactos com a sua inteligência e as suas respostas. Ao vê-Lo ficaram assombrados , e sua mãe disse-Lhe: “Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos, à tua procura”. Ele respondeu-lhes: “Porque me procuráveis? Não sabeis que devia estar em casa de meu Pai?” Mas eles não compreenderam o que lhes disse. 

(Lc 2, 41-50). 

O Evangelho da Santa Missa recordou-nos aquela cena comovente de Jesus que fica em Jerusalém ensinando no templo. Maria e José perguntaram por ele a parentes e conhecidos. E, como não o encontrassem, voltaram a Jerusalém à sua procura. A Mãe de Deus, que procurou com afã o seu Filho, perdido sem sua culpa e que sentiu a maior alegria ao encontrá-lo, ajudar-nos-á a voltar atrás, a retificar o que for preciso, quando, pelas nossas leviandades ou pecados, não consigamos descobrir Cristo. Teremos assim a alegria de o abraçar de novo, para lhe dizer que nunca mais o perderemos. 

Maria é Mãe da ciência, porque com Ela se aprende a lição que mais importa: que nada vale a pena se não estamos junto do Senhor, que de nada servem todas as maravilhas da terra, todas as ambições satisfeitas, se no nosso peito não arde a chama de amor vivo, a luz da santa esperança, que é uma antecipação do amor interminável, na nossa Pátria definitiva.
Amigos de Deus, 278

Onde está Jesus? - Senhora: o Menino!... Onde está?



Maria chora. - Bem corremos, tu e eu, de grupo em grupo, de caravana em caravana; não O viram. - José, depois de fazer esforços inúteis para não chorar, chora também... E tu... E eu.



Eu, como sou um criadito rústico, choro até mais não poder e clamo ao céu e à terra..., por todas as vezes que O perdi por minha culpa e não clamei.



Jesus! Que eu nunca mais Te perca... E então, a desgraça e a dor unem-nos, como nos uniu o pecado, e saem de todo o nosso ser gemidos de profunda contrição e frases ardentes, que a pena não pode, não deve registar.


E, ao consolar-nos com a alegria de encontrar Jesus - três dias de ausência! - disputando com os Mestres de Israel (Lc II, 46), ficará bem gravada, na tua alma e na minha, a obrigação de deixarmos os de nossa casa, para servir o Pai Celestial.

Santo Rosário, Quinto mistério gozoso


Quarta dor: Maria encontra o seu Filho 
a caminho do Calvário


Mal Jesus se levantou da Sua primeira queda, encontra Sua Mãe Santíssima, junto do caminho por onde Ele passa.

Com imenso amor Maria olha para Jesus, e Jesus olha para a Sua Mãe; os Seus olhares encontram-se, e cada coração verte no outro a Sua própria dor. A alma de Maria fica mergulhada em amargura, na amargura de Jesus Cristo.


Ó vós, que passais pelo caminho: olhai e vede se há dor semelhante à minha dor (Lam I, 12)!



Mas ninguém repara, ninguém presta atenção; apenas Jesus.



Cumpriu-se a profecia de Simeão: uma espada trespassará a tua alma (Lc II, 35).



Na escura solidão da Paixão, Nossa Senhora oferece ao seu Filho um bálsamo de ternura, de união, de fidelidade; um sim à Vontade divina.



Pela mão de Maria, tu e eu queremos também consolar Jesus, aceitando sempre e em tudo a Vontade do Seu Pai, do nosso Pai. 


Só assim saborearemos a doçura da Cruz de Cristo e abraçá-la-emos com a força do Amor, levando-a em triunfo por todos os caminhos da terra.

Via Sacra, IV Estação



Quinta dor: Jesus morre na Cruz


Junto da Cruz de Jesus estavam sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de de Cléofas, e Maria de Magdala. Ao ver sua mãe e, junto dela, o discípulo que Ele amava, Jesus disse a sua Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. depois disse ao discípulo: “Eis aí a tua mãe”. E, desde aquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa. Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: “Tenho sede”. Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam uma esponja no vinagre e, fixando-a a um ramo de hissopo, levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, disse: “Tudo está consumado”. E inclinando a cabeça, rendeu o espírito (Jo 19, 25-30).



