Há exatos 03 meses, no dia 24 de julho, acontecia na Igreja Imperial de Nossa Senhora da Carmo, Antiga Sé do Rio de Janeiro, uma Missa Pontifical na forma extraordinária.
A Santa Missa, que foi celebrada em honra a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira principal do Brasil e da Jornada Mundial da Juventude, que acontecia na capital fluminense naqueles dias.
A Eucaristia, no Rito de São Pio V, foi presidida por Sua Exc. Rev. Dom Fernando Arêas Rifan, Bispo Prelado da Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney.
Na ocasião, os seminaristas membros do Apostolado † Dominus Vobiscum † estiveram presentes ao Coro da Capela Imperial
Agradecemos a querida amiga Lucilene Vieira, que nos concedeu as fotos desta Santa Missa.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Há uma verdadeira dicotomia entre a Liturgia de Bento e de Francisco?
A
Liturgia é da Igreja, não de Bento ou de Francisco!
Passados
um pouco mais de sete meses do início do Pontificado de nosso Pontífice
gloriosamente reinante, o Papa Francisco, um ponto me chama a atenção: a
Liturgia do Papa Francisco. Não entrarei no mérito da discussão das qualidades
e características do Papa Francisco, nem quero compará-lo aos seus veneráveis
antecessores.
Vendo
as fotos e vídeos da última grande celebração litúrgica pública de Sua
Santidade, a Missa na Praça de São Pedro por ocasião da Jornada Mariana, no
último dia 13, não se percebe diferença alguma em relação a uma celebração do
Papa emérito Bento XVI, por exemplo. Percebe-se uma nítida organização
funcional do espaço litúrgico, possibilitando uma melhor celebração dos
mistérios de Nosso Senhor. Nota-se que sobre o altar estão dispostos sete
castiçais e o Crucifixo voltado para o presidente da assembleia litúrgica,
assim como o sólio papal, donde está a cátedra papal e, sob este sólio, um belo
e grande Crucifixo voltado para os fiéis da Praça Vaticana a fim de que estes
possam contemplar a imagem do Crucificado. Por fim, não podemos esquecer o
Brasão papal e, arrisco dizer, que a única “complementaridade” do espaço
litúrgico é a imagem da Bem-Aventurada Virgem Maria, ao qual o Sumo Pontífice
possui uma filial devoção, próprio de um verdadeiro latino-americano.

Como já mencionei no início de meu escrito, não quero polemizar ou algo do gênero, mas sim, quero refletir acerca de que não são os paramentos ou uma ideologia litúrgica que regem a vida celebrativa da Igreja de Cristo, mas sim a celebração do mistério pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Há um novo doce Vigário de Cristo na Terra, mudaram-se cargos na venerável Cúria Romana, foram eleitos e nomeados novos bispos e arcebispos, párocos são removidos e transferidos em nossas Dioceses e Arquidioceses, mas a vida sacramental-litúrgica da Igreja não muda, pois Cristo Nosso Senhor não passa. Tudo passa, mas o mistério do Verbo Encarnado permanece o mesmo.
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Assim, parafraseando Bento XVI, a verdadeira Liturgia da Igreja é uma repetição solene de Ritos, com uma sã compreensão da teologia-litúrgica, pois uma verdadeira catequese mistagógica é uma Liturgia bem celebrada. Nesse sentido, a Sagrada Liturgia cumpre o seu objetivo, ou seja, elevar os homens a Deus e trazer Deus mais próximo dos seres humanos. Pensemos um pouco nisto...
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Há 35 anos... Entronização de João Paulo II
Há 35 anos todo o orbe cristão via subir ao Sólio Petrino um jovem cardeal polonês:
Karol Józef Wojtyła, Arcebispo de Cracóvia na longínqua Polônia.
I.
O Conclave
33 dias após a eleição de Albino
Luciani, como João Paulo I, os senhores cardeais eleitores retornam a Roma, a
cidade eterna, com a finalidade de eleger um novo sucessor de São Pedro, após a
inesperada morte do jovem papa sorriso.
O segundo conclave do ano de 1978 inicia-se em 14 de outubro. A imprensa noticia como “papaibili” o
conservador Arcebispo de Gênova, Cardeal
Giuseppe Siri e o reformador Arcebispo de Florença, Cardeal
Giovanni Benelli.
Três dias após o “extra-omnes” estava
eleito o sucessor do Papa Luciani. Contrariando todas as previsões mediáticas
fora eleito com 99, dos 111 votos, o Cardeal Wojtyla, de apenas 58 anos.
