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terça-feira, 30 de abril de 2013

À espera da nova tradução do Missal Romano. Seria ela correta desta vez?

Entre os temas da já realizada 51ª  Assembleia dos Bispos do Brasil estava a a tradução do Missal Romano. Segundo o pronunciamento de  Dom Armando Bucciol, Bispo Diocesano de Livramento de Nossa Senhora (BA) e Presidente da Comissão Episcopal para Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) a tradução ainda vai demorar para ser concluída. 


É um trabalho demorado, as comunidades perguntam: quando é que vai sair a nova tradução? E eu respondo: vai demorar bastante, porque passar de uma língua para outra, é sempre uma interpretação, é uma adaptação, não se trata apenas de traduzir ao ‘pé da letra".




Dom Armando também explicou que a Congregação Romana pediu “certa fidelidade” ao texto original em latim, ao mesmo tempo, que contenha uma “linguagem bela e acessível” e com isso, a demora na entrega do documento será recompensada por uma tradução mais próxima da realidade brasileira, ou seja, mais adequada a cultura e a linguagem do povo brasileiro.

Segue abaixo, uma tabela que contém o texto da atual tradução e ao lado aquela tradução que deveria ser*.

- “Et cum spiritu tuo”- E com o teu espirito-“Ele está no meio de nós”



*Por Rafael Vitola Brodbeck  do Apostolado Salvem a Liturgia.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Comunicado ao povo de Deus da Diocese de Bauru sobre o Rvedo. Pe. Roberto Francisco Daniel



Imagino que todos têm acompanhado a triste trajetória do "Padre Beto", padre herege. Quem não viu, pode conferir nas redes sociais. Dispenso esse tipo de ibope. Somente quero registrar a atitude do Bispo da Diocese de Bauru, Dom Frei Caetano Ferrari, OFM, que, com coragem, tomou as devidas providências.
Ouvi de um sacerdote, certa vez,  que a Igreja não necessita somente de conversões (isso sem dúvida), mas era preciso de algumas excomunhões. Somente assim o povo saberá quem está do lado da reta doutrina e quem pretende apenas se autopromover às custas da Santa Igreja.
A lei foi cumprida, agora nos resta a caridade de rezar por este sacerdote, para que ele encontre, na misericórdia do Senhor, o caminho para a comunhão com a Esposa do Cordeiro.

Segue o comunicado feito pela Diocese:


É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da “liberdade de expressão” traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação. O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a “Lei da Igreja”, visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de 05 (cinco) membros do Conselho dos Presbíteros.
         O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.
         A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do “direito de liberdade de expressão” para atacar a Fé, na qual foi batizado.
         Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o Juiz Instrutor iniciará os procedimentos para a “demissão do estado clerical, que será enviado no final para Roma, de onde deverá vir o Decreto .
         Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar “um ponto final” nessa dolorosa história.
         Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, “que nos conduz”, ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é “Mãe e Mestra”.
        
         Bauru, 29 de abril de 2013.

            Por especial mandado do Bispo Diocesano, assinam os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano.



Relativismo absoluto ou absolutismo relativista?

