Páginas

sábado, 20 de abril de 2013

O II sucessor de São Josemaria

Há 19 anos era eleito em Roma o segundo sucessor de São Josemaria Escrivá a frente do Opus Dei e da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, Javier Echevarría Rodríguez.

Javier, ainda leigo junto a Mons. Escrivá
Por inspiração divina, Monsenhor Josemaria, um sacerdote espanhol, teve a moção de fundar o Opus Dei a 02 de outubro de 1928, festa dos santos anjos, durante seu retiro espiritual.

O paráclito inspirou ao coração deste jovem sacerdote o ardente desejo de que todos os homens desta terra se fizessem santos, independente de seu estado, sua posição social ou labor. 

"Deus nos quer santos, a todos", dizia Monsenhor Escrivá. E em sua famosa homilia proferida em 09 de outubro de 1967, na Universidade de Navarra - a qual fundara- já exortava: 

Asseguro-vos, meus filhos, que, quando um cristão realiza com amor a mais intranscendente das acções diárias, ela transborda da transcendência de Deus. Por isso vos tenho repetido, com insistente martelar, que a vocação cristã consiste em fazer poesia heróica da prosa de cada dia. Na linha do horizonte, meus filhos, parecem unir-se o céu e a terra. Mas não; onde se juntam deveras é nos vossos corações, quando viveis santamente 

a vida de cada dia...

Quando Escrivá faleceu em 26 de junho de 1975, em Roma o Opus Dei ainda não era uma Prelazia Pessoal e a essa condição só foi elevada em 1982 pelo Beato Papa João Paulo II.

Todavia, era necessário escolher o sucessor do fundador e para esta missão foi eleito e aprovado pelo papa o nome do sacerdote espanhol Alvaro del Portillo, que mais tarde foi ordenado Bispo pelas imposição das mãos do próprio João Paulo II. 

Na foto: O veneral Del Portillo reza diante do corpo de São Josemaria. 

Dom Alvaro guiou o Opus Dei até março de 1994, quando faleceu. Para seu sucessor foi eleito outro fiel colaborador de São Josemaria Escrivá -canonizado em 2002- trata-se do atual prelado, que hoje completa 19 anos de eleição: Javier Echevarría Rodríguez.


"Dom Javier" ou apenas O Padre, cursou direito em Madrid e Roma, doutorou-se em Direito Civil pela Universidade Lateranense e, em Direito Canônico, pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino. É membro do Opus Dei desde 1948, foi ordenado sacerdote no dia 7 de Agosto de 1955. Colaborou estreitamente com o São Josemaría Escrivá, de quem foi secretário desde 1953 até à sua morte em 1975. É membro do Conselho Geral do Opus Dei desde 1966.
Alvaro, Escrivá e Javier
Em 1975, por ocasião da sucessão de São Josemaría Escrivá à frente do Opus Dei por D. Álvaro del Portillo, foi nomeado Secretário-Geral, cargo que até então D. Álvaro tinha desempenhado. Em 1982, com a ereção do Opus Dei em prelazia pessoal, passou a ser o Vigário-Geral da Prelazia.
Desde 1981 integra a Congregação para as Causas dos Santos e, desde 1995, consultor da Congregação para o Clero. Integra também o Supremo Tribunal da Signatura Apostólica. É o Grão-Chanceler da Universidade de Navarra, da Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma, da Universidade de Piura, no Peru e Reitor de Honra da Universidade Austral, na Argentina. Em 25 de agosto de 2006 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Strathmore, no Kenya.

Depois da sua eleição e nomeação pelo Papa João Paulo II como Prelado do Opus Dei no dia 20 de Abril de 1994, foi sagrado bispo titular de Cilibia, em 6 de Janeiro de 1995, na Basílica de São Pedro em Roma. Participou da Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos sobre América em 1997, na Europa (1999) e das Assembléias Gerais ordinárias de 2001 e 2005.


Na Foto: O beato João Paulo II concede a Sagração Episcopal a Dom Alvaro.

Conhecedor com profundidade dos problemas cristãos e da atualidade, realizou várias viagens pastorais pelos cinco continentes, entabulando um diálogo ecumênico com pessoas de várias crenças e culturas. No ano de 2006 esteve na Suíça e realizou a sua primeira viagem pastoral à Russia.


