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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quo Vadis?

               “Nossa Fé é em Jesus Cristomas, porém, ela passa pelo Papa”.


          Em um momento onde parecem pairar sobre nós a dúvida e a incerteza, resta-nos a confiança de que a Igreja age pela ação do Paráclito. Ao sermos assaltados pela notícia da renúncia do Pontífice, Bento XVI, surge em nosso interior um sentimento de receio, ou ainda de desesperança. Porém, agora é à hora de praticarmos as propostas do Ano da Fé. É o momento para se praticar a Fé, confiando que a barca (Igreja) tem como timoneiro o próprio Deus, único Senhor da Messe.  

Devemos levar em conta, a nobreza de Bento XVI, ao reconhecer sua debilidade e suas muitas contribuições. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18). O novo é sempre algo que nos surpreende e nos deixa, “sem chão”. Mas precisamos encarar este momento como algo legítimo. Para cada caso a Igreja possui as regras e normas a serem aplicadas, este ato de renúncia é canônico e previsto no Cânon 187 – “Qualquer um, cônscio de si, pode renunciar a um ofício eclesiástico por justa causa”. É algo inédito na era moderna, porém, válido.  

A nós fiéis católicos, colaboradores do Vigário de Cristo, resta elevarmos a Deus nossa prece de gratidão pelo pontificado deste zeloso Pastor e pedir que as luzes do Espírito Santo venham sobre a Igreja, reunida em Conclave, para a escolha de um novo Vigário de Cristo. Reconheçamos este gesto de humildade e coragem, de abnegação e fidelidade a Igreja de Jesus Cristo.  

Um momento como este, lembra-nos da obra literária (Quo vadis?) de Henryk Sienkiewicz, quando o Apóstolo Pedro fugindo de Roma, com medo da perseguição, se depara com Jesus que vai em direção a Roma, e Pedro pergunta: “Quo vadis, Domine?” (Aonde vais, Senhor?), e Jesus respondeu: “Eu vou morrer mais uma vez por ti!”.
Mediante o ocorrido somos remetidos a tal cena, e podemos imaginar algo semelhante às avessas. E quando se fechou as cortinas do balcão da Basílica vaticana, Jesus perguntou ao sucessor de Pedro: Quo Vadis, Petrus?


 Por Seminarista André Luiz Oliveira
Arquidiocese de Sorocaba/ SP

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Nova residência do Papa Bento XVI

Esclarecimento do porta voz do Papa Pe. Federico Lombardi : "O Santo Padre o Papa Bento XVI, viverá no Mosteiro Mater Ecclesiae , em clausura e oração".


Segundo esclarecimentos de seu porta voz, o Papa quando se demitir e se der início à Sede Vacante transferir-se-à num primeiro momento para Castel Gandolfo enquanto decorrem os trabalhos de adaptação no Mosteiro de Clausura Mater Ecclesiae, situado junto ao muro de Leão IV dentro da Cidade do Vaticano e aonde depois viverá se dedicando aos estudos e oração.




Leia mais em Italiano: :http://www.ilsole24ore.com/art/notizie/2013-02-11/ecco-monastero-dove-ritirera-135307.shtml?uuid=AbASiMTH

Qual será o estado de Bento XVI e suas vestes após sua demissão?

Segundo algumas fontes seguras vindas de Roma:


1. Já foi confirmado que Bento XVI será "emérito" quanto ao ofício de Bispo de Roma e de Sucessor de São Pedro, cargos intimamente ligados. Portanto, até o que nos consta, será "Papa emérito" igualmente ao Papa Celestino V, único caso igual ao de Bento XVI, embora na história da Igreja exista mais 3 casos de renúncia.


2. Ele não retomará o título de Cardeal da Santa Igreja Romana. O ministério petrino, do qual ele apenas terá demissão e não deposição está muitíssimo acima do ministério cardinalício.

3. Continuará a ser intitulado como " Bento XVI"

4. Não, ele não ingressará no próximo conclave para eleição de seu sucessor.

Portanto, segundo o que nos falou um sacerdote que mora no vaticano, é certo que:

Ele permanece com o direito ao uso de batina branca com faixa munida do brasão bordado, cujas franjas são douradas, "mozzeta" branca para o período pascal e vermelha para o restante do ano litúrgico. Contudo, como qualquer bispo com o direito ao pálio, Bento XVI não o usará mais a partir do próximo dia 28, assim como não fará mais uso do anel do pescador, que expressa a titularidade do ministério petrino àquele que o carrega.



Tudo isto é o que nos conta.  Reservamo-nos o direito de possíveis atualizações e correções futuras.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Obrigado, Bento XVI




Realmente a notícia da renúncia do Santo Padre Bento XVI nos pegou desprevenidos, de surpresa!
Se havia comentado algo em tempos passados, sobre uma possível renúncia do Papa em caso de fragilidade física. No livro ‘Luz do mundo: o Papa, a Igreja e o Sinal dos Tempos’, uma entrevista do papa ao jornalista católico alemão Peter Seewald, contém muitas informações e reflexões sobre a vida pessoal e perspectivas de Bento XVI. E o próprio Papa chega a comentar: “Sim, se um papa percebe claramente que não tem mais condições físicas, psicológicas e espirituais de encarregar-se dos deveres de seu cargo, ele tem o direito e, sob certas circunstâncias, a obrigação de renunciar”.


Na verdade todo esse assunto caiu no esquecimento, até que em 11 de fevereiro nos vemos envoltos na orfandade paternal! Mas ainda assim creio que Bento XVI tomou essa decisão depois de muita reflexão e oração e, partindo de tão grande personalidade, foi acertada. Diante de tudo isso o admiramos mais ainda pela sua coragem e, sobretudo, preocupação para com a Santa Igreja de Deus!
O Papa Bento XVI anunciou sua renúncia após audiência com novos cardeais nesta segunda-feira, dia 11 de fevereiro, memória de Nossa Senhora de Lourdes, no Vaticano, com o seguinte comunicado (grifos nossos):