Agora, pelo contrário, no escândalo do sacrifício da Cruz, Santa Maria estava presente, ouvindo com tristeza os que passavam por ali e blasfemavam abanando a cabeça e gritando: Tu, que arrasas o templo de Deus e, em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz. Nossa Senhora escutava as palavras de seu Filho, unindo-se à sua dor; Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste? Que podia Ela fazer? Fundir-se com o amor Redentor de seu Filho, oferecer ao Pai a dor imensa - como uma espada afiada - que trespassava o seu Coração puro.



De novo Jesus se sente confortado com essa presença discreta e amorosa de sua Mãe. Maria não grita, não corre de um lado para outro... Stabat: está de pé, junto ao Filho. É então que Jesus olha para Ela, dirigindo depois o olhar para João. E exclama: - Mulher, aí tens o teu filho. Depois diz ao discípulo: Aí tens a tua Mãe. Em João, Cristo confia à sua Mãe todos os homens e especialmente os seus discípulos, os que haviam de acreditar n'Ele. 


Felix culpa, canta a Igreja, feliz culpa, porque nos fez ter tal e tão grande Redentor! Feliz culpa, podemos acrescentar também, que nos mereceu receber por Mãe, Santa Maria! Já estamos seguros, já nada nos deve preocupar, porque Nossa Senhora, coroada Rainha dos Céus e da Terra, é a omnipotência suplicante diante de Deus. Jesus não pode negar nada a Maria, nem tão pouco a nós, filhos da sua própria Mãe.

Amigos de Deus, 288



Sexta dor: Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe


Chegada já a tarde, como era a parasceve, isto é, a véspera do sábado, José de Arimateia, responsável membro do Sinédrio, que também esperava o reino de Deus, foi corajosamente procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos admirou-se d’Ele já estar morto e, mandando chamar o centurião, preguntou-lhe se já tinha morrido. Informado pelo centurião, ordenou que o corpo fosse entregue a José. Este, depois de comprar um lençol; tirou Jesus da cruz e envolveu-O nele. Em seguida, depositou-O num sepulcro cavado na rocha e rolou uma pedra contra a porta do sepulcro (Mc 15, 42-46).



Situados agora no Calvário, quando Jesus já morreu e não se manifestou ainda a glória do seu triunfo, temos uma boa ocasião para examinar os nossos desejos de vida cristã, de santidade para reagir com um acto de fé perante as nossas debilidades e, confiando no poder de Deus, fazer o propósito de pôr amor nas coisas do nosso dia-a-dia. A experiência do pecado tem de nos conduzir à dor, a uma decisão mais madura e mais profunda de sermos fiéis, de nos identificarmos deveras com Cristo, de perseverarmos, custe o que custar, nessa missão sacerdotal que Ele encomendou a todos os seus discípulos sem excepção, que nos impele a sermos sal e luz do mundo.


Cristo que passa, 96



É a hora de recorreres à tua Mãe bendita do Céu, para que te acolha nos seus braços e te consiga do seu Filho um olhar de misericórdia. E procura depois fazer propósitos concretos: corta de uma vez, ainda que custe, esse pormenor que estorva e que é bem conhecido de Deus e de ti. A soberba, a sensualidade, a falta de sentido sobrenatural aliar-se-ão para te sussurrarem: isso? Mas se se trata de uma circunstância tonta, insignificante! Tu responde, sem dialogar mais com a tentação: entregar-me-ei também nessa exigência divina! E não te faltará razão: o amor demonstra-se especialmente em coisas pequenas. Normalmente, os sacrifícios que o Senhor nos pede, os mais árduos, são minúsculos, mas tão contínuos e valiosos como o bater do coração. 

