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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Papa Pio XII no "Dominus Vobiscum" no mês de Março


Caríssimos amigos e leitores,
Que a Graça de Deus esteja convosco!

Nesse mês de Março o nosso Blog se aprofundará no Pontificado do Venerável Papa Pio XII.
Contaremos com um exposição de Paramentos, Insígnias, Objectos, Fotos, Documentos e Vídeos desse memorável Pontífice, que é para todos nós um dos mais Tradicionais e Defensores da Fé Católica.

Espero que nesse tempo Quaresmal procuremos a santidade e a nossa conversão e que estejamos prontos para viver essa Páscoa do Senhor. E que o mesmo Senhor Nosso Jesus Cristo nos abençoe e nos guarde e nos livre de todo o mal. Amém!

† Dominus Vobiscum †

Dom Orani João Tempesta - novo Arcebispo do Rio

Dom Orani João Tempesta foi nomeado Arcebispo do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira, 27 de fevereiro. O Cardeal Dom Eusébio Oscar Scheid fez o anúncio nos estúdios da Rádio Catedral, 106,7FM, pontualmente às 8h. Dom Eusébio apresentou seu pedido de renúncia quando completou 75 anos, em dezembro 2007, seguindo as normas do Direito Canônico. Segundo o Cardeal, o novo Arcebispo do Rio deve assumir sua nova função no dia 19 de abril, 2º Domingo da Páscoa.

- Saúdo com alegria aquele que já é o novo Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro: Dom Orani João Tempesta, disse Dom Eusébio.

O novo Arcebispo do Rio de Janeiro tem a missão de pastorear os serviços das 252 paróquias da cidade, divididas em sete vicariatos territoriais, além dos movimentos leigos e novas comunidades.Nascido em 23 de junho de 1950, Dom Orani é natural de São José do Rio Pardo, São Paulo. Aos 46 anos tornou-se bispo e foi nomeado para a Diocese paulista de São José do Rio Preto.

Em dezembro de 2004, Dom Orani assumiu a Arquidiocese de Belém, no Pará, onde está até hoje. No Norte do país, o arcebispo pastoreou uma população de cerca de 2 milhões de pessoas divididas em cinco municípios, segundo dados de 2007, do IBGE. O bispo tinha por função também presidir a Fundação Nazaré de Comunicação. Criada em 1993, com o objetivo de promover e incentivar a formação educacional, cívica, moral e religiosa da população amazônica, através da radiodifusão de sons e imagens e do jornalismo. Fazem parte da fundação um canal de televisão, uma emissora de rádio, um jornal, entre outras ações.

O Arcebispo faz parte do Conselho Episcopal de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil onde exerce o cargo de presidente nacional da Comissão Episcopal para a Cultura, Educação e Comunicação Social. Dom Orani também é membro do Conselho Conselho Superior da Redevida de Televisão e do Conselho de Comunicação do Senado Federal. No ano de 2004, conquistou junto ao Governo Federal o funcionamento de uma rádio interativa de frenquencia modulada.

Nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009, Dom Orani chega a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e traz consigo o lema episcopal: “ut omnes unum sint” (Jo 17,21 - “que todos sejam um”).

Processo de escolha dos Bispos

No início de fevereiro, durante o Curso Anual dos Bispos, promovido pela Arquidiocese, Dom Lorenzo Baldisseri, Núncio Apostólico do Vaticano no Brasil, falou sobre o método de escolha de um novo Arcebispo.

- É um tema sigiloso no sentido que a pesquisa tem que ser sigilosa. Mas a metodologia é conhecida, é aberta. A iniciativa para prover um novo Bispo numa diocese pode acontecer por falecimento do Bispo ou pela transferência do Bispo que vai pra outra Diocese, ou porque o Bispo tem 75 anos de idade e então, segundo as normas canônicas, tem que renunciar. Normalmente são três candidatos escolhidos entre muitos aqui no Brasil.

Dom Lorenzo explicou a importância do Núncio Apostólico neste processo.

- É o Núncio Apostólico que toma a iniciativa e diz “vamos estudar esse caso e apresentar uma documentação recolhida aqui com o Núncio, Bispos”, e o Núncio apresenta a Santa Sé e em primeiro lugar à Congregação para os Bispos em Roma todo esse trabalho. Em Roma a Congregação para os Bispos reúne os Cardeais Membros e aí numa plenária vão discutir, falar, examinar esse documento e eles dão seu voto e definem. Quando o voto está dado para eles, o Papa decide, é ele quem dá a última palavra.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A Paz é Fruto da Justiça - Is 32,17


" A Paz é Fruto da Justiça" - Com esse lema, a CNBB motiva a CF/2009, que tem como tema: “Fraternidade e Segurança Pública”. Não há necessidade de justificar essa opção, porque a violência domina o Brasil, tento nas capitais como no interior, e cresce assustadoramente, resistindo a medidas já tomadas para o seu combate. O poder constituído apresenta projetos, da cabeça do povo saem sugestões, mas a sociedade brasileira ainda está muito distante de uma solução que resgate a tranqüilidade do povo e conduza os brasileiros para uma cultura de Paz.
A proposta da CF/2009 proclama, por meio do seu lema, que a violência é conseqüência da injustiça nas suas varias manifestações, também no que toca á igualdade. Infelizmente vivemos numa realidade profundamente injusta e desigual. A diferença entre o salário mínimo e os salários máximos vai muito além do admissível, permitindo que poucos tenham muito e muitos possuam pouco ou mesmo nada. Esse cenário social gera revolta manifestada nas formas mais brutais de agressividade. O combate á violência passa obrigatoriamente pela pratica da Justiça.
Há mais de meio século, quando as pessoas não viviam tão inseguras e temerosas como hoje, o Papa Pio XII já anunciava que a Paz é Fruto da Justiça. E agora, na primeira década do novo século, os bispos do Brasil compreendem que a luta pela Paz só será vitoriosa quando os povos e os governantes, os privilegiados e os excluídos fraternalmente se unirem para estabelecer a Justiça como primeira pedra da nova sociedade.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Papa Bento XVI pede pelo seu Ministério com Sucessor de Pedro


Na manhã deste domingo, 22, festa da Cátedra de São Pedro, o Papa Bento XVI, antes da recitação do Ângelus, pediu orações para que possa exercer fielmente o papel que a Providência lhe confiou como Sucessor do Apóstolo Pedro, pela unidade da Igreja.

O Papa começou citando o Evangelho do dia, especialmente o episódio do paralítico perdoado e curado. Enquanto Jesus pregava, disse o Papa, foram-lhe apresentados vários doentes, entre os quais um paralítico, que jazia há anos em uma maca.