Caros irmãos. Convoquei-os para este consistório, não apenas para as três canonizações, mas também para comunicar a vocês uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Após ter repetidamente examinado minha consciência perante Deus, eu tive certeza de que minhas forças, devido à avançada idade, não são mais apropriadas para o adequado exercício do ministério de Pedro. Eu estou bem consciente de que esse ministério, devido à sua natureza essencialmente espiritual, deve ser levado não apenas com palavras e fatos, mas não menos com oração e sofrimento. Contudo, no mundo de hoje, sujeito a mudanças tão rápidas e abalado por questões de profunda relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e proclamar o Evangelho, é necessário tanto força da mente como do corpo, o que, nos últimos meses, se deteriorou em mim numa extensão em que eu tenho de reconhecer minha incapacidade de adequadamente cumprir o ministério a mim confiado. Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, confiado a mim pelos cardeais em 19 de abril de 2005, a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a Sé de Roma, a Sé de São Pedro, vai estar vaga e um conclave para eleger o novo Sumo Pontífice terá de ser convocado por quem tem competência para isso. Caros irmãos. Agradeço sinceramente por todo o amor e trabalho com que vocês me apoiaram em meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. E agora, vamos confiar a Sagrada Igreja aos cuidados de nosso Supremo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e implorar a sua santa mãe Maria, para que ajude os cardeais com sua solicitude maternal, para eleger um novo Sumo Pontífice. Em relação a mim, desejo também devotamente servir a Santa Igreja de Deus no futuro, através de uma vida dedicada à oração. Vaticano, 10 de fevereiro de 2013. Benedictus Pp. XVI
Bento XVI deixará o pontificado em 28 de fevereiro às 20 horas de Roma, 17 horas de Brasília.

MEDIDAS PRÓXIMAS A SEREM TOMADAS

Segundo o porta-voz do Vaticano, a Santa Igreja deve ter um novo Papa até a festa da Páscoa, no próximo dia 31 de março: “Temos de ter um novo Papa na Páscoa”, afirmou. O conclave deve ser realizado de 15 a 20 dias após a renúncia.
No Código de Direito Canônico, no artigo 332.2, se prevê a possibilidade de um papa renunciar, mas precisa fazê-lo por sua livre vontade, e não é necessário que sua renúncia seja aceita por ninguém. Segundo o código, uma vez tendo renunciado, o papa não pode mais voltar atrás.
Após a renúncia ou morte do papa, os assuntos da Santa Igreja ficam sob a responsabilidade do Cardeal Camerlengo, no caso atual, Sua Eminência Reverendíssima Dom Tarcísio Cardeal Bertone.


Ele convocará o conclave, reunindo todos os cardeais da Igreja Católica no Vaticano. Eles ficarão isolados em celas particulares e se reunirão na Capela Sistina duas vezes por dia para votar, durante o tempo que for necessário para a eleição do novo Pontífice. O voto é secreto. A votação é feita em papel. Para que um papa seja eleito o candidato deverá ter a maioria dos votos, ou seja, metade mais um. Depois de cada sessão, os papéis da votação são queimados. Se não houver uma definição, uma substância química é adicionada aos papéis para produzir uma fumaça escura, que sai pela famosa chaminé que poderá ser avistada da Praça de São Pedro. Se houver uma definição, a fumaça é branca. Assim sendo, reviveremos novamente a emoção de ouvir na sacada principal da Basílica Vaticana: ‘Habemus Papam!’

CASOS DE RENÚNCIA DE PONTIFICADO

A notícia-supresa da renúncia de Bento XVI nos fazem lembrar que não é a primeira vez que isto acontece: em 235 Ponciano renunciou ao pontificado; Silvério em 537; João XVIII em 1009; Bento IX em 1045; em 13 de dezembro de 1294 Celestino V; em 4 de junho de 1415 Gregório XII.

Papa Celestino V


Depois da morte de Nicolau IV, ao longo de mais de dois anos os cardeais não conseguiram chegar a um acordo quanto à escolha de seu sucessor, por conta das divisões entre as facções dos Collona, dos Orsini e dos Anjou. Roberto Monge, em seu ‘Dois Mil anos de Papas’, afirma que em 1294 a escolha recaiu sobre o nome de Pietro Del  Morrone. O seu nome de batismo era Pietro Angeleri. Nasceu no seio de uma família humilde de camponeses da região dos Abruzos, e com 20 anos ingressou no mosteiro beneditino de Faifoli, perto de Benevento.
Foi ordenado sacerdote ainda jovem. Em 1245 tinha se retirado para a Maiella, onde deu origem a uma ordem religiosa, a Ordem dos Celestinos, e que abraçava a regra de São Bento, mas de um modo mais rígido e austero. Foi aí que uma delegação de Cardeais veio ao seu encontro para lhe comunicar que fora eleito para o trono pontifício. Depois de muito pensar, em obediência à vontade divina e talvez na esperança de poder renovar a Igreja, Pietro Del Morrone aceitou a nomeação, e sob o nome de Celestino V foi consagrado na Igreja de Santa Maria de Collemaggio (em Áquila), a 29 de agosto de 1294. A fim de que não se repetisse no futuro uma tão longa vacância da Santa Sé, o novo Papa restabeleceu as disposições de Gregório X quanto ao conclave.
Em breve, porém, esmagado pelo peso dos assuntos da Cúria, constatando que os seus esforços de moralização continuavam sem produzir efeito, e amargurado com as baixas intrigas que se praticavam na corte papal, renunciou aos seus projetos de reformar a Igreja numa direção evangélica. A 13 de dezembro de 1294, convocou um consistório em que anunciou a sua renúncia formal ao papado, dando ao colégio dos Cardeais a plena faculdade de eleger um novo pastor para a Igreja. Depois se despojou das insígnias pontifícias e voltou a vestir os hábitos monásticos. O seu regresso à vida de eremita levantou um enorme clamor.  Celestino V voltou para o seu deserto, na Maiella, para se dedicar à oração e à mortificação. Ele morreu no dia 19 de maio de 1296, e foi sepultado na igreja de Santa Maria de Collemaggio, em Áquila, onde tinha sido coroado papa. Em 1313 foi canonizado pelo Papa Clemente V.

Visita de Bento XVI a Sulmona - Itália em 4 de julho de 2010, por conta do 8º centenário de nascimento de Celestino V. Na ocasião o Papa doou seu antigo pálio, depositando-o sob o caixão de vidro com as relíquias de Celestino.

