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quinta-feira, 14 de março de 2013

Habemus Papam - Dominum Georgium Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Bergoglio, qui sibi nomen imposuit Franciscum


Irmãos e irmãs, boa-noite!
Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.


E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!
E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.














Sua Santidade o Papa Emérito Bento XVI, rezando pelo no Sucessor de São Pedro, Sua Santidade o Papa Bento XVI.












Bendito aquele que vem em nome do Senhor: Francisco


Surgiu a fumaça na chaminé da Capela Sistina, parecia preta, mas, bastaram alguns segundos para percebermos que na realidade era branca. O repicar alegre dos sinos da Basílica de São Pedro confirmavam o que esperávamos: Temos um papa.
Poucos minutos depois a praça e via del conciliazione encontravam-se superlotadas, quem estava em Roma naquele momento diz que toda a cidade eterna parou. E parou para conhecer o rosto de seu novo pastor, o pastor universal.



Enquanto a multidão se comprimia em todos os arredores da basílica, nós aguardávamos em frente à televisão. Mais alguns minutos de espera, que se tornaram intermináveis pela ansiedade e pela curiosidade, e eis que então surge no balcão o Cardeal Francês Jean-Louis Pierre Tauran um homem de baixa estatura,  atacado pelo Parkinson que compromete sua saúde. O proto-diácono do colégio cardinalício falou de modo tão rápido e tão sem expressão que mal ouvimos o “habbemus papam”... Porém, conseguimos identificar um nome: Georgium Marium.



O homem inspirado pelo Espírito-Santo e confirmado pelos senhores cardeais era o Primaz da Argentina, Jorge Mario Bergoglio um jesuíta de 76 anos, que passou despercebido pelos holofotes das câmeras e pelos ferrenhos comentários dos “vaticanólogos”. O mundo se perguntava: da onde vem essa criatura? Quem será? O que vai falar? 

Alguns minutos a mais de espera e por volta das 20 horas e 30 minutos (horário de Roma). Vestindo apenas a batina papal branca, sem a tradicional murça ou estola, acompanhado dos gritos que o aclamavam e da execução da Marcha pontifícia surge o novo papa:






É Jorge Mario Bergoglio!






Ele aparece no balcão, sem qualquer expressão no rosto, atônito frente à multidão reunida, que se esgueira para vê-lo e ouvi-lo. Naquele momento me perguntava: O que estará passando na cabeça deste pobre homem?



O papa pareceu assustado, talvez tenha se dado conta da grandiosidade da missão a ser assumida. Levou alguns instantes para que aquele argentino, ferrenho na defesa da vida e da justiça, tomasse consciência de onde estava e o que agora representava para o mundo: É ele o 266° sucessor de São Pedro.



Ele falou com simplicidade. Antes de dar a bênção pediu a bênção. Gesto simples, mas carregado de grandeza e que gerou desconforto entre muitos. Bergoglio é homem de poucas palavras, dado a frugalidades, sabemos que em Buenos Aires renunciou ao Palácio Arquiepiscopal e que ele mesmo preparava suas refeições. Não possuía carro próprio e andava pra lá e pra cá de metrô ou de ônibus.



Recordo que há alguns anos, ele foi entrevista pela revista italiana 30giorni, que o foi encontrar num asilo, onde costuma servir a refeição para os necessitados.
Um papa que surge do novo mundo, o primeiro dentre os que viram, surgiu simples, sem grandes expressões, mas carregado por nosso afeto filial e por nossa oração.
Adotou o nome de Francisco, ainda não sabemos se é uma alusão a Francisco de Assis ou a seu confrade Xavier. Cremos que seja ao jovem de Assis, patrono da Itália, e porque não dizer que deveria ser da nova evangelização.

O rico Francisco ouviu no século XII a voz do Pai que lhe dizia: “Vai e reconstrói a minha Igreja”. Talvez o Papa que agora temos tenha esse objetivo: reconstruir!



Reconstruir a Igreja de Jesus Cristo, marcada pelas chagas e falhas humanas. Vivemos em um tempo de mudança, de crise, e precisamos de testemunhas do evangelho, como dizia Paulo VI.


Francisco de Assis foi enviado por Deus, num dado momento da história para reconduzir sua Igreja ao essencial. Francisco o Papa é aquele que vem em nome do Senhor para nos reconduzir ao essencial, para nos fazer viver as verdades do evangelho e da fé nestes tempos de mudança.



Bendito aquele que vem em nome do Senhor: Francisco, nosso pai comum!


Papa vai a Basílica Liberiana

Conforme anunciou ontem, 13 de março, em sua primeira aparição pública como Pontífice, no balcão da Basílica de São Pedro o Papa Francisco visitou na manhã de hoje a Basílica patriarcal de Santa Maria Maggiore:

"Amanhã quero ir rezar a Nossa Senhora, para que ela possa velar por toda Roma", disse o papa ao final da bênção Urbi et Orbe.