Ao vê-lo, o Senhor disse: “Filho, os seus pecados lhe são perdoados”.Porém, alguns dos presentes ficaram escandalizados ao ouvir tais palavras. Então, Jesus replicou: “Para que saibam que o Filho do Homem tem o poder de perdoar os pecados na terra, digo-lhe: levante-se, tome a sua maca e vá para casa”. E o paralítico foi embora curado. E o Papa acrescentou:"Esta narração evangélica mostra que Jesus tem o poder não só de sarar o corpo doente, mas também de perdoar os pecados; ou melhor, a cura física é sinal do restabelecimento espiritual que produz o seu perdão”.

Com efeito, recordou o Santo Padre, o pecado é uma forma de paralisia do espírito, da qual somente o poder do amor misericordioso de Deus pode nos libertar, nos permitindo levantar e retomar o caminho do bem.Festa da Cátedra de São Pedro Para além da celebração dominical – observou o Papa – ocorre, neste dia 22 de Fevereiro, a festa da Cátedra de São Pedro: "A Cátedra de Pedro simboliza a autoridade do Bispo de Roma, chamado a desempenhar um peculiar serviço em relação a todo o Povo de Deus.

Logo depois dos martírio de São Pedro e São Paulo, foi reconhecido à Igreja de Roma o papel primacial em toda a comunidade católica, papel já atestado no século II por Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lyon. Este singular e específico ministério do Bispo de Roma foi reafirmado pelo Concílio Ecuménico Vaticano II.

"Na comunhão eclesiástica – conforme Constituição Dogmática sobre a Igreja – existem legitimamente Igrejas particulares, que gozam de tradições próprias, permanecendo íntegro o primado da Cátedra de Pedro, que preside à comunhão universal da caridade, tutela as legítimas variedades e, ao mesmo tempo vela, para que o que é particular, não só não prejudique a unidade, mas sim a reforce.

Esta festa me oferece a ocasião para vos pedir que me acompanheis com as vossas orações, para que possa desempenhar fielmente a alta responsabilidade que a Providência Divina me confiou como Sucessor do Apóstolo Pedro"."Que Maria nos abra o coração à conversão"

Ao concluir a recitação das Ave-Marias, Bento XVI convidou a dirigir o olhar para Maria, que nestes dias foi celebrada em Roma sob a invocação de Nossa Senhora da Confiança. Ocasião para o Papa recordar o iminente início da Quaresma:“A ela pedimos que nos ajude a entrar com as devidas disposições de espírito no tempo da Quaresma, que terá início na próxima quarta-feira, com o sugestivo rito das Cinzas. Que Maria nos abra o coração à conversão e à escuta dócil da Palavra de Deus”. Por fim, Bento XVI saldou os diversos grupos de peregrinos, em suas respectivas línguas, concedendo a todos a sua Bênção Apostólica.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Institutos de disciplina romana extraordinária de Direito Pontifício

Administrador Apostólico Dom Rifan -Brasil


Instituto Cristo Rei


Fraternidade Sacerdotal São Pedro

Os intitutos tridentinos de reconhecimento pontifício são comunidades que permanecem usando exclusivamente a forma extraordinária do Rito Romano, chamado "Tridentino" ou de "São Pio V".
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Conhecemos algumas:
Fraternidade Sacerdotal São Pedro (em latim: Fraternitas Sacerdotalis Sancti Petri) é uma sociedade de vida apostólica de direito pontifício, composta por sacerdotes católicos e que tem uma missão no Mundo. Essa missão consiste no seguinte:
a) formar e santificar padres no quadro do rito romano tradicional;
b) a ação pastoral desses sacerdotes no Mundo, ao serviço da Igreja Católica Romana.
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A Fraternidade foi fundada no dia 18 de julho de 1988 na abadia de Hauterive (Suíça) por 10 padres e alguns semiraristas. Pouco tempo depois de sua fundação e graças a ajuda do Cardeal Ratzinger, ela foi acolhida por Dom Joseph Stimpfe, bispo de Augsburgo (Alemanha) em Wigratzbad, santuário mariano bávaro. E lá que se encontra hoje o seminário europeu da Fraternidade São Pedro. Esta Fraternidade hoje conta com 140 padres e 120 seminaristas.

site: http://www.fssp.org/
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O Instituto de Cristo Rei e Sumo Sacerdote (em latim: Institutum Christi Regis Summi Sacerdotis) é uma sociedade de vida apostólica erigida canonicamente em 1 de Setembro de 1990. Sua divisa é Veritatem facientes in caritate (Confessando a verdade na caridade).
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Tem como objetivos a glória de Deus e a santificação de padres ao serviço da Igreja e das almas através de uma formação doutrinal e espiritual. Sua finalidade é particularmente missionária: difusão e defesa do Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo em todos os aspectos da vida humana. Dedicado a Cristo Rei e Sacerdote, o Instituto tem como patrono principal a Imaculada Conceição e honra como patronos secundários São Francisco de Sales, São Tomás de Aquino e São Bento.
Possui um seminário em Gricigliano, na Toscana, perto de Florença (Itália), onde se formam, dentro do espírito romano, os futuros sacerdotes do Instituto. Tem como reitor o Pe. Philippe Mora. O Instituto está presente na Europa (Itália, França, Bélgica, Espanha, Alemanha, Áustria, Suíça, Reino Unido, Irlanda), em África (Gabão) e na América (Estados Unidos). Os livros litúrgicos usados são conforme ao Missal de 1962 (Missal Romano, Ritual Romana, Pontifical Romano e Breviário Romano - rito romano tradicional), dentro do promulgado pelo Motu Proprio Eclesia Dei Aflicta de 2 de Julho de 1988. O Instituto de Cristo Rei e Sumo Sacerdote tinha, em 2006, 41 padres e 60 seminaristas. O seu Superior-Geral é monsenhor Gilles Wach.
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O Instituto Bom Pastor é uma sociedade de vida apostólica de direito pontifício, em que os seus membros querem exercer o seu sacerdócio dentro da Tradição (doutrinal e litúrgica) da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.
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Foi erigido em 8 de Setembro de 2006 (Festa da Natividade de Nossa Senhora), em Roma, pelo Cardeal Dario Castrillon-Hoyos, representando o Papa Bento XVI. O rito próprio do Instituto Bom Pastor é o rito romano tradicional, contido nos quatros livros litúrgicos (pontifical, missal, breviário e ritual romano) em vigor em 1962.
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Possui um seminário em Courtalain, França , Chile, Colômbia, França e Roma.
O seu fundador e Superior-Geral é o padre Philippe Laguérie. É composta por 12 sacerdotes e 2 diáconos.
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Em 8 de setembro de 2006 - O Papa Bento XVI outorga um grande e bonito presente a Nossa Senhora no dia de seu aniversário. Foi fundado canonicamente o Instituto do Bom Pastor (IBP), como sociedade de vida apostólica de Direito Pontifício, reunindo sacerdotes, com a tripla missão de promover uma crítica construtiva ao Concílio, que permita finalmente ao Papa dar uma interpretação autêntica de seus documentos, de instituir paróquias pessoais para celebrar o rito Gregoriano, como rito próprio e exclusivo conservando todos os livros litúrgicos vigentes na Igreja no ano de 1962.
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O IBP, como obra da Igreja, nasce providencialmente obedecendo a uma necessidade espiritual da cristandade atual. Já se pode entrever, na sua curta existência canônica, o modo de atuação da Providência no centro da História da Igreja; com uma graça específica (com seu carisma próprio, como se diria hoje) Deus suscitou um meio visível, entre outros, de transmissão, continuidade e permanência do imutável; o IBP é hoje uma ponte entre o passado e o futuro para que as próximas gerações, beneficiando-se do que é permanente do passado, possam dar a sua contribuição para a Glória a Deus e a salvação das almas.
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O Bom Pastor é uma Sociedade de vida apostólica de direito pontifício.
Que diferença há com uma prelazia pessoal ou uma administração apostólica? De que bispo dependerá os senhores?