Papa Gregório XII


Ângelo Correr nasceu em Veneza em 1325, numa nobre e antiga família.  Foi Bispo de Veneza, delegado papal em Nápoles e Cardeal presbítero de São Marcos.  Foi eleito Papa aos 80 anos de idade, a 30 de novembro de 1406, e a consagração ocorreu a 19 de dezembro.  Ângelo tomou o nome de Gregório XII. Passados poucos dias divulgou a intenção, já expressa no Sacro Colégio antes de sua eleição, de renunciar ao trono papal para pôr fim ao Cisma do Ocidente, se ao mesmo tempo renunciasse também o antipapa Bento XIII, que continuava a reinar em Avignon. Na prática, nenhum dos dois abdicou.
Reunido em Pisa em 1409, o Sacro Colégio decidiu então depor quer Bento XIII, quer Gregório XII, e elegeu papa Alexandre V. Isto não só não resolveu o cisma como ainda o agravou mais: agora havia não apenas dois, mas três Papas. Alexandre V, de seu nome Pedro Filargo, nascera em Gândia, numa família muito pobre. Os franciscanos acolheram-no e deram-lhe estudos. As suas qualidades intelectuais levaram-no a frequentar as Universidades de Oxford e Paris. Galeazzo Visconti, impressionado com a sua vasta erudição, convidou-o a ser professor e teólogo da Corte. Foi mais tarde nomeado Cardeal Bispo de Milão por Inocêncio VII.
Ao morrer Alexandre em 1410, sucedeu-lhe Baldassarre Cossa, com o nome de João XXIII. Natural de Nápoles tinha sido Arcebispo de Bolonha e Bispo de Isquia antes de Gregório XII o nomear Cardeal.
Para resolver a questão das nomeações papais, pediu-se a intervenção do Rei da Alemanha. Sigismundo convocou um Concílio em Constança, (1414-1418). Gregório XII fez chegar a este Concílio, através de um delegado, a sua disponibilidade para renunciar, condicionada apenas pela renúncia simultânea de Bento XIII e João XXIII
Alguns Cardeais, recorrendo à teoria da superioridade do Concílio sobre o Papa, e levando em consideração a disponibilidade anunciada por Gregório XII, decidiram exercer a sua autoridade para depor quer João XXIII, quer Bento XIII, que devem ser assim considerados antipapas. Gregório XII apresentou a sua própria demissão a 4 de julho de 1415, o que permitiu a eleição do Papa Martinho V, pondo fim ao Cisma do Ocidente.
Gregório foi recompensado com a nomeação para Bispo do Porto (Sicília) delegado perpétuo/ vitalício da Marca de Ancona e Decano do Sacro Colégio. Retirou-se para Recanati, onde morreu a 18 de outubro de 1417, algumas semanas antes da eleição do novo Papa Martinho V. Foi sepultado na catedral de Recanati.

NOTA DO BLOG DOMINUS VOBISCUM SOBRE A RENÚNCIA DE BENTO XVI:


NOTA DO BLOG DOMINUS VOBISCUM SOBRE A RENÚNCIA DE BENTO XVI:


Recebemos consternados à notícia de que Bento XVI, Sumo Pontífice, renunciou a Cátedra de São Pedro. Conforme anunciado na manhã de hoje, 11 de fevereiro de 2013, Festa da Santíssima Virgem Maria, Nossa Senhora de Lourdes.

Sabemos que a Igreja se perpetua na história, pela ação do Espírito Santo e que em breve um novo sucessor será eleito pelo Colégio Cardinalício. Todavia, queremos manifestar nosso afeto filial ao Papa Bento e com todo o nosso apostolado intensificar as orações e súplicas por este “servo dos servos de Deus”.

Ioseph Ratzinger eleito ao sólio Pontifício em 2005 guiou o timão da Igreja num período tortuoso, marcado pela debilidade humana, mas, pelas grandezas divinas do Salvador. Ficará marcada em nossa história, como um grande pastor, amante da teologia e da liturgia. Um homem fiel a sua amada esposa, a Igreja. Foi o amor a ela que agora o impeliu a renunciar.

Suas forças físicas visivelmente diminuíram ao longo dos últimos meses e agora a sua renúncia, faz com que nos unamos ainda mais em súplica por sua vida, dom de Deus para nós e para toda a Igreja. Do seu legado ficam grandes marcas, entre elas o apelo pela Fé, para que possamos dar “razões daquilo que cremos”.

Neste dia, especialmente triste pela renúncia do papa renovamos nosso amor a Igreja e ao sucessor de Pedro! Pelas mãos maternas da sempre Virgem Maria, o senhor nos conceda  a sua bênção!

Seminarista Ânderson Barcelos Martins
Seminarista Ciro Quintella Lacerda
Seminarista Matheus Barbosa
Seminarista João Eduardo Lamim
Seminarista Renato Rosa
Seminarista Vinícius Braga


Renuncia de Sua Santidade o Papa Bento XVI

“Caros irmãos:
Convoquei-os para este consitório, não apenas para as três canonizações, mas também para comunicar a vocês uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Após ter repetidamente examinado minha consciência perante Deus, eu tive certeza de que minhas forças, devido à avançada idade, não são mais apropriadas para o adequado exercício do ministério de Pedro. Eu estou bem consciente de qu esse ministério, devido à sua natureza essencialmente espiritual, deve ser levado não apenas com com palavras e fatos, mas não menos com oração e sofrimento. Contudo, no mundo de hoje, sujeito a mudanças tão rápidas e abalado por questões de profunda relevância para a vida da fé, para governar o barco de São Pedro e proclamar o Evangelho, é necessário tanto força da mente como do corpo, o que, nos últimos meses, se deteriorou em mim numa extensão em que eu tenho de reconhecer minha incapacidade de adequadamente cumprir o ministério a mim confiado. Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, confiado a mim pelos cardeais em 19 de abril de 2005, a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a Sé de Roma, a Sé de São Pedro, vai estar vaga e um conclave para eleger o novo Sumo Pontífice terá de ser convocado por quem tem competência para isso.
Caros irmãos, agradeço sinceramente por todo o amor e trabalho com que vocês me apoiaram em meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. E agora, vamos confiar a Sagrada Igreja aos cuidados de nosso Supremo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e implorar a sua santa mãe Maria, para que ajude os cardeiais com sua solicitude maternal, para eleger um novo Sumo Pontífice. Em relação a mim, desejo também devotamente servir a Santa Igreja de Deus no futuro, através de uma vida dedicada à oração.”

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Deus estava em Santa Maria? Resposta ao “ateísmo preguiçoso” do Brasil

Por Pe. Anderson Alves*


A tragédia em Santa Maria mobilizou o Brasil. Todos se emocionaram com o terrível ocorrido, que levanta várias perguntas. Os cristãos se compadecem com os envolvidos na tragédia e interpretam aqueles eventos à luz da vitória de Cristo sobre o mal e a morte. Come Ele venceu, cremos que vencemos com Ele todo mal, injustiça, incompreensões e inclusive a morte. Certamente, no momento atual devemos nos unir em solidariedade para com as vítimas e seus familiares e também exigir das autoridades uma investigação séria, de modo que os culpados respondam pelas consequências dos seus atos. Também é tempo de reconhecer os erros cometidos e de tomar as necessárias medidas para evitar que algo semelhante possa se repetir no futuro.

