Páginas

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Há uma verdadeira dicotomia entre a Liturgia de Bento e de Francisco?

A Liturgia é da Igreja, não de Bento ou de Francisco!


Passados um pouco mais de sete meses do início do Pontificado de nosso Pontífice gloriosamente reinante, o Papa Francisco, um ponto me chama a atenção: a Liturgia do Papa Francisco. Não entrarei no mérito da discussão das qualidades e características do Papa Francisco, nem quero compará-lo aos seus veneráveis antecessores.


Vendo as fotos e vídeos da última grande celebração litúrgica pública de Sua Santidade, a Missa na Praça de São Pedro por ocasião da Jornada Mariana, no último dia 13, não se percebe diferença alguma em relação a uma celebração do Papa emérito Bento XVI, por exemplo. Percebe-se uma nítida organização funcional do espaço litúrgico, possibilitando uma melhor celebração dos mistérios de Nosso Senhor. Nota-se que sobre o altar estão dispostos sete castiçais e o Crucifixo voltado para o presidente da assembleia litúrgica, assim como o sólio papal, donde está a cátedra papal e, sob este sólio, um belo e grande Crucifixo voltado para os fiéis da Praça Vaticana a fim de que estes possam contemplar a imagem do Crucificado. Por fim, não podemos esquecer o Brasão papal e, arrisco dizer, que a única “complementaridade” do espaço litúrgico é a imagem da Bem-Aventurada Virgem Maria, ao qual o Sumo Pontífice possui uma filial devoção, próprio de um verdadeiro latino-americano.






















 
   Como já mencionei no início de meu escrito, não quero polemizar ou algo do gênero, mas sim, quero refletir acerca de que não são os paramentos ou uma ideologia litúrgica que regem a vida celebrativa da Igreja de Cristo, mas sim a celebração do mistério pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Há um novo doce Vigário de Cristo na Terra, mudaram-se cargos na venerável Cúria Romana, foram eleitos e nomeados novos bispos e arcebispos, párocos são removidos e transferidos em nossas Dioceses e Arquidioceses, mas a vida sacramental-litúrgica da Igreja não muda, pois Cristo Nosso Senhor não passa. Tudo passa, mas o mistério do Verbo Encarnado permanece o mesmo.































       Assim, parafraseando Bento XVI, a verdadeira Liturgia da Igreja é uma repetição solene de Ritos, com uma sã compreensão da teologia-litúrgica, pois uma verdadeira catequese mistagógica é uma Liturgia bem celebrada. Nesse sentido, a Sagrada Liturgia cumpre o seu objetivo, ou seja, elevar os homens a Deus e trazer Deus mais próximo dos seres humanos. Pensemos um pouco nisto...


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Há 35 anos... Entronização de João Paulo II


Há 35 anos todo o orbe cristão via subir ao Sólio Petrino um jovem cardeal polonês: 
Karol Józef Wojtyła, Arcebispo de Cracóvia na longínqua Polônia.

I.              O Conclave

33 dias após a eleição de Albino Luciani, como João Paulo I, os senhores cardeais eleitores retornam a Roma, a cidade eterna, com a finalidade de eleger um novo sucessor de São Pedro, após a inesperada morte do jovem papa sorriso.

O segundo conclave do ano de 1978 inicia-se em 14 de outubro. A imprensa noticia como “papaibili” o conservador Arcebispo de Gênova,  Cardeal Giuseppe Siri e o reformador Arcebispo de Florença, Cardeal Giovanni Benelli.

Três dias após o “extra-omnes” estava eleito o sucessor do Papa Luciani. Contrariando todas as previsões mediáticas fora eleito com 99, dos 111 votos, o Cardeal Wojtyla, de apenas 58 anos.

Conta-se que quando interrogado sobre sua aceitação a eleição canônica da qual participara, ele respondeu: 

"Com obediência na fé em Cristo, meu Senhor, e com confiança na Mãe de Cristo e da Igreja, apesar das grandes dificuldades, eu aceito”.

 II.            O Urbe et Orbe

No tradicional anúncio “Habemus papam”, feito pelo cardeal Pericle Felici, houve uma grande surpresa. A ação do Divino Paráclito havia suscitado um homem até então desconhecido do mundo, porém, um pastor verdadeiramente moldado ao Coração do Senhor.


Annuntio vobis gaudium magnum: 

Habemus Papam!

Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum 
Dominum Carolum 
Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Wojtyla 
Qui sibi nomen imposuit 
Ioannis Pauli 


Já na primeira saudação, do balcão da Basílica de São Pedro, o novo Papa quebrou protocolos. Contrariando a tradição de seus antecessores, ele dirigiu algumas palavras aos presentes à praça:

Queridos irmãos e irmãs, todos estamos ainda tristes com a morte do querido papa João Paulo I. E agora os eminentíssimos Cardeais chamaram um novo Bispo de Roma. Chamaram-no de um país distante… Distante, mas sempre muito próximo pela comunhão na fé e na tradição cristã. Tive medo ao receber esta nomeação, mas o fiz com espírito de obediência a Nosso Senhor e com a confiança total na sua Mãe, a Virgem Santíssima. Não sei se posso expressar-me bem na vossa... na nossa língua italiana. 
Se eu cometer um erro, por favor ‘corrijam”.