O Bom Pastor é mais independente que uma prelazia pessoal, a qual pediria a concordância do bispo do lugar para a implantação de todas as suas casas. Uma sociedade de vida apostólica – assim como uma administração apostólica – tem necessidade da concordância do bispo e depende dele quanto à missão junto aos fiéis, quando se tratar de receber o encargo de uma paróquia. Ao contrário, se tratar de abrir para seus membros uma escola, um seminário, um centro cultural ou uma capela privada, o Bom Pastor não dependerá da jurisdição do bispo do lugar. Ele depende unicamente da Santa Sé para a jurisdição sobre seus membros e pode escolher o bispo que quiser para as ordenações. Os outros ministérios possíveis (capelania, serviço dos doentes etc.) deverão se realizar em uma concordância harmoniosa com os bispos e o clero diocesano, à qual o Direito Canônico convida – e obriga – uns e outros.
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A fundação do Bom Pastor é um sinal de esperança que modifica o destino difícil que lhe reservava até então uma parte das autoridades francesas: atualmente, a convenção assinada com o Cardeal Ricard, Presidente da Conferência dos Bispos da França, para acolher a sede do Bom Pastor em Santo Elói, em sua diocese de Bordeaux (Arquidiocese), mesmo se encontra, cá e lá, alguma incompreensão, marca uma reviravolta em benefício da reconciliação e da concordância entre irmãos na Igreja Católica

O Instituto Bom Pastor tem Sede mundial em Bordeaux – França. Onde se localiza o Seminário Geral. O Instituto Bom Pastor tem sede também no Chile e Colômbia .
OBS: Se instalaram em São Paulo-SP, mas não tiveram sucesso pastoral e finalizaram as atividades no Brasil.
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A Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney (em latim Apostolica Administratio Sancti Ioannis Mariae Vianney) foi erigida em 18 de Janeiro de 2002, resultado das negociações empreendidas entre a Santa Sé e a União Sacerdotal São João Maria Vianney.
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Dom Fernando Rifan - Bispo titular e Administrador Apostólico: Campos-Rio de Janeiro - Brasil .
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A União Sacerdotal São João Maria Vianney era uma associação de sacerdotes, fundado em 1982, por D. Antônio de Castro Mayer, que celebrava o rito romano tradicional na Diocese de Campos.
Reconciliou-se com a Santa Sé, em 2002, e denomina-se agora Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney. Resulta da reconciliação dos «Padres de Campos» com a Santa Sé.
Depois do falecimento de D. Antônio de Castro Mayer, sucedeu D. Licínio Rangel à frente dos destinos da União Sacerdotal São João Maria Vianney.
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A Administração Apostólica São João Maria Vianney é uma espécie de diocese pessoal, com Bispo próprio, dependente diretamente da Sé Apostólica e com o direito de usar exclusivamente o rito romano tradicional. Tem como sede a Igreja do Imaculado Coração de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, na cidade de Campos no Rio de Janeiro. A Administração Apostólica constitui paróquias pessoais.
O primeiro administrador apostólico foi Dom Licínio Rangel, sucedendo-lhe em finais de 2002, D. Fernando Arêas Rifan, que se mantêm ainda no cargo.


Em 2007, a Administração Apostólica conta com quarenta padres, trinta e dois seminaristas, 75 religiosos e assiste cerca de 28.000 fiéis. Tem 24 escolas sob a sua autoridade. A Administração estende o seu apostolado a uma dúzia de outras dioceses brasileiras de acordo com Ordinários locais (dentro da Motu Proprio Eclesia Dei)



Site: http://www.adapostolica.org/

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz

A Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz é uma associação de clérigos intrinsecamente unida ao Opus Dei. É constituída pelos clérigos da Prelatura – que a ela pertencem ipso facto – e por outros diáconos e presbíteros diocesanos. O Prelado do Opus Dei é o Presidente da Sociedade.

Os clérigos diocesanos que se adscrevem à Sociedade procuram receber ajuda espiritual para alcançar a santidade no exercício do seu ministério, segundo a ascética própria do Opus Dei. A adscrição à Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz não implica a incorporação no presbitério da Prelatura: cada um continua incardinado na sua própria diocese e depende apenas do seu Bispo, também no que se refere ao seu trabalho pastoral; e só ao Bispo presta contas por esse trabalho.

Tal como no caso da incorporação dos fiéis leigos na Prelatura do Opus Dei, para que um sacerdote seja admitido na Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz há-de ter consciência de ter recebido uma chamada de Deus para procurar a santidade segundo o espírito do Opus Dei. Isto comporta algumas condições: amor à diocese e união com todos os membros do presbitério diocesano; obediência e veneração ao Bispo próprio; piedade, estudo das ciências sagradas, zelo pelas almas e espírito de sacrifício; esforço por promover vocações; empenho em cumprir com a máxima perfeição os deveres do ministério .

A ajuda espiritual que a Sociedade faculta destina-se a estimular nos sócios a fidelidade no desempenho dos deveres sacerdotais, bem como a fomentar a união de cada um com o seu Bispo e a fraternidade com os outros sacerdotes. A autoridade da Igreja recomendou em diferentes documentos, por exemplo em vários textos do Concílio Vaticano II e no Código de Direito Canónico, este tipo de associações sacerdotais.

Os meios de formação específicos que os sacerdotes diocesanos da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz recebem são análogos aos que os fiéis leigos da Prelatura recebem: aulas doutrinais ou ascéticas, recolecções mensais, etc. . Além disso, cada um aproveita os meios comuns de formação prescritos para os sacerdotes pelo direito da Igreja e os mandados ou recomendados pelo seu próprio Bispo.