Dom Javier, nosso Padre, 
nos alegramos com toda a família do Opus Dei no aniversário da sua profícua eleição. Imploramos a Deus, pela intercessão de Maria Santíssima, generosas bênção sobre o senhor e seu episcopado, mas, também sobre todas as almas e sobre toda a Obra.







sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tu és Petrus! 8º Ano de elevação à Catedra de São Pedro.



O nosso blog hoje, rejubila-se de alegria, celebrando o oitavo ano, que Sua Santidade, o Papa Emérito, Bento XVI, foi elevado a título de "Pontificus Maximus Sancta Ecclesia". Para os que não sabem o nosso apostolado surgiu deste saudoso papa, que por meio de seu ânimo e segurança em conduzir a Igreja, nos  encantou. Por isso hoje desejamos homenageá-lo por todo zelo e dedicação que prestou  na Cátedra de Pedro.



 




Brasão

Escudo eclesiástico. Campo de goles com uma Vieira de jalde, mantelado de jalde, tendo à destra uma cabeça de mouro de sable, embocada, coroada e ornada de goles e, à senextra, um urso de sable armado e lampassado de goles, carregado de um fardo de argente, cinturado de sable. O escudo está assente em tarja branca, na qual se encaixa o pálio papal (omofório) branco com cruzetas de goles. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Quando são postos tenentes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde.


Um Tesouro para a Igreja


 


 


O Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, nasceu em Marktl am Inn, diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de Abril de 1927 (Sábado Santo), e foi baptizado no mesmo dia. O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições económicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis.

Passou a sua infância e adolescência em Traunstein, uma pequena localidade perto da fronteira com a Áustria, a trinta quilómetros de Salisburgo. Foi neste ambiente, por ele próprio definido «mozarteano», que recebeu a sua formação cristã, humana e cultural. 

O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazista mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. O jovem Joseph viu os nazistas açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa. Precisamente nesta complexa situação, descobriu a beleza e a verdade da fé em Cristo; fundamental para ele foi a conduta da sua família, que sempre deu um claro testemunho de bondade e esperança, radicada numa conscienciosa pertença à Igreja.

Nos últimos meses da II Guerra Mundial, foi arrolado nos serviços auxiliares anti-aéreos.

Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de Junho de 1951.

Um ano depois, começou a sua actividade de professor na Escola Superior de Freising.

No ano de 1953, doutorou-se em teologia com a tese «Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho». Passados quatro anos, sob a direcção do conhecido professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, conseguiu a habilitação para a docência com uma dissertação sobre «A teologia da história em São Boaventura».

Depois de desempenhar o cargo de professor de teologia dogmática e fundamental na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, continuou a docência em Bonn, de 1959 a 1963; em Münster, de 1963 a 1966; e em Tubinga, de 1966 a 1969. A partir deste ano de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor da Universidade.

De 1962 a 1965, prestou um notável contributo ao Concílio Vaticano II como «perito»; viera como consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colónia.

Em 25 de Março de 1977, o Papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de München e Freising. A 28 de Maio seguinte, recebeu a sagração episcopal. Foi o primeiro sacerdote diocesano, depois de oitenta anos, que assumiu o governo pastoral da grande arquidiocese bávara. Escolheu como lema episcopal: «Colaborador da verdade»; assim o explicou ele mesmo: «Parecia-me, por um lado, encontrar nele a ligação entre a tarefa anterior de professor e a minha nova missão; o que estava em jogo, e continua a estar – embora com modalidades diferentes –, é seguir a verdade, estar ao seu serviço. E, por outro, escolhi este lema porque, no mundo actual, omite-se quase totalmente o tema da verdade, parecendo algo demasiado grande para o homem; e, todavia, tudo se desmorona se falta a verdade».

Paulo VI criou-o Cardeal, do título presbiteral de “Santa Maria da Consolação no Tiburtino”, no Consistório de 27 de Junho desse mesmo ano.

Em 1978, participou no Conclave, celebrado de 25 a 26 de Agosto, que elegeu João Paulo I; este nomeou-o seu Enviado especial ao III Congresso Mariológico Internacional que teve lugar em Guayaquil (Equador) de 16 a 24 de Setembro. No mês de Outubro desse mesmo ano, participou também no Conclave que elegeu João Paulo II.

Foi Relator na V Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos realizada em 1980, que tinha como tema «Missão da família cristã no mundo contemporâneo», e Presidente Delegado da VI Assembleia Geral Ordinária, celebrada em 1983, sobre «A reconciliação e a penitência na missão da Igreja».