Roma tem um no Bispo, a Igreja de Cristo possuí um novo pastor, que guiará o timão da barca de Pedro pelas sendas deste mundo, rumo ao céus.

III.           A entronização

A missa inaugural de seu pontificado, outrora chamada coroação, foi aguardada com ansiedade. Sabia-se que nela se haveria de ditar os tons do novo papado. João Paulo é jovial, simpático e cativador, homem das massas, capaz de mover multidões.


Durante o Santo Sacrifício da Missa ele mostrou-se piedoso, e em plena comunhão com o magistério da Igreja, e o seu legado litúrgico. Durante a homilia, o novo Servo dos Servos de Deus sentou-se e proferiu suas palavras com voz forte, que tomou não apenas as ruas e vielas da velha Roma, mas, todo o mundo.

João Paulo não foi omisso as chagas do mundo contemporâneo.  Durante seu longo pronunciamento falou sobre a missão do ministério petrino, sobre a dignidade do homem e denunciou vivamente os erros do comunismo. Disse com voz forte, que bradou os corações de todo o mundo: “Abri as portas a Cristo”!


“Não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder! E ajudai o Papa e todos aqueles que querem servir a Cristo e, com o poder de Cristo, servir o homem e a humanidade inteira! Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo! Ao Seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas econômicos assim como os políticos, os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo! Cristo sabe bem "o que é que está dentro do homem". Somente Ele o sabe!”




Hino ao Beato João Paulo II

Hino ao Beato João Paulo II, de autoria de Monsenhor Marco Frisina, 
Regente do Coro da Diocese de Roma. 


Aprite le porte a Cristo! 

non ne Abbiate paura: 
spalancate il vostro cuore 
all'Amore di Dio. 

  1. Testimone di speranza
    per chi attende la salvezza,
    Pellegrino per amore
    sulle strade del mondo.
  2. Vero padre per i giovani
    che inviasti per il mondo,
    sentinelle del mattino,
    segno vivo di speranza.
  3. Testimone della fede
    che annunciasti con la vita,
    Saldo e forte nella prova
    confermasti i tuoi fratelli. 
  4. Insegnasti ad ogni uomo
    la Bellezza della vita
    indicando la famiglia
    vir segno dell'amore.
  5. Portatore della ritmo
    ed Araldo di giustizia,
    ti sei fatto tra le genti
    nunzio di misericordia.
  6. Nel dolore rivelasti
    la potenza della Croce.
    Guida de sempre i tuoi fratelli
    sulle strade dell'amore.
  7. Nella Madre del Signore
    ci indicasti una guida,
    nella SUA intercessione
    la potenza della Grazia.
  8. Padre di misericordia,
    Figlio nostro Redentor,
    Santo Spirito d'Amore,
    a te, Trinità, sia gloria. Amen.

Homilia de João Paulo II no início do seu Ministério Petrino

Em 22 de outubro de 1978, diante da monumental Basílica de São Pedro,
 o recém-eleito Papa João Paulo II, nascido Karol Józef Wojtyła, 
proferiu a seguinte homilia por ocasião da solene Eucaristia 
de sua entronização ao Sólio Pontifício, como 264° Pontífice da Igreja Romana: 



Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo! (Mt. 16, 16).

Estas palavras foram pronunciadas por Simão, filho de Jonas, na região de Cesareia de Filipe. Sim, ele exprimiu-as na sua própria língua, com uma profunda, vivida e sentida convicção; mas elas não tiveram nele a sua fonte, a sua nascente: .., porque não foram a carne nem o sangue quem to revelaram, mas o Meu Pai que está nos céus (Mt. 16, 17). Tais palavras eram palavras de Fé.

Elas assinalam o início da missão de Pedro na história da Salvação, na história do Povo de Deus. E a partir de então, de uma tal confissão de Fé, a história sagrada da Salvação e do Povo de Deus devia adquirir uma nova dimensão: exprimir-se na caminhada histórica da Igreja. Esta dimensão eclesial da história do Povo de Deus tem as suas origens, nasce efectivamente dessas palavras de Fé e está vinculada ao homem que as pronunciou, Pedro: Tu és Pedro — rocha, pedra — e sobre ti, como sobre uma pedra, Eu edificarei a Minha Igreja (Cfr. Mt. 16, 18).

Hoje e neste lugar é necessário que novamente sejam pronunciadas e ouvidas as mesmas palavras: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!

Sim, Irmãos e Filhos, antes de mais nada estas palavras.