As actividades espirituais e formativas dos sócios da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz não interferem com o ministério que o seu Bispo lhes tiver confiado.

A coordenação dessas actividades compete ao Director Espiritual da Prelatura do Opus Dei, cuja função não constitui cargo de governo na Prelatura.

À Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz pertencem uns 2.000 presbíteros e diáconos incardinados nas diferentes dioceses de todo o mundo.

São Josemaria Escrivá



São Josemaria Escrivá, rogai por nós.


Ó Deus, que, por mediação da Santíssima Virgem Maria, concedestes inumeráveis graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres cotidianos do cristão, fazei que eu saiba também converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar, e de servir com alegria e com simplicidade a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com o resplendor da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço...(peça-se). Assim seja.


Pai Nosso, Ave-Maria, Glória.


Fundador do Opus Dei


Josemaria Escrivá nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha), em 9 de janeiro de 1902. Seus pais chamavam-se José e Dolores. Teve cinco irmãos: Carmen (1899-1957), Santiago (1919-1994) e outras três irmãs menores do que ele, que faleceram ainda pequenas. O casal Escrivá deu aos seus filhos uma profunda educação cristã.

Em 1915, a indústria de tecidos do pai abre falência, e ele tem de mudar-se para Logronho, onde encontrou outro emprego. Nessa cidade, Josemaria dá-se conta pela primeira vez da sua vocação: depois de ver umas pegadas na neve dos pés descalços de um religioso, intui que Deus deseja alguma coisa dele, embora não saiba exatamente o quê. Pensa que poderá descobri-lo mais facilmente se se fizer sacerdote, e começa a preparar-se, primeiro em Logronho e, mais tarde, no seminário de Saragoça.

Seguindo um conselho de seu pai, cursa na Universidade de Saragoça a Faculdade de Direito, como aluno livre. Seu pai morre em 1924, e ele fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de março de 1925 e começa a exercer o ministério numa paróquia rural e depois em Saragoça.

Em 1927, transfere-se para Madrid, com permissão do seu bispo, a fim de doutorar-se em Direito. Ali, no dia 2 de outubro de 1928, Deus faz-lhe ver a missão que lhe vinha inspirando havia anos, e funda o Opus Dei. A partir desse momento, passa a trabalhar com todas as suas forças no desenvolvimento da fundação que Deus lhe pede, ao mesmo tempo que continua a exercer o ministério pastoral que lhe fora encomendado naqueles anos, e que o punha diariamente em contato com a doença e a pobreza dos hospitais e bairros populares de Madrid.

Quando eclode a guerra civil, em 1936, encontra-se em Madrid. A perseguição religiosa obriga-o a refugiar-se em diferentes lugares. Exerce o seu ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madrid. Depois de atravessar os Pireneus até o sul da França, instala-se em Burgos.

Quando termina a guerra, em 1939, volta a Madrid. Nos anos seguintes, dirige numerosos retiros espirituais para leigos, sacerdotes e religiosos. Nesse mesmo ano de 1939, conclui os estudos de doutorado em Direito.

Em 1946, fixa a sua residência em Roma. Obtém o Doutorado em Teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas Congregações vaticanas, membro honorário da Pontifícia Academia de Teologia e Prelado de honra de Sua Santidade. Acompanha com atenção os preparativos e as sessões do Concílio Vaticano II (1962-1965) e mantém um relacionamento intenso com muitos padres conciliares.

De Roma, faz numerosas viagens a diversos países europeus para impulsionar o estabelecimento e a consolidação do Opus Dei nesses lugares. Com o mesmo objetivo, realiza entre 1970 e 1975 longas viagens até o México, a Península Ibérica, a América do Sul e Guatemala, e nelas também tem reuniões de catequese com grupos numerosos de homens e mulheres.

Falece em Roma no dia 26 de junho de 1975. Vários milhares de pessoas, entre elas muitos bispos de diversos países - quase um terço do episcopado mundial -, solicitam à Santa Sé a abertura da sua causa de canonização.

No dia 17 de maio de 1992, João Paulo II beatifica Josemaria Escrivá. Proclama-o santo dez anos depois, em 6 de outubro de 2002, na Praça de São Pedro, em Roma, diante de uma grande multidão. «Seguindo as suas pegadas», disse o Papa nessa ocasião na sua homilia, «difundam na sociedade, sem distinção de raça, classe, cultura ou idade, a consciência de que todos estamos chamados à santidade».




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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nomeado novo bispo para Divinópolis

Padre Tarcísio Nascentes dos Santos será o novo bispo da diocese mineira de Divinópolis. Sua nomeação foi anunciada nesta quarta-feira, 11, pelo papa Bento XVI, que aceitou o pedido de renúncia de dom José Belvino do Nascimento, 76, conforme o cânon 401, parágrafo 1º.

Natural de Niterói (RJ), padre Tarcísio atualmente é pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima e vigário episcopal do Vicariato Norte da arquidiocese de Niterói, onde foi ordenado em 1978. Nascido aos 27 de fevereiro de 1954, padre Tarcísio fez seus estudos no Seminário Menor da Arquidiocese de Niterói. Em 1972, ingressou no seminário Maior da mesma arquidiocese e cursou filosofia na Escola Teológica da Congregação Beneditina. Iniciou a teologia no Seminário Maior São José, da arquidiocese de Mariana (MG), concluindo o curso na Escola dos Beneditinos em 1978.

Em Roma,de 1985 a 1992, fez bacharelado, mestrado e doutorado em Teologia Sistemática no Centrum Academicum Romanum Sanctae Crucis . Na arquidiocese de Niterói, padre Tarcísio foi pároco das paróquias de São Domingos, em Niterói; Nossa Senhora de Nazareth, em Saquarema; Nossa Senhora da Conceição, em Ilha da Conceição e Nossa Senhora de Fátima, da Venda da Cruz.

Além disso, foi vice-reitor, diretor espiritual e ecônomo do Seminário da arquidiocese; pró-vigário geral; membro do Conselho Presbiteral, da Comissão Regional dos Presbíteros; sócio da Sociedade Brasileira de Canonistas e da Associação Nacional dos Presbíteros do Brasil. Foi professor na Faculdade de São Bento, no Rio de Janeiro, e no Instituto Filosófico e Teológico da diocese de Nova Friburgo.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de sua assessoria de imprensa, cumprimenta padre Tarcísio pela nomeação e deseja-lhe fecundo pastoreio na diocese de Divinópolis. Ao mesmo tempo, agradece a dom José Belvino pelos 19 anos de frutuoso trabalho nesta diocese, precedidos pelo pastoreio de Itumbiara, em Goiás (1981 a 1987) e em Patos de Minas (1987-1989).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Lanciano: O milagre Eucarístico e a Ciência


Nossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós..." E habita ainda verdadeiramente presente entre nós, não somente de uma maneira espiritual, mas com seu próprio Corpo – "Ave verum corpus, natum de Maria Virgine" canta a Igreja diante do SS. Sacramento: "Salve verdadeiro corpo, nascido da Virgem Maria, corpo que sofreu verdadeiramente e foi verdadeiramente imolado pela salvação dos homens".