Aquela terrível tragédia levanta várias perguntas, algumas justas, outras nem tanto. Perguntamo-nos principalmente o porquê desse tipo de tragédia, que traz sofrimento a tantas pessoas. Os cristãos, que sofrem com o ocorrido, se uniram numa corrente de orações e de solidariedade para com as vítimas. Entretanto, infelizmente, nessas ocasiões se sentem atacados por perguntas impertinentes, que não ajudam a aliviar o sofrimento de ninguém, mas somente buscam colocar em questão a fé cristã. «Como pode Deus ter permitido o ocorrido?», questionam alguns. E outros, talvez mais ousados e menos respeitosos, chegam a dizer: «Vê-se mesmo que Deus tem um plano de amor para com todos e que às vezes esse plano consiste em eliminar a vida de 235 jovens inocentes para mostrar assim seu amor para com os seus familiares e amigos».

Esse último tipo de afirmação, além de ser uma grosseria e uma falta de respeito absurda, mostra uma terrível falta de lógica e uma ignorância religiosa espantosa. Qualquer um de bom senso poderia questionar: foi Deus que construiu uma grande discoteca com uma só saída e sem portas e luzes de emergência? Foi ele que a fez com um teto de papel e revestido de uma espuma inflamativa e tóxica?

O que falta aos que ignoram ou distorcem a fé cristã é o elementar conhecimento de que Deus fez o homem livre, de modo que Ele é responsável por ter nos dado a liberdade, mas não por cada ato da nossa liberdade. Ele colabora conosco quando fazemos atos bons movidos pela graça, mas os atos maus, Ele simplesmente tolera. Deus não pode jamais querer o mal, nem direta, nem indiretamente. Em palavras do Papa Bento XVI «Deus, criando criaturas livres, dando liberdade, renunciou a uma parte do seu poder deixando o poder da nossa liberdade. Assim Ele ama e respeita a livre resposta de amor ao seu chamado»
[i]. Além Disso, Ele não é um “Deus tapa-buracos”, que vai preenchendo as lacunas abertas pela irresponsabilidade humana. E é no mínimo absurdo responsabilizar a Deus por uma tragédia, quando é evidente que há tantos responsáveis.Foi Ele que fez entrar naquele lugar mais pessoas do que o número devido? Foi Ele que fez um espetáculo pirotécnico num lugar repleto de material inflamável? Foi ele que bloqueou a única saída da discoteca por alguns preciosos minutos? Bastaria responder a essas perguntas para perceber quem efetivamente tem a culpa daquele trágico evento.

Mais esse tipo de perguntas mostra algo mais sério: uma espécie de ateísmo prático que toma conta do modo de pensar e de agir de uma parte da nossa população. Esse tipo de ateísmo superficial e emotivo consiste em viver como se Deus não existisse e, quando ocorre alguma tragédia, joga-se a culpa toda em Deus, para assim minimizar as responsabilidades dos verdadeiros culpados. E quem o faz, nem se dá ao trabalho de se perguntar como é possível que um Deus que não existe, seja o responsável por todas as tragédias humanas. Prefere-se crer num ateísmo prático e aparentemente cômodo no qual se procura viver em total autonomia de Deus, da verdade e da moralidade e se espera que, nas situações de risco, Deus abra milagrosamente uma “saída de emergência” para livrar ao homem de qualquer perigo.

Felizmente Deus é um ser extremamente inteligente e não age conforme pensa esse tipo de ateísmo preguiçoso. Dizemos “preguiçoso” devido à pouca quantidade e qualidade dos argumentos. Deus é inteligente, cheio de amor e leva a sério a liberdade humana e a natureza das coisas por Ele criadas.  Certamente Ele pode fazer milagres e nas situações de risco e de tragédias há sempre relatos de milagres. Como, por exemplo, em janeiro de 2011, por ocasião das chuvas da região serrana do Rio de Janeiro, quando um homem e seu filho foram arrastados pela correnteza por mais 4 kms e saíram ilesos[ii]. Deus tem o poder de fazer milagres, mas esses são sempre um dom imerecido e nunca algo que possa ser exigido. Ordinariamente, Ele respeita a ordem da natureza que criou e não anula jamais a liberdade de ninguém, nem mesmo a dos que o abandonam ou ofendem.

Então, Ele não seria suficientemente forte para evitar o mal? Isso é outra pergunta que só faz sentido para quem conhece parcialmente o Cristianismo, se esquecendo do principal: Deus deu uma resposta ao mal, enviando seu Filho que morreu na Cruz e sofreu todos os nossos males. Desse modo, Ele transformou o maior mal feito pelos homens, o assassinato do Filho único de Deus, no maior ato de amor. Assim a maldade e irracionalidade humana foram mudados num ato divino de entrega ao Pai, com o qual trouxe a redenção dos homens e a vitória definitiva sobre o mal. Os cristãos tem sempre diante de si a Cruz de Cristo, resposta última ao mal, oferecida por um Deus bom, que se compadece conosco, a ponto de dar-nos a sua mesma vida. Ao olhar para a Cruz e Ressureição do Senhor, os cristãos alcançam a certeza de que «o bem é mais poderoso na sua bondade do que o mal na sua maldade» (S. Tomás de Aquino). Certamente isso é um grande mistério, do qual é sempre difícil falar. Mas «se é difícil para um cristão explicar o mistério do mal no mundo, para um ateu é praticamente impossível reconhecer a presença do bem» (Fulton Sheen).

*Pe. Anderson Alves, sacerdote da diocese de Petrópolis – Brasil. Doutorando em Filosofia na Pontificia Università della Santa Croce em Roma.


Fonte: http://humanitatis.net/?p=8204
Enviado ao Dominus Vobiscum pelo próprio autor.




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Bolívia inaugura estátuda da Virgem


Uma estátua da Virgem Maria de 45 metros de altura, sete a mais que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro, foi inaugurada na última sexta-feira, 02 de fevereiro, na cidade de Oruro, no sul da Bolívia.


"Conseguimos construir uma obra que não é precisamente uma escultura, mas uma imagem, a imagem da 'Virgen del Socavón', a mais de 3.800 metros de altura", disse Pimentel, ao apresentar oficialmente o monumento.

A estátua "é a mais alta da América Latina, com 45 metros; estamos acima do Cristo do Corcovado por sete ou oito metros, aproximadamente", explicou Marcelo Medina, oficial de obras do município de Oruro.

A imagem da Virgem também será mais alta que o Cristo de la Concordia da cidade boliviana de Cochabamba, de pouco mais de 40 metros de altura, embora sem a fama do Cristo do Corcovado no Rio, visitado anualmente por dezenas de milhares de turistas.