João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de Novembro de 1981. No dia 15 de Fevereiro de 1982, renunciou ao governo pastoral da arquidiocese de München e Freising. O Papa elevou-o à Ordem dos Bispos, atribuindo-lhe a sede suburbicária de Velletri-Segni, em 5 de Abril de 1993.

Foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, a qual, após seis anos de trabalho (1986-1992), apresentou ao Santo Padre o novo Catecismo.

A 6 de Novembro de 1998, o Santo Padre aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. E, no dia 30 de Novembro de 2002, aprovou a sua eleição para Decano; com este cargo, foi-lhe atribuída também a sede suburbicária de Óstia.

Em 1999, foi como Enviado especial do Papa às celebrações pelo XII centenário da criação da diocese de Paderborn, Alemanha, que tiveram lugar a 3 de Janeiro.

Desde 13 de Novembro de 2000, era Membro honorário da Academia Pontifícia das Ciências.

 

 

Na Cúria Romana, foi Membro do Conselho da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados; das Congregações para as Igrejas Orientais, para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para os Bispos, para a Evangelização dos Povos, para a Educação Católica, para o Clero, e para as Causas dos Santos; dos Conselhos Pontifícios para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e para a Cultura; do Tribunal Supremo da Signatura Apostólica; e das Comissões Pontifícias para a América Latina, «Ecclesia Dei», para a Interpretação Autêntica do Código de Direito Canónico, e para a revisão do Código de Direito Canónico Oriental.

Entre as suas numerosas publicações, ocupam lugar de destaque o livro «Introdução ao Cristianismo», uma compilação de lições universitárias publicadas em 1968 sobre a profissão de fé apostólica, e o livro «Dogma e Revelação» (1973), uma antologia de ensaios, homilias e meditações, dedicadas à pastoral.

Grande ressonância teve a conferência que pronunciou perante a Academia Católica Bávara sobre o tema «Por que continuo ainda na Igreja?»; com a sua habitual clareza, afirmou então: «Só na Igreja é possível ser cristão, não ao lado da Igreja».




No decurso dos anos, continuou abundante a série das suas publicações, constituindo um ponto de referência para muitas pessoas, especialmente para os que queriam entrar em profundidade no estudo da teologia. Em 1985 publicou o livro-entrevista «Informe sobre a Fé» e, em 1996, «O sal da terra». E, por ocasião do seu septuagésimo aniversário, publicou o livro «Na escola da verdade», onde aparecem ilustrados vários aspectos da sua personalidade e da sua obra por diversos autores.

 

 

Recebeu numerosos doutoramentos «honoris causa»: pelo College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; pela Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; pela Universidade Católica de Lima, em 1986; pela Universidade Católica de Lublin, em 1988; pela Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; pela Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999; pela Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polónia) no ano 2000.

 
 
 

 

A geração Benedictus XVI, agradece a Deus por ter dado um pontífice, que deixou sua marca na sociedade, ensinando-a, que Deus é amor e salva todos os que nele esperam e amam de verdade. 

Obrigado Santo Padre!

 

 

 

 

 

 




 





 




 





 


 

 

sábado, 13 de abril de 2013

Annuntio vobis gaudium magnum


Há exatos 30 dias, o mundo esperava ansioso por saber quem seria o 266° Sucessor de São Pedro. 


No balcão da Basílica, que reina silenciosa sobre toda Roma, surge um pequeno Cardeal. Sua voz é fraca, sua estatura baixa e nele observamos os sinais do parkinson e da paralisa que lhe assolam, mas eis o Proto-diácono! O Cardeal francês Jean Louis Tauran. 

Com pouca expressão, mas, muito emoção, ele anuncia: 





Annuntio vobis gaudium magnum;
Habemus Papam:
Eminentissimum ac reverendissimum Dominum,
Dominum Georgium Marium
Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Bergoglio,
Qui sibi nomen imposuit Franciscum!