Pe. Anderson Alves*

O absolutismo relativista exige que toleremos as mentiras como se fossem verdades, e que não “toleremos” as verdades, como se fossem mentiras.
Vimos anteriormente que o ateísmo e o relativismo modernos são profundamente contraditórios[I]. O ateísmo porque pretende ser verdadeiro e relativista, “des-construindo” todas as verdades e normas morais, a partir de uma verdade absoluta: a inexistência de Deus; dessa verdade “divina” o ateísmo deduz uma regra moral absoluta: é proibido ter regras. O ateísmo relativista pretende assim negar o valor de todos os dogmas e certezas morais a partir de um novo dogma, que cria uma nova moralidade, na qual os valores absolutos são relativizados ou transformados.
O relativismo, por sua vez, é contraditório porque pretende afirmar que todas as afirmações, inclusive as contraditórias, são sempre verdadeiras (ou sempre falsas). Mas quem diz que duas afirmações contraditórias podem ser verdadeiras, deve aceitar que duas contraditórias não podem ser verdadeiras. Essa evidente contradição levaria a renúncia a uma vida humana, na qual se julga, dialoga e se vive em sociedade. Em outras palavras, quem não aceita o princípio de não-contradição, torna-se semelhante a um vegetal. As consequências disso é que o relativismo e o ateísmo absolutos são reciprocamente excludentes; e o relativismo só pode ser verdadeiro quando é relativo, ou seja, parcial, aplicado ao modo de expressar ou de conhecer uma verdade, e não à verdade mesma.
Isso nos faz reconhecer o justo relativismo da verdade, pois essa é sempre relativa à inteligência de quem conhece. E a verdade é única na inteligência divina, pois Deus, ao conhecer a si mesmo, conhece todas as coisas. A verdade humana, porém, é múltipla, pois cada coisa tem sua verdade intrínseca, mas a conhecemos parcialmente, através de muitos juízos verdadeiros. De fato, o conhecimento humano é discursivo e progressivo e até hoje nenhuma ciência pode dizer que conhece totalmente o objeto estudado. A realidade que está diante de nós é sempre mais rica do que conhecemos. Por isso ela é como uma janela pela qual nos chega a luz da verdade e da bondade divinas e infinitas.
Entretanto, não podemos deixar de constatar que vivemos num ambiente cultural impregnado de relativismo. Não de um relativismo absoluto, que é essencialmente contrário à razão humana, mas sim de um absolutismo relativista. De fato, as filosofias relativistas ainda não conseguiram destruir a racionalidade humana e continuamos pensando a partir da convicção de que é possível conhecer a verdade e de que afirmações contraditórias não podem ser ao mesmo tempo verdadeiras. Mesmo assim o relativismo se expande na cultura atual, não através da Lógica, mas pela força da repetição superficial de afirmações “dogmáticas”. Desse modo, não há dúvidas de que vivemos em um ambiente onde reina não um relativismo absoluto, mas sim um absolutismo relativista.
Absolutismo relativista significa, pois, os esforços para se impôr uma cultura mundial relativista, que tenta destruir os valores tradicionais. Pretende-se assim convencer aos povos de que tudo é relativo, pois a verdade não existe (ou tudo é verdade, o que dá no mesmo) e todos os comportamentos morais são igualmente bons (ou igualmente maus). Tudo o que é contraditório parece ser hoje válido e tolerável. A única coisa que não se tolera é que se mostre as contradições e a irracionalidade do mesmo relativismo. O absolutismo relativista exige que toleremos as mentiras como se fossem verdades, e que não “toleremos” as verdades, como se fossem mentiras.
Na Ética o absolutismo relativista se manifesta principalmente em dois modos. No Positivismo e no chamado “pensamento débil”. Ambos dizem que a Ética só pode ser descritiva. Embora esses sistemas sejam opostos, as conclusões a que chegam são semelhantes.
O Positivismo diz que o método das ciências experimentais deve ser aplicado a todas as ciências. Ora, as ciências só descrevem a realidade, sem prescrever nada. Por isso a Ética deve apenas dizer como as pessoas se comportam. O argumento dado é logicamente válido, mas há uma premissa que deve ser discutida: por que a Ética deve ter o mesmo método das ciências experimentais? Essa é uma afirmação filosófica, que só pode ser imposta pela força, uma vez que não se sustenta racionalmente. De fato, a dita afirmação não pode ser justificada por métodos experimentais e a conclusão do raciocínio é autocontraditória: diz que as ciências não devem ser normativas, mas essa afirmação é já uma norma no âmbito científico.
Outro sistema importante é o chamado “pensamento débil”. Diz que o filósofo moral deve descrever os modelos de comportamento para facilitar o diálogo entre as culturas. Forma-se assim uma mesa redonda, semelhante à de um jogo de cartas, na qual não se chega a nenhuma conclusão. E isso se apresenta como uma exigência da “democracia”. E o argumento dado diz: os homens são todos iguais; quando dois homens possuem opiniões diversas, ambas devem ser aceitas, pois é antidemocrático ou politicamente incorreto dizer que uns homens tem razão e outros se equivocam[II].
Quem pensa assim deveria antes de tudo esclarecer o que significa a afirmação de que “todos os homens são todos iguais”. Se significasse que possuem uma mesma dignidade, estamos de acordo. Mas se quer dizer que tudo o que os homens afirmam, em razão da dignidade comum, seja sempre verdadeiro, isso é um absurdo. Da dignidade da natureza humana não se deduz que o conhecimento de todos os seres humanos seja sempre verdadeiro. E tampouco se deduz que sempre dizemos a verdade. De fato, o homem pode, não só se equivocar, mas também mentir, manipular, tentar dominar a quem parece ser mais fraco. E não se entende como o erro ou a mentira pode sustentar uma “democracia”. Dito de outro modo: o principal equívoco do “pensamento débil” está em estabelecer como critério de verdade não a relação do juízo intelectual com a coisa conhecida, mas sim o juízo com a dignidade de quem o profere. Da dignidade do ser humano, de fato, não se deduz a verdade de todos os seus conhecimentos, nem a bondade moral de todos os seus atos.
Portanto, o Positivismo e o “pensamento débil” expressam bem o atual absolutismo relativista: a tentativa de impor pela força de repetições afirmações contraditórias, como se fossem verdades absolutas, negando o que realmente é verdadeiro e bom. O dito absolutismo, última forma de pensamento universal, desrespeita as culturas verdadeiramente humanas. Pois se a Ética fosse somente descritiva, os filósofos poderiam falar sobre as diversas culturas, mas não falar com elas. E isso ofende a dignidade e a racionalidade humana, que como tal está aberta ao diálogo sincero em busca de uma verdade condivisível por todos os homens[III].