Esta presença real da carne de Cristo (é uma carne viva, unida à alma e a divindade do Verbo, pois Jesus esta hoje ressuscitado) é admiravelmente manifestada pelo milagre de Lanciano. Um milagre que dura 12 séculos e que a ciência acaba de examinar, e diante do qual, ela teve que se inclinar.

Sim, um milagre, e bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem. Ora, hoje em dia, um certo número de cristãos da Presença Real, mesmo depois que o Papa Paulo VI, no documento " Mysterium Fidei", recordou-lhes claramente este dogma. Querem admitir, a exemplo dos protestantes, apenas um presença espiritual do Cristo na alma daquele que comunga; mas os sinais sacramentais do pão e do vinho consagrados seriam puros símbolos, tal como a água do batismo, que não é e não permanece senão simples água, ainda que significando e realizando pela palavra que a acompanha – a purificação da alma. Depois da comunhão, as hóstias que não houvessem sido consumidas, dizem eles, não seriam mais, nesse caso, senão pão, podendo ser atiradas fora como coisas profanas... A própria discrição com que, em certas igrejas, cercam o sacrário, já manifesta esta falta de fé profunda na presença real, e portanto, na palavra onipotente do Cristo: "Isto é meu Corpo! Isto é meu sangue!" Eis porque Deus permitiu para todos que duvidam da presença eucarística do Cristo ou que a negam, que um milagre, que dura há mais de 12 séculos, fosse nos últimos anos, posto em evidência e verificado pela própria ciência.

Por minha parte, eu ouvira falar do milagre de Lanciano, mas o fato me havia parecido tão forte, que desejei tomar conhecimento dele e julgá-lo por mim mesmo no próprio local. A pequena cidade Italiana de Lanciano nos Abrozzes encontra-se a 4 km da estrada de rodagem Pescara-Bari, que contorna o Adriático, um pouco ao sul da Pescara e de Chies. Em uma igrejinha desta cidade, igreja dedicada a S. Legoziano ( que se identifica com S. Longiano, o soldado que transpassou o coração de Cristo com a lança na cruz), no VIII século, um monge basiliano durante a celebração da Missa, depois de ter realizado a dupla consagração do pão e do vinho, começou a duvidar da presença na hóstia e no cálice, do Corpo e do Sangue do Salvador. Foi então que se realizou o milagre: diante dos olhos do Padre, a hóstia se tornou um pedaço de carne viva; e no cálice o vinho consagrado torna-se verdadeiro sangue, coagulando-se em cinco pedrinhas irregulares de formas e tamanhos diferentes. Conservaram se esta carne e este sangue milagrosos, e no correr dos séculos várias pesquisas eclesiásticas foram realizadas.

Quiseram, em nossos dias, verificar a autenticidade do milagre, e 18 de novembro de 1970, os Frades Menores Conventuais que têm a seu cuidado a igreja do Milagre decidiram, com a autorização de Roma, a confiar a um grupo de peritos a análise científica daquelas relíquias, datadas de doze séculos.As pesquisas foram feitas em laboratório, com estrito rigor, pelos professores Linoli e Bertelli, este último da Universidade de Siena. A 4 de março de 1971, estes cientistas davam suas conclusões, que em inúmeras revistas de ciência, do mundo inteiro divulgaram em seguida.

Ei-las:

"A Carne é verdadeiramente carne. O Sangue é verdadeiro sangue. Um e outro são carne e sangue humanos. A carne e o sangue são do mesmo grupo sangüíneo (AB). A carne e o sangue são de uma pessoa VIVA. O diagrama deste sangue corresponde a de um sangue homano que tenha sido retirado de um corpo humano NAQUELE DIA MESMO. A Carne é constituída de tecido muscular do CORAÇÃO (miocárdio). A conservação destas relíquias, deixadas em estado natural durante séculos e expostas à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário".

Fica-se estupefato diante de tais conclusões, que manifestam de maneira evidente e precisa a autenticidade deste milagre eucarístico. Antes mesmo de as darem a conhecer de modo oficial, os peritos, no fim de sua analises, enviaram aos Padres Franciscanos de Lanciano o seguinte telegrama: " Et Verbum caro factum est" (E "o Verbo se fez carne.") Telegrama este, que é um ato de fé.

Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.

Inútil dizer-vos que nesta igreja, celebrei a Missa votiva do Santíssimo Sacramento com uma fé renovada: o senhor, por meio de tal milagre vem, verdadeiramente, em socorro de nossas incredulidades.

E depois que foram conhecidas as conclusões dessa pesquisa científica, os peregrino vem de toda a parte venerar a Hóstia que se tornou carne e o vinho consagrado, que se tornou sangue.
Quanto a mim dois fatores me espantam. O primeiro é que se trata de carne e sangue de uma pessoa VIVA, vivendo atualmente, pois que esse sangue é o mesmo que tivesse sido retirado, naquele dia mesmo, de um ser vivo!

É bem uma prova direta de que Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente, que a Eucaristia é o Corpo e o Sangue de Cristo glorioso, assentado a direita do Pai e que, tendo saído do túmulo na manhã da Páscoa, não pode mais morrer. Tantas tolices tem sido ditas, nesses últimos anos, contra a ressurreição do Cristo! Algum, desejariam, com emprenho que essa ressurreição não fosse senão um símbolo, elaborado como que um mito pela piedade muito ardente dos primeiros cristãos!...Ora, eis eu a ciência vem de certo modo, em nosso socorro. Foi verdadeiramente na carne que o Cristo morreu e foi verdadeiramente também na carne, que Jesus ressuscitou no terceiro dia. E a mesma Carne –verdadeira carne nos é dada vida na Eucaristia, para que possamos viver da vida de Cristo! Não é a carne de um distante cadáver, mas uma carne animada e gloriosa. Portanto, vendo a Hóstia consagrada, posso dizer como o Apóstolo Tomé, oito dias depois da Páscoa quando colocou os dedos nas chagas de Cristo " Meu Senhos e meus Deus" é bem a carne viva do Deus vivo!"