Amigos de Deus, 134


Sétima dor: dão sepultura ao 
Corpo de Jesus



Depois disto, José de Arimateia, o que era discípulo de Jesus, mas em segredo, por medo dos judeus, pediu a Pilatos para levar o Corpo de Jesus. Pilatos permitiu-lho. Veio, pois, e tirou o Seu Corpo. Veio também Nicodemos, aquele que, anteriormente, se dirigira de noite a Jesus, trazendo uma composição de quase cem libras de mirra e aloés. Tomaram o Corpo de Jesus e envolveram-no em ligaduras, juntamente com os perfumes, segundo a maneira de sepultar usada entre os judeus. No lugar em que Ele tinha sido crucificado, havia um horto e, no horto, um túmulo novo, no qual ninguém fora ainda sepultado. Por causa da Preparação dos judeus, como o túmulo estava perto, foi ali que puseram Jesus. 
(Jo 19, 38-42).



Vamos pedir agora ao Senhor, para terminar este tempo de conversa com Ele, que nos conceda poder repetir com S. Paulo que triunfamos por virtude daquele que nos amou. Pelo qual estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as virtudes, nem o presente, nem o futuro, nem a força, nem o que há de mais alto, nem de mais profundo, nem qualquer outra criatura poderá jamais separar-nos do amor de Deus que está em Jesus Cristo Nosso Senhor .



Este amor também a Escritura o canta com palavras inflamadas: as águas copiosas não puderam extinguir a caridade, nem os rios afogá-la. Este amor encheu sempre o Coração de Santa Maria, ao ponto de enriquecê-la com entranhas de Mãe para toda a humanidade. Em Nossa Senhora o amor a Deus confunde-se com a solicitude por todos os seus filhos. O seu Coração dulcíssimo teve de sofrer muito, atento aos mínimos pormenores - não têm vinho - ao presenciar aquela crueldade colectiva, aquele encarniçamento dos verdugos, que foi a Paixão e Morte de Jesus. Mas Maria não fala. Como o seu Filho, ama, cala e perdoa. Essa é a força do amor.

Amigos de Deus, 237

quinta-feira, 21 de março de 2013

Pobre Bento XVI

Marcio Antonio Campos*

A simplicidade e a humildade serão, de fato, características marcantes do pontificado do papa Francisco. Praticamente toda reportagem faz questão de ressaltar esses pontos, que são, realmente, elogiáveis. No entanto, a maior parte dos relatos da imprensa também faz questão de estabelecer um antagonismo entre Francisco e seu antecessor, Bento XVI. Não basta saber que o anel do novo papa é de prata, banhado a ouro; é preciso citar o de Ratzinger, feito de ouro maciço. Elogia-se o papa que mantém a cruz peitoral de ferro dos seus tempos de bispo, ao mesmo tempo em que se lembra que Bento XVI usava cruzes de ouro. A impressão é de que se pretende levar o leitor a pensar “esse, sim, é um bom papa, não é como o anterior”, como se um conclave fosse um concurso de simpatia.


O mote começa a beirar o exagero quando cerimônias como a do início do pontificado são elogiadas por sua “simplicidade” em contraposição às liturgias de Bento XVI. Na verdade, a missa em quase nada foi diferente do que teria sido se o papa anterior a tivesse celebrado. É verdade que o novo pontífice não parece demonstrar o mesmo interesse pela liturgia que tinha Bento XVI, mas é preciso levar em consideração que Ratzinger jamais viu nas vestes litúrgicas um instrumento de ostentação e autopromoção. Sua visão da beleza como elemento apologético está bem documentada em sua obra. E, simplicidade por simplicidade, Bento sempre fez questão de usar adereços litúrgicos – cada um deles carregado de simbologia, ou seja, não se trata de mero enfeite – já usados por outros papas e pertencentes ao Vaticano, com custo zero.