Como ele, muitos outros já anunciaram o novo papa, confira a lista:  

  • Francesco Sforza di Santa Fiora, anunciou as eleições do Papa Leão XI e do Papa Paulo V em 1605.
  • Andrea Baroni Peretti Montalto, anunciou a eleição de Papa Gregório XV (1621)
  • Alessandro d'Este, anunciou a eleição de Papa Urbano VIII (1623)
  • Giangiacomo Teodoro Trivulzio, anunciou a eleição de Papa Alexandre VII (1655)
  • Rinaldo d'Este, anunciou a eleição de Papa Clemente IX (1667)
  • Francesco Maidalchini, anunciou as eleições do Papa Clemente X (1670), Papa Inocêncio XI (1676) e do Papa Alexandre VIII (1689)
  • Urbano Saccetti, anunciou a eleição do Papa Inocêncio XII (1691)
  • Benedetto Pamphilj, anunciou as eleições do Papa Clemente XI (1700), Papa Inocêncio XIII (1721) e do Papa Bento XIII (1724)
  • Lorenzo Altieri, anunciou a eleição do Papa Clemente XII (1730), não pode anunciar a eleição do Papa Bento XIV em 1740, devido a sua saúde, sendo substituído pelo cardeal Carlo Maria Marini.
  • Alessandro Albani, anunciou as eleições de Papa Clemente XIII (1758), Papa Clemente XIV (1769) e do Papa Pio VI (1775)
  • Antonio Doria Pamphili, anunciou a eleição do Papa Pio VII (1800)
  • Fabrizio Ruffo, anunciou a eleição do Papa Leão XII (1823)
  • Giuseppe Albani, anunciou as eleições do Papa Pio VIII (1829) e do Papa Gregório XVI (1831)
  • Tommaso Riario Sforza, anunciou a eleição do Papa Pio IX (1846)
  • Prospero Caterini, anunciou a eleição do Papa Leão XIII (1878)
  • Luigi Macchi, anunciou a eleição do Papa Pio X (1903)
  • Salésio Francesco Della Volpe, anunciou a eleição do Papa Bento XV (1914)
  • Gaetano Bisleti, anunciou a eleição do Papa Pio XI (1922)
  • Camillo Caccia Dominioni, anunciou a eleição do Papa Pio XII (1939)
  • Nicola Canali, anunciou a eleição do Papa João XXIII (1958)
  • Alfredo Ottaviani, anunciou a eleição do Papa Paulo VI (1963)
  • Pericle Felici, anunciou as eleições do Papa João Paulo I e do Papa João Paulo II (1978)
  • Jorge Medina Estévez, anunciou a eleição do Papa Bento XVI (2005)

  • Jean-Louis Pierre Tauran, anunciou a eleição do Papa Francisco.

Um novo Conselho Papal

O Santo Padre o Papa Francisco dando provas de sua colegialidade para com seus venerados irmãos no episcopado e sua íntima relação com o sacro colégio de cardeais resolveu por bem, criar um grupo para lhe aconselhar no governo da Igreja e para estudar um projeto de revisão da Constituição Apostólica Pastor bonus, do Beato Papa João Paulo II, sobre a Cúria Romana.

Ao que se sabe esta iniciativa do Santo Padre é fruto de uma reflexão feita nas assembleias gerais pré-conclave que elegeram Jorge Mario Bergoglio, o então Arcebispo de Buenos Aires como Papa Francisco, há exatos 30 dias atrás. 

Os Cardeais e o Bispo eleitos para formar o seleto grupo provém de condições diversas e lugares distintos, são homens conhecidos da Cúria Romana e tem perfis bastante expressivos. 

Nomes fortes como o do Cardeal O'Malley, de Boston, que pôs "ordem na casa" após os escândalos sexuais cometidos pelo clero e o do Cardeal hondurenho Maradiaga, conhecido pelas causas sociais na América Latina fulguram entre os eleitos. 

Chama-nos atenção que o atual secretário de estado, o salesiano, Cardeal Tarcísio Bertone não foi convocado a formar o grupo que irá assessorar Sua Santidade. Talvez seja um claro sinal de que, em breve, o Papa poderá reconduzir outro homem a alto cargo da secretária de estado da Santa Sé. 



O grupo escolhido pelo Santo Padre é formado por dois italianos, incluindo um não-cardeal, e por purpurados provenientes do Chile, Índia, Alemanha, República Democrática do Congo, EUA, Austrália e Honduras. 

Oscar Andrés Maradiaga Rodríguez S.D.B.
Arcebispo de Tegucigalpa (Honduras)
Presidente da Comissão


Giuseppe Bertello
Presidente da Governadoria do Estado da Cidade do Vaticano

Francisco Javier Errazuriz Ossa
Arcebispo emérito de Santiago do Chile

Oswald Gracias
 Arcebispo de Bombay (India)

Reinhard Marx
Arcebispo de Munique e Fresinga (Alemanha)

Laurent Monswengo Pasinya 
Arcebispo de Kinshasa (República Democrática do Congo)

Sean Patrick O’Malley
 O.F.M. Cap., Arcebispo de Boston (EUA)

George Pell
 Arcebispo de Sidney (Austrália)

Marcello Semeraro
Bispo de Albano (Itália)
que ainda não é cardeal, mas será o Secretário

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Papa Francisco diz: "O centro de nossa fé não é somente um livro, mas uma história de salvação"

Na manhã de hoje, 12 de abril, o Santo Padre o Papa Francisco reuniu-se com a Pontifícia Comissão Bíblica, presidida pelo arcebispo Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em virtude do final de sua Assembleia plenária anual cujo tema foi a “Inspiração e verdade na Bíblia”.

O Papa Francisco ressaltou seu compromisso com o pleno respeito à tradição da Igreja, a única habilitada a interpretar corretamente as escrituras, e rejeitou "a interpretação subjetiva" das mesmas. 

As Sagradas Escrituras — disse o Pontífice — são o testemunho escrito da Palavra divina, o memorial canônico que testemunha o acontecimento da Revelação. Portanto, a Palavra de Deus precede a Bíblia e a ultrapassa. Por isso, o centro de nossa fé não é somente um livro, mas uma história de salvação e, sobretudo, uma pessoa, Jesus Cristo, a Palavra de Deus que se fez carne. Precisamente porque o horizonte da Palavra divina abraça as Escrituras e se estende para além delas, é necessária a presença constante do Espírito Santo que “guia à toda verdade”. É necessário se inserir na corrente da grande Tradição que, com a ajuda do Espírito Santo e a orientação do Magistério, reconheceu os escritos canônicos como Palavra dirigida por Deus a seu povo e não cessou nunca de meditá-los e descobrir sua riqueza inesgotável”.

O Santo Padre fez um longa alusão ao Concílio Vaticano II e a Constituição Dei Verbum. Francisco reafirmou de maneira enfática a posição do magistério da Igreja, ao final do encontro disse o papa: "a interpretação das escrituras não pode ser apenas um esforço intelectual individual, mas deve ser sempre confrontado, inserido e autenticado pela tradição viva da Igreja", declarou. 

Quer dizer, os que esperavam um "afrouxamento" na ordem canônica vindo do Papa Francisco já podem se dar por vencidos, a Igreja de Jesus Cristo permanece a mesma, defendendo sua história e seus princípios, que são os de Cristo.

Pontificado de Francisco será consagrado a Virgem de Fátima

No próximo dia 13 de maio, na cidade portuguesa de Fátima, onde em 1917 a Virgem Maria apareceu a três crianças, o Pontificado do Santo Padre o Papa Francisco será consagrado a Bem-Aventurada Virgem Maria, Nossa Senhora de Fátima.



O pedido da Consagração foi feito pelo Papa a José IV, o Cardeal Patriarca de Lisboa e Presidente da Conferência Episcopal portuguesa Dom José da Cruz Policarpo. 


O Cardeal Policarpo anunciou: “O Papa Francisco pediu-me duas vezes que consagrasse o seu novo ministério a Nossa Senhora de Fátima. É mandato que posso cumprir no silêncio da oração. Mas seria belo que toda a Conferência Episcopal se associasse à realização deste pedido. Maria guiar-nos-á em todos os nossos trabalhos e também na forma de dar cumprimento a este desejo do Papa Francisco”.






Neste semana o Santuário anunciou que a consagração será inserida na programação da peregrinação internacional de 12 e 13 de maio, e que no dia da memória litúrgica 13, em momento a ser definido, a consagração será feita de maneira pública e solene. 

A peregrinação internacional de maio, celebrará os 96 anos da primeira aparição de Nossa Senhora aos videntes Lúcia, Francisco e Jacinta, e será presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani JoãoTempesta, O.Cister.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ordinariate Militaris Ad Brasilli



O Ordinariado Militar do Brasil é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, subordinada diretamente à Santa Sé, participa do Conselho Episcopal Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A sé episcopal está na Catedral Militar Santa Maria dos Militares Rainha da Paz, na cidade de Brasília, no Distrito Federal.