Papa Francisco surge no frontispício da Basílica liberiana, 
acompanhado dos Cardeais Santos Abril y Castelló, Arcebispo Titular de Tamada, Vice-Camerlengo da Santa Igreja Romana e Arcipreste da Basílica de Santa Maria Maggiore e de Agostino Vallini, Vigário-Geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma.
(Foto: Reuters)

O Santo Padre chegou a Basílica Liberiana por volta das 08 horas (horário romano) e permaneceu em oração por cerca de 30 minutos. Ao final saudou sacerdotes e funcionários.

Um dos sacerdotes que estava presente ao encontro com o novo papa, o dominicano Pe. Ludovico de Mello disse em entrevista ao site G1.com: "Foi algo muito emocionante, fantástico, inesquecível. A bondade e a paternidade que se veem no novo Santo padre são enormes. É preciso se encontrar com ele para entender".


"O Santo Padre chegou a Basílica, rezou junto à Maria. Depois nos saudou, cumprimentou todos individualmente, falou algumas palavras com cada um. Falou com todos como um pai aos seus filhos, com muita humildade". Disse o dominicano.

A Basílica Liberiana: Santa Maria Maggiore é uma das grandes basílicas patriarcais de Roma. 
É o primeiro templo dedicado a Maria Santíssima no Ocidente. Lá se conservam as relíquias da manjedoura de Jesus e também um ícone de Maria, que é atribuído a São Lucas, o Evangelista.


Ao final, o papa rezou diante do altar onde Santo Inácio de Loyola, o fundador de sua congregação, os jesuítas celebrou missa. E ainda rezou diante do túmulo de São Pio V, pedindo a intercessão de seus santos predecessores.

terça-feira, 12 de março de 2013

Quem será o eleito?



Quem será o eleito?

Aquele a quem o Espírito-Santo escolheu.

Deus, em sua infinita misericórdia, olhará benevolente para nossa amada Igreja e nos concederá um pastor, segundo o seu amabilíssimo coração. 

Aquele a quem os senhores cardeais, sendo assistidos pelo Divino Paráclito elegerem, será o homem que Deus preparou para guiar a barca de Pedro. Seu rosto em breve será conhecido pelo mundo. 

Mas, não nos importa sua cor, sua raça ou procedência. Importa-nos que será o Doce Cristo na terra. Receberá do povo cristão a certeza de nossa oração, o bálsamo de nossa mortificação e, mais ainda, o filial afeto dos filhos da Igreja. 

Seja quem for, seja como for, será Pedro! Será nosso amado pastor:
Omnes cum Petrus, ad Iesum, per Mariam!

Rezemos diligentes pelo Santo Padre! 


Fraterno abraço,
Sem. Ânderson Barcelos
Administrador do Blog + Dominus Vobiscum +

Monsenhor Guido Marini e sua mantelletta


Ao presenciarmos a beleza da cerimônia de abertura do Conclave, com a procissão dos cardeais saindo da capela paulina, a Ladainha dos santos, o hino Veni Creator Spiritus, a oração do Cardeal Giovanni Battista Re e o juramento dos purpurados, novamente revivemos a sobriedade e sacralidade das cerimônias pontifícias, em especial, de um novo Conclave.


Logo após acompanharmos atentos cada um dos purpurados, acontece um dos momentos mais esperados desta cerimônia (pelo menos dos devotos da Sacra Liturgia e do seu pioneiro contemporâneo Guido Marini): “Extra Omnes!”. Monsenhor Guido Marini, Ex-Mestre das cerimônias Pontifícias, em seus passos solenes, dirige-se ao microfone da Capela Sistina e, após uma breve pausa, com sua voz esguia conclama aos “intrusos” a saída do recinto.


Pessoalmente, foi uma cena única, engraçada e curiosa!
Uma pergunta, naquele instante, tomou minha consciência católica: porque estaria Guido Marini portando uma mantelletta?

         
Modelo tradicional de manteletta

Monsenhor Guido Marini portando a mantelletta na Missa pro elegindo Pontifice Romano

Como bom curioso conservador, fui à procura!
Eis:
Dal sito dell'Arcidiocesi di Genova:

A Mons. Guido Marini, nominato recentemente Maestro delle Celebrazioni Pontificie, il Santo Padre Benedetto XVI ha concesso l'onorificenza pontificia di Prelato d'Onore di Sua Santità. La comunicazione del riconoscimento, legato al nuovo incarico ricoperto da mons. Marini, è avvenuta ieri nel corso dell'udienza privata che ha avuto con il Santo Padre”.
(Ao monsenhor Guido Marini, que foi recentemente nomeado Mestre de Cerimônias Papal, o Santo Padre Bento XVI concedeu a condecoração papal de Prelado de Honra de Sua Santidade. A comunicação de reconhecimento, ligado à nova posição realizada por Mons. Marini, ocorreu ontem, durante a audiência privada que teve com o Santo Padre . Abril de 2007). 