Francisco se sente muito à vontade entre a multidão, mas é até injusto comparar um pontífice com décadas de experiência pastoral com um acadêmico introvertido que fez praticamente toda a sua carreira eclesiástica em universidades e na Cúria Romana. E, mesmo assim, Bento nunca fugiu dos fiéis ou nunca se mostrou avesso ao contato com as pessoas. O “abraço coletivo” que ganhou dos dependentes de drogas na Fazenda Esperança, em Guaratinguetá (SP), é um dos momentos mais tocantes de sua visita ao Brasil, em 2007.

A julgar pelas repetidas menções que faz a seu “amado predecessor”, muito provavelmente o próprio papa Francisco rejeitaria comparações de estilo com a intenção de diminuir Bento XVI ou fazê-lo parecer fútil com suas cruzes douradas e sapatos vermelhos. Mas é difícil imaginar que os elogios ao papa simples e humilde vão continuar quando ele começar a se pronunciar sobre os tais “temas polêmicos” a respeito dos quais a imprensa sempre espera, em vão, por mudanças. Aí se perceberá que Bento XVI e Francisco não são tão diferentes quanto parecem.

* Publicado originalmente em Gazeta do Povo. 

Entronizado o novo Arcebispo de Cantuária

Justin Welby foi entronizado nesta quinta-feira, 21, em uma cerimônia solene na Catedral de Cantuária, em Londres, como o 105° Primaz da Igreja Anglicana, que possui 77 milhões de fiéis em todo o mundo. O Príncipe Charles e sua esposa Camila, o Primeiro-ministro britânico David Cameron e representantes de diversas religiões participaram da celebração.



Welby, 56 anos, um antigo empresário da indústria petrolífera, é casado e tem cinco filhos. Ele substitui ao Dr. Rowan Williams, após ter sido eleito em 9 de novembro passado, tendo assumido o cardo em janeiro.
Entre os temas sensíveis que o novo prelado enfrentará estão o debate na Igreja Anglicana sobre a ordenação de mulheres como Bispo, fato rechaçado pelo Sínodo Anglicano em dezembro passado. Proveniente da ala conservadora da Igreja Anglicana, Welby se mostrou favorável à idéia de que “o matrimônio é uma união de toda uma vida de um homem com uma mulher”, admitindo que “existem relações gays que são surpreendentes quanto a sua qualidade”.




O novo líder anglicano substitui como arcebispo a Rowan Williams, da ala mais liberal da Igreja Anglicana, que era primaz desde 2002.




Me comprometo solenemente perante vocês em servir a comunhão anglicana para juntos proclamarmos o Evangelho de Cristo e reconhecer a Deus, assim como para derrubar aqueles muros que nos separam, afirmou Welby durante a cerimônia.

Welby senta sobre a Cátedra de Santo Agostinho de Cantuária, o Arcebispo Católico conhecido como Apóstolo da Inglaterra

Na sua primeira homilia como Arcebispo de Cantuária, Welby se mostrou “otimista em relação ao futuro da fé cristã no mundo” e agradeceu a presença, na Catedral, de “irmãos e irmãs” de diversas religiões.
A tradicional cerimônia de entronização teve toques inovadores, como a presença de um grupo de dança tradicional africana que dançou na Catedral após a designação solene do novo Arcebispo. 

Cfr.: http://www.news.va/pt/news/justin-welby-entronizado-como-novo-primaz-da-igrej

sexta-feira, 15 de março de 2013

Edificar, caminhar e confessar!



"Edificar, caminhar e confessar o nome de Jesus Cristo, ou confessamos Jesus Cristo ou confessamos o espírito do Diabo. Seja Cardeal ou Papa, quem não confessa o nome de Jesus Cristo não pode considerar-se seu discípulo"
(1ª Homilia de Papa Francisco)


Video da primeira homilia de Sua Santidade o Papa Francisco

quinta-feira, 14 de março de 2013

Urbi et Orbi - Papa Francisco



Bênção Apostólica "Urbi et Orbi":
Irmãos e irmãs, boa-noite!
Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.

[Recitação do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]

E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!
E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.

[…]

Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.

[Bênção]

Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira. Boa noite e bom descanso!