O seu conteúdo desvela aos nossos olhos o mistério de Deus vivo, aquele mistério que o Filho veio colocar mais perto de nós. Ninguém como Ele, de facto, tornou o Deus vivo assim próximo dos homens e ninguém O revelou como o fez só Ele mesmo. No nosso conhecimento de Deus, no nosso caminhar para Deus, estamos totalmente dependentes do poder destas palavras: Quem me vê a Mim, vê também o Pai (Jo. 14, 9). Aquele que é infinito, imperscrutável e inefável veio para junto de nós em Jesus Cristo, o Filho unigénito, nascido de Maria Virgem no presépio de Belém.

O vós, todos os que já tendes a dita inestimável de crer; vós, todos os que ainda andais a buscar a Deus; e vós também, os atormentados pela dúvida:
—  procurai acolher uma vez mais —  hoje e neste local sagrado — as palavras pronunciadas por Simão Pedro. Naquelas mesmas palavras está a fé da Igreja; em tais palavras, ainda, encontra-se a verdade nova, ou melhor, a última e definitiva verdade —   sobre o homem: o filho de Deus vivo. — Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo!

Hoje o novo Bispo de Roma inicia solenemente o seu ministério e a missão de Pedro. Nesta Cidade, de facto, Pedro desempenhou e realizou a missão que lhe foi confiada pelo Senhor. Alguma vez, o mesmo Senhor dirigiu-se a ele e disse-lhe: Quando eras mais jovem, tu próprio te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores velho, estenderás as mãos e outro cingir-te-á e levar-te-á para onde tu não queres (Jo. 21, 18).

Pedro, depois, veio para Roma! E o que foi que o guiou e o conduziu para esta Urbe, o coração do Império Romano, senão a obediência à inspiração recebida do Senhor? — Talvez aquele pescador da Galileia não tivesse tido nunca vontade de vir até aqui; teria preferido, quiçá, permanecer lá onde estava, nas margens do lago de Genesaré, com a sua barca e com as suas redes. Mas, guiado pelo Senhor e obediente à sua inspiração, chegou até aqui.
Segundo uma antiga tradição (e, qual foi objecto de uma expressão literária magnífica num romance de Henryk Sienkiewicz), durante a perseguição de Nero, Pedro teria tido vontade de deixar Roma. Mas o Senhor interveio e teria vindo ao encontro dele. Pedro, então, dirigindo-se ao mesmo Senhor perguntou: "Quo vadis Domine? — Onde ides, Senhor?". E o Senhor imediatamente lhe respondeu: "Vou para Roma, para ser crucificado pela segunda vez". Pedro voltou então para Roma e aí permaneceu até à sua crucifixão.

Sim, Irmãos e Filhos, Roma é a Sede de Pedro. No decorrer dos séculos sucederam-se nesta Sede sempre novos Bispos. E hoje um outro novo Bispo sobe à Cátedra de Pedro, um Bispo cheio de trepidação e consciente da sua indignidade. E como não havia ele de trepidar perante a grandeza de tal chamamento e perante a missão universal desta Sede Romana?

Depois, passou a ocupar hoje a Sé de Pedro em Roma um Bispo que não é romano, um Bispo que é filho da Polónia. Mas, a partir deste momento também ele se torna romano. Sim, romano! Até porque é filho de uma nação cuja história, desde os seus alvores, e cujas tradições milenárias estão marcadas por um ligame vivo, forte, jamais interrompido, sentido e vivido com a Sé de Pedro, de uma nação que a esta mesma Sé de Roma permaneceu sempre fiel. Oh, como é insondável o desígnio da Divina Providência!

Nos séculos passados, quando o Sucessor de Pedro tomava posse da sua Sede, era colocado sobre a sua cabeça o símbolo do trirregno, a tiara papal. O último a ser assim coroado foi o Papa Paulo VI em 1963, o qual, porém, após o rito solene da coroação, nunca mais usou esse símbolo do trirregno, deixando aos seus sucessores a liberdade para decidirem a tal respeito.
O Papa João Paulo I, cuja memória está ainda tão viva nos nossos corações, houve por bem não querer o trirregno; e hoje igualmente o declina o seu Sucessor. Efectivamente, não é o tempo em que vivemos tempo para se retornar a um rito e àquilo que, talvez injustamente, foi considerado como símbolo do poder temporal dos Papas.

O nosso tempo convida-nos, impele-nos e obriga-nos a olhar para o Senhor e a imergir-nos numa humilde e devota meditação do mistério cio supremo poder do mesmo Cristo.
Aquele que nasceu da Virgem Maria, o filho do carpinteiro — como se considerava —, o Filho de Deus vivo — confessado por Pedro — veio para fazer de todos nós um reino de sacerdotes (Cfr.Ex. 19, 6).

O II Concílio do Vaticano recordou-nos o mistério de um tal poder e o facto de que a missão de Cristo — Sacerdote, Profeta, Mestre e Rei — continua na Igreja. Todos, todo o Povo de Deus é participe desta tríplice missão. E talvez que no passado se pusesse sobre a cabeça do Papa o trirregno, aquela tríplice coroa, para exprimir, mediante tal símbolo, o desígnio do Senhor sobre a sua Igreja; ou seja, que toda a ordem hierárquica da Igreja de Cristo, todo o seu "sagrado poder" que nela é exercitado mais não é do que o serviço, aquele serviço que tem como finalidade uma só coisa: que todo o Povo de Deus seja participe daquela tríplice missão de Cristo e que permaneça sempre sob a soberania do Senhor, a qual não tem as suas origens nas potências deste mundo, mas sim no Pai celeste e no mistério da Cruz e da Ressurreição.