Enquanto o Cristo do Rio de Janeiro está localizado 709 metros acima do nível do mar, o Cristo de La Concordia se ergue a 400 metros e a Virgem de Oruro estará acima dos 3.800 metros de altitude.

A obra, de um custo de 8,9 milhões de bolivianos (equivalente a 1,3 milhão de dólares), terá oito andares e no primeiro piso estará instalada uma capela para 80 pessoas, além de um mirante.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Prelazia de Cametá é erigida Diocese

O Papa Bento XVI, além de nomear um novo Bispo Auxiliar para Brasília, erigiu na manhã de hoje, 06 de fevereiro, como diocese a Prelazia de Cametá, situada no Estado do Tocantins, e nomeou como seu primeiro bispo o próprio prelado até então territorial, Dom Jesús Maria Cizaurre Berdonces, da Ordem dos Agostinianos Recoletos, de 61 anos, espanhol, bispo há 12 anos.


Dom Jesús María Cizaurre Berdonces, OAR, nasceu 06 de janeiro de 1952 em Valtierra-Navarra, Arquidiocese de Pamplona (Espanha). Ele estudou elementar Olabierra, Guipúzcoa, Espanha.
Em 1964 ele entrou na escola seminário alta da Congregação dos Agostinianos Recoletos para Martutene, Espanha. De 1968 a 1971, ele estudou filosofia no seminário de Santa Rita (OAR), em San Sebastián e de 1972 a 1976, o seminário teológico em Buen Consejo em Granada, onde obteve um bacharelado em Teologia.
Ele fez sua religioso votos solenes na Ordem dos Agostinianos Recoletos 10 de setembro de 1972 e foi ordenado sacerdote 26 junho de 1976, em Granada.
Chegou ao Brasil, ocupou sucessivamente os seguintes cargos: 1977-1978: Vigário Paroquial na porta, na Prelazia de Marajó, 1978-1986: Pastor em Afuá, Marajó, 1986-1987: Vigário Paroquial em Salvaterra, Marajó, 1987-1990: Superior da Missão e Reitor do Seminário de Soure, Marajó; 1990-1994: Vice-Prior e formador na casa de Nossa Senhora da Saúde , em São Paulo, 1994-1997: Antes, pastor de São José de Queluz e Vigário Episcopal, em Belém do Pará . De 1997 a 2000 foi Vigário Provincial da Congregação dos Agostinianos Recoletos no Brasil.
Em 23 de Fevereiro de 2000, foi nomeado bispo de Cametá (Brasil). Ele recebeu sua consagração episcopal em 7 de maio do mesmo ano.
Desde 2007 ele tem sido Presidente do Regional Norte II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Papa nomeia novo Bispo Auxiliar para Brasília


O Santo Padre Bento XVI nomeou na manhã desta quarta-feira, 06 de fevereiro, um novo Bispo Auxiliar para a Arquidiocese de Brasília no Distrito Federal. Atendendo a solicitação do Arcebispo Metropolitano, Dom Sérgio da Rocha, de contar um novo colaborador na ordem episcopal o papa nomeou Monsenhor Valdir Mamede, Vigário judicial e até agora pároco na mesma Arquidiocese, atribuindo-lhe a sede titular de Nish.


Monsenhor Valdir Mamede foi até agora, pároco da Paróquia Imaculada Conceição de Maria, no Park Way, em Brasília. Mineiro de Silvianópolis, nasceu em 21 de julho de 1961. Entrou para o Seminário dos Claretianos em Pouso Alegre (MG), em 1979, e professou seus votos religiosos em 1981. Foi ordenado padre por dom João Bosco Óliver de Faria, em maio de 1988. Aceito no clero de Brasília pelo Cardeal dom José Freire Falcão, em 2003, foi incardinado por ato do cardeal dom João Braz de Aviz, em 2006.

Licenciado em Direito Canônico pelo Angelicum, de Roma, na Itália, Monsehor Mamede obteve título acadêmico de Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.

Principais atividades pastorais como missionário claretiano:
- 1988: Vigário paroquial na Paróquia do Imaculado Coração de Maria, em Pouso Alegre (MG);
- 1989-1992: Vigário paroquial e pároco (1992-1995) da Paróquia Imaculado Coração de Maria na cidade do Rio de Janeiro (RJ);
- 1992-2000 – Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Taguatinga (DF).

Atividades como membro do Clero da Arquidiocese de Brasília:
2003 – 2007: Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no Gama (DF);
2007 – 2013: Pároco da Paróquia Imaculado Coração de Maria no Park Way.
O novo bispo também foi Vigário Judicial Adjunto do tribunal Eclesiástico de Brasília entre 2004 e 2007. Desde 2004 também, ele é professor de Direito Canônico no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima de Brasília. Monsenhor Mamede também leciona no Curso Superior de Teologia da Arquidiocese de Brasília.

Outras funções que exerce atualmente:
- Presidente do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano e de Apelação de Brasília;
- Membro do Conselho Presbiteral Arquidiocesano;
- Membro do Conselho Episcopal.

FONTE: CNBB.

Mensagem do Papa para a Quaresma de 2013


Acredite na caridade levanta caridade
"Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós"
 ( 1 Jo 4:16)

Queridos irmãos e irmãs, 
a celebração da Quaresma, no contexto do " Ano da Fé , nos dá uma valiosa oportunidade para refletir sobre a relação entre fé e caridade entre acreditar em Deus, o Deus de Jesus Cristo, eo amor, que é o resultado da ação Espírito Santo e nos guie no caminho da devoção a Deus e aos outros.