 *Sacerdote da diocese de Petrópolis – Brasil. 
Doutorando em Filosofia na Pontificia Università della Santa Croce em Roma.


[II] Cfr. A. Vendemiati, In prima persona. Lineamenti di etica generale, 3ª ed., UUP, Città del Vaticano 2008, cap. 1.
[III] Cfr. R. Spaemann, ¿Qué es la ética filosófica? Em Limites, acerca de la dimensión ética del actuar, Ediciones Internacionales Universitarias, Madrid 2003, pp. 19-20.

Artigo enviado pelo próprio autor, também disponível em: http://www.zenit.org/pt/articles/relativismo-absoluto-ou-absolutismo-relativista

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Papa faz nomeações para o Brasil!

Nesta quarta-feira, 24 de abril, o Santo Padre Francisco fez suas primeiras nomeações para o Brasil! O Papa nomeou um novo Arcebispo para Ribeiro Preto (SP), diocese que estava vacante desde 2012 quando do falecimento de Dom Joviano de Lima Junior, SSS e aceitando a renúncia de Dom Clemente José Weber nomeou um novo Bispo para a diocese gaúcha de Santo Ângelo. 

Para a Archidiœcesis Rivi Nigri foi nomeado Dom Moacir Silva, 
então Bispo de São José dos Campos (SP). 

Dom Moacir Silva nasceu 16 de julho, 1954 em São José dos Campos, na diocese homônima no Estado de São Paulo. Ele completou seus estudos preparatórios no Seminário Menor de Taubaté, os de filosofia no Seminário Bom Jesus de Aparecida e teologia no Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus de Taubaté. Formato em Direito Canônico, ele também completou a licença na Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção , em São Paulo e um doutorado na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.

Ordenado sacerdote 06 de dezembro de 1986 e incardinado na Diocese de São José dos Campos, ocupou os seguintes cargos: Coordenador do Ministério Diocesano da Juventude (1983-1986), Coordenador da Pastoral Diocesana da Saúde (1986), vigário paroquial da Catedral diocesana (1986 -1988), e pároco da paróquia Coração de Jesus (1988-1993), membro do Conselho Presbiteral e do Colégio dos Consultores (1991-2003), Coordenador da Pastoral Diocesana da Família (1993-1999), Administrador da Catedral paróquia diocese (1992 -1993), Vigário Geral da diocese (1993-2003), Diretor do Diaconale School (1992-2004), o juiz do Tribunal de Inter-Aparecida (desde 1993), e pároco da Catedral Diocesana São Dimas (1.993-2.004), Administrador da Diocese de São José dos Campos (2003-2004).
Em 20 de outubro de 2004, foi nomeado bispo de São José dos Campos e recebeu a ordenação episcopal no dia 11 de dezembro.
Desde 2008 é membro da Comissão Nacional Episcopal dos Tribunais Eclesiásticos de Segunda Instância e desde 2011 ocupa o cargo de vice-presidente da Conferência Episcopal Regional do Estado de São Paulo.


Para a Diœcesis Angelopolitanus  foi nomeado Dom Liro Vendelino Meurer,
então Bispo Titular de Tucca in Numidia e Auxiliar de Passo Fundo (RS)

Dom Liro Vendelino Meurer nasceu 13 julho de 1954 em Salvador do Sul, na Arquidiocese de Porto Alegre, do clero do qual é oriundo. Ele completou seus estudos de filosofia na Faculdade de Filosofia Nossa Senhora da Imaculada Conceição , em Viamão e teologia no Instituto de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre. No Seminário de Viamão, obteve uma licenciatura em Filosofia na Faculdade de Filosofia Nossa Senhora da Imaculada Conceição e, em seguida, frequentou o Curso de Formadores do Seminário.

Em 12 de dezembro de 1981, foi ordenado sacerdote e clérigos incardinados em Porto Alegre. Em quest'arcidiocesi realizadas as seguintes atividades: Vigário paroquial da Paróquia de São João Batista (1980-1982), vigário paroquial da Paróquia de Santo Antônio (1982-1983), diretor espiritual do Seminário Menor de São José , em Gravataí (1983-1990) , Pároco da Paróquia Nossa Senhora de Montserrat (1990-1991), reitor daSão João Maria Vianney , em Bom Princípio (1991-1996) e pároco da Paróquia de São João Batista (1996-2007), Vigário Episcopal do Vicariato de Camaquã-Guaíba Arquidiocese de Porto Alegre (2001-2008), Pároco da Paróquia de São Geraldo Porto Alegre (2007-2008).
Em 14 de janeiro de 2009 foi nomeado Bispo Titular de Tucca da Numídia e Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Passo Fundo. Em 22 de março do ano seguinte, ele recebeu a ordenação episcopal na Catedral Metropolitana Madre de Deus de Porto Alegre. 

Fonte: http://attualita.vatican.va/sala-stampa/bollettino/2013/04/24/news/30868.html

terça-feira, 23 de abril de 2013

Arcebispo de Bruxelas é atacado por feministas!

Tertuliano, um dos padres da Igreja, nos primeiros séculos do cristianismo diz: "O sangue dos mártires é semente de novos cristãos".


Agora que muitos séculos nos distanciam de nossos pais na fé, nos parece que o cristianismo voltou a ser alvo de chacota e de perseguição. O cristianismo e, mais especificamente o catolicismo, passou a ser motivo de martírio. Nas ondas da pós-modernidade é "proibido proibir" e tudo passa a ser tolerado, menos a Igreja Católica.

O dia 23 de abril ficará gravado em nossa memória como o dia em que o parlamento francês aprovou a união homossexual. A França, outrora baluarte dos santos, agora é o 14° país a votar contra a família.

É a mesma França que na semana passada colocou na prisão um jovem que vestia uma camiseta com uma estampa da "família tradicional", alegando opressão as minorias. 


Não bastasse assistirmos está triste cena, soubemos que em Bruxelas o Sr. Arcebispo Andre-Joseph Leonard foi alvo de um protesto barato e violento. Vítima de um grupo ativista de feministas que entraram galopantes na auditório em que o Arcebispo ministrava uma conferência, semi-nuas, com os seios a mostra, onde havia escrito a expressão "agnus Dei", cordeiro de Deus, elas gritavam em favor do fim da homofobia. 

Chegaram junto do velho Bispo, lhe jogaram água no rosto, disseram-lhe palavras ofensivas, atacando sua pessoa, sua amada Igreja e a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Movido pelo mesmo espírito que inspirava o corações dos mártires do primeiro século no coliseu, Leonard não expressou nada em seu rosto, a não ser uma face orante, que deveria pedir perdão a Deus por nossos pecados.

Mais uma vez, um de nossos pastores, sucessor legítimo dos Apóstolos foi "avacalhado" em praça pública, enquanto nós somos oprimidos, sob alegação falaciosa de "que oprimimos as minorias".

Estas gargantes enfurecidas e cheias de ódio podem até ser a minoria, como vimos na França, mas que fazem barulha e estardalhaço... Ah, como fazem!





E como nos dói ver nossos irmãos a margem do martírio, da honra e da justiça. Todavia, estejamos certos de que estamos ao lado da verdade, que é Cristo Jesus e, como fez o Arcebispo, podemos confiar na Virgem Maria, a quem ele osculou a imagem ao final de todo esse escândalo. 



Papa celebra seu onomástico

Hoje, 23 de abril, na memória de São Jorge o onomástico do Papa Francisco, 
o Pontífice celebrou a Santa Missa na capela Paulina.

Concelebraram os cardeais presentes em Roma, diversos Arcebispos e Bispos que trabalham na Cúria Romana, entre eles o Cardeal Angelo Sodano, decano do Sacro Colégio Cardinalício, que ao início da celebração saudou o Santo Padre e tomou parte na Oração Eucarística, acompanhado por seu sucessor na Secretaria de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone.Também estava presente concelebrando, Dom Georg Gäswein que comemora seu onomático hoje.

Papa Francisco estava paramentado com a mitra e a casula que usara na Missa do Domingo de Ramos e na Celebração da Paixão do Senhor. Portou a férula papal de Bento XVI, conforme já havia sido anunciado pelo departamento litúrgico, sobre a alternância do uso das férulas de Bento e de Paulo VI, a chamada férula conciliar. Francisco não fez uso do anel papal, dito do pescador, mas sim de seu antigo anel episcopal. A missa foi celebrada "versus populum," diferente de Bento XVI que sob a alegação de preservar a arquitetura original da capela Paulina celebrava "versus Deum". Foi posto um altar móvel e sobre ele o arranjo beneditino que estava disposto de maneira diferente da habitual.

No início da celebração, imediatamente após a saudação do presidente, o Décano, Cardeal Sodano leu uma mensagem ao papa pela passagem de seu onomástico, nela purpurado exortava ao Pontífice a viver "o dom da força cristã, o mesmo que teve São Jorge quando deixou o uniforme militar para vestir o uniforme da fé".


Em agradecimento as palavras de Sodano, Francisco sorriu e exclamou: "Obrigado! Me sinto bem com vocês, e gosto disso".


Durante a homilia, proferida do ambão, e como o costume sem a mitra, o Papa falou sobre a Igreja, mãe que pensa nos filhos e fazendo alusão a liturgia disse: "Se quisermos proceder no caminho da mundanidade, negociando com o mundo como os macabeus queriam fazer, jamais teremos consolação do Senhor. Claro, se quisermos apenas a consolação superficial, e não a do Senhor". E disse também"É uma dicotomia absurda querer amar Jesus sem a Igreja: identidade significa pertença."

O bairrismo de Francisco

No último sábado, 20 de abril, o Santo Padre o papa Francisco fez uma nomeação para o Tribunal da Rota Romana. 

Na ocasião o papa nomeou como prelado auditor do referido tribunal o padre argentino Alejandro Bunge, 61 anos, que até o momento exercia a função de vigário judicial do Tribunal Interdiocesano Bonaerense, de Buenos Aires na Argentina.



Bunge  nasce em 21 de novembro de 1951. 

É especialista em direito canônico, era o diretor da Faculdade de Teologia e Direito Canônico "Santo Toríbio de Mogrovejo", da Universidade Católica da Argentina "Santa María de los Buenos Aires", e ainda capelão da comunidade religiosa das Irmãzinhas dos Pobres Home and Senior Marin, San Isidro".




Parece que o papa argentino quer cercar-se dos seu compatriotas! 

Confira a página pessoal do novo prelado auditor da rota romana: http://www.awbunge.com.ar/

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Um novo Beato para a Igreja


Ontem, 21 de abril, durante a recitação mariana do Regina Caeli o Papa Francisco fez alusão a beatificação de Don Nicolò Rusca, um sacerdote italiano beatificado naquela tarde.

A cerimônia de beatificação que foi presidida pelo Sr. Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para a causa dos santos, aconteceu em Sondrio, uma cidade italiana na região da Lombardia, abaixo de forte chuva que assola a região. 








Rusca viveu entre 1563 e 1618, era um sacerdote de origem suíça, mas, viveu boa parte de sua vida apostólica na Itália. Durante perseguição morreu mártir ao ser interrogado e submetido a tortura por um tribunal popular controlada por uma facção radical anti-espanhóis protestantes.

Nós precisamos, urgentemente, de exorcismo!


"Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido..."

Por Dom Manoel Pestana Filho*
O grande papa Leão XIII entrou no século XX ainda apavorado pela visão que tivera da formidável presença diabólica em Roma, “para a perdição das almas”. Desde 1886, mandara a todos os bispos rezar a oração a São Miguel Arcanjo, escrita por ele, de próprio punho, como também um exorcismo maior que recomendava a bispos e párocos para recitarem com frequência nas dioceses e paróquias.
“O século do homem sem Deus”, anunciado por Nietzsche, transforma-se no século de Satanás, que prepara o seu reino com a Primeira Guerra Mundial, implanta o comunismo ateu e tirânico, contra Deus e contra o homem, na revolução bolchevista de 1917, semeia a Europa inteira de ruínas e sangue com a Segunda Guerra Mundial, fruto dos poderes das trevas; invade toda a terra de ódio, terror, impiedade, heresia, blasfêmia e corrupção em guerras e revoluções sem trégua; insinua-se, de início, como fumaça, e, depois, implanta-se, poderoso, no seio da própria Igreja.
Tudo isto, Nossa Senhora confidenciara aos videntes de Fátima, exatamente no mesmo ano da tragédia russa; e o mesmo se diga do 3º capítulo do Gênesis, em que se pinta a vitória da serpente infernal e a presença de Maria, esmagando-lhe a cabeça.
A Cristandade continuou a rezar as orações de Leão XIII, estimulada pelos Papas. Pensadores cristãos como, por exemplo, Anton Böhm (Satã no Mundo Atual, Tavares Martins) e de La Bigne Villeneuve (Satan dans la Cité, Du Cèdre) denunciam a infiltração visível do demônio em todas as estruturas da sociedade. Bernanos surpreende-nos Sob o Sol de Satã.
De súbito, ao aproximar-se o último e temeroso quartel do século XX, contesta-se a existência dos anjos, desaparece a oração de São Miguel, suspendem-se os exorcismos, inclusive o do Batismo, mergulha no silêncio o ministério e a função do exorcista.
Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido, e amargura-se com a autodemolição da Igreja. Os seminários desaparecem, a teologia prostitui-se em cátedras de iniquidade, a liturgia reduz-se, com certa frequência, a uma feira irrelevante de banalidades folclóricas. A pretexto de inculturação, a vida religiosa desliza para o abismo.
“Os poderes do inferno não prevalecerão contra a Igreja”, é certo. Mas o próprio Senhor prediz o obscurecimento da fé, o esfriamento da caridade. A visão (do Inferno) de Fátima faz vacilar o otimismo ingênuo e irresponsável dos que apostam na salvação de todos, mesmo até dos que a recusam.
(…) Jesus começa a sua missão, tentado pelo demônio e a expulsão dos maus espíritos torna-se uma das notas mais relevantes da sua atividade messiânica. “Em meu nome expulsarão os demônios” (Mc 16,17), diz Jesus, ao despedir-se dos discípulos, notando que este será um sinal dos que crêem nele. E Satanás, pela ação dos Apóstolos, caía do céu como um raio… Quando os cristãos de todos os níveis, apesar dos Evangelhos e do Magistério, principiaram a duvidar da ação e, depois, da existência do espírito rebelde, aconteceu o que Jesus havia anunciado (Mt 14,44-45): expulso, ele volta para a casa “desocupada, varrida e arrumada”, mas indefesa, com sete espíritos piores do que ele, “e a condição final torna-se pior do que antes”, exatamente o que está a acontecer.
Hoje, não é só a fumaça de Satanás, penetrando por uma fenda oculta, mas o diabo, de corpo inteiro, que irrompe triunfalmente pelas portas centrais. Quem o vai exconjurar das nossas igrejas, das nossas residências episcopais e paroquiais, dos nossos centros comunitários, dos nossos seminários e universidades, dos Senados e das Câmaras Legislativas, dos Palácios do Governo e da Justiça, dos bancos e das bolsas, dos meios de comunicação, das escolas e hospitais, das consciências de todos nós?
E, não hesitemos: quem vai expulsar os demônios dos Palácios Pontifícios, das Congregações e Secretarias, das Nunciaturas, das Conferências Episcopais e Cúrias, dos Santuários e Basílicas, das ONU e dos Parlamentos, sem falar desse mundo “posto maligno”, que viceja “sob o sol de Satã”?
Nós precisamos, urgentemente, de exorcismo!

*Dom Manoel Pestana, Prefácio do livro “Um Exorcista Conta-nos” do Pe. Gabriele Amorth (Fonte:  GRAA)

domingo, 21 de abril de 2013

Papa ordena novos sacerdotes

Por Seminaristas Ânderson Barcelos e Luiz Afonso 



Hoje, 21 de abril, no dia em que a Igreja celebra o domingo do Bom Pastor e concomitantemente o 50° dia de oração pelas vocações, o Santo Padre o Papa Francisco ordenou na Basílica de São Pedro a 10 jovens sacerdotes para sua Diocese de Roma. 




A ordenação presbiteral foi concelebrada pelo Cardeal Agostino Valini, Vigário-Geral de Sua Santidade para a diocese de Roma, pelos bispos auxiliares e pelos superiores dos seminaristas. 

Entre os novos sacerdotes, inclui-se um engenheiro argentino, da mesma nacionalidade do Papa, dois indianos, um croata e seis italianos, tendo o mais velho 44 anos e 26 o mais jovem. 

Um dos diáconos que vai receber o segundo grau do sacramento da Ordem é filho de um pastor anglicano convertido, encontrando-se também no grupo um diplomado em Ciências Políticas.

Na celebração que ocorreu na Basílica de São Pedro o papa manteve sua homilia curta e objetiva, onde exortou os neo-sacerdotes a viverem com fecundidade e santidade seu ministério: "Sede pastores, não funcionários! Sede mediadores, não intermediários!"


O Papa, ao contrário do que fez em suas outras grandes celebrações eucarísticas portou uma outra casula e mitra. Desta vez, Francisco fez uso de uma casula que pertencia ao Beato João Paulo II e que paramentou Bento XVI na beatificação de seu antecessor em 1º maio 2011.

Todos esperávamos ver a férula papal de Bento XVI, já que o serviço litúrgico Pontífice anunciou a alternância entre a férula de Bento de  Paulo VI, mas parece que o Papa optou por permanecer com a chamada férula conciliar. 













O latim, a língua oficial da Igreja nos Ritos litúrgicos e canônicos, se fez ausente na Santa Missa.O grandioso idioma foi substituído pelo italiano, tal qual João Paulo fez em seus últimos anos de pontificado.








sábado, 20 de abril de 2013

Haveria uma outra encíclica de Bento XVI?

 "Existe outra encíclica de Bento XVI, escondida no seu coração, uma encíclica não escrita.  Aliás, escrita não pela sua caneta, mas pelo gesto do seu pontificado. Esta encíclica não é um texto, mas uma realidade: a humildade."











Poder e fecundidade da humildade.


Por Jean-Marie Guénois*



Bento XVI não publicará a encíclica sobre a fé – embora em fase avançada – que devia apresentar na Primavera.  Ele já não tem tempo. E nenhum sucessor é obrigado a retomar uma encíclica incompleta do próprio predecessor. Mas existe outra encíclica de Bento XVI, escondida no seu coração, uma encíclica não escrita.  Aliás, escrita não pela sua caneta, mas pelo gesto do seu pontificado. Esta encíclica não é um texto, mas uma realidade: a humildade.

A 19 de Abril de 2005 um homem que pertence à raça das águias intelectuais, temido pelos seus adversários, admirado pelos seus estudantes, respeitado por todos  devido à nitidez das suas análises sobre a Igreja e o mundo, apresenta-se, recém-eleito Papa, como um cordeiro levado para o sacrifício. Utilizará até a terrível palavra «guilhotina» para descrever o sentimento que o invadiu no momento em que os seus irmãos cardeais, na capela Sistina, ainda fechada para o mundo, se viraram só para ele, eleito entre todos, para o aclamar. Nas imagens da época, a sua figura curvada e o seu rosto surpreendido testemunham-no.
Depois, teve que aprender a profissão de Papa. Extirpou, como raízes sedimentadas sob o húmus da terra, o eterno tímido, lúcido na mente mas desajeitado no corpo, para o projectar perante o mundo. Foi um choque para ambas as partes. Não conseguia assumir a desenvoltura do saudoso João Paulo II. O mundo não compreendia bem aquele Papa sem efeito. Bento XVI nem teve os cem dias de «estado de graça» que se atribuem aos presidentes profanos. Sem dúvida, teve a graça divina, fina mas pouco mundana. Contudo teve, ainda e sempre, a humildade de aprender sob os olhares de todos.
Nunca um Papa teve, num certo sentido, tão pouco «sucesso». Passou de uma polémica para outra:  crise com o islão depois do seu discurso de Regensburg onde evocou a violência religiosa; deformação das suas palavras sobre a Sida durante a sua primeira viagem à África, que suscitou um protesto mundial; vergonha sofrida pelo explodir da questão dos sacerdotes pedófilos, por ele enfrentada; o caso Williamson, onde o seu gesto de generosidade em relação aos quatro bispos ordenados por D. Lefebvre (o Papa revogou as excomunhões) transformou-se numa reprovação mundial contra Bento XVI, porque não tinha sido informado sobre os discursos negacionistas  do Shoah feitos por um deles; incompreensões e dificuldades de pôr em acção o seu desejo de transparência relativa às finanças do Vaticano; traição de uma parte do seu entourage no caso Vatileaks, com o seu mordomo que subtraiu cartas confidenciais para as publicar...
Não teve nem sequer um ano de trégua. Nada lhe foi poupado. Às provações físicas violentas do pontificado de João Paulo II, ao atentado e  ao mal de Parkinson, parecem corresponder as provações morais de rara violência desta litania de contradições sofrida por Bento XVI.
Portanto, ao renunciar, o Papa eclipsa-se. Como a própria imagem do seu pontificado. Mas só Deus conhece o poder e a fecundidade da humildade.


*Artigo retirado de«Le Figaro Magazine» de 15 de Fevereiro com o título L'encyclique non écrite de Benoît XVI.






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Sua Santidade Bento XVI, o Papa da Liturgia.


  Papa Bento XVI, ao longo de seu pontificado, deu-nos exemplo de amor incondicional à Sagrada Liturgia. O seu legado litúrgico consistiu em uma "reforma da reforma", ou seja, um novo movimento litúrgico que ele desejara ainda quando cardeal.Em uma de suas audiências gerais afirmou:
"A Igreja se faz visível em muitos modos: nas ações de caridade, em projetos de missão, no apostolado pessoal dos fiéis, etc., mas o lugar em que ela se expressa plenamente como Igreja é na Liturgia. Ela é o ato em que Deus entra em nossa realidade e o encontramos, o tocamos. Ele vem a nós e nos ilumina. A liturgia se celebra para Deus e não para nós mesmos; é obra sua, é Ele o sujeito; nós devemos nos abrir a Ele e deixarmo-nos guiar por Ele e por seu Corpo, que é a Igreja.”
  Vários foram os sinais concretos da reforma litúrgica propagada por Sua Santidade (aliás, iremos, com o passar do tempo, abordar neste Blog, profundamente, cada um deles):
*Beleza e a solenidade do rito;
*Ênfase na participação interior na liturgia, ou seja, a participação ativa dos fiéis está mais ligada a uma participação interior do que exterior;
*o uso da língua latina na Missa, assim como prevê o documento conciliar Sacrosantum Concilium;
*a Cruz no centro do altar ladeada por velas (arranjo beneditino);
*A reverência devida ao Corpo e Sangue de Cristo (comunhão de joelhos e na boca);
*Promulgação do Summorum Pontificum;
*Incentivo a uma correta tradução dos livros litúrgicos, entre eles o Missal.
*Hermenêutica de continuidade do Concilio Vaticano II;
  Bento XVI devolveu à Liturgia a centralidade que lhe é devida, pois como bem disse, é na relação com a Liturgia que se decide o futuro da Fé e da Igreja.
"A Liturgia da Igreja tem sido para mim desde a minha infância,
a realidade central da minha vida."(Bento XVI)
“Fostes para nós um conforto em meio à tribulação. Um exemplo a uma geração que agradece a Deus por sua existência e seu valioso serviço a Igreja que tanto amamos. Uma geração que no futuro terá o privilégio de ser conhecida como a geração Bento XVI.”

Seminário da Administração Apostólica


Atualmente é o único seminário na América Latina, em comunhão com o Papa que oferece uma formação espiritual e intelectual orientada para a forma extraordinária do Rito Romano. A formação do mesmo tem como meta fazer os seminaristas desenvolverem as virtudes cristãs, especialmente a caridade. A formação espiritual é centrada na "liturgia da Santa Igreja, sobretudo a Santa Missa, em torno da qual tudo se faz no Seminário". O Seminário também dá ênfase especialmente a devoção mariana, praticando os exercícios devocionais tradicionais, tais como o Rosário, e celebrando no "Ano da Espiritualidade", a Consagração dos seminaristas a Maria, segundo o método de São Luís de Montfort. O Seminário da Imaculada Conceição pertence a Administração Pessoal São João Maria Vianey, situada em Campos dos Goytacazes,Província eclesiástica de Niterói- Rio de Janeiro,têm por Administrador Apostólico o Sua Excedência Reverendíssima Dom Fernando Rifan e Reitor Pe. Gaspar Pelegrini.


Assistam o vídeo vocacional:


O II sucessor de São Josemaria

Há 19 anos era eleito em Roma o segundo sucessor de São Josemaria Escrivá a frente do Opus Dei e da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, Javier Echevarría Rodríguez.

Javier, ainda leigo junto a Mons. Escrivá
Por inspiração divina, Monsenhor Josemaria, um sacerdote espanhol, teve a moção de fundar o Opus Dei a 02 de outubro de 1928, festa dos santos anjos, durante seu retiro espiritual.

O paráclito inspirou ao coração deste jovem sacerdote o ardente desejo de que todos os homens desta terra se fizessem santos, independente de seu estado, sua posição social ou labor. 

"Deus nos quer santos, a todos", dizia Monsenhor Escrivá. E em sua famosa homilia proferida em 09 de outubro de 1967, na Universidade de Navarra - a qual fundara- já exortava: 

Asseguro-vos, meus filhos, que, quando um cristão realiza com amor a mais intranscendente das acções diárias, ela transborda da transcendência de Deus. Por isso vos tenho repetido, com insistente martelar, que a vocação cristã consiste em fazer poesia heróica da prosa de cada dia. Na linha do horizonte, meus filhos, parecem unir-se o céu e a terra. Mas não; onde se juntam deveras é nos vossos corações, quando viveis santamente 

a vida de cada dia...

Quando Escrivá faleceu em 26 de junho de 1975, em Roma o Opus Dei ainda não era uma Prelazia Pessoal e a essa condição só foi elevada em 1982 pelo Beato Papa João Paulo II.

Todavia, era necessário escolher o sucessor do fundador e para esta missão foi eleito e aprovado pelo papa o nome do sacerdote espanhol Alvaro del Portillo, que mais tarde foi ordenado Bispo pelas imposição das mãos do próprio João Paulo II. 

Na foto: O veneral Del Portillo reza diante do corpo de São Josemaria. 

Dom Alvaro guiou o Opus Dei até março de 1994, quando faleceu. Para seu sucessor foi eleito outro fiel colaborador de São Josemaria Escrivá -canonizado em 2002- trata-se do atual prelado, que hoje completa 19 anos de eleição: Javier Echevarría Rodríguez.


"Dom Javier" ou apenas O Padre, cursou direito em Madrid e Roma, doutorou-se em Direito Civil pela Universidade Lateranense e, em Direito Canônico, pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino. É membro do Opus Dei desde 1948, foi ordenado sacerdote no dia 7 de Agosto de 1955. Colaborou estreitamente com o São Josemaría Escrivá, de quem foi secretário desde 1953 até à sua morte em 1975. É membro do Conselho Geral do Opus Dei desde 1966.
Alvaro, Escrivá e Javier
Em 1975, por ocasião da sucessão de São Josemaría Escrivá à frente do Opus Dei por D. Álvaro del Portillo, foi nomeado Secretário-Geral, cargo que até então D. Álvaro tinha desempenhado. Em 1982, com a ereção do Opus Dei em prelazia pessoal, passou a ser o Vigário-Geral da Prelazia.
Desde 1981 integra a Congregação para as Causas dos Santos e, desde 1995, consultor da Congregação para o Clero. Integra também o Supremo Tribunal da Signatura Apostólica. É o Grão-Chanceler da Universidade de Navarra, da Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma, da Universidade de Piura, no Peru e Reitor de Honra da Universidade Austral, na Argentina. Em 25 de agosto de 2006 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Strathmore, no Kenya.

Depois da sua eleição e nomeação pelo Papa João Paulo II como Prelado do Opus Dei no dia 20 de Abril de 1994, foi sagrado bispo titular de Cilibia, em 6 de Janeiro de 1995, na Basílica de São Pedro em Roma. Participou da Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos sobre América em 1997, na Europa (1999) e das Assembléias Gerais ordinárias de 2001 e 2005.


Na Foto: O beato João Paulo II concede a Sagração Episcopal a Dom Alvaro.

Conhecedor com profundidade dos problemas cristãos e da atualidade, realizou várias viagens pastorais pelos cinco continentes, entabulando um diálogo ecumênico com pessoas de várias crenças e culturas. No ano de 2006 esteve na Suíça e realizou a sua primeira viagem pastoral à Russia.


Dom Javier, nosso Padre, 
nos alegramos com toda a família do Opus Dei no aniversário da sua profícua eleição. Imploramos a Deus, pela intercessão de Maria Santíssima, generosas bênção sobre o senhor e seu episcopado, mas, também sobre todas as almas e sobre toda a Obra.