Conta-se que quando interrogado sobre sua
aceitação a eleição canônica da qual participara, ele respondeu:
"Com
obediência na fé em Cristo, meu Senhor, e com confiança na Mãe de Cristo e da
Igreja, apesar das grandes dificuldades, eu aceito”.
No tradicional
anúncio “Habemus papam”, feito pelo cardeal Pericle Felici, houve uma grande surpresa. A ação do Divino
Paráclito havia suscitado um homem até então desconhecido do mundo, porém, um
pastor verdadeiramente moldado ao Coração do Senhor.
Annuntio vobis gaudium
magnum:
Habemus
Papam!
Eminentissimum
ac Reverendissimum Dominum
Dominum
Carolum
Sanctæ
Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Wojtyla
Qui
sibi nomen imposuit
Ioannis
Pauli
Já
na primeira saudação, do balcão da Basílica de São Pedro, o novo Papa quebrou
protocolos. Contrariando a tradição de seus antecessores, ele dirigiu algumas
palavras aos presentes à praça:
Queridos irmãos e
irmãs, todos estamos ainda tristes com a morte do querido papa João Paulo I. E
agora os eminentíssimos Cardeais chamaram um novo Bispo de Roma. Chamaram-no de
um país distante… Distante, mas sempre muito próximo pela comunhão na fé e na
tradição cristã. Tive medo ao receber esta nomeação, mas o fiz com espírito de
obediência a Nosso Senhor e com a confiança total na sua Mãe, a Virgem
Santíssima. Não sei se posso expressar-me bem na vossa... na nossa língua
italiana.
Se eu cometer um erro, por favor ‘corrijam”.
Roma tem um no
Bispo, a Igreja de Cristo possuí um novo pastor, que guiará o timão da barca de
Pedro pelas sendas deste mundo, rumo ao céus.
III.
A entronização
A missa
inaugural de seu pontificado, outrora chamada coroação, foi aguardada com
ansiedade. Sabia-se que nela se haveria de ditar os tons do novo papado. João
Paulo é jovial, simpático e cativador, homem das massas, capaz de mover
multidões.
Durante o Santo
Sacrifício da Missa ele mostrou-se piedoso, e em plena comunhão com o
magistério da Igreja, e o seu legado litúrgico. Durante a homilia, o novo Servo
dos Servos de Deus sentou-se e proferiu suas palavras com voz forte, que tomou
não apenas as ruas e vielas da velha Roma, mas, todo o mundo.
João Paulo não foi omisso as chagas do mundo contemporâneo. Durante seu longo pronunciamento falou sobre a missão do ministério petrino, sobre a dignidade do homem e denunciou vivamente os erros do comunismo. Disse com voz forte, que bradou os corações de todo o mundo: “Abri as portas a Cristo”!
João Paulo não foi omisso as chagas do mundo contemporâneo. Durante seu longo pronunciamento falou sobre a missão do ministério petrino, sobre a dignidade do homem e denunciou vivamente os erros do comunismo. Disse com voz forte, que bradou os corações de todo o mundo: “Abri as portas a Cristo”!
“Não tenhais medo de acolher
Cristo e de aceitar o Seu poder! E ajudai o Papa e todos aqueles que querem
servir a Cristo e, com o poder de Cristo, servir o homem e a humanidade
inteira! Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as
portas a Cristo! Ao Seu poder salvador abri os
confins dos Estados, os sistemas econômicos assim como os políticos,
os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo!
Cristo sabe bem "o que é que está dentro do homem". Somente Ele o
sabe!”
Hino ao Beato João Paulo II
Hino ao Beato João Paulo II, de autoria de Monsenhor Marco Frisina,
Regente do Coro da Diocese de Roma.
non ne Abbiate paura:
spalancate il vostro cuore
all'Amore di Dio.
- Testimone di speranza
per chi attende la salvezza,
Pellegrino per amore
sulle strade del mondo. - Vero padre per i giovani
che inviasti per il mondo,
sentinelle del mattino,
segno vivo di speranza. - Testimone della fede
che annunciasti con la vita,
Saldo e forte nella prova
confermasti i tuoi fratelli. - Insegnasti ad ogni uomo
la Bellezza della vita
indicando la famiglia
vir segno dell'amore. - Portatore della ritmo
ed Araldo di giustizia,
ti sei fatto tra le genti
nunzio di misericordia. - Nel dolore rivelasti
la potenza della Croce.
Guida de sempre i tuoi fratelli
sulle strade dell'amore. - Nella Madre del Signore
ci indicasti una guida,
nella SUA intercessione
la potenza della Grazia. - Padre di misericordia,
Figlio nostro Redentor,
Santo Spirito d'Amore,
a te, Trinità, sia gloria. Amen.
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