 1. a fé em resposta ao amor de Deus

Já na minha primeira Encíclica eu ofereci algum elemento para capturar a estreita relação entre estas duas virtudes teologais, fé e caridade. A partir da afirmação fundamental do apóstolo João: "E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós" ( 1 Jo 4:16), lembrou que "ser cristão não é uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e um rumo decisivo ... Uma vez que Deus nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4,10), o amor já não é um «mandamento», mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem a nós "( Deus Caritas Est , 1). A fé cristã é o compromisso pessoal - que inclui todas as nossas faculdades - a revelação da gratuidade e "apaixonado" que Deus tem para nós e que se revela plenamente em Jesus Cristo. O encontro com o amor de Deus que põe em causa não só o coração mas também a mente: "O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e sim da nossa vontade à d'Ele une intelecto, vontade e sentimento no "acto globalizante do amor. Mas este é um processo que está constantemente em movimento: o amor nunca está "acabado" e completa "( ibid. , 17). Daí para todos os cristãos e, em particular, para "trabalhadores de caridade", a necessidade de fé, de que "o encontro com Deus em Cristo que neles suscite o amor e abra o seu íntimo ao outro, de modo que para o amor ao próximo não é mais um mandamento imposto, por assim dizer, de fora, mas uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor "( ibid. , 31a). Um cristão é uma pessoa conquistado pelo amor de Cristo, e, portanto, movido por esse amor - " caritas Christi urget nn "( 2 Coríntios 5:14) - é o amor tão profundo e concreto aberto ao próximo (cf. ibid . , 33). Esta atitude vem principalmente a partir da consciência de ser amado, perdoado, e até mesmo serviu ao Senhor, que se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e se oferece na cruz para tirar a humanidade no amor de Deus
"A fé nos diz que Deus deu o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! ... A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. O amor é a luz - no final, a única - que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir "( ibid. , 39). Tudo isso nos faz entender como a principal atitude distintivo dos cristãos e seu "amor à terra e moldado pela fé" ( ibid. , 7).

 2. Caridade como uma vida de fé

Toda a vida cristã é uma resposta ao amor de Deus A primeira resposta é tão bem-vinda fé cheios de maravilha e gratidão de iniciativa divina inédito que vai antes de nós e ligações. E o "sim" de fé marca o início de uma história brilhante de amizade com o Senhor, que preenche e dá sentido pleno à nossa existência inteira. Mas Deus não está satisfeito que acolhamos o seu amor incondicional. Ele não apenas o amor, mas quer atrair-nos a Si mesmo, para nos transformar de tal forma profunda para trazer-nos a dizer com São Paulo: Já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim (cf. Gl 2:20).
Quando deixamos espaço para o amor de Deus, nós somos feitos como Ele, participação em sua própria caridade. Seu amor significa abrir-nos a deixar que Ele viva em nós e levar-nos a amá-Lo, nele e como ele, só então a nossa fé se torna verdadeiramente "atua pelo amor" ( Gl 5:06), e Ele faz sua casa em nós (cf. 1 Jo 4:12).
Fé é saber a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tm 2:4); caridade é "andar" na verdade (cf. Ef 4:15). Pela fé, entramos em comunhão com o Senhor, com a caridade que você viver e cultivar esta amizade (cf. Jo 15:14 f). A fé faz-nos abraçar o mandamento do Senhor e Mestre; caridade nos dá a felicidade de a pôr em prática (cf. Jo 13,13-17). Na fé somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1,12 s), a caridade na verdade torna-nos perseverar na filiação divina trazendo o fruto do Espírito (cf. Gl 5:22). A fé nos permite reconhecer os dons que Deus nos confiou bom e generoso; caridade faz frutificar (cf. Mt 25:14-30).

 3. indissolúvel O entrelaçamento de fé e de caridade

Em face do exposto, é claro que nunca se pode separar ou mesmo opostos fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente ligadas e é enganoso ver um contraste entre eles ou uma "dialética". Por um lado, está limitando a atitude daqueles que põem ênfase tão forte sobre a prioridade ea determinação de fé para ser subestimado e quase desprezar as obras concretas de caridade e para reduzir esse humanitarismo vago. Por outro lado, no entanto, é igualmente limitar a apoiar uma primazia exagerada de caridade e seu trabalho duro, pensando que as obras de substituir a fé. Por uma vida espiritual saudável é necessário para evitar tanto fideísmo que o ativismo moral.
A vida cristã consiste em uma subida contínua da montanha para se encontrar com Deus e depois para baixo, levando o amor eo poder dele derivado, a fim de servir nossos irmãos e irmãs com o mesmo amor de Deus na Sagrada Escritura ver como o zelo dos apóstolos para anunciar o Evangelho que inspira a fé está intimamente ligada se preocupar com o serviço da caridade para com os pobres (cf. Atos 6:1-4). Na igreja, contemplação e ação, simbolizada, de alguma forma pelas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta, tem que conviver e integrar (cf. Lc 10:38-42). A prioridade é sempre a relação com Deus e com a verdadeira partilha do Evangelho deve estar enraizada na fé (cf. Catequese na Audiência Geral de 25 de abril de 2012). Às vezes, temos a tendência, de fato, para limitar a "caridade", para a solidariedade e ajuda humanitária simples. É importante, entretanto, lembrar que o amor é a maior obra da evangelização, que é o "ministério da Palavra". Não há ação mais benéfica, tão caridosa para com os outros que quebram o pão da Palavra de Deus, fazê-lo compartilhar as Boas Novas do Evangelho, introduzi-lo em um relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção maior e integral da pessoa humano. Como escrito pelo Servo de Deus Papa Paulo VI, em Populorum Progressio , é a mensagem de Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento (cf. n. 16). E 'a verdade originária do amor de Deus por nós, viveu e proclamou, que abre nossas vidas para receber esse amor e torna possível o desenvolvimento integral da humanidade e de cada ser humano (cf. Enc. Caritas in Veritate , 8).
Basicamente, tudo o Amor e tende ao amor. O amor gratuito de Deus é dado a conhecer através da proclamação do Evangelho. Se acolhê-lo com fé, receber o primeiro contato e indispensável com o divino que pode nos fazer "cair no amor com amor", e, então, viver e crescer neste amor e se comunicar com alegria aos outros.
Sobre a relação entre fé e obras de caridade, uma expressão da Carta de São Paulo aos Efésios resume porventura da melhor maneira a sua relação: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus: não de obras, para que ninguém se glorie. Somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus preparou porque deve andar "(2, 8-10). Percebe-se aqui que toda a iniciativa salvífica vem de Deus, pela sua graça, o seu perdão recebido na fé, mas essa iniciativa, longe de limitar a nossa liberdade e da nossa responsabilidade, ao invés torna autêntica e se movendo em direção as obras de caridade. Estes são principalmente o resultado do esforço humano, a partir do qual se orgulhe, mas nascido da mesma fé, a primavera da graça que Deus dá em abundância. A fé sem obras é como uma árvore sem frutos: estas duas virtudes implicam um ao outro. Quaresma convida-nos apenas com as indicações tradicionais para a vida cristã, para nutrir a fé através da escuta atenta e prolongada a Palavra de Deus ea participação nos sacramentos e, ao mesmo tempo, a crescer no amor, no amor em relação a Deus e ao próximo, mesmo através de indicações concretas de penitência, jejum e esmola.