Um segundo fato impressiona-me ainda mais: a Carne que lá esta é a carne do Coração. Não a carne de qualquer parte do Corpo adorável de Jesus, mas a do músculo que propulsiona o Sangue – e por tanto a vida – ao corpo inteiro, do músculo que é também o símbolo mais manifesto e o mais eloqüente do amor do Salvador por nós. Quando Jesus se entrega a nós na Eucaristia, é verdadeiramente seu próprio Coração que ele nos da a comer, é ao seu amor que nós comungamos, um amor manso e humilde como esse Coração mesmo, um amor poderoso e forte mais que a morte, e que é o antídoto dos fermentos de morte física e espiritual que carregamos em nossa "carne de pecado".

A Eucaristia é, na verdade, o dom por excelência do Coração de Jesus. S. João nos diz no começo do capítulo XIII de seu Evangelho, antes de nos falar do preparativos da ultima Ceia de Jesus: "Tendo amado os seus que estavam no mundo. Ele os amou ate o fim". Não tanto querendo significar: ate o fim de sua vida terrestre, mas ate os últimos excessos de onde poderia chegar a ternura de um Deus feito homem, do Amor infinito, tornando carne: Meu Coração é tão apaixonado de amor pelos homens" dira um dia o Cristo em Parayle-Monial, revelando seu Coração a Santa Margarida Maria. Uma paixão que o conduzi a cruz, que torna hoje presente sobre nossos altares em nossos sacrários e ate em nossos corações. Esta declarado em nosso Credo que Jesus, depois de sua morte, desceu aos infernos". Ressuscitado vivo, ele ai desce ainda hoje: ele vem à lama de nossos corações para arranca-los dessa lama. Ele vem a esses lugares de morte eterna. Ele vem em nossos corações, nos quais entrou o pecado – arrancar-nos da morte eterna e fazer-nos viver de sua vida divina. Seu Coração imaginou tudo isso, para testemunhar-nos – e de maneira singularmente eficaz – seu afeto se limites. Guardemos isto, em todo o caso: na Eucaristia eu recebo o Cristo todo inteiro, mas é verdadeiramente que se da e que eu como.

Não tínhamos também nós, necessidade de revigorar a nossa fé na Eucaristia? E não foi sem razão que Deus permitiu que o milagre de Lanciano, antigo de 12 séculos e sempre atual, nos fosse apresentado hoje pela própria ciência, por esta ciência que alguns queriam colocar em oposição com a fé ou que a pudesse substituir.

Fiz questão de comunicar-vos as reflexões que me inspirou o conhecimento deste milagre, e a emoção profunda que ele produziu em minha alma. Agora que me aproximo do SS. Sacramento com renovado respeito à ação de graças, adoração, amor renovados. E não duvido que vos tendo comunicado o que eu mesmo descobri em Lanciano, não tenhas também vós, diante da divina Eucaristia um sentimento mais vivo da presença do Verbo feito Carne que vem habitar em nós, o Cristo ressuscitado, que nos ama com uma ternura infinita entretanto humana.

Jesus o prometeu: "Eis que estou convosco até a consumação dos séculos. Sim, até o fim do mundo. Ele, o Verbo tornado Carne, desce em nossa carne e nos fez viver de sua vida eterna e gloriosa...

Padre Jean Ladame ( Chenoves 71940 SAINT BOIL, França)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Papa manifesta estima e proximidade ao novo patriarca de Moscou e de todas as Rússias


O papa Bento XVI reafirmou ontem, 1º de fevereiro, sua estima e proximidade espiritual ao novo patriarca de Moscou e de todas as Rússias, Sua Santidade Kirill.

Kirill foi entronizado como novo patriarca ontem, na catedral moscovita de Cristo Salvador. Na ocasião, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Walter Kasper, que coordenou a delegação da Santa Sé na cerimônia, entregou a Kirill a mensagem do papa e um cálice, como “sinal de desejo de alcançar o quanto antes a plena comunhão”.

“Que nosso pai celestial lhes conceda abundantes dons do Espírito Santo em seu ministério e lhes permita guiar a Igreja no amor e na paz de Cristo”, disse o papa na mensagem.
O pontífice recordou ainda o predecessor de Kirill, o patriarca Alexis II. Segundo o papa, Alexis II “deixou a seu povo um patrimônio profundo e perpétuo de renovação e desenvolvimento eclesial” e “manteve um espírito de abertura e de cooperação com os outros cristãos e com a Igreja Católica, em particular, na defesa dos valores cristãos na Europa e no mundo”.

“Estou seguro de que Vossa Santidade seguirá construindo sobre este sólido fundamento, pelo bem de seu povo e pelo benefício dos cristãos em todo o mundo”, afirmou o papa.

“Desejo ardentemente que sigamos cooperando para falar os modos de fomentar e fortalecer a comunhão no Corpo de Cristo, em fidelidade à oração de nosso Salvador: que todos sejam um para que o mundo creia”, concluiu Bento XVI.


APRESENTAÇÃO DO MENINO JESUS NO TEMPLO Lc 2,22-35


Levaram o Menino a Jerusalém, a fim de O apresentarem ao Senhor, conforme o que está escrito na Lei do Senhor” (Lc 2, 22).
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Conforme a Lei, sobre a mulher gestante incidiam várias exigências a serem cumpridas quando do nascimento da criança. A consagração dos primogênitos era feita no ato da circuncisão, no sexto dia do nascimento (Ex 22,28s; Lv 12,3). A purificação da mãe acontecia trinta e três dias depois da circuncisão.
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No Templo de Jerusalém, por ocasião da purificação de Maria, o justo Simeão profetiza sobre o menino Jesus, que será sinal de contradição. Uma das características marcantes de Jesus em seu ministério foi o conflito com as tradições da Lei e com os chefes religiosos. O empenho em libertar os pequenos e humildes oprimidos sob o jugo da Lei levou-o à morte de cruz, momento culminante em que uma espada traspassa a alma de sua mãe.
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A Igreja, hoje, revive o mistério da Apresentação de Jesus no Templo. Revive-o com a admiração da Sagrada Família de Nazaré, iluminada pela plena revelação daquele “Menino” que como a primeira e a segunda leitura acabaram de nos recordar, é o juiz escatológico prometido pelos profetas (cf. Ml 3, 1-3), o “Sumo Sacerdote misericordioso e fiel”, que veio para “expiar os pecados do povo” (Hb 2, 17).
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O Menino, que Maria e José levam com emoção ao Templo, é o Verbo encarnado, o Redentor do homem, da história!
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Hoje, comemorando o acontecimento que nesse dia teve lugar em Jerusalém, também nós somos convidados a entrar no Templo, para meditar sobre o mistério de Cristo, unigênito do Pai que, com a sua Encarnação e a sua Páscoa, tornou-se o primogênito da humanidade redimida.
Desta maneira, no Evangelho de hoje prolonga-se o tema de Cristo luz, que caracteriza as solenidades do Natal e da Epifania.