Assim, o Mestre de cerimônias está no mesmo “degrau” de favores que um Prelado Doméstico ou Capelão de Sua Santidade e Protonotário Apostólico, pela função íntima com o Papa que ele assume. Isto consta no próprio site do Ofício das celebrações litúrgicas do Vaticano:
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/documents/ns_lit_doc_05111998_profile_it.html
Logo, é próprio do Mestre de Celebrações Pontifícias o uso da mantelletta


Lembremos que também no Conclave de 1978, que elegeu Albino Luciani e Karol Wojtila, o Mestre de Cerimônias (que sempre fica ao lado esquerdo), Virgilio Noe também a portava!

Cardeal Vegliò passa mal, durante a missa

Hoje pela manhã, durante a Missa "Pro Eligendo Pontifice", presidida pelo Decano do Colégio Cardinalício, Angelo Sodano, e concelebrada pelos senhores cardeais na Basílica de São Pedro, o Cardeal italiano Antonio Maria Vegliò, 75 anos (03 de fevereiro de 1938), Presidente do Pontifício Conselho para os Migrantes e Itinerantes, passou mal e foi socorrido por um grupo seguranças do Vaticano e da Guarda Suíça. 


Cardeal Vegliò, sobre a cadeira, enquanto é socorrido pelo serviço de segurança

A sala de Imprensa da Santa Sé não se manifestou sobre o ocorrido. Todavia, o Cardeal Viglò, que tem sede diaconal em São Cesário in Palatino, fez parte da procissão de Cardeais que adentrou a Capela Sistina e lá apareceu fazendo seu juramento.

O mal estar da manhã, parece ter sido algo simples já que o Cardeal dos migrantes e itinerantes já está de pé e na capela sistina para a eleição do sucessor de Pedro.



Rezemos diligentes por sua saúde e a de todos os purpurados!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Humildade e Abnegação


Por Frei Thiago Borges, O.Carm.

“Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pelas mãos dos cardeais em 19 de abril de 2005, pela qual a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a Sé de Roma, a Sé de São Pedro, vai estar vaga e um conclave para eleger o novo Sumo Pontífice terá de ser convocado por quem tem a competência para isso.”


A notícia da renuncia do Papa Bento XVI tornou-se um fato histórico para a sociedade e para a Igreja Católica. Passados 600 anos desde a última renuncia ao Sólio de Pedro, segundo consta na história, o último Papa a resignar-se foi Gregório XII, em 1415, que viveu o chamado “Grande cisma do Ocidente”. E hoje, a sociedade espantada, acolhe com perplexidade a renuncia do Papa Bento XVI.

Diante deste acontecimento muitos questionamentos foram feitos pela mídia que em massa, e aos poucos, se imigrou aos arredores da Sé de Pedro, em Roma. Muitas suposições e comentários maledicentes foram proferidos ao Papa sem aos menos saber os verdadeiros motivos de sua renúncia. Em questão de minutos, e repleto de sensacionalismo algumas emissoras de TVs faziam uma análise fajuta da atual conjectura da Igreja Católica.

O Papa Bento XVI ao anunciar sua decisão aos cardeais, reunidos em consistório para a aprovação de novos santos, apontou alguns motivos que o induziu a tomar esta atitude. Segundo o Papa, após ter repetidamente analisado sua consciência perante Deus, ele teve a certeza de que suas forças, devido avançada idade, não são mais apropriadas para o adequado exercício do ministério de Pedro. Eis, a justificativa de sua decisão! Isto, não anula outros fatores, como por exemplo, a crise na Cúria Romana e tantos outros.

Mas, perante tal atitude, apresentam-se dois gestos: humildade e abnegação. Várias pessoas são capazes de balbuciar contra o apego ao poder, porém não capazes de abdicar. Já Bento XVI teve coragem e sinceridade em reconhecer sua fragilidade humana. Entretanto, este fato, abre duas perspectivas consideradas primeiramente como uma ruptura e outra como hermenêutica da história do catolicismo.


Após o dia 28, Bento XVI, deixa de governar o leme da barca de Pedro e torna-se Papa emérito ou bispo emérito de Roma. Neste período a Igreja vacante é governada pelo Cardeal Bertone, que é o Carmelengo. Com a vacância, os cardeais espalhados no mundo são convocados para o Conclave.
O período de eleição do novo Papa ou conclave inicia-se após 15 a 20 dias de vacância. A palavra conclave deriva do latim, cum chave, que significa com chave; isto é, uma reunião em clausura muito rigorosa de cardeais com o intuito de eleger o novo Papa. Atualmente o sacro Colégio é composto por 207 cardeais, entre os quais 117 são eleitores, ou seja, têm menos de 80 anos de idade.

Antes de ingressar na Capela Sistina para o conclave os cardeais se reúnem em uma Assembleia chamada Congregação Geral, onde vão discutir alguns assuntos polêmicos e perfilar um futuro candidato ao trono de Pedro. Segundo o cardeal Dolan o novo Papa tem que ser aquele que lembre Jesus.


Uma coisa é certa, o novo Papa será o sucessor do Apostolo Pedro e, sobretudo, católico. Terá muitos problemas, mas com sabedoria e aos poucos, vai delineando metas que
vão ajudá-lo a resolver coisas pendentes. Será um homem de muita fé e herdeiro de uma preciosa herança deixada pelos seus antecessores, os Papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI, a qual servirá de suporte na condução da igreja.

Enfim, este momento histórico de transição deve gerar dois sentimentos nos católicos: primeiro, um sentimento de gratidão; depois um sentimento de acolhida. Gratidão pelos oitos anos de pontificado do Papa Bento XVI. Acolhida ao novo Romano Pontífice que será escolhido, pela providência divina, para governar a Igreja nos próximos anos.

sábado, 9 de março de 2013

Annuntio vobis gaudium magnum...



Extra, extra! Habemus Papam! O blog Dominus Vobiscum anuncia em primeira mão a eleição do novo Papa, sucessor de Sua Santidade Bento XVI. Depois de deliberarem, os senhores Cardeais, enclausurados na Capela Sistina, escolheram o novo Sumo Pontífice.

O novo Papa tem um nome de batismo, também um nome pelo qual exercerá o ministério petrino; o novo Papa tem uma nacionalidade (latino-americana, africana, asiática... oceânica... europeia), uma idade, um perfil; o novo Papa já tem um plano de governo, já sabe contra o que lutar, já sabe como anunciar o Evangelho nos dias conturbados em que vivemos. O novo Papa tem um rosto...



 “Quem instruíra o Espírito do Senhor? Que conselheiro o teria orientado” (Is 40,13). É isso que rezamos nas Laudes da quarta da terceira semana do saltério. Às vezes, tenho a impressão de que nossos ânimos ultrapassam o limite entre o fiel desejoso de ver novamente a Sé ocupada, de poder contemplar a Cátedra de Pedro mais uma vez tomada pelo Bispo de Roma, e o postulante ao cargo de conselheiro de Deus.

Diante de tantas especulações, é importante manter os pés no chão e as mãos postas; rezar mais, especular menos. É preciso deixar de lado os bolões e apostas. Não digo se calar diante de uma expectativa mais que normal, como quando a Santa Sé está vacante, mas me refiro a um bon sens, afinal, estamos diante de 115 vontades vermelhas. Usemos mais nosso tempo para rezar, pedir a Deus que essas 115 vontades sejam aconselhadas pelo Espírito de Deus, e não o contrário.



O resultado? O melhor para a Igreja, seja quem for o eleito. Cristo não deixará sua Igreja por um nome (humanamente) mal escolhido. O Evangelho nos garante isso. Portanto, não percamos mais noites de sono. Ele está conosco! O Espírito de Deus, nosso Conselheiro.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Tu és Petrus! A espera do novo Papa


E estão a todo vapor os preparativos para a eleição do novo Pontífice da fé católica! Todos os olhos se voltam à Roma; aos poucos ficamos sabendo de detalhes da eleição do sucessor de Bento XVI. Duas novas informações que nos fazem sentir o gostinho do novo Papa!

Habemus Papam


Enquanto os cardeais seguem com os preparativos para o conclave, ainda sem data definida, muitos assuntos estão sendo tratados nas congregações gerais. Não se sabe quem será o eleito, quando será, de que nacionalidade, quantos anos terá o novo Papa. Sabe-se apenas que esta será anunciado oficialmente pelo cardeal Tauran, de 69 anos.
O cardeal-diácono Jean-Louis Tauran há 23 anos trabalha no Vaticano onde já atuou destacando-se na diplomacia, no arquivo e biblioteca vaticana e atualmente preside o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Cabe a ele o “Habemus Papam” que apresentará à Igreja e ao mundo o Sumo Pontífice.
Nasceu em Bourdeaux, na França, foi ordenado sacerdote aos 26 anos de idade em 20 de setembro de 1969. Em 1991 foi ordenado bispo e 21 de outubro de 2003 foi criado cardeal pelo Papa beato João Paulo II.
O francês foi nomeado cardeal protodiácono (primeiro diácono) em 11 de fevereiro de 2011 pelo Papa Bento XVI. A nomeação outorga ao cardeal a missão de anunciar o nome do cardeal eleito como novo Papa que tradicionalmente se realiza da varanda central da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Tarefa esta que lhe é conferida pelo Código do Direito Canônico (n° 355.2)  de “ anunciar ao povo o nome do novo Sumo Pontífice eleito”.
Outro momento importante de atuação do cardeal Tauran será durante a missa de inicio do novo Pontificado. Nela o cardeal protodiácono impõe o pálio, uma insígnia litúrgica, no novo Papa. Na Páscoa e no Natal também acompanha o Sumo Pontífice durante a mensagem “urbi et orbi”, bênção papal à cidade de Roma e ao mundo. (Jefferson Souza)

E a fumaça?


O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, anunciou que no próximo conclave serão usadas duas estufas dentro da Capela Sistina, uma para a fumaça negra e a outra para a fumaça branca ou "fumata bianca", que anuncia a eleição do novo Pontífice.
Desta maneira busca-se evitar a confusão que ocorreu em 1978, durante a eleição do João Paulo I, quando a fumaça que saiu era de cor cinza, e nas eleições de João Paulo II e Bento XVI, que ao princípio saiu cinza e demorou um certo tempo para fazer-se totalmente branca.
Conforme informou o porta-voz, ambas as estufas serão colocadas nos próximos dias. Enquanto isso, o pessoal especializado do Vaticano já começou a acondicionar a Capela Sistina para acolher o conclave, cuja data de início ainda não foi fixada pelos cardeais.
Do mesmo modo, durante a terceira reunião preparatória foram mostradas as três urnas que serão usadas no conclave. Uma servirá para introduzir os votos, a segunda para recolher os votos já escrutinados e a terceira se por casualidade algum eleitor ficar doente sem poder ir à Capela Sistina será levada até a residência Santa Marta, onde se alojarão, para que o purpurado enfermo possa depositar o voto.

Fontes: Portal Ecclesia / ACI Digita

terça-feira, 5 de março de 2013

Entrevista com Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju, SE.


O Blog Dominus Vobiscum, por conta do Ano da Fé, entrevistou Dom Henrique Soares da Costa, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Aracaju – SE, com a sede titular de Acufida. Dom Henrique comenta, ainda, a renúncia do Papa Bento XVI.

Este ano será uma ocasião propícia a fim de que todos os fiéis compreendam mais profundamente que o fundamento da fé cristã é, como afirmou o Santo Padre na Carta Encíclica Deus Caritas Est, “o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”. Segue a entrevista:


- Dominus: Ao convocar o Ano da Fé, o Santo Padre mostra sua preocupação com uma crise que tem uma de suas origens na incapacidade do homem moderno de crer. Como explicar que essa falta de fé tenha atingido os membros da Igreja de modo tão agressivo, a ponto de muitos católicos trocarem a Fé autêntica por falsas doutrinas? Seria exagerado dizer que existem sacerdotes ameaçados pela sombra do personagem de Miguel de Unamuno, São Manuel Bueno, Mártir, em seu romance homônimo? Por que o crente corre o risco cada vez maior de cair no ateísmo prático?
- Dom Henrique: São muitas perguntas numa só. Vejamos: (1) É verdade que de um modo quase que antinatural, o homem contemporâneo esteja atrofiando sua capacidade natural de crer. Somos essencialmente abertos para o Infinito, somos saudosos do Transcendente, do Amor eterno. Mas, o excesso de barulho, a invasão do consumo pelo consumo, o excesso de opiniões, de palavras, a ilusão de que nos bastamos e podemos ter a vida em mãos como bem entendemos – tudo isso leva a um embotamento da comunhão com Deus. Vamos nos deseducando para a comunhão com o Senhor. (2) É compreensível que os filhos da Igreja sejam afetados por esse mau espírito do tempo atual, afinal estamos no mundo. A pressão dos formadores de opinião e dos meios de comunicação e a superficialidade na vivência da fé vão destruindo em muitos cristãos a reta percepção da vida segundo o coração do Senhor. Assim, fica fácil cair num subjetivismo, numa religião cômoda, feita sob medida para as minhas paixões. Aqui entram as falsas doutrinas e percepções da fé, que às vezes ameaçam a ortodoxia do ser e do crer da Igreja. (3) O romance de Unamuno fala de um padre que era cumpridor de seus deveres por amor às pessoas, mas já não cria mais em nada verdadeiramente. Sim, este perigo é muito possível entre os padres de hoje, quando há também na Igreja um exacerbado antropocentrismo. Parece que o centro do cristianismo é o homem. Ao invés, o centro é Deus nosso Senhor! Só o Senhor é Deus, só por Ele vale a pena entregar a vida! (4) Quanto ao ateísmo prático, ele é um perigo quando se perde de vista que Deus está próximo, que Deus age no mundo, que Deus realmente nos fala na Escritura, nos dirige a palavra na pregação da Igreja e nos dá Sua graça nos sacramentos. Sem isso, sem elevar realmente a sério a Igreja, Deus não passa de uma ideia e, então, vive-se a vida fingindo crer, mas na verdade já não se crê!



 - Dominus: Qual o maior perigo para a Fé de um católico desprotegido nos dias de hoje: seitas protestantes ou heresias levadas a cabo por teólogos ditos católicos? Ainda nessa linha, a sociedade moderna faz dela as palavras do jornalista italiano Vittorio Messori, em entrevista com o então Cardeal Ratzinger, em 1985 (depois publicada no livro “A fé em crise? O cardeal Ratzinger se interroga”): “ainda existem hereges”? Por que a palavra heresia se tornou tão pesada para o homem hodierno, mesmo para muitos católicos?
- Dom Henrique: Certamente, as seitas são um perigo para a reta fé. Parecem oferecer uma fé profunda e acessível, simples e autêntica, quando na verdade oferecem apenas um cristianismo deturpado, mutilado, parcial. Mas, o maior e mais triste perigo são aqueles que dentro da Igreja – e incluo membros do clero e professores de teologia nos institutos católicos – criticam com injustiça e ódio destrutivo a santa Igreja. Esses são, sem dúvidas, os instrumentos preferidos de Satanás! Esses estão conosco somente de modo aparente. Não são dos nossos e nunca conquistarão o coração e a consciência de um verdadeiro católico. O senso da fé do Povo de Deus na hora percebe esses lobos disfarçados de cordeiros. Mas, as portas do inferno não prevalecerão contra a Esposa de Cristo! Quanto à palavra “heresia”, ela é o oposto à ortodoxia, que significa não somente reta opinião, mas, sobretudo, reto louvor. Sendo assim, na raiz da heresia está a soberba humana – principalmente dos maus teólogos – em não se colocar numa atitude de escuta e adoração para poderem falar do Mistério. Esses, arrogantemente, julgam-se donos da verdade que pertence só a Cristo e é confiada à Sua Igreja. Tornam-se, então, pobres e ridículos tagarelas. E para iludir os desavisados, recorrem à ideia de liberdade de pesquisa e de expressão. São conceitos válidos para a democracia civil, não do mesmo modo para a pesquisa e o ensino da teologia. A liberdade de um teólogo verdadeiramente católico dá-se no interior da fé católica; não como se ele fosse juiz da Igreja e acima da Igreja... Desses há muitos hoje, infelizmente!



- Dominus: Na Carta Apostólica Porta Fidei, o Papa Bento XVI disse que o Ano da Fé será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é “a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força”, como afirmou o documento conciliar Sacrosanctum Concilium. Como, de forma concreta, se demonstra a perda de fé na Eucaristia, e o que se pode fazer para resgatar a sacralidade litúrgica?
- Dom Henrique: Primeiramente, pensemos na Eucaristia como meta e fonte da ação da Igreja. A própria Escritura afirma que somos batizados num só Espírito para formarmos um só corpo. O Batismo tem como destino a Eucaristia; a união começada com Cristo por força da ação do Seu Espírito no Batismo chega ao seu pleno desenvolvimento neste mundo na Eucaristia. Assim, tudo na Igreja encaminha para a participação no Corpo do Senhor. Com Ele e através Dele oferecemos ao Pai num só Espírito o sacrifício perfeito e santo, maior expressão da dignidade humana. Mas, exatamente daqui, da Eucaristia, parte a ação da Igreja: participando da Eucaristia, podemos dizer: “Eu vi, eu ouvi, eu toquei o Ressuscitado; eu comunguei com Ele, Ele está vivo, está presente entre nós!” Ora, aqui está o conteúdo da evangelização: anunciar Jesus morto e ressuscitado para a vida do mundo. Evangelizar é testemunhar a presença amorosa e redentora de Alguém, de Jesus. É na Celebração eucarística, no Sacrifício da Missa que, como Igreja, comunidade dos discípulos de Cristo, experimentamos Jesus e nos tornamos sempre de novo testemunhas de Jesus. Não somos propagandistas de uma ideia; somos testemunhas de uma Pessoa, Jesus, e de um fato, um evento, Sua morte e ressurreição. Quanto à sacralidade da Liturgia, ela se encontra em crise porque primeiramente o conceito do que é o cristianismo e o que é a Igreja se encontram em crise. Pensa-se que a Igreja existe para difundir e defender os valores do Reino. E por valores do Reino se tomam muitos dos valores ideológicos da esquerda. Ora, não é para isto que a Igreja existe! A Igreja existe para anunciar Jesus, para ser o espaço no qual Jesus fala Sua palavra, age pelos sacramentos e forma sempre de novo Seus discípulos como a Sua comunidade, que, vivendo Sua vida nova (vida de ressurreição), torna-se espaço no qual Deus, o Pai, reina de verdade. Assim, a Igreja é germe e sinal do Reino do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja é início do céu, quando o Reino se manifestará plenamente. Na liturgia é Cristo Quem age, é Cristo Quem doa sempre e novamente o Seu Espírito, que é a própria vida eterna, vida divina. Na Liturgia, portanto, a salvação acontece sempre no aqui e no agora da vida humana. A Liturgia é primeiramente ação de Cristo, que num só Espírito, une a Si a Sua Igreja no sacrifício de louvor ao Pai. Quando se tem essa consciência, compreende-se que a Liturgia é um fazer sagrado, isto é, pertence diretamente ao mundo de Deus e exprime o Seu inefável mistério. Sem esta percepção, a Liturgia torna-se a festa da “comunidade celebrante” que celebra suas ideias, suas lutas e suas conquistas. Cristo sai do centro, Deus, o Pai, desaparece e a dimensão sagrada perde totalmente sua razão de ser. Agora aqui há um elemento a ser levado em conta: a sacralidade da Liturgia não depende do aparato exterior que lhe damos, mas da consciência profunda de se estar no âmbito de Deus. A sacralidade vem de Deus, não de ritos ou alfaias! Os ritos e alfaias podem e devem exprimir a sacralidade, mas não a geram nem a garantem. Rito por rito, alfaia por alfaia nos levariam a um desfile de fixação estética de sentido mais que duvidoso! É preciso estar atentos para o sentido teológico da Liturgia, para uma espiritualidade litúrgica centrada em Cristo, de consciência de ser Igreja Corpo do Senhor e de profundo compromisso com o Evangelho na própria vida e na vida do mundo, com tudo o que isto possa significar e implicar!



- Dominus: Relembrando a encíclica do Beato Papa João Paulo II, Fides et Ratio, “a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade”. Na opinião do senhor, quando a Igreja vencerá a batalha de convencer o mundo de que essa afirmação é verdadeira? Trata-se, por ventura, de uma ótica diversa, filosoficamente, do que seja, de fato, a verdade?
- Dom Henrique: Quando a Igreja vencerá a batalha? Neste mundo, nunca! O conflito entre fé e razão, religião e ciência dá-se como fruto de preconceito, seja de um lado seja do outro. E os preconceitos muitas vezes são nascidos do medo de quem pensa e vive de modo diferente do nosso. Além do mais, há um tipo de preconceito contra a fé pelo simples medo de ter que se converter e mudar de vida. O importante é que se procure cada vez mais criar um clima de tolerância e diálogo, sem a pretensão de querer dobrar o outro ao modo de ver e pensar. No passado, os crentes foram bastante intolerantes; hoje são alguns cientistas que manifestam uma intolerância quase fanática. Infelizmente, esses são os que aparecem mais na mídia. Quanto ao conceito de verdade, não é que cristianismo e ciência tenham conceitos diferentes. Apenas o cristianismo aponta para uma profundidade e amplidão da verdade que muitas vezes a ciência e determinadas correntes filosóficas não alcançam e julgam ser impossível alcançar...


- Dominus: Às vezes, se tem a impressão de que Roma está muito distante do Brasil, e não falamos apenas em termos geográficos. Por que, com honradas exceções, é raro ouvir ressoar com força a voz do Vigário de Cristo nesta Terra de Santa Cruz? A Congregação para a Doutrina da Fé emitiu uma nota com indicações pastorais para melhor se viver o Ano da Fé. Como o senhor sente a acolhida, no Brasil, desse documento do dicastério mais importante da Cúria Romana?
- Dom Henrique: É necessário recordar que estamos ainda num período pós-conciliar. Para a Igreja, 50 anos são nada. O Vaticano I enfatizou dogmaticamente o primado universal do Papa e sua infalibilidade em sentenças de fé e moral. O Vaticano II retomou integralmente a doutrina do Vaticano I e completou com a doutrina da colegialidade episcopal: os Bispos são verdadeiros pastores de suas igrejas diocesanas e como tais, têm também a responsabilidade pela Igreja universal. Temos, portanto, uma tensão sadia entre primado e colegialidade. Quando se exagera num desses dois polos, temos um problema. O equilíbrio nem sempre é fácil, principalmente nestes tempos ainda pós-conciliares. Não diria que a voz da Santa Sé esteja longe; mas, sem dúvida, às vezes uma ênfase muito forte nas realidades locais podem enfraquecer a percepção dos apelos e orientações da Sé Apostólica. Quanto ao Ano da Fé, penso que as dioceses estão procurando, de acordo com suas realidades, colocar em práticas as sugestões da Santa Sé e outras iniciativas, segundo a mente de Bento XVI.


- Dominus: Esta entrevista se dá em meio às especulações da mídia com relação ao anúncio de renúncia feito pelo Santo Padre. Como pastor da Igreja, o que o senhor tem a dizer ao rebanho que, levado pela histeria midiática, pode não estar compreendendo a atitude de Bento XVI?
- Dom Henrique: A atitude do Papa foi explicada por ele próprio: ouvindo o Senhor na voz de sua própria consciência, achou por bem renunciar ao múnus petrino por se sentir sem forças suficientes, devido à idade. Um estupendo exemplo de humildade. Havia no Domingo passado uma faixa na Praça de São Pedro que resume bem a atitude do Papa: “A incrível liberdade de um homem preso a Cristo!” É isto. E isto o mundo não pode compreender. Pena que alguns católicos também não consigam. Mas, o Povo de Deus como um todo, compreende e admira e ama ainda mais este Papa!

 Dom Henrique (centro), Seminarista João Lamim (direita) e Seminarista Renato Rosa (esquerda)

- Dominus: Sempre inspirados nas recomendações do Santo padre, com relação à utilização da mídia virtual para a evangelização – e o senhor realiza um trabalho pastoral muito eficaz nesse campo –, gostaríamos que o senhor deixasse uma mensagem à equipe do Blog Dominus Vobiscum e a todos os seus leitores.
- Dom Henrique: Vão adiante! A Internet deve ser lugar de evangelização. Tomem como critérios (a) o desejo de anunciar Jesus Cristo e fazê-Lo amado e seguido; (b) a fidelidade inegociável à Igreja de Cristo, recordando que esta está onde está Pedro, (c) o tom que deve orientar as matérias seja de caridade e alegria que provêm de Cristo.



Filho de Lourival Nunes da Costa e Maria Francisca Tereza Soares da Costa, nasceu em 11 de abril de 1963. Cursou os estudos primários na cidade de Junqueiro e também em Maceió. Em 1981 ingressou no Seminário Arquidiocesano de Maceió e cursou Filosofia na Universidade Federal de Alagoas. Em 1985 abraçou a vida monástica, primeiro no Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro e depois no Mosteiro Trapista de Nossa Senhora do Novo Mundo, no Paraná. Na vida monástica recebeu o nome de Ir. Agostinho, tendo como padroeiro Santo Agostinho de Hipona. Por motivo de saúde regressou a Maceió em 1989, antes mesmo de fazer os votos.
Em 1990 voltou ao Seminário e foi para Roma, concluir o curso de Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Foi ordenado sacerdote na Arquidiocese de Maceió-AL em 15 de agosto de 1992, solenidade da Assunção da Virgem Santíssima.
Concluído o bacharelado, fez dois anos de mestrado na mesma Gregoriana, na área de Teologia Dogmática, particularmente eclesiologia.
De volta ao Brasil, trabalhou como formador no Seminário, professor de Dogmática, de Teologia em várias instituições de ensino. De 1994 a 2009 foi Reitor da Igreja de Nossa Senhora do Livramento em Maceió, vigário Episcopal para os Leigos, membro do Cabido dos Cônegos da Catedral da Arquidiocese de Maceió, participante do Conselho Presbiteral e Coordenador da Comissão de Formação Política de Maceió.
No dia 1º de abril de 2009 o Santo Padre Bento XVI nomeou-o Bispo Titular de Acúfida e Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju - SE. Foi sagrado bispo em 19 de junho de 2009 por Dom Antônio Muniz Fernandes, Arcebispo de Maceió.

Brasão Episcopal


 a) Letra Y: Trata-se da primeira letra de Yiós, Filho, em grego. A própria grafia da letra Y evoca a imagem de Cristo de braços estendidos na entrega da cruz; assim que se trata de uma visão profundamente cristocêntrica: tudo converge para o Filho que se entrega amorosamente ao Pai no Espírito Santo, evocado pela cor vermelha;
b) Amarelo Ouro: Fruto da entrega de Cristo é a salvação, isto é, a divinização de toda a humanidade e de toda criatura, representada pelo dourado que preenche todo o brasão como expressão da salvação universal de Cristo;
c) Flor de Lis Azul: A flor recorda a Virgem Maria, do qual é devoto. A Virgem é modelo de todo discípulo, Mãe dos pastores da Igreja e eficaz colaboradora na obra da salvação operada pelo Senhor Jesus.

Seu lema é: In Christo Pascere! (Apascentar em Cristo)

Do mistério salvífico de Jesus, o Bispo é ministro, pois que outra coisa não pretende a não ser instrumento da divinização conquistada por Cristo.


Pelos Seminaristas João Lamim e Renato Rosa