4. Prioridades de fé, o primado da caridade

Como qualquer dom de Deus, a fé ea caridade trazer de volta a ação de um eo mesmo Espírito Santo (cf. 1 Cor 13), que o Espírito em nós clama: "Abba! Pai "( Gl 4:6), e que nos faz dizer: "Jesus é o Senhor" ( 1 Coríntios 12:3) e "Maranata" ( 1 Cor 16,22; Rev. 22:20).
A fé, dom e resposta, que nos faz conhecer a verdade de Cristo como o amor encarnado e crucificado, plena e perfeita obediência à vontade do Pai e da misericórdia infinita de Deus para com o próximo fé, enraizada nos corações e mentes da firme convicção de que é este O amor é a única realidade vitoriosa sobre o mal ea morte. A fé nos convida a olhar para o futuro com a virtude da esperança, aguardando confiantes de que a vitória do amor de Cristo chega a sua plenitude. Por sua parte, a caridade nos faz entrar no amor de Deus manifestado em Cristo, se juntar a nós em uma doação pessoal e existencial a declaração total e sem reservas de Jesus ao Pai e aos outros. Incutir em nós a caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da sua dedicação a Jesus Deus filial e fraterno para cada ser humano (cf. Rm 5:5).
A relação entre essas duas virtudes é semelhante à que existe entre dois sacramentos fundamentais da Igreja: Batismo e da Eucaristia. Batismo ( sacramentum fidei ) precede a Eucaristia ( Sacramentum Caritatis ), mas orientado para ele, que é a plenitude da jornada cristã. Da mesma forma, a fé precede a caridade, mas é autêntica se é coroado. Tudo começa com a aceitação humilde da fé ("saber-se amado por Deus"), mas deve chegar à verdade do amor ("saber amar a Deus e ao próximo"), que permanece para sempre, como o cumprimento de todas as virtudes (cf. 1 Coríntios 13:13).
Queridos irmãos e irmãs, neste tempo de Quaresma, quando nos preparamos para celebrar o evento da Cruz e da Ressurreição, em que o amor de Deus redimiu o mundo e acendeu-se a história, eu desejo a todos a viver este tempo precioso reavivar a fé em Jesus Cristo, para entrar no circuito de seu próprio amor para o Pai e para cada irmão e irmã que encontramos em nossas vidas. Por isso eu levantar a minha oração a Deus, como eu orar comunidade todos e cada um a Bênção do Senhor! 

Vaticano, 15 de outubro de 2012
 Benedictus PP. XVI

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

XXII Curso de Bispos no Rio de Janeiro

Na noite da última segunda-feira, 04 de fevereiro, o Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, concedeu abertura oficial ao 22° Curso Anual dos Bispos do Brasil, no Centro de Estudos e Formação do Sumaré, no Rio Comprido. Este curso foi uma iniciativa do falecido Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, enquanto era Arcebispo do Rio.



Compuseram a mesa de Abertura o Arcebispo carioca, o presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko; o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Antônio Cañizares; o bispo de Noto, na Itália, Dom Antônio Staglianò, e o Arcebispo Emérito de São Salvador da Bahia, Cardeal Geraldo Majella Agnelo.


"Esse já é o 22º Curso dos Bispos que nós realizamos e temos mais de 100 bispos inscritos que recebemos com muita alegria. Eles irão passar esses dias conosco escutando textos, palestras e conferências de pessoas especializadas em temas ligados ao Concílio Vaticano II. Nós estamos comemorando os 50 anos do Concílio e a cada ano temos trabalhado alguns desses temas, neste ano falaremos sobre liturgia, sobre os leigos e também sobre a nova evangelização, destacando que na questão dos leigos abordaremos também o papel da mulher na Igreja e na sociedade. Creio que a cada ano nós temos trabalhado os temas que motivaram os documentos do Concílio e, além disso, creio ainda que é uma oportunidade de encontro dos bispos para poderem compartilhar as preocupações de como aprofundar e trabalhar ainda mais esses documentos e temas do Concílio Vaticano II nos dias de hoje. Que sejam bem vindos todos os nossos irmãos bispos, com muita alegria a nossa Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro os recebe e os acolhe", afirmou Dom Orani.





Com 117 participantes inscritos, o tradicional curso organizado pela primeira vez em 1990 pelo então Arcebispo, Cardeal Dom Eugênio Sales, dará continuidade aos assuntos abordados em 2011 e 2012 tendo como tema principal os “Cinquenta anos após o Concílio Vaticano II - Liturgia, Missões e Leigos”. Promovido com a finalidade de proporcionar um momento de partilha e convivência entre o episcopado brasileiro, em sua primeira edição o Curso Anual dos Bispos do Brasil teve como conferencista o então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI.




Neste ano, entre os palestrantes, estão: o presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanislaw Rylko; o prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Cardeal Antônio Cañizares; Dom Antônio Staglianò, bispo de Noto (Itália) e colaborador de Dom Rino Fisichella (presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização); e Ana Cristina Villa Betancourt, membro do Pontifício Conselho para os Leigos, responsável pela seção dedicada à mulher.



Bispos recitam a Salve Regína ao Final da noite

O bispo auxiliar emérito da Arquidiocese do Rio, Dom Karl Josef Romer, principal organizador do curso, conduziu a abertura e ressaltou que esta é a primeira vez que a formação será realizada sem a presença de seu idealizador, o Cardeal Dom Eugênio Sales, que retornou para a casa do Pai há 6 meses. 


"Quero destacar que esta é a primeira vez que nosso encontro é realizado com Dom Eugenio Sales já na presença de Deus Pai. Vamos colocar a memória dele nas Santas Missas e creio que com sorriso paternal ele está na casa do Pai vendo seus irmãos aqui reunidos. Com certeza neste momento ele se alegra por ter nesta Arquidiocese que ele guiou durante 30 anos esse pastor que é Dom Orani. Com isso, quero recomendar a oração de todos por Dom Eugênio e que ele reze por nós", disse Dom Romer.


Além das conferências realizadas no Centro de Estudos e Formação do Sumaré, na próxima quarta-feira, dia 6 de fevereiro, os bispos do Brasil visitarão a exposição “A Sagrada Família – artes barroca e popular brasileiras –, no Centro Cultural dos Correios, e a Basílica da Imaculada Conceição, em Botafogo, onde estão as relíquias da Serva de Deus, Odette Vidal de Oliveira (Odetinha).

domingo, 3 de fevereiro de 2013

E eis que surge a morte!



Completou-se uma semana da tragédia em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O incêndio que aconteceu na boate kiss e ceifou duzentas e trinta e sete vidas de nosso meio ficará gravado em nossas recordações, como sendo um acontecimento infeliz.