O poder absoluto e ao mesmo tempo doce e suave do Senhor corresponde a quanto é o mais —   profundo do homem, às suas mais elevadas aspirações da inteligência, da vontade e do coração. Esse poder não fala com a linguagem da força, mas exprime-se na caridade e na verdade.

O novo Sucessor de Pedro na Sé de Roma, neste dia, eleva uma prece ardente, humilde e confiante: O Cristo! Fazei com que eu possa tornar-me e ser sempre servidor do Vosso único poder! Servidor do Vosso suave poder! Servidor do vosso poder que não conhece ocaso! Fazei com que eu possa ser um servo! Mais ainda: servo dos Vossos servos.

Irmãos e Irmãs: não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder! E ajudai o Papa e todos aqueles que querem servir a Cristo e, com o poder de Cristo, servir o homem e a humanidade inteira! Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo! Ao Seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas econômicos assim como os políticos, os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo! Cristo sabe bem "o que é que está dentro do homem". Somente Ele o sabe!

Hoje em dia muito frequentemente o homem não sabe o que traz no interior de si mesmo, no profundo do seu ânimo e do seu coração, muito frequentemente se encontra incerto acerca do sentido da sua vida sobre esta terra. E sucede que é invadido pela dúvida que se transmuta em desespero. Permiti, pois — peço-vos e vo-lo imploro com humildade e com confiança — permiti a Cristo falar ao homem. Somente Ele tem palavras de vida; sim, de vida eterna.
Precisamente neste dia, a Igreja inteira celebra o seu "Dia Missionário Mundial"; ou seja, reza, medita e age a fim de que as palavras de vida de Cristo possam chegar a todos os homens e por eles sejam. acolhidas como mensagem de salvação, de esperança e de libertação total.
Quero agradecer a todos os presentes, que quiseram assim participar neste acto solene do início do ministério do novo Sucessor de Pedro.

Agradeço do coração aos Chefes de Estado, aos Representantes das Autoridades, às Delegações de Governos, pela sua presença que muito me honra.

Obrigado a Vós, Eminentíssimos Cardeais da Santa Igreja Romana!

Agradeço-vos, amados Irmãos no Episcopado! 

Obrigado a vós, Sacerdotes!

A vós, Irmãs e Irmãos, Religiosas e Religiosos das várias Ordens e Congregações, obrigado!

Obrigado a vós, Romanos!

Obrigado aos peregrinos, vindos aqui de todo o mundo!

E obrigado a todos aqueles que estão unidos a este Rito Sagrado através da Rádio e da Televisão!

E agora (em polaco) dirijo-me a vós, meus queridos compatriotas, Peregrinos da Polónia: aos Irmãos Bispos, tendo à frente o vosso magnífico Primaz; e aos Sacerdotes, Irmãs e Irmãos das Congregações religiosas, polacos, como também a vós, representantes da "Polónia" do mundo todo:

E que vos direi a vós, os que viestes aqui da minha Cracóvia, da Sé de Santo Estanislau, de quem eu fui indigno sucessor durante catorze anos! Que vos direi? — Tudo aquilo que vos pudesse dizer seria pálido reflexo em confronto com quanto sente neste momento o meu coração e sentem igualmente os vossos corações. Deixemos de parte, portanto, as palavras. E que fique apenas o grande silêncio diante de Deus, o silêncio que se traduz em oração.
Peço-vos que estejais comigo! Em Jasna Gora e em toda a parte. Não deixeis nunca de estar com o Papa, que neste dia ora com as palavras do poeta: "Mãe de Deus defendei vós a Límpida Czestochowa e resplandecei na 'Porta Aguda'!" (1). E as mesmas palavras eu as dirijo a vós, neste momento particular.

Fiz um apelo (em italiano) e um convite à oração pelo novo Papa, apelo que comecei a exprimir em língua polaca...

Com o mesmo apelo dirijo-me agora a vós, todos os filhos e todas as filhas da Igreja Católica. Lembrai-vos de mim, hoje e sempre, na vossa oração!

Aos católicos dos países de língua francesa (em francês), exprimo todo o meu afecto e toda a minha dedicação! E permito-me contar com o vosso amparo filial e sem reservas! Oxalá façais novos progressos na fé! Aqueles que não partilham esta fé, dirijo também a minha respeitosa e cordial saudação. Espero que os seus sentimentos de benevolência facilitarão a missão que me incumbe e que não deixa de ter reflexos sobre a felicidade e a paz do mundo!