“Luz para iluminar as nações e glória do teu povo, Israel” (Lc 2, 32). Estas palavras proféticas são proferidas pelo velho Simeão, inspirado por Deus quando toma o Menino Jesus nos seus braços. Ele preanuncia ao mesmo tempo em que “o Messias do Senhor” realizará a sua missão como um “sinal de contradição” (Lc 2, 34). Quanto a Maria, a Mãe, também Ela participará pessoalmente na paixão do seu Filho divino (cf. Lc 2, 35).
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Por conseguinte, na solenidade do dia de hoje, celebramos o mistério da consagração: consagração de Cristo, consagração de Maria e consagração de todos aqueles que se põem no seguimento de Jesus por amor do Reino.
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O ícone de Maria que contemplamos enquanto oferece Jesus no Templo, prefigura o ícone da Crucifixão, antecipando também a sua chave de leitura, Jesus, Filho de Deus, sinal de contradição. Com efeito, é no Calvário que alcança o seu cumprimento a oblação do Filho e, unida a esta, também a da Mãe. A mesma espada atravessa ambos, a Mãe e o Filho (cf. Lc 2, 35). A mesma dor, o mesmo amor.
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Ao longo deste caminho, a Mãe de Jesus tornou-se Mãe da Igreja. A sua peregrinação de fé e de consagração constitui o arquétipo para a peregrinação de cada batizado. Como é consolador saber que Maria está ao nosso lado, como Mãe e Mestra, no itinerário de nossa vida de batizados! Além do plano afetivo, encontra-se ao nosso lado mais profundamente na eficácia sobrenatural demonstrada pelas Escrituras, pela Tradição e pelo testemunho dos Santos, muitos dos quais seguiram Cristo no caminho exigente dos conselhos evangélicos.
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Cada ano, no Tempo Litúrgico do Natal, recorda a imensidão do amor de Deus por nós. É preciso acreditar e viver esse amor e a ele entregar-se sem reservas. Assim como Simeão realizou sua esperança, também nós podermos contar sempre com a presença redentora de Cristo. Deixemos, pois, que Deus nos ame, para que sejamos, de fato, transformados, pois Ele continua amorosamente presente no meio de nós.
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Ó Maria, Mãe de Cristo e nossa Mãe, agradecemos-te o cuidado com que nos acompanhas ao longo do caminho da vida, enquanto te pedimos: “Neste dia, volta a apresentar-nos a Deus, nosso único bem, a fim de que a nossa vida, consumida pelo Amor, seja um sacrifício vivo, santo e do teu agrado. Amém!

S. João Bosco - Dia 31 de Janeiro

Fundador da Pia Sociedade São Francisco de Sales
(Salesianos de Dom Bosco - SDB)

S. João Bosco nasceu em Castelnuovo d'Asti, Piemonte, Itália, a 16 de Agosto de 1815, numa família de camponeses pobres. Desde pequeno sentiu-se chamado a dedicar a sua vida aos jovens, mas para realizar o seu sonho teve de vencer numerosas dificuldades e sujeitar-se a grandes privações e sacrifícios. Ordenado sacerdote em 1841, gastou todas as energias da sua natureza e todo o arrojo do seu zelo incansável na criação de obras educativas para a juventude abandonada, na defesa da fé ameaçada das classes populares, e na atividade missionária de evangelização de terras longínquas.
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A 5 de Agosto de 1872, São João Bosco, com outra Santa, Maria Domingas Mazzarello, fundou as Filhas de Maria Auxiliadora (F.M.A) para a educação e promoção das jovens. Anos depois, fundou os "Salesianos Externos", os "Cooperadores Salesianos". São leigos que desejam partilhar os mesmos anseios educativos para o bem da juventude pobre.
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Desta espiritualidade salesiana, desabrochou um amplo movimento salesiano: um instituto de leigas consagradas (as "voluntárias de Dom Bosco"); muitas Congregações que aderem a este estilo de vida e tantos "amigos de Dom Bosco", que afetiva e operativamente se relacionam com este "mundo salesiano". Com sentimento de humilde gratidão, cremos que esta família não nasceu apenas de projeto humano mas por iniciativa de Deus.


Recebem o nome de "Salesianos" as pessoas que pertencem à Família Salesiana de São João Bosco. A Família Salesiana foi fundada por São João Bosco para a educação e promoção da juventude mais pobre e a classe popular. A 3 de Abril de 1874 a Igreja aprovou a Congregação Salesiana formada por Sacerdotes e Irmãos que se propõem serem "sinais e portadores do amor de Deus aos jovens, especialmente aos mais pobres". O fundador deu a esta Congregação Religiosa o nome de "Sociedade de S. Francisco de Sales" porque a espiritualidade deste santo devia inspirar um estilo educativo que denominou "Sistema Preventivo". Para distinguir esta Congregação de outros institutos inspirados também em S. Francisco de Sales, mas não fundados por S. João Bosco, os membros deste Instituto recebem a sigla de S.D.B. (Salesianos de Dom Bosco).



