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terça-feira, 23 de abril de 2013

Arcebispo de Bruxelas é atacado por feministas!

Tertuliano, um dos padres da Igreja, nos primeiros séculos do cristianismo diz: "O sangue dos mártires é semente de novos cristãos".


Agora que muitos séculos nos distanciam de nossos pais na fé, nos parece que o cristianismo voltou a ser alvo de chacota e de perseguição. O cristianismo e, mais especificamente o catolicismo, passou a ser motivo de martírio. Nas ondas da pós-modernidade é "proibido proibir" e tudo passa a ser tolerado, menos a Igreja Católica.

O dia 23 de abril ficará gravado em nossa memória como o dia em que o parlamento francês aprovou a união homossexual. A França, outrora baluarte dos santos, agora é o 14° país a votar contra a família.

É a mesma França que na semana passada colocou na prisão um jovem que vestia uma camiseta com uma estampa da "família tradicional", alegando opressão as minorias. 


Não bastasse assistirmos está triste cena, soubemos que em Bruxelas o Sr. Arcebispo Andre-Joseph Leonard foi alvo de um protesto barato e violento. Vítima de um grupo ativista de feministas que entraram galopantes na auditório em que o Arcebispo ministrava uma conferência, semi-nuas, com os seios a mostra, onde havia escrito a expressão "agnus Dei", cordeiro de Deus, elas gritavam em favor do fim da homofobia. 

Chegaram junto do velho Bispo, lhe jogaram água no rosto, disseram-lhe palavras ofensivas, atacando sua pessoa, sua amada Igreja e a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Movido pelo mesmo espírito que inspirava o corações dos mártires do primeiro século no coliseu, Leonard não expressou nada em seu rosto, a não ser uma face orante, que deveria pedir perdão a Deus por nossos pecados.

Mais uma vez, um de nossos pastores, sucessor legítimo dos Apóstolos foi "avacalhado" em praça pública, enquanto nós somos oprimidos, sob alegação falaciosa de "que oprimimos as minorias".

Estas gargantes enfurecidas e cheias de ódio podem até ser a minoria, como vimos na França, mas que fazem barulha e estardalhaço... Ah, como fazem!





E como nos dói ver nossos irmãos a margem do martírio, da honra e da justiça. Todavia, estejamos certos de que estamos ao lado da verdade, que é Cristo Jesus e, como fez o Arcebispo, podemos confiar na Virgem Maria, a quem ele osculou a imagem ao final de todo esse escândalo. 



Papa celebra seu onomástico

Hoje, 23 de abril, na memória de São Jorge o onomástico do Papa Francisco, 
o Pontífice celebrou a Santa Missa na capela Paulina.

Concelebraram os cardeais presentes em Roma, diversos Arcebispos e Bispos que trabalham na Cúria Romana, entre eles o Cardeal Angelo Sodano, decano do Sacro Colégio Cardinalício, que ao início da celebração saudou o Santo Padre e tomou parte na Oração Eucarística, acompanhado por seu sucessor na Secretaria de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone.Também estava presente concelebrando, Dom Georg Gäswein que comemora seu onomático hoje.

Papa Francisco estava paramentado com a mitra e a casula que usara na Missa do Domingo de Ramos e na Celebração da Paixão do Senhor. Portou a férula papal de Bento XVI, conforme já havia sido anunciado pelo departamento litúrgico, sobre a alternância do uso das férulas de Bento e de Paulo VI, a chamada férula conciliar. Francisco não fez uso do anel papal, dito do pescador, mas sim de seu antigo anel episcopal. A missa foi celebrada "versus populum," diferente de Bento XVI que sob a alegação de preservar a arquitetura original da capela Paulina celebrava "versus Deum". Foi posto um altar móvel e sobre ele o arranjo beneditino que estava disposto de maneira diferente da habitual.

No início da celebração, imediatamente após a saudação do presidente, o Décano, Cardeal Sodano leu uma mensagem ao papa pela passagem de seu onomástico, nela purpurado exortava ao Pontífice a viver "o dom da força cristã, o mesmo que teve São Jorge quando deixou o uniforme militar para vestir o uniforme da fé".


Em agradecimento as palavras de Sodano, Francisco sorriu e exclamou: "Obrigado! Me sinto bem com vocês, e gosto disso".


Durante a homilia, proferida do ambão, e como o costume sem a mitra, o Papa falou sobre a Igreja, mãe que pensa nos filhos e fazendo alusão a liturgia disse: "Se quisermos proceder no caminho da mundanidade, negociando com o mundo como os macabeus queriam fazer, jamais teremos consolação do Senhor. Claro, se quisermos apenas a consolação superficial, e não a do Senhor". E disse também"É uma dicotomia absurda querer amar Jesus sem a Igreja: identidade significa pertença."

O bairrismo de Francisco

No último sábado, 20 de abril, o Santo Padre o papa Francisco fez uma nomeação para o Tribunal da Rota Romana. 

Na ocasião o papa nomeou como prelado auditor do referido tribunal o padre argentino Alejandro Bunge, 61 anos, que até o momento exercia a função de vigário judicial do Tribunal Interdiocesano Bonaerense, de Buenos Aires na Argentina.



Bunge  nasce em 21 de novembro de 1951. 

É especialista em direito canônico, era o diretor da Faculdade de Teologia e Direito Canônico "Santo Toríbio de Mogrovejo", da Universidade Católica da Argentina "Santa María de los Buenos Aires", e ainda capelão da comunidade religiosa das Irmãzinhas dos Pobres Home and Senior Marin, San Isidro".




Parece que o papa argentino quer cercar-se dos seu compatriotas! 

Confira a página pessoal do novo prelado auditor da rota romana: http://www.awbunge.com.ar/

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Um novo Beato para a Igreja


Ontem, 21 de abril, durante a recitação mariana do Regina Caeli o Papa Francisco fez alusão a beatificação de Don Nicolò Rusca, um sacerdote italiano beatificado naquela tarde.

A cerimônia de beatificação que foi presidida pelo Sr. Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para a causa dos santos, aconteceu em Sondrio, uma cidade italiana na região da Lombardia, abaixo de forte chuva que assola a região. 








Rusca viveu entre 1563 e 1618, era um sacerdote de origem suíça, mas, viveu boa parte de sua vida apostólica na Itália. Durante perseguição morreu mártir ao ser interrogado e submetido a tortura por um tribunal popular controlada por uma facção radical anti-espanhóis protestantes.

Nós precisamos, urgentemente, de exorcismo!


"Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido..."

Por Dom Manoel Pestana Filho*
O grande papa Leão XIII entrou no século XX ainda apavorado pela visão que tivera da formidável presença diabólica em Roma, “para a perdição das almas”. Desde 1886, mandara a todos os bispos rezar a oração a São Miguel Arcanjo, escrita por ele, de próprio punho, como também um exorcismo maior que recomendava a bispos e párocos para recitarem com frequência nas dioceses e paróquias.
“O século do homem sem Deus”, anunciado por Nietzsche, transforma-se no século de Satanás, que prepara o seu reino com a Primeira Guerra Mundial, implanta o comunismo ateu e tirânico, contra Deus e contra o homem, na revolução bolchevista de 1917, semeia a Europa inteira de ruínas e sangue com a Segunda Guerra Mundial, fruto dos poderes das trevas; invade toda a terra de ódio, terror, impiedade, heresia, blasfêmia e corrupção em guerras e revoluções sem trégua; insinua-se, de início, como fumaça, e, depois, implanta-se, poderoso, no seio da própria Igreja.
Tudo isto, Nossa Senhora confidenciara aos videntes de Fátima, exatamente no mesmo ano da tragédia russa; e o mesmo se diga do 3º capítulo do Gênesis, em que se pinta a vitória da serpente infernal e a presença de Maria, esmagando-lhe a cabeça.
A Cristandade continuou a rezar as orações de Leão XIII, estimulada pelos Papas. Pensadores cristãos como, por exemplo, Anton Böhm (Satã no Mundo Atual, Tavares Martins) e de La Bigne Villeneuve (Satan dans la Cité, Du Cèdre) denunciam a infiltração visível do demônio em todas as estruturas da sociedade. Bernanos surpreende-nos Sob o Sol de Satã.
De súbito, ao aproximar-se o último e temeroso quartel do século XX, contesta-se a existência dos anjos, desaparece a oração de São Miguel, suspendem-se os exorcismos, inclusive o do Batismo, mergulha no silêncio o ministério e a função do exorcista.
Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido, e amargura-se com a autodemolição da Igreja. Os seminários desaparecem, a teologia prostitui-se em cátedras de iniquidade, a liturgia reduz-se, com certa frequência, a uma feira irrelevante de banalidades folclóricas. A pretexto de inculturação, a vida religiosa desliza para o abismo.
“Os poderes do inferno não prevalecerão contra a Igreja”, é certo. Mas o próprio Senhor prediz o obscurecimento da fé, o esfriamento da caridade. A visão (do Inferno) de Fátima faz vacilar o otimismo ingênuo e irresponsável dos que apostam na salvação de todos, mesmo até dos que a recusam.
(…) Jesus começa a sua missão, tentado pelo demônio e a expulsão dos maus espíritos torna-se uma das notas mais relevantes da sua atividade messiânica. “Em meu nome expulsarão os demônios” (Mc 16,17), diz Jesus, ao despedir-se dos discípulos, notando que este será um sinal dos que crêem nele. E Satanás, pela ação dos Apóstolos, caía do céu como um raio… Quando os cristãos de todos os níveis, apesar dos Evangelhos e do Magistério, principiaram a duvidar da ação e, depois, da existência do espírito rebelde, aconteceu o que Jesus havia anunciado (Mt 14,44-45): expulso, ele volta para a casa “desocupada, varrida e arrumada”, mas indefesa, com sete espíritos piores do que ele, “e a condição final torna-se pior do que antes”, exatamente o que está a acontecer.
Hoje, não é só a fumaça de Satanás, penetrando por uma fenda oculta, mas o diabo, de corpo inteiro, que irrompe triunfalmente pelas portas centrais. Quem o vai exconjurar das nossas igrejas, das nossas residências episcopais e paroquiais, dos nossos centros comunitários, dos nossos seminários e universidades, dos Senados e das Câmaras Legislativas, dos Palácios do Governo e da Justiça, dos bancos e das bolsas, dos meios de comunicação, das escolas e hospitais, das consciências de todos nós?
E, não hesitemos: quem vai expulsar os demônios dos Palácios Pontifícios, das Congregações e Secretarias, das Nunciaturas, das Conferências Episcopais e Cúrias, dos Santuários e Basílicas, das ONU e dos Parlamentos, sem falar desse mundo “posto maligno”, que viceja “sob o sol de Satã”?
Nós precisamos, urgentemente, de exorcismo!

*Dom Manoel Pestana, Prefácio do livro “Um Exorcista Conta-nos” do Pe. Gabriele Amorth (Fonte:  GRAA)

domingo, 21 de abril de 2013

Papa ordena novos sacerdotes

Por Seminaristas Ânderson Barcelos e Luiz Afonso 



Hoje, 21 de abril, no dia em que a Igreja celebra o domingo do Bom Pastor e concomitantemente o 50° dia de oração pelas vocações, o Santo Padre o Papa Francisco ordenou na Basílica de São Pedro a 10 jovens sacerdotes para sua Diocese de Roma. 




A ordenação presbiteral foi concelebrada pelo Cardeal Agostino Valini, Vigário-Geral de Sua Santidade para a diocese de Roma, pelos bispos auxiliares e pelos superiores dos seminaristas. 

Entre os novos sacerdotes, inclui-se um engenheiro argentino, da mesma nacionalidade do Papa, dois indianos, um croata e seis italianos, tendo o mais velho 44 anos e 26 o mais jovem. 

Um dos diáconos que vai receber o segundo grau do sacramento da Ordem é filho de um pastor anglicano convertido, encontrando-se também no grupo um diplomado em Ciências Políticas.

Na celebração que ocorreu na Basílica de São Pedro o papa manteve sua homilia curta e objetiva, onde exortou os neo-sacerdotes a viverem com fecundidade e santidade seu ministério: "Sede pastores, não funcionários! Sede mediadores, não intermediários!"


O Papa, ao contrário do que fez em suas outras grandes celebrações eucarísticas portou uma outra casula e mitra. Desta vez, Francisco fez uso de uma casula que pertencia ao Beato João Paulo II e que paramentou Bento XVI na beatificação de seu antecessor em 1º maio 2011.

Todos esperávamos ver a férula papal de Bento XVI, já que o serviço litúrgico Pontífice anunciou a alternância entre a férula de Bento de  Paulo VI, mas parece que o Papa optou por permanecer com a chamada férula conciliar. 













O latim, a língua oficial da Igreja nos Ritos litúrgicos e canônicos, se fez ausente na Santa Missa.O grandioso idioma foi substituído pelo italiano, tal qual João Paulo fez em seus últimos anos de pontificado.








sábado, 20 de abril de 2013

Haveria uma outra encíclica de Bento XVI?

 "Existe outra encíclica de Bento XVI, escondida no seu coração, uma encíclica não escrita.  Aliás, escrita não pela sua caneta, mas pelo gesto do seu pontificado. Esta encíclica não é um texto, mas uma realidade: a humildade."











Poder e fecundidade da humildade.


Por Jean-Marie Guénois*



Bento XVI não publicará a encíclica sobre a fé – embora em fase avançada – que devia apresentar na Primavera.  Ele já não tem tempo. E nenhum sucessor é obrigado a retomar uma encíclica incompleta do próprio predecessor. Mas existe outra encíclica de Bento XVI, escondida no seu coração, uma encíclica não escrita.  Aliás, escrita não pela sua caneta, mas pelo gesto do seu pontificado. Esta encíclica não é um texto, mas uma realidade: a humildade.

A 19 de Abril de 2005 um homem que pertence à raça das águias intelectuais, temido pelos seus adversários, admirado pelos seus estudantes, respeitado por todos  devido à nitidez das suas análises sobre a Igreja e o mundo, apresenta-se, recém-eleito Papa, como um cordeiro levado para o sacrifício. Utilizará até a terrível palavra «guilhotina» para descrever o sentimento que o invadiu no momento em que os seus irmãos cardeais, na capela Sistina, ainda fechada para o mundo, se viraram só para ele, eleito entre todos, para o aclamar. Nas imagens da época, a sua figura curvada e o seu rosto surpreendido testemunham-no.
Depois, teve que aprender a profissão de Papa. Extirpou, como raízes sedimentadas sob o húmus da terra, o eterno tímido, lúcido na mente mas desajeitado no corpo, para o projectar perante o mundo. Foi um choque para ambas as partes. Não conseguia assumir a desenvoltura do saudoso João Paulo II. O mundo não compreendia bem aquele Papa sem efeito. Bento XVI nem teve os cem dias de «estado de graça» que se atribuem aos presidentes profanos. Sem dúvida, teve a graça divina, fina mas pouco mundana. Contudo teve, ainda e sempre, a humildade de aprender sob os olhares de todos.
Nunca um Papa teve, num certo sentido, tão pouco «sucesso». Passou de uma polémica para outra:  crise com o islão depois do seu discurso de Regensburg onde evocou a violência religiosa; deformação das suas palavras sobre a Sida durante a sua primeira viagem à África, que suscitou um protesto mundial; vergonha sofrida pelo explodir da questão dos sacerdotes pedófilos, por ele enfrentada; o caso Williamson, onde o seu gesto de generosidade em relação aos quatro bispos ordenados por D. Lefebvre (o Papa revogou as excomunhões) transformou-se numa reprovação mundial contra Bento XVI, porque não tinha sido informado sobre os discursos negacionistas  do Shoah feitos por um deles; incompreensões e dificuldades de pôr em acção o seu desejo de transparência relativa às finanças do Vaticano; traição de uma parte do seu entourage no caso Vatileaks, com o seu mordomo que subtraiu cartas confidenciais para as publicar...
Não teve nem sequer um ano de trégua. Nada lhe foi poupado. Às provações físicas violentas do pontificado de João Paulo II, ao atentado e  ao mal de Parkinson, parecem corresponder as provações morais de rara violência desta litania de contradições sofrida por Bento XVI.
Portanto, ao renunciar, o Papa eclipsa-se. Como a própria imagem do seu pontificado. Mas só Deus conhece o poder e a fecundidade da humildade.


*Artigo retirado de«Le Figaro Magazine» de 15 de Fevereiro com o título L'encyclique non écrite de Benoît XVI.






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Sua Santidade Bento XVI, o Papa da Liturgia.


  Papa Bento XVI, ao longo de seu pontificado, deu-nos exemplo de amor incondicional à Sagrada Liturgia. O seu legado litúrgico consistiu em uma "reforma da reforma", ou seja, um novo movimento litúrgico que ele desejara ainda quando cardeal.Em uma de suas audiências gerais afirmou:
"A Igreja se faz visível em muitos modos: nas ações de caridade, em projetos de missão, no apostolado pessoal dos fiéis, etc., mas o lugar em que ela se expressa plenamente como Igreja é na Liturgia. Ela é o ato em que Deus entra em nossa realidade e o encontramos, o tocamos. Ele vem a nós e nos ilumina. A liturgia se celebra para Deus e não para nós mesmos; é obra sua, é Ele o sujeito; nós devemos nos abrir a Ele e deixarmo-nos guiar por Ele e por seu Corpo, que é a Igreja.”
  Vários foram os sinais concretos da reforma litúrgica propagada por Sua Santidade (aliás, iremos, com o passar do tempo, abordar neste Blog, profundamente, cada um deles):
*Beleza e a solenidade do rito;
*Ênfase na participação interior na liturgia, ou seja, a participação ativa dos fiéis está mais ligada a uma participação interior do que exterior;
*o uso da língua latina na Missa, assim como prevê o documento conciliar Sacrosantum Concilium;
*a Cruz no centro do altar ladeada por velas (arranjo beneditino);
*A reverência devida ao Corpo e Sangue de Cristo (comunhão de joelhos e na boca);
*Promulgação do Summorum Pontificum;
*Incentivo a uma correta tradução dos livros litúrgicos, entre eles o Missal.
*Hermenêutica de continuidade do Concilio Vaticano II;
  Bento XVI devolveu à Liturgia a centralidade que lhe é devida, pois como bem disse, é na relação com a Liturgia que se decide o futuro da Fé e da Igreja.
"A Liturgia da Igreja tem sido para mim desde a minha infância,
a realidade central da minha vida."(Bento XVI)
“Fostes para nós um conforto em meio à tribulação. Um exemplo a uma geração que agradece a Deus por sua existência e seu valioso serviço a Igreja que tanto amamos. Uma geração que no futuro terá o privilégio de ser conhecida como a geração Bento XVI.”

Seminário da Administração Apostólica


Atualmente é o único seminário na América Latina, em comunhão com o Papa que oferece uma formação espiritual e intelectual orientada para a forma extraordinária do Rito Romano. A formação do mesmo tem como meta fazer os seminaristas desenvolverem as virtudes cristãs, especialmente a caridade. A formação espiritual é centrada na "liturgia da Santa Igreja, sobretudo a Santa Missa, em torno da qual tudo se faz no Seminário". O Seminário também dá ênfase especialmente a devoção mariana, praticando os exercícios devocionais tradicionais, tais como o Rosário, e celebrando no "Ano da Espiritualidade", a Consagração dos seminaristas a Maria, segundo o método de São Luís de Montfort. O Seminário da Imaculada Conceição pertence a Administração Pessoal São João Maria Vianey, situada em Campos dos Goytacazes,Província eclesiástica de Niterói- Rio de Janeiro,têm por Administrador Apostólico o Sua Excedência Reverendíssima Dom Fernando Rifan e Reitor Pe. Gaspar Pelegrini.


Assistam o vídeo vocacional:


O II sucessor de São Josemaria

Há 19 anos era eleito em Roma o segundo sucessor de São Josemaria Escrivá a frente do Opus Dei e da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, Javier Echevarría Rodríguez.

Javier, ainda leigo junto a Mons. Escrivá
Por inspiração divina, Monsenhor Josemaria, um sacerdote espanhol, teve a moção de fundar o Opus Dei a 02 de outubro de 1928, festa dos santos anjos, durante seu retiro espiritual.

O paráclito inspirou ao coração deste jovem sacerdote o ardente desejo de que todos os homens desta terra se fizessem santos, independente de seu estado, sua posição social ou labor. 

"Deus nos quer santos, a todos", dizia Monsenhor Escrivá. E em sua famosa homilia proferida em 09 de outubro de 1967, na Universidade de Navarra - a qual fundara- já exortava: 

Asseguro-vos, meus filhos, que, quando um cristão realiza com amor a mais intranscendente das acções diárias, ela transborda da transcendência de Deus. Por isso vos tenho repetido, com insistente martelar, que a vocação cristã consiste em fazer poesia heróica da prosa de cada dia. Na linha do horizonte, meus filhos, parecem unir-se o céu e a terra. Mas não; onde se juntam deveras é nos vossos corações, quando viveis santamente 

a vida de cada dia...

Quando Escrivá faleceu em 26 de junho de 1975, em Roma o Opus Dei ainda não era uma Prelazia Pessoal e a essa condição só foi elevada em 1982 pelo Beato Papa João Paulo II.

Todavia, era necessário escolher o sucessor do fundador e para esta missão foi eleito e aprovado pelo papa o nome do sacerdote espanhol Alvaro del Portillo, que mais tarde foi ordenado Bispo pelas imposição das mãos do próprio João Paulo II. 

Na foto: O veneral Del Portillo reza diante do corpo de São Josemaria. 

Dom Alvaro guiou o Opus Dei até março de 1994, quando faleceu. Para seu sucessor foi eleito outro fiel colaborador de São Josemaria Escrivá -canonizado em 2002- trata-se do atual prelado, que hoje completa 19 anos de eleição: Javier Echevarría Rodríguez.


"Dom Javier" ou apenas O Padre, cursou direito em Madrid e Roma, doutorou-se em Direito Civil pela Universidade Lateranense e, em Direito Canônico, pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino. É membro do Opus Dei desde 1948, foi ordenado sacerdote no dia 7 de Agosto de 1955. Colaborou estreitamente com o São Josemaría Escrivá, de quem foi secretário desde 1953 até à sua morte em 1975. É membro do Conselho Geral do Opus Dei desde 1966.
Alvaro, Escrivá e Javier
Em 1975, por ocasião da sucessão de São Josemaría Escrivá à frente do Opus Dei por D. Álvaro del Portillo, foi nomeado Secretário-Geral, cargo que até então D. Álvaro tinha desempenhado. Em 1982, com a ereção do Opus Dei em prelazia pessoal, passou a ser o Vigário-Geral da Prelazia.
Desde 1981 integra a Congregação para as Causas dos Santos e, desde 1995, consultor da Congregação para o Clero. Integra também o Supremo Tribunal da Signatura Apostólica. É o Grão-Chanceler da Universidade de Navarra, da Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma, da Universidade de Piura, no Peru e Reitor de Honra da Universidade Austral, na Argentina. Em 25 de agosto de 2006 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Strathmore, no Kenya.

Depois da sua eleição e nomeação pelo Papa João Paulo II como Prelado do Opus Dei no dia 20 de Abril de 1994, foi sagrado bispo titular de Cilibia, em 6 de Janeiro de 1995, na Basílica de São Pedro em Roma. Participou da Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos sobre América em 1997, na Europa (1999) e das Assembléias Gerais ordinárias de 2001 e 2005.


Na Foto: O beato João Paulo II concede a Sagração Episcopal a Dom Alvaro.

Conhecedor com profundidade dos problemas cristãos e da atualidade, realizou várias viagens pastorais pelos cinco continentes, entabulando um diálogo ecumênico com pessoas de várias crenças e culturas. No ano de 2006 esteve na Suíça e realizou a sua primeira viagem pastoral à Russia.


Dom Javier, nosso Padre, 
nos alegramos com toda a família do Opus Dei no aniversário da sua profícua eleição. Imploramos a Deus, pela intercessão de Maria Santíssima, generosas bênção sobre o senhor e seu episcopado, mas, também sobre todas as almas e sobre toda a Obra.







sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tu és Petrus! 8º Ano de elevação à Catedra de São Pedro.



O nosso blog hoje, rejubila-se de alegria, celebrando o oitavo ano, que Sua Santidade, o Papa Emérito, Bento XVI, foi elevado a título de "Pontificus Maximus Sancta Ecclesia". Para os que não sabem o nosso apostolado surgiu deste saudoso papa, que por meio de seu ânimo e segurança em conduzir a Igreja, nos  encantou. Por isso hoje desejamos homenageá-lo por todo zelo e dedicação que prestou  na Cátedra de Pedro.



 




Brasão

Escudo eclesiástico. Campo de goles com uma Vieira de jalde, mantelado de jalde, tendo à destra uma cabeça de mouro de sable, embocada, coroada e ornada de goles e, à senextra, um urso de sable armado e lampassado de goles, carregado de um fardo de argente, cinturado de sable. O escudo está assente em tarja branca, na qual se encaixa o pálio papal (omofório) branco com cruzetas de goles. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Quando são postos tenentes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde.


Um Tesouro para a Igreja


 


 


O Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, nasceu em Marktl am Inn, diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de Abril de 1927 (Sábado Santo), e foi baptizado no mesmo dia. O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições económicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis.

Passou a sua infância e adolescência em Traunstein, uma pequena localidade perto da fronteira com a Áustria, a trinta quilómetros de Salisburgo. Foi neste ambiente, por ele próprio definido «mozarteano», que recebeu a sua formação cristã, humana e cultural. 

O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazista mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. O jovem Joseph viu os nazistas açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa. Precisamente nesta complexa situação, descobriu a beleza e a verdade da fé em Cristo; fundamental para ele foi a conduta da sua família, que sempre deu um claro testemunho de bondade e esperança, radicada numa conscienciosa pertença à Igreja.

Nos últimos meses da II Guerra Mundial, foi arrolado nos serviços auxiliares anti-aéreos.

Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de Junho de 1951.

Um ano depois, começou a sua actividade de professor na Escola Superior de Freising.

No ano de 1953, doutorou-se em teologia com a tese «Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho». Passados quatro anos, sob a direcção do conhecido professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, conseguiu a habilitação para a docência com uma dissertação sobre «A teologia da história em São Boaventura».

Depois de desempenhar o cargo de professor de teologia dogmática e fundamental na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, continuou a docência em Bonn, de 1959 a 1963; em Münster, de 1963 a 1966; e em Tubinga, de 1966 a 1969. A partir deste ano de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor da Universidade.

De 1962 a 1965, prestou um notável contributo ao Concílio Vaticano II como «perito»; viera como consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colónia.

Em 25 de Março de 1977, o Papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de München e Freising. A 28 de Maio seguinte, recebeu a sagração episcopal. Foi o primeiro sacerdote diocesano, depois de oitenta anos, que assumiu o governo pastoral da grande arquidiocese bávara. Escolheu como lema episcopal: «Colaborador da verdade»; assim o explicou ele mesmo: «Parecia-me, por um lado, encontrar nele a ligação entre a tarefa anterior de professor e a minha nova missão; o que estava em jogo, e continua a estar – embora com modalidades diferentes –, é seguir a verdade, estar ao seu serviço. E, por outro, escolhi este lema porque, no mundo actual, omite-se quase totalmente o tema da verdade, parecendo algo demasiado grande para o homem; e, todavia, tudo se desmorona se falta a verdade».

Paulo VI criou-o Cardeal, do título presbiteral de “Santa Maria da Consolação no Tiburtino”, no Consistório de 27 de Junho desse mesmo ano.

Em 1978, participou no Conclave, celebrado de 25 a 26 de Agosto, que elegeu João Paulo I; este nomeou-o seu Enviado especial ao III Congresso Mariológico Internacional que teve lugar em Guayaquil (Equador) de 16 a 24 de Setembro. No mês de Outubro desse mesmo ano, participou também no Conclave que elegeu João Paulo II.

Foi Relator na V Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos realizada em 1980, que tinha como tema «Missão da família cristã no mundo contemporâneo», e Presidente Delegado da VI Assembleia Geral Ordinária, celebrada em 1983, sobre «A reconciliação e a penitência na missão da Igreja».

João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de Novembro de 1981. No dia 15 de Fevereiro de 1982, renunciou ao governo pastoral da arquidiocese de München e Freising. O Papa elevou-o à Ordem dos Bispos, atribuindo-lhe a sede suburbicária de Velletri-Segni, em 5 de Abril de 1993.

Foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, a qual, após seis anos de trabalho (1986-1992), apresentou ao Santo Padre o novo Catecismo.

A 6 de Novembro de 1998, o Santo Padre aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. E, no dia 30 de Novembro de 2002, aprovou a sua eleição para Decano; com este cargo, foi-lhe atribuída também a sede suburbicária de Óstia.

Em 1999, foi como Enviado especial do Papa às celebrações pelo XII centenário da criação da diocese de Paderborn, Alemanha, que tiveram lugar a 3 de Janeiro.

Desde 13 de Novembro de 2000, era Membro honorário da Academia Pontifícia das Ciências.

 

 

Na Cúria Romana, foi Membro do Conselho da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados; das Congregações para as Igrejas Orientais, para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para os Bispos, para a Evangelização dos Povos, para a Educação Católica, para o Clero, e para as Causas dos Santos; dos Conselhos Pontifícios para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e para a Cultura; do Tribunal Supremo da Signatura Apostólica; e das Comissões Pontifícias para a América Latina, «Ecclesia Dei», para a Interpretação Autêntica do Código de Direito Canónico, e para a revisão do Código de Direito Canónico Oriental.

Entre as suas numerosas publicações, ocupam lugar de destaque o livro «Introdução ao Cristianismo», uma compilação de lições universitárias publicadas em 1968 sobre a profissão de fé apostólica, e o livro «Dogma e Revelação» (1973), uma antologia de ensaios, homilias e meditações, dedicadas à pastoral.

Grande ressonância teve a conferência que pronunciou perante a Academia Católica Bávara sobre o tema «Por que continuo ainda na Igreja?»; com a sua habitual clareza, afirmou então: «Só na Igreja é possível ser cristão, não ao lado da Igreja».




No decurso dos anos, continuou abundante a série das suas publicações, constituindo um ponto de referência para muitas pessoas, especialmente para os que queriam entrar em profundidade no estudo da teologia. Em 1985 publicou o livro-entrevista «Informe sobre a Fé» e, em 1996, «O sal da terra». E, por ocasião do seu septuagésimo aniversário, publicou o livro «Na escola da verdade», onde aparecem ilustrados vários aspectos da sua personalidade e da sua obra por diversos autores.

 

 

Recebeu numerosos doutoramentos «honoris causa»: pelo College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; pela Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; pela Universidade Católica de Lima, em 1986; pela Universidade Católica de Lublin, em 1988; pela Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; pela Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999; pela Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polónia) no ano 2000.

 
 
 

 

A geração Benedictus XVI, agradece a Deus por ter dado um pontífice, que deixou sua marca na sociedade, ensinando-a, que Deus é amor e salva todos os que nele esperam e amam de verdade. 

Obrigado Santo Padre!

 

 

 

 

 

 




 





 




 





 


 

 

sábado, 13 de abril de 2013

Annuntio vobis gaudium magnum


Há exatos 30 dias, o mundo esperava ansioso por saber quem seria o 266° Sucessor de São Pedro. 


No balcão da Basílica, que reina silenciosa sobre toda Roma, surge um pequeno Cardeal. Sua voz é fraca, sua estatura baixa e nele observamos os sinais do parkinson e da paralisa que lhe assolam, mas eis o Proto-diácono! O Cardeal francês Jean Louis Tauran. 

Com pouca expressão, mas, muito emoção, ele anuncia: 





Annuntio vobis gaudium magnum;
Habemus Papam:
Eminentissimum ac reverendissimum Dominum,
Dominum Georgium Marium
Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Bergoglio,
Qui sibi nomen imposuit Franciscum!

Como ele, muitos outros já anunciaram o novo papa, confira a lista:  

  • Francesco Sforza di Santa Fiora, anunciou as eleições do Papa Leão XI e do Papa Paulo V em 1605.
  • Andrea Baroni Peretti Montalto, anunciou a eleição de Papa Gregório XV (1621)
  • Alessandro d'Este, anunciou a eleição de Papa Urbano VIII (1623)
  • Giangiacomo Teodoro Trivulzio, anunciou a eleição de Papa Alexandre VII (1655)
  • Rinaldo d'Este, anunciou a eleição de Papa Clemente IX (1667)
  • Francesco Maidalchini, anunciou as eleições do Papa Clemente X (1670), Papa Inocêncio XI (1676) e do Papa Alexandre VIII (1689)
  • Urbano Saccetti, anunciou a eleição do Papa Inocêncio XII (1691)
  • Benedetto Pamphilj, anunciou as eleições do Papa Clemente XI (1700), Papa Inocêncio XIII (1721) e do Papa Bento XIII (1724)
  • Lorenzo Altieri, anunciou a eleição do Papa Clemente XII (1730), não pode anunciar a eleição do Papa Bento XIV em 1740, devido a sua saúde, sendo substituído pelo cardeal Carlo Maria Marini.
  • Alessandro Albani, anunciou as eleições de Papa Clemente XIII (1758), Papa Clemente XIV (1769) e do Papa Pio VI (1775)
  • Antonio Doria Pamphili, anunciou a eleição do Papa Pio VII (1800)
  • Fabrizio Ruffo, anunciou a eleição do Papa Leão XII (1823)
  • Giuseppe Albani, anunciou as eleições do Papa Pio VIII (1829) e do Papa Gregório XVI (1831)
  • Tommaso Riario Sforza, anunciou a eleição do Papa Pio IX (1846)
  • Prospero Caterini, anunciou a eleição do Papa Leão XIII (1878)
  • Luigi Macchi, anunciou a eleição do Papa Pio X (1903)
  • Salésio Francesco Della Volpe, anunciou a eleição do Papa Bento XV (1914)
  • Gaetano Bisleti, anunciou a eleição do Papa Pio XI (1922)
  • Camillo Caccia Dominioni, anunciou a eleição do Papa Pio XII (1939)
  • Nicola Canali, anunciou a eleição do Papa João XXIII (1958)
  • Alfredo Ottaviani, anunciou a eleição do Papa Paulo VI (1963)
  • Pericle Felici, anunciou as eleições do Papa João Paulo I e do Papa João Paulo II (1978)
  • Jorge Medina Estévez, anunciou a eleição do Papa Bento XVI (2005)

  • Jean-Louis Pierre Tauran, anunciou a eleição do Papa Francisco.