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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Anel do Pescador


Gostaria de aqui fazer referência ao “anulus piscatoris”, ou seja, ao Anel do Pescador. Ao longo dos séculos até ao início do pontificado do Papa Bento XVI, o Anel do Pescador sofreu várias transformações até assumir a forma de um selo no qual está escrito o nome do Pontíficie e no centro está representada a imagem de São Pedro que na barca lança as redes para pescar. Como o nome diz, originariamente tratava-se do anel com o qual o Papa punha o seu selo nos documentos. A partir da 2ª metade do século XIX, o Anel do Pescador perde a sua forma de anel para assumir a de um simples selo.
O Anel do Pescador dos Papas, apesar de já não ser utilizado e ter perdido a forma de anel, manteve-se até aos nossos dias como testemunho da origem simbólica do selo que desapareceu no século X com o anel episcopal.

Depois do Concílio Vaticano II, o anel episcopal do Bispo de Roma, deixando a pedra preciosa de cor, assumiu uma forma mais simples, correspondendo mais à nobre simplicidade que o Concílio ansiava. Assim, o anel do Papa era igual ao anel dos outros bispos. Por exemplo, o Papa João Paulo II usou sempre o anel que recebeu das mãos do Papa Paulo VI no dia 26 de Junho de 1967, quando se realizou o Consistório no qual foi nomeado cardeal.

Com o início do ministério petrino do Papa Bento XVI, foi repensada a forma do anel do Papa. Surgiu o desejo de que o anel episcopal do Papa, mantendo a forma e a simplicidade actual comum aos anéis de todos os bispos, fosse dotado de algo para indicar que quem o usa é Sucessor do Apóstolo Pedro. Assim, o Anel do Pescador recuperou a forma de anel com a representação do pescador da Galileia e com a gravação do nome do Papa. O Anel do Pescador é, actualmente, um dos sinais fortes que exprime o “munus” específico do Sucessor de Pedro. O Anel do Pescador, como também o Palio, foi entregue solenemente ao Papa Bento XVI na celebração do início do Pontificado no dia 24 de Abril de 2005.

7 comentários:

Anônimo disse...

eu num sabia dessas coisas, vi no filme anjos e demonios.

Anônimo disse...

Gostaria de acreditar que as pessoas não acreditem fielmente no que esses filmes espetáculosos dizem sobre a Santa Igreja...

Anônimo disse...

Belo artigo, gostei muito!

Em resposta a primeiro comentário:

Sabemos que as pessoas infelizmente passam fome no mundo, e sabemos que se o egoismo não tivesse espaço no coração humano, não aconteceria isso.
O Anel do Pescador é um belo simbolo de sabedoria presente na tradição da Igreja e que não pode ser deixado de lado, porque infelizmente existem pessoas no mundo que passam fome. Se formos pensar com esse raciocínio irmão querido, teríamos que começar a desfazer de nossas roupas, carros, empregos, casas, porque infelizmente existem muito pessoas que também não possuem esses bens materiais. Penso que a caridade de coração, deve encontrar espaço no coração humano sim, mas não deixemos de lado o que é belo, pois o belo nos leva a Deus!

Em Cristo Jesus!

Álvaro

alvaro_apostolo@hotmail.com

Papo Católico disse...

Em relação ao comentário do anônimo 1: muitas pessoas passam fome no mundo, isso é incontestável. Muitos acusam a Igreja de ser rica e não matar a fome do mundo. Só que o acervo do Vaticano tem um mvalor histórico imensurável e não há dinheiro que pague isso. Vender o anel não mataria a fome do mundo. O dinheiro acabaria e a fome não acabaria. Vender as obras de arte apenas seria um meio de acabar com a miséria? Não creio. Mas a Igreja mantem programas no mundo inteiro que busca amenizar os efeitos da fome no mundo, programas que cuidam de vítimas das drogas, mante creches, asilos... Estas ações as pessoas preferem ignorar para poder criticar, sem fundamentos, a Igreja de Cristo.

Anônimo disse...

Entristece-me ler que as pessoas buscam criticar a santa igreja, que durante séculos se mantém firme, em um mundo à beira do caos, mantendo em ordem diversos programas de evangelização, trazendo paz ao espírito e melhora da vida corpórea.
A fome no mundo não está em ter o Sto Papa um anel ou não o ter, mas reside no fato de cada um de nós, escolhermos comprar uma roupa de marca, um carro mais caro do que de fato precisamos. Esta na ambição do homem em ter mais do que precisa, olvidando-se que muitos nada tem, sequer para comer.

Matheus Henrique Barbosa disse...

É muito fácil eu criticar a Igreja pela fome no mundo. Porém, é difícil eu olhar para a minha vida e ver o que estou fazendo para a mudar situação do meu bairro, por exemplo. Vender um anel ou obras de arte, que foram doadas para a Igreja é muito fácil. E depois?
É fácil criticar a Igreja! Cadê os cristãos, principalmente esses que comentaram contra a Igreja? Cadê?
Se os cristãos fossem unidos, e dividissem seus bens, com certeza não havia fome.
Se esses ignorantes que ficam ai assistindo essa palhaçada que são esses filmezinhos de merda produzido por uns crentezinhos medíocres que não tem nem estudo de teologia fossem cuidar da vida e doar pelo menos uma cesta básica pra alguma família que precisa, com certeza nós não teríamos o desprazer de ler tanta idiotices aqui na internet.
Vamos acordar meu povo!
A Igreja está em pé há mais de dois mil anos, e não vai ser agora, com o crescimento do ateísmo (que pra mim não passa de uma vagabundagem) que Ela vai cair. O Espírito Santo a rege, diferente das outras Igrejas.
E pra terminar, quero deixar meu e-mail caso alguma pessoa sem argumentos queria questionar a minha posição. Será um prazer responder: matheus-henrique-barbosa@hotmail.com
Que Deus abençoe a todos!

Erick disse...

As coisas da Igreja não podem nem devem ser vendidas. Primeiro, a maior parte das grandes obras do Vaticano são Patrimônios da Humanidade, segundo, todo o ouro, na verdade, é madeira talhada a ouro. A Igreja Católica é pobre, pois, o que hoje ela tem foi ofertado em tempos mais antigos. É uma demonstração da autoridade recebida por São Pedro, que passou para os seus sucessores, nossos Papas.