DECRETO PONTIFÍCIO (Por ocasião da canonização de Dom Bosco)
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No decorrer do século XIX, quando por toda a parte, chegavam à maturação os venenosos frutos de destruição da sociedade cristã, cujos germes haviam sido tão largamente disseminados pelo século anterior, a Igreja, principalmente na Itália, viu-se à mercê de muitas procelas contra si levantadas, nesses tristes tempos, pela maldade dos homens. Contemporaneamente, porém, a misericórdia divina enviou, para auxílio de sua Igreja, válidos campeões, para que evitassem a ruína e conservassem entre o nosso povo a mais preciosa das heranças recebidas dos Apóstolos – a fé genuína de Cristo.
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De fato, no meio das dificuldades daqueles tempos, surgiram entre nós, homens de ilibadíssima santidade e, mercê de sua prodigiosa atividade, nenhum assalto dos inimigos, logrou desmantelar as muralhas de Israel.
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Sobressai entre os demais, por elevação e espírito de grandeza de obras, o Bem-Aventurado João Bosco que, no tristíssimo evoluir dos tempos se constituiu, durante o século passado, qual marco miliário apontando aos povos o caminho da salvação. Porquanto, “Deus o suscitou para justiça”, segundo a expressão de Isaías, e “dirigiu todos os seus passos”. E, na verdade, o Bem-aventurado João Bosco, por virtude do Espírito Santo, resplandeceu diante de nós como modelo de sacerdote feito segundo o coração de Deus, como educador inigualável da juventude, como fundador de novas famílias religiosas e como propagador da fé.
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De humilde condição, nasceu João Bosco numa casa campestre, perto de “Castelnuovo d’Asti”, de Francisco e Margarida Occhiena, pobres mas virtuosos cristãos, aos 16 de agosto de 1815. Tendo perdido o pai na tenra idade de dois anos, cresceu na piedade sob a sábia e santa guia materna. Desde menino, resplandeceu nele uma índole excelente, a que andavam unidas grande agudeza de engenho e tenacidade de memória, aprendendo num instante quanto lhe era ensinado pelos mestres, primando sempre, sem contestação, nas classes, pela rapidez no aprender e facilidade de intuição.
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Depois de alguns anos de áspera e laboriosa pobreza, que lhe rebusteceu a fibra, preparando-o para as mais árduas provas, com o consentimento da mãe e recomendação do bem-aventurado José Cafasso (*), entrou para o seminário de Chieri, onde, por espaço de seis anos, se dedicou com ótimo aproveitamento, aos estudos. Recebeu, finalmente, a ordenação sacerdotal, em Turim, aos 05 de junho de 1841. Poucos meses após, admitido ao Colégio Eclesiástico de São Francisco de Assis, sob a direção do bem-aventurado José Cafasso, exercitou com grande vantagem das almas, o ministério sacerdoral nos hospitais, nos cárceres, no confessionário e na pregação da palavra de Deus.
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Formado assim neste exercício prático do sagrado ministério, sentiu acender-se, mais viva do que nunca em seu espírito, a peculiar vocação alimentada por inspiração divina desde sua adolescência, qual a de atender e dirigir para o bom caminho a juventude, particularmente a abandonada. Sua perspicácia havia já intuído, de quanta utilidade devesse ser este meio para preservar a sociedade da ruína a que estava ameaçada e, para a atuação de tal desígnio, dirigiu os esforços de seu nobre coração com tão felizes resultados que, entre os educadores cristãos contemporâneos, figura ele indubitavelmente, em primeiro lugar.
O próprio nome “Oratório”, dado à sua instituição, faz-nos ver sobre quão firme base tenha construído todo o edifício, isto é, sobre a doutrina e piedade cristã, sem a que baldada se torna, qualquer tentativa de arrancar às paixões viciosas o coração dos jovens e endereça-lo para ideais mais nobres. Nisto, porém, usava ele tanta doçura que os jovens quase que, espontaneamente, sorviam e amavam a piedade, não já constrangidos, mas por verdadeira convicção, e uma vez ganho seu afeto, levá-los-ia sem dificuldade para o bem.
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A fim de perpetuar a existência de sua obra e prover assim mais eficazmente a educação juvenil, animado pelo Bem-aventurado José Cafasso e pelo Papa Pio IX, de santa memória, fundou a “Pia Sociedade de São Francisco de Sales” e, algum tempo depois, o “Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora”.
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Hoje as duas famílias formam um conjunto de quase vinte mil membros, espalhados por todo o mundo em cerca de mil e quinhentas Casas. Milhares e milhares de crianças de ambos os sexos recebem sua formação literária e profissional. Seus Filhos e Filhas também se encarregam , generosamente, da assistência aos enfermos e aos leprosos e, alguns deles, contraindo este terrível morbo, sucumbiram vítimas de sua caridade. Dignos filhos de tão grande Pai!
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Nem deve passar desapercebida a instituição dos Cooperadores, isto é, uma associação de fiéis, em sua maioria leigos que, animados do mesmo espírito da Sociedade Salesiana e como essa dispostos a qualquer obra de caridade, tem por escopo prestar, segundo as circunstâncias, válido auxílio aos párocos, aos bispos e ao mesmo Sumo Pontífice. Primeiro e notável ensaio de “”Ação católica!”
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A Associação foi aprovada por Pio IX e, em vida ainda do bem-aventurado Jão Bosco, alcançou a cifra de oitenta mil sócios.
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Mas, o zelo das almas que lhe ardia no peito, não se limitou tão somente ao círculo das nações católicas; alargando o horizonte de sua caridade, enviou os missionários de sua família religiosa à conquista dos gentios para Cristo.
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Aos primeiros que, chefiados por João Cagliero, de santa e gloriosa memória, se dedicaram à evangelização das extremas terras da América Meridional, surgiram muitos e muitos outros salesianos que espalhados agora aqui e ali pelo mundo, levam intrepidamente o cristianismo aos povos infiéis.
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Quantas e quão grandes coisas tenha ele feito e padecido pela Igreja e pela tutela dos direitos do romano Pontífice, seria difícil dizer-se. Pode-se aplicar, portanto, ao bem-aventurado João Bosco, as palavras que temos de Salomão: Deus lhe deu sapiência e prudência extremamente grande, e magnitude imensurável como a areia que está na praia do mar. (3 Re, 4, 29). Deu-lhe Deus sapiência, pois que, renunciando a todas as coisas terrenas, aspirou unicamente promover a glória de Deus e a salvação das almas. Era seu mote: “Dai-me as almas e ficai-vos com o resto”.
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Cultivou em grau supremo a humildade; tornou-se insigne no espírito de oração, tendo a mente sempre unida a Deus, se bem que parecesse continuamente distraída por uma multidão de afazeres.

Nutria extraordinária devoção para com Maria Santíssima Auxiliadora, e experimentou inefável alegria quando pode edificar em sua honra, na cidade de Turim, o célebre templo, do alto de cuja cúpula campeia a Virgem Auxiliadora, Mãe e Rainha, sobre toda a casa de Valdoco.
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Morreu santamente no Senhor, em Turim, aos 31 de janeiro de 1888. Crescendo, dia a dia, sua fama de santidade, foram, pela Autoridade Ordinária, instaurados os processos; a causa da beatificação foi introduzida por Pio X, de santa memória, em 1907. A Beatificação foi depois solenemente celebrada na Basílica Vaticana, com regozijo de toda a Igreja, no dia 2 de junho de 1929.
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Reencetada a Causa no ano seguinte, foram feitos os processos sobre duas curas que pareciam devessem ser atribuídas a milagre divino. Pelo decreto de 19 de novembro deste ano, foram aprovados os dois milagres operados por Deus e atribuídos à intercessão do Bem-aventurado.
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Desfeita a última dúvida, isto é, se em vista da aprovação dos dois milagres, depois que a Santa Sé concedera culto público ao Bem-aventurado, se poderia proceder com segurança à sua solene Canonização. Esta dúvida foi proposta ao Eminentíssimo Cardeal Alexandre Verde, Ponente ou Relator da Causa, na Congregação geral da S.C. dos Ritos, realizada em presença do Santo Padre no dia 28 de novembro. Todos os eminentíssimos Cardeais presentes, Oficiais, Prelