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quarta-feira, 29 de abril de 2009

DESABAFO - ATÉ QUANDO?


por Rafael Vitola Brodbeck

Até quando teremos que aturar padres sem batina ou sem clergyman? Sacerdotes que, em vez de ostentar sua incorporação a Cristo pelo sacramento da Ordem, escondem-se do povo, disfarçando-se de leigos?

Até quando teremos de aturar Missas que em nada nos indicam seu caráter ontologicamente sacrifical? Palmas ritmadas acompanhando músicas de melodia, harmonia e ritmo absolutamente inadequados, com uma pobreza infantil nas letras? Manifestações desmedidas de alegria quase profana durante a atualização do Calvário? Padres que não vestem os paramentos corretos, sem casula, sem cíngulo, sem amito, substituindo-os por um simplório conjunto de túnica e estola?

Clérigos, até bispos, que desprezam o latim, o canto gregoriano, a polifonia sacra, o órgão, o incenso? Que identificam “Missa em latim” com o rito antigo? Que, ademais, têm como que um ódio mortal a esse rito antigo, e mesmo ao novo celebrado de acordo com as rubricas? Sacerdotes e fiéis que preferem as passageiras e profanas novidades às sadias tradições? Que rechaçam as normas que chegam de Roma, e desobedecem descaradamente, fazendo celebrar a Missa do jeito que querem?

Até quando teremos de aturar procissões que mais parecem passeatas políticas? Bandeiras políticas no lugar nos estandartes das antigas confrarias? Discursos da moda em vez de um sermão sobre coisas espirituais?

Até quando teremos de aturar um Conselho Indigenista Missionário que não catequiza os índios?

Uma Comissão Pastoral da Terra que, em vez de pregar a Doutrina Social da Igreja, insufla o MST e outros grupelhos comunistas safados a atacar a propriedade privada? Uma Pastoral da Juventude que nada mais é do que célula avançada do PT e do PSOL nas fileiras de nossos grupos de jovens?

Até quando teremos que aturar o sumiço da teologia católica, destronada por uma péssima formação em nossos seminários, verdadeiras fábricas de comunistas? Que se preocupam mais em ensinar sociologia religiosa do que doutrina? Relativização da verdade do que autêntica filosofia? Bagunça na Missa do que liturgia correta? Boff do que Tomás de Aquino? Küng do que patrística? Teólogos duvidosos e politicamente corretos do que o Magistério?

Até quando teremos que aturar a troca da caridade pelo assistencialismo politicamente esquerdista? E as irmãs de caridade se converterem em assistentes sociais? E as irmãs contemplativas abandonarem seus conventos e afrouxarem no cumprimento da regra?

Até quando teremos que aturar a Campanha da Fraternidade nublando a Quaresma? Reflexões políticas em vez de práticas piedosas? Cânticos socialistas em vez da clássica hinologia católica? Via Sacra sendo corrida por orações imbecis?

Até quando teremos que aturar os documentos que chegam de Roma sendo ignorados ou distorcidos, enquanto análises de conjuntura e discursos vazios sobre a água, as florestas, os amigos, a paz, os coelhinhos e o arco-íris são promovidos em nossos púlpitos como se doutrina católica fossem?

Até quando teremos de aturar desobediências ao Papa promovidas por freiras, frades, padres, bispos e líderes do laicato?

Até quando teremos de aturar defesas do aborto, das práticas homossexuais, da Teologia da Libertação, do socialismo, da insubordinação, feitas por membros da Igreja?
Até quando teremos de aturar nossas lindas igrejas e altares serem profanados pela feiúra e pelo iconoclasmo?

Até quando teremos de aturar o sentimentalismo e o relativismo tomarem de assalto o lugar que era próprio da razão e da fé objetiva?

Até quando teremos de aturar a Fé Católica sequestrada por quem deveria ser seu defensor?
Até quando?

sábado, 14 de março de 2009

Dom José Cardoso Sobrinho, OCarm














Grande defensor da ortodoxia católica, o ainda metropolita Dom José Cardoso. Em fase de conclusão do seu episcopado na "veneza brasileira", ficará na história eclesiástica do Brasil como um bispo que lutou e aplicou sua autoridade de arcebispo ao defender e aplicar o código de direito canônico e a doutrina moral da Igreja Católica. Com isso gerou muia polemica e foi visto por muitos como "ditador", "inquisidor"e "intolerante".

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Amado e admirado pela maioria da chamada ala "conservadora" e "tradicional" da Igreja. E despressado e até odiado pela maioria da ala que segue a dita "teologia da libertação", sempre mostrou quem mandava e controlava tudo, com seu cajado de Pastor. Nos poucos meses que ainda lhe falta como Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, ele não se omite aos abusos da sociedade como no recente caso da menina de 9 anos que sofreu um aborto indusido por médicos do Recife, no qual foram excomungados automaticamente por tal ato.
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O caso tornou-se tema de vários debates e foi divulgado em todos os jornais do mundo. O arcebispo foi apoiado por todos os bispos da CNBB Nordeste 2 e por autoridades da Santa Sé, além claro do Bispo Primaz do Brasil.
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Dom José foi e é ainda muito hostilizado por muitos admiradores do finado Dom Helder. Creio que o proximo arcebispo de Olinda e Recife, também será comparado com o "Dom", e as críticas surgiram e a hostilidade também, por parte dos fiéis e sacerdotes ordenados por Dom Helder.
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Dom José também ficou famoso em fechar uma "faculdade" de Teologia e um "Seminário" nos primeiros anos do seu governo na Arquidiocese de Olinda e Recife. Pois os dois , pregavam a Teologia da libertação e até algumas doutrinas divergentes da oficial pregada pela Santa Sé. Dom José também deixou de renovar contrato (provisão canônica) a muitos padres religiosos "missionários" em sua arquidiocese por serem de um linha ultra progressista e até TL. Além de muitas transferencias (algo cotidiano e permitido pelas leis da Igreja) . Isso fez nascer na Arquidiocese a cultura da "passeata" e do "abaixo assinado" por toda vez que o arcebispo tranferisse um padre para outra paróquia. Como também teve casos de Demissão, suspensão e expulsão de muitos padres, que cometeram delitos canônicos e imorais.
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O Curriculo de Dom José :
Foi Bispo em Paracatu-MG durante 6 anos (1979-85)
Nomeado Arcebispo para Olinda e Recife , (1985- 2009)
Estudos:
Graduado em Filosofia e Teologia;
Pós graduado em Direito Canônico e Direito civil
Doutor em Direito Canônico.
Foi Professor em Direito Canônico - Roma/Itália (1957-60)
(Colégio Internacional Santo Alberto);
Conselheiro Geral da Ordem Carmelida (1957-60);
Procurador Geral da Ordem Carmelita (1971-79);
Presidente da CNBB NORDESTE 2 (1987-1991)