 Catedral Militar Rainha da Paz - DF

O Ordinariado Militar do Brasil organiza e coordena os serviços de todas as capelanias militares católicas do Brasil.

Capelão

Capelão é um ministro religioso autorizado a prestar assistência religiosa e a realizar cultos religiosos em comunidades religiosas, conventos, colégios, universidades, hospitais, presídios, corporações militares e outras organizações. Ao longo da história, muitas cortes e famílias nobres tinham também o seu capelão.


Capelania militar

Também chamada de capelania castrense. O capelão militar é um ministro religioso encarregado de prestar assistência religiosa a alguma corporação militar (exército, marinha, aeronáutica, Polícias Militares e aos Corpos de Bombeiros Militares). Nas instituições militares existem as capelania católicas e evangélicas, as quais desenvolvem suas atividades buscando assisitir aos integrantes das Forças nas diversas situações da vida. O atendimento é estendido também aos familiares. A atividade de capelania é importante no meio militar, pois contribui na formação moral, ética e social dos integrantes das Unidades Militares em todo o Brasil. Para se tornar um Capelão Militar, o interessado deve ser Ministro Religioso - Padre, Pastor, etc., com experiência comprovada no Ministério Cristão, e ainda ser aprovado em concurso público de provas e títulos. Ao ser aprovado no concurso específico, o militar capelão é matriculado em curso militar de Estágio e Adaptação de Oficial Capelão.

Legislação brasileira

A Constituição Federal de 1988 prevê em seu art. 5º, inciso VII que «é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva.» A lei 6.923, de 29/6/1981, alterada pela lei 7.672, de 23/9/1988, organizou o Serviço de Assistência Religiosa nas Forças Armadas. A partir desta legislação temos definido que: 1) «O Serviço de Assistência Religiosa tem por finalidade prestar assistência religiosa e espiritual aos militares, aos civis das organizações militares e às suas famílias, bem como atender a encargos relacionados com as atividades de educação moral realizadas nas Forças Armadas.» (Lei 6.923, art. 2º) 2) «O Serviço de Assistência Religiosa será constituído de Capelães Militares, selecionados entre sacerdotes, ministros religiosos ou pastores, pertencentes a qualquer religião que não atente contra a disciplina, a moral e as leis em vigor.» (Lei 6.923, art. 4º) 3) «Cada Ministério Militar atentará para que, no posto inicial de Capelão Militar, seja mantida a devida proporcionalidade entre os Capelães das diversas regiões e as religiões professadas na respectiva Força.» (Lei 6.923, art. 10)


Capelania Militar Católica

A Capelania Militar Católica no Brasil é garantida por força do acordo diplomático celebrado entre o Brasil e a Santa Sé, assinado no dia 23/10/1989. Por força deste acordo a Santa Sé criou no Brasil um Ordinariato Militar para assistência religiosa aos fiéis católicos, membros das Forças Armadas. Este Ordinariato Militar é canonicamente assimilado às dioceses, e é dirigido por um Ordinário Militar. Este prelado goza de todos os direitos e está sujeito a todos os deveres dos Bispos diocesanos. O Ordinário Militar deve ser brasileiro nato, tem a dignidade de Arcebispo e está vinculado administrativamente ao Estado-Maior das Forças Armadas, sendo nomeado pela Santa Sé, após consulta ao Governo brasileiro. O Estatuto do Ordinariato Militar foi homologado pelo decreto Cum Apostolicam Sedem, de 02/01/1990, da Congregação dos Bispos.

Normas católicas

A assistência religiosa aos militares católicos é prevista no Concílio Ecumênico Vaticano II no Decreto Christus Dominus, de 28 de outubro de 1965, que assim definiu: «A assistência espiritual aos militares exige cuidados especiais. Por isso, deve-se estabelecer um vigário castrense para toda a nação. Vigário e demais capelães cooperem com os bispos diocesanos na árdua tarefa a que se dedicam. Os bispos devem ceder ao vigário castrense um número suficiente de sacerdotes aptos ao exercício dessas funções e favorecer as iniciativas em favor do bem espiritual dos militares.» O Código de Direito Canônico em seu cânon 569 limitou-se a determinar que «os Capelães militares regem-se por leis especiais». Este assunto foi regulamentado pela Santa Sé através da Constituição Apostólica Spirituali Militum Curae, de 21 de abril de 1986. Nesta Constituição Apostólica foram estabelecidas «certas normas gerais, válidas para todos os Ordinariatos Militares - chamados até agora de Vicariatos Castrenses - que devem depois ser completadas, no quadro desta lei geral, com os estatutos instituídos pela Sé Apostólica para cada Ordinariato.»

Ordinariado Militar Católico do Brasil

No Brasil, o Ordinariado Militar do Brasil foi ereto canonicamente em 6 de novembro de 1950 como Vicariato Castrense do Brasil.

Ordinários militares do Brasil

Dom Osvino José Both: 2006 - Atual Arcebispo. (foto ao lado)
Dom Geraldo do Espírito Santo Ávila: 1990-2005
Dom José Newton de Almeida Baptista: 1963–1990
Dom Jaime de Barros Cardeal Câmara: 1950–1963












Dom José Francisco Falcão de Barros (Bispo Auxiliar): 2011 – Atual Bispo Auxiliar. (foto ao lado).
Dom Augustinho Petry (Bispo auxiliar) 2000-
Dom Alberto Trevisan (Bispo auxiliar) 1964–1966












Padroeira









A padroeira do Ordinariado Militar no Brasil é Santa Maria dos Militares Rainha da Paz.


E como poderia ser o Consistório do Papa Francisco?


Em breve o Santo Padre o Papa Francisco poderá realizar um Consistório. Há muitos Bispos, da Cúria Romana ou de Dioceses a fora que são possíveis "candidatos" a púrpura Cardinalícia, confira alguns: 

Dom Lorenzo Baldisseri
Secretário da Congregação para os Bispos

Após sua eleição o Papa Francisco concedeu a ele seu solidéu vermelho, conforme antigo costume de o novo Pontífice entregar esta insígnia Cardinalícia ao Secretário do Conclave, 
que desta vez foi nosso antigo Núncio Apostólico.

Dom Francesco Moraglia
Patriarca de Veneza 

O sucessor do Cardeal Angelo Scola a Sé Patriarcal de Veneza é jovem e considerado bastante tradicional. Moraglia, mesmo não tendo sido criado cardeal já porta as vestes de purpurado em sua jurisdição veneziense, que é sede cardinalícia. 

Dom Vincenzo Paglia
Presidente Pontifício Conselho para a Família
O Arcebispo Paglia desde 2012 preside o Conselho para a família. É um nome moderado, mas de destaque junto a Santa Sé, aguarda que a púrpura dos cardeais confirme sua fidelidade ao evangelho e ao Santo Padre. 

Dom Gerhard Müller
 Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé

Chamado a Roma por Bento XVI o polêmico defensor da Fé é de origem alemã. 
Caso se mantenha na função a função de cardeal lhe será entregue por praxe. 
O Arcebispo Muller já foi conhecido por sua íntima relação com a Teologia da Libertação, de Gustavo Gutiérrez Merino.


 Dom (Rino) Salvatore Fisichella
  Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização

Bispo desde 1998, elevado a dignidade arquiepiscopal dez anos depois, Fisichella é um nome conhecido em Roma. Sua fama é de intelectual e de homem capaz de dialogar com as novas culturas, com os novos tempos e com o mundo moderno, a púrpura seria dada a um catedrático, a um bom e perspicaz burocrata. 


Dom Mario Aurelio Poli
 Arcebispo Metropolitano de Buenos Aires


O Sucessor do Papa Francisco na Sé Primaz da Argentina é um forte candidato ao Sacro Colégio dos Cardeais. Além de estar em um sede cardinalícia é ele a primeira nomeação episcopal do novo Papa, acreditamos que o Santo Padre "sabe o que faz".

Dom Orani João Tempesta, O.Cister
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro

O Arcebispo da cidade do Rio de Janeiro aguarda suas vestes vermelhas, seu antecessor nesta sede o polêmico Cardeal catarinense, Dom Eusébio Scheid já passa dos 80 anos e agora, Dom Tempesta  pode agora contar os minutos para um eventual Consistório. 
Com a JMJ acontecendo no Rio de Janeiro, este monge cisterciense ficará a vistas de todo o mundo cristão e isso lhe dará um leve impulso para o Sacro Colégio de Cardeais. 

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil

O Cardeal Agnelo, antecessor de Murilo na Sede Primaz de nosso país estava no Conclave, mas, em breve completará seus 80 anos (outubro próximo) e seu sucessor poderá contar com a púrpura que cabe a primeira diocese desta Terra de Santa Cruz