A todos vós os que falais a língua inglesa (em inglês) envio, em nome de Cristo, uma cordial saudação. Conto com a ajuda das vossas orações e na vossa boa vontade, para levar avante a minha missão de serviço à Igreja e à humanidade. Que Cristo vos dê a Sua graça e a Sua paz, abatendo as barreiras da divisão e de tudo fazendo, n'Ele, uma só coisa.

Dirijo (em alemão) uma afetuosa saudação a todos os representantes dos povos dos países de língua alemã, aqui presentes. Diversas vezes, e ainda recentemente durante a minha visita à República Federal da Alemanha, tive ocasião de conhecer pessoalmente e de apreciar a benéfica atividade da Igreja e dos seus fiéis. Oxalá que o vosso compromisso e o vosso sacrifício por Cristo venham, também no futuro, a tornar-se fecundos para os grandes problemas e as preocupações da Igreja em todo o mundo. É isto o que vos peço, recomendando às vossas especiais orações o meu novo ministério apostólico.
O meu pensamento dirije-se agora para o mundo de língua espanhola (em espanhol), porção tão considerável da Igreja de Cristo. A vós, queridos Irmãos e Filhos, chegue neste momento solene a saudação afectuosa do novo Papa. Unidos pelos vínculos da comum fé católica, sede fiéis à vossa tradição cristã vivida num clima cada vez mais justo e solidário, mantende a vossa conhecida proximidade ao Vigário de Cristo e cultivai intensamente a devoção à nossa Mãe Maria Santíssima.

Irmãos e Filhos de língua portuguesa (em português): Como "servo dos servos de Deus", eu vos saúdo afectuosamente no Senhor. Abençoando-vos, confio na caridade da vossa oração e na vossa fidelidade, para viverdes sempre a mensagem deste dia e deste rito: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!

Que o Senhor, na Sua misericórdia, nos acompanhe a todos com a Sua graça e com o Seu amor pelos homens (em russo).

Com afecto sincero saúdo e abençoo todos os Ucranianos e Rutenos no mundo (em ucraniano).
Do coração saúdo e abençoo os Checos e os Eslovacos, que me estão tão próximos (em língua eslovaca).
Os meus sinceros bons votos para os irmãos Lituanos (em lituano). Sede felizes e fiéis a Cristo.

Abro o coração a todos os Irmãos das Igrejas e das Comunidades Cristãs, saudando-vos (em italiano) em particular a vós, os que estais aqui presentes, na expectativa do próximo encontro pessoal; mas desde já vos quero expressar sincero apreço por haverdes querido assistir a este rito solene.

E quero ainda dirigir-me a todos os homens — a cada um dos homens (e com quanta veneração o apóstolo de Cristo deve pronunciar esta palavra, homem!) :

— rezai por mim!
— ajudai-me, a fim de que eu vos possa servir!

Ámen.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Nomeado novo Arcebispo de Porto Alegre

Sua Santidade o Papa Francisco nomeou nesta manhã, 18 de setembro, um novo Arcebispo para a Sé Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Conforme o cânon 401 do Código Direito Canônico, o atual antítese Dom Dadeus Grings, apresentou sua renúncia em 2011, ao completar 75 anos de idade. Para sucedê-lo, o Santo Padre nomeou o atual Bispo-Auxiliar de Porto Alegre,
Dom Jaime Spengler, OFM. 




Nascido em Gaspar, no Estado de Santa Catarina, Spengler nasceu em 06 de setembro de 1960. Fez-se frade menor Franciscano em  20 de janeiro de 1982, quando foi admitido no Noviciado na cidade de Rodeio. Fez a Profissão Solene, no dia 8 de dezembro de 1985; nos anos de 1986 e 1987 cursou Filosofia no Instituto Filosófico São Boaventura de Campo Largo, posteriormente cursou Teologia primeiramente no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis, no Rio de Janeiro e depois concluiu no Instituto Teológico de Jerusalém em Israel no qual, em 1990, obteve a especialização em Sagradas Escrituras. Recebeu a ordenação diaconal no dia 29 de junho de 1989, na cidade de Nazaré, em Israel. Regressando ao Brasil foi ordenado sacerdote no dia 17 de dezembro de 1990.


Aos 10 de novembro de 2010 foi nomeado pelo Papa Bento XVI como bispo titular de Patara e auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre. Dom Jaime foi ordenado bispo no dia 5 de fevereiro de 2011 na Paróquia São Pedro Apóstolo, na cidade de Gaspar, sua cidade natal. por Dom Lorenzo Baldisseri, então Núncio Apostólico no Brasil, e tendo como co-sagrandes Dom Dades Grings, Arcebispo de Porto Alegre e Leonardo Ulrilich Steiner, Bispo-Auxiliar de Brasília e Secretário Geral da CNBB. 

O lema episcopal de Dom Jaime é "In cruce gloriari" - Gloriar-se na Cruz de Cristo. 

Dom Dadeus Grings passa a ser o Administrador Diocesano até a posse canônica de Dom Jaime Spengler que está marcada para 15 de novembro próximo. 
Natural de Nova Petrópolis, no interior do estado gaúcho, Dadeus Grings ainda tem saúde forte e lucidez. Governou a Sé Porto-alegrense, uma das maiores do país, por praticamente dois anos a mais que o esperado. 

Oriundo do próprio clero de Porto Alegre, foi nomeado Bispo de São João da Boa Vista em São Paulo, em 1991. Sendo ordenado na Catedral Metropolitana Madre de Deus de Porto Alegre a 15 de março daquele mesmo ano. 

Em São João permaneceu até 2000, quando o Beato João Paulo II o nomeou Arcebispo-Coadjutor, com direito a sucessão de Dom Altamiro Rossatto, CSSR, ainda vivo, a quem substituiu em fevereiro de 2001.

Seu lema episcopal é Veritas vos liberati! 



Nossa saudação a Dom Jaime Spengler, OFM, Arcebispo-Eleito de Porto Alegre e a Dom Dadeus Grings, Arcebispo-Emérito de Porto Alegre. Que o bom Deus os cumule de bênçãos pelo seu fecundo ministério episcopal. E que a porção do povo de Deus que está na Capital dos gaúchos seja sempre mais iluminada! 



sábado, 29 de junho de 2013

Aniversário: 62° ano de Vida Sacerdotal


Hoje dia da Solenidade de São Pedro e São Paulo, celebramos o aniversário sacerdotal de Sua Santidade o Papa Emérito Bento XVI. Elevemos ao Deus Altíssimo nossas preces, para que Nosso Senhor Sumo e Eterno Sacerdote o faça sempre fiel.









sexta-feira, 28 de junho de 2013

Documentário: A Fé aos 20!


    
Os jovens do UNIV, um encontro universitário em Roma que reúne milhares de estudantes de todo o mundo e que começou graças à iniciativa de S. Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, entregaram um vídeo ao Papa Francisco durante a sua primeira audiência pública desejando que o Santo Padre conheça os seus anseios e o seu empenho por viver a vida cristã.

Este  documentário, feito por alguns destes  jovens, relata a experiência de 12 deles  que, espalhados pelo mundo a fora, procuram viver sua fé na sociedade atual e mostra como a mensagem cristã de São Josemaria lhes ajuda no seu caminho de santificação.

         Neste documentário, juntamente com imagens inéditas da pregação de São Josemaria, recebemos o  testemunho jovens de Paris, Londres, Barcelona, Roma, Chicago, Nova York e Buenos Aires.







 

domingo, 23 de junho de 2013

Homenagem aos Seminaristas

No dia 21 de Junho, a Santa Igreja celebrou a memória de São Luís Gonzaga, conhecido como Patrono dos seminaristas. 

Aos 12 anos recebeu a Primeira Comunhão das mãos de São Carlos Borromeu e manifestou seu desejo de entrar para a vida religiosa. . Na tentativa de dissuadi-lo, seu pai enviou-o às cortes de Ferrara, Parma e Turim, mas nada conseguiria removê-lo de sua intenção. Finalmente pôde realizar o seu ideal e entrar para a Companhia de Jesus. Dedicou-se aos doentes e escolheu para si as incumbências mais humildes, esquecendo-se totalmente de sua origem nobre. Esgotado pelo trabalho e pelas constantes penitências, faleceu com apenas vinte e três anos de idade, a 21 de junho de 1591. Seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma. São Luís Gonzaga é o patrono da juventude.

Oração coleta da Missa: 

"Ó Deus, fonte dos dons celestes reunistes no jovem Luís Gonzaga a prática da penitência e a admirável pureza de vida. Concedei-nos, por seus méritos e preces, imitá-lo na penitência, se não o conseguimos na inocência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Amém." 

Desejamos parabenizar e celebrar, durante essa semana o dom da vocação desses inúmeros jovens na Igreja. A figura do seminarista, alegra e entusiasma qualquer comunidade, pois o povo de Deus, ora e deseja santos sacerdotes para dispensar às graças divinas sobre a face da terra. Rezemos também  por todos seminaristas para que possam dedicar suas vidas de tal maneira, que possam assim como São Luís, perder suas vidas pela causa do Reino.

 Por fim, desejamos externar nossa gratidão a Deus, pela vida dos nossos seminaristas que integram o apostolado Dominus Vobiscum. O nosso blog tem como objetivo evangelizar pela beleza da Igreja e as vocações, sobretudo as sacerdotais são o "Grande Tesouro " da Igreja. 

Saudamos os seminaristas diocesanos da Arquidiocese de Niterói: 


Ciro Quintella

        Hugo Santiago                                                                                           Vinícius

Matheus Barbosa

Saudamos os seminaristas da Diocese de Frederico Westphalen: 

      Luiz Afonso                                                                                            Renato Rosa
           


Saudamos o seminarista da Arquidiocese Militar:

                                                              João Eduardo Lamim

Saudamos nosso querido Administrador do blog, seminarista da Arquidiocese de Porto Alegre:


                                                           
                                                               Ânderson Barcelos

Saudamos o nosso irmão da Arquidiocese de Pouso Alegre:

 Frei Tiago O. Carmo



 






                                                                     

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Três Novos Padres para Niterói

A Arquidiocese de Niterói no Rio de Janeiro, se alegra com a ordenação de três novos presbíteros!
A cerimônia foi realizada na Paróquia Nossa Senhora  da Conceição em Pacheco SG, presidida por sua Excelência Reverendíssima  Dom José Francisco (Arcebispo Metropolitano), concelebrada por Dom Frei Alano Maria ( Arcebispo emérito) e Dom Tarsísio Nascentes ( Bispo de Duque de Caxias). Na cerimônia contou com a presença de todo o clero Arquidiocesano e demais sacerdotes. Os nomes dos Presbíteros são: Pe. Angelo de Azevedo, Pe. Alessandro e Pe. Júlio César.






(Imposição das mãos no Pe. Júlio)


Clero reunido em torno do Altar.



Nos agradecimentos, o Padre Angelo, repetiu o gesto do Papa Francisco, pedindo que o povo também rezasse por eles, para que pudessem viver bem o ministério confiado a eles.
 (Da esquerda para direira: Pe. Angelo, Pe. Alex e  Pe. Júlio César)


Rezemos por esses novos sacerdotes, para que exerçam na Igreja o ministério sagrado, conforme o coração de Jesus!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Monsenhor Guido Marini no Brasil

O ilustre cerimoniário, responsável pelas celebrações pontifícias se encontra nessa semana no Brasil, no intuito de fechar alguns assuntos relacionados à visita do Sumo Pontífice, o Papa Francisco, na Jornada Mundial da Juventude, ocorrerá no Rio de Janeiro e da encontro do CELAM, que acontecerá em Aparecida do Norte, em São Paulo.

Durante esses dias, Monsenhor Guido celebrou Missa no seminário Arquidiocesano São  José do RJ, como também foi visitar o Corcovado, onde se encontra o monumento Cristo Redentor - cartão postal do Rio de Janeiro. Em uma das reuniões, encontrou-se com os dois únicos Arcebispos do Estado do Rio de Janeiro: Dom Orani João Tempesta ( Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro) e Dom José Francisco Rezende Dias ( Arcebispo Metropolitano de Niterói).

( Mons. Guido, à esquerda Dom Orani e à direita Dom José Francisco)

Algumas fotos:

No Corcovado aos pés do Cristo Redentor, elevando aos céus uma piedosa prece. 



 

Na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, como o Eminentíssimo Cardeal, Dom Raimundo Damasceno 
(Arcebispo de Aparecida). 





quinta-feira, 6 de junho de 2013

Vontade de potência ou vontade de verdade: o que deve orientar uma Universidade?