O amanhecer daquele domingo trouxe junto da aurora de um novo dia, a sombra escura da morte que cobriu nosso estado, que cobriu o nosso amado país. As notícias chegavam e a cada instante o número de mortos crescia, e ainda cresce. Não há como não sentir-se consternado frente a esta brutalidade.

A irmã morte veio nos visitar e tirou de nosso convívio jovens, repletos de esperança, de sonhos, de desejos. A morte parece ter nos arrancado o presente, mas também o futuro.
Frente ao evento da morte nos sentimos frustrados, impotentes, fracos! Nosso olhar –como cristãos- deve, nesta hora, voltar-se para a Cruz de Cristo e dela devemos tirar forças para continuar nossa caminhada terrena, em busca da perene alegria, que é o céu.

Deste acontecimento lamentável tiramos a lição que a morte não marca horário, que a morte não dá prévia! Ela bate a nossa porta, mais cedo ou mais tarde.

O homem pós-moderno, laicizado, tem certo receio de falar da morte ou da dor. Seu hedonismo não permite abordar com franqueza esses eventos corriqueiros. Por isso, dizer que a morte é uma das poucas certezas de nossa existência humana significa afirmar uma loucura!

Para o católico fiel, a morte deve ser aguardada como um último suspiro na terra. Sua passagem será considerada “um trânsito” para junto do Pai.

Temê-la não se faz necessário visto que, devemos viver como homens e mulheres que tem olhos fixos na Redenção, na salvação e na santificação, que nada mais é que o coroamento de nossa existência.

O céu é a coroa dada pelo justo juiz, que tendo combatido o bom combate e guardado a fé agora aguarda para comtemplar a face de Deus Pai.

Por isso, queridos irmãos, não temeremos a morte se a vida for vivida plenamente. Com intensidade santa, com ardor apostólico, com ânimo vibrante, com amor fulminante. Como diz o Filósofo Soren Kierkegaard: “O instante é o momento do toque da eternidade no tempo”. Vivamos bem o hoje, o agora... E o amanhã será colocado nas mãos do Justo Juiz. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Em Porto Alegre: Nossa Senhora dos Navegantes



Em 02 de fevereiro tradicionalmente uma multidão se reúne em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul,  para celebrar a festa de Nossa Senhora dos Navegantes. 

Neste ano, a 138ª Festa dedicada Virgem levou para as ruas da capital dos gaúchos um verdadeiro "mar de gente". Segundo estimativa da Brigada Militar, cerca de 160 mil fiéis participaram da procissão em honra à Rainha do Mar. Os mais de cinco quilômetros de caminhada entre o Santuário Penitenciário de Nossa Senhora do Rosário e o Santuário dos Navegantes foram marcados pelas demonstrações de fé e de solidariedade às famílias que perderam seus entes queridos em Santa Maria, no centro do Estado.


Há duas semanas, no dia 20 de janeiro, conforme antiga tradição, a imagem titular de Nossa Senhora dos Navegantes foi levada em solene procissão pelas ruas de Porto Alegre até o centro da capital, no Santuário Nossa Senhora do Rosário. Lá a imagem e os peregrinos foram recebidos pela Banda Marcial da Brigada Militar. A imagem permaneceu no santuário até hoje, nestes dias milhares de pessoas passaram e rezaram junto da Virgem de Navegantes.


Hoje a programação iniciou logo cedo, às 7horas, com Santa Missa no Santuário Nossa Senhora do Rosário, que foi presidida pelo pároco e reitor deste Santuário, Cônego Irineo Brand. Em seguida, os fiéis tomaram as ruas de Ponto Alegre para reconduzir a imagem da padroeira ao seu Santuário de Navegantes, as beiras do rio Guaíba.

A frente da procissão caminhava o Sr. Arcebispo Metropolitano, Dom Dadeus Grings -que sempre fez questão de peregrinar todo o percurso- um de seus Bispos auxiliares, Dom Jaime Spengler, e diversas autoridades civis e militares, entre elas o Sr. Governador do Estado do Rio Grande do Sul,  Tarso Genro, o Sr. Prefeito Municipal de Porto Alegre, José Fortunati e a Centenária Irmandade de Nossa Senhora dos Navegantes.



Muitas pessoas que participaram da caminhada procuraram meios de manifestar a gratidão pelas graças recebidas ou mesmo fazer novos pedidos à Mãe de Deus: Muitas foram as crianças vestidas como anjo; fiéis caminharam descalços rezando o terço, outras pessoas carregavam imagens de santos ou fotos de entes queridos. O andor de Nossa Senhora, em forma de barco, que pesa cerca de 200 quilos, tornou-se ainda mais pesado pela quantidade de flores que os fiéis depositavam aos pés da Mãe.


O mar de fiéis também assumiu a configuração de ‘mar de solidariedade’ para com as vítimas da tragédia de Santa Maria e também para as famílias enlutadas. À frente da procissão, uma faixa lembrou o sentimento de solidariedade de cada fiel. Muitas pessoas levaram cartazes com fotos dos jovens ou frases que expressaram o desejo de força para as famílias enlutadas. A organização do evento cancelou o show de fogos de artifício e apresentações musicais. Antes mesmo do início da missa solene, presidida pelo Arcebispo Dom Dadeus Grings, foi realizado um minuto de silêncio em respeito às vítimas.

Ao chegar em seu santuário por volta das 10 horas, a imagem foi recebida com chuva de papel picado, balões, pétalas de flores e salva de palmas e gritos de viva. Uma estrutura de palco e som foi montada na parte externa do Santuário para que os fiéis fossem acolhidos e participassem da missa. A imagem da Senhora dos Navegantes foi colocada ao lado do altar para melhor dinamizar o acesso dos fiéis.


O Arcebispo Metropolitano celebrou a missa, concelebrada por diversos sacerdotes de sua diocese, os cantos foram entoados por um grupo de seminaristas do Seminário Maior Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Viamão, e alguns leigos do Santuário.


Em sua homilia Dom Dadeus recordou o Ano da Fé -tema da 138ª Festa da padroeira- o Arcebispo recordou que a fé que recebemos ao longo do tempo e a necessidade de praticá-la em busca da felicidade. Lembrando os vitimados na tragédia em Santa Maria, o pastor da Igreja local destacou que os cristãos caminham em direção da salvação como uma meta maior: “Nós que temos fé, acreditamos que o tempo presente tem o peso de eternidade. A vida não acaba com a morte”, disse o Prelado em alusão as vítimas da tragédia na boate Kiss.
A missa foi concluída, e durante todo o dia seguem no santuários bençãos e orações.