Por Pe. Anderson Alves*

Cada vez fica mais evidente a atual crise das Universidades. Essa não se refere a fatores econômicos, nem mesmo ao fato dos jovens chegarem ao ensino superior com um nível de aprendizagem cada vez mais baixo, mas sim a uma verdadeira crise de identidade. A pergunta séria, que muitos querem silenciar, é simplesmente: para que serve uma Universidade? É interessente a questão sobre o que deveria inspirar uma Universidade, algo que não é de hoje, pois foi colocada por diversos pensadores do século passado. Damos uma resposta aqui a partir das reflexões do filósofo e teólogo alemão Romano Guardini, que se dedicou ao ensino universitário por mais de 60 anos, desde o início do século XX[i].
Para ele, a Universidade é o lugar por excelência onde se pode dizer e escutar a verdade. De modo que essa instituição «adoece quando a verdade deixa de ser o ponto de referência principal do saber universitário» (pg. 40). Quando Guardini defendeu essa tese, trazia na memória as experiências sofridas durante a tirania nazista, na qual muitos intelectuais se comprometeram com uma ideologia que aparentemente queria aplicar uma verdade, mas que vivia da mentira e da violência. Para ele, a causa da traição de vários intelectuais daquele período foi a tese de que a verdade existe para servir à vida. O filosofia vitalista de F. Nietzsche, de fato, defendia que a verdade nada mais era do que um conjunto de metáforas, uma invenção dos débeis para dominar os mais fortes.
Para a dita filosofia a verdade deve servir à vida, à produção, ao sucesso (também do Estado), em uma palavra, a tudo o que é útil à vida. E o que seria útil à vida? Isso seria decidido pela vontade mesma. Surgia assim a tirania da «vontade de poder», uma vontade forte desligada do compromisso para com a verdade e para com o bem de todos. Nesse contexto, a Universidade nada mais seria do que uma peça da engrenagem da máquina estatal para transmitir os “novos valores” ao povo alemão. O Estado seria o detentor único de uma filosofia superior que afirmaria a supremacia da vida do novo homem.
Para Guardini, essa doutrina é falsa e destrutiva, e isso pode ser demonstrado não só filosoficamente, mas também através da história. Pois o homem vive daquilo que está acima dele. O homem é como uma árvore invertida, que possui suas raízes no Céu, como bem viu Platão[ii]. A vida não pode ser o valor supremo, pois essa tem em si aspectos contraditórios. Os animais são governados pelo instinto, mas o homem pode dizer não a eles. O homem é um ser livre e pode querer inclusive o que vai contra a sua própria vida própria e a do seu próximo. No ser humano há não só a vontade de viver, mas também o instinto de morte. Como poderia, pois, a verdade servir à vida, sendo que essa possui um caráter contraditório?
Historicamente se viu que quando a vida é colocada acima da verdade, paradoxalmente, surge todo tipo de atrocidade. Quando uma vida ideal – a ideologia da segurança e do bem-estar a todo custo – é buscada independentemente da verdade, os homens reais correm o risco de sofrer todo tipo de brutalidade. A busca por um “super-homem” foi uma ilusão que causou o extermínio de milhões de seres humanos reais, e deveríamos aprender algo com a história.
Sendo assim, o único modo de se defender a vida é, por incrível que pareça, afirmar o primado da verdade sobre ela. Somente em relação à verdade a vida humana se torna justa e reta. «Acima da vida deve estar algo que não depende dela, que não a serve, mas que tem em si mesmo uma excelência: a verdade. Saber isso, descobrir isso em modo sempre novo, experimentá-lo, anunciá-lo: eis o papel das Universidades. Se isso é esquecido, a Universidade perde o seu sentido. Torna-se uma escola profissionalizante entre outras, que possui um significado prático, mas não um valor espiritualmente essencial» (p. 27).
A Universidade deve servir à busca da verdade por si mesma. A razão da crise de identidade das Universidades atuais consiste no fato de que as ciências busquem a verdade, mas culturalmente somos levados a crer que a verdade não existe. Muitas vezes o dogma da inexistência da verdade é “ensinado” nas mesmas Universidades, as quais deveriam alimentar nos alunos o desejo de descobrir e de servir à verdade. Surge assim uma tensão na comunidade acadêmica: entre os que buscam a verdade por si mesmo e os que se deixam seduzir pelo ceticismo, o qual se manifesta em uma destrutiva «vontade de poder».
Certamente, só quando a Universidade busca a verdade por si mesma pode contribuir para salvaguardar a dignidade inalienável da pessoa humana e a sua própria identidade. O risco da Universidade é o de colocar-se ao serviço de algo que seja inferior à verdade mesma: seja ao Estado, seja aos interesses de mercado. Uma Universidade digna desse nome deve guiar-se pela vontade sincera de verdade e não pela «vontade de poder», de sucesso político ou de lucro. Só assim ela continuará sendo um verdadeiro caminho verso algo de único (uni-versus), a verdade, que é objetiva e a única a garantir realmente a defesa da dignidade da vida humana.
* Pe. Anderson Alves, sacerdote da diocese de Petrópolis – Brasil. Doutorando em Filosofia na Pontificia Università della Santa Croce em Roma.
[i] R. Guardini, Tre scritti sull’università, Morcelliana, Brescia 1999. O terceiro texto do livro é uma das últimas conferências de Guardini e tem o título: “Vontade de poder ou vontade de verdade? Um interrogativo para a Universidade”.
[ii] Platão, Timeo, 90a. O filósofo francês Rémi Brague (1947), vencedor do prêmio Ratzinger 2012 retormou recentemente esse tema platônico, dizendo que o homem tem suas âncoras no céu. Cfr. R. Brague, Ancore nel cielo. L’infrastruttura metafisica, Vita e Pensiero, Milano 2011.

terça-feira, 4 de junho de 2013

"Para mim, é tudo belo e tudo novo", disse Mons. Guido Marini ao chegar no Brasil

O mestre de cerimônias pontifícias do Vaticano, Monsenhor Guido Marini, está no Rio de Janeiro para conhecer os detalhes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 e os atos que terão a presença do Papa Francisco. Após reunião no Comitê Organizador Local (COL) na manhã desta terça-feira, 4, ele disse estar satisfeito com as preparações para o evento. Monsenhor Marini deverá permanecer no Brasil até a próxima sexta-feira, 7.
“Se vê que se está trabalhando muito para a Jornada Mundial da Juventude. A Jornada é sempre uma circunstância em que muitas pessoas se empenham e se vê que há a generosidade de muitas pessoas. Eu estou muito contente com o que estão fazendo”, avaliou.

Monsenhor Marini conheceu a estrutura preparada para todos os atos centrais e especiais e deu sugestões, segundo o diretor do Setor de Preparação Pastoral da JMJ, Padre Arnaldo Rodrigues. A reunião contou ainda com Mons. Konrad Krajewski, Mons. Vincenzo Peroni e o diretor executivo do Setor Atos Centrais da Jornada, Padre Renato Martins.
Pela primeira vez no Brasil, Monsenhor Marini se disse encantado. “Para mim, é tudo belo e tudo novo”.
Créditos: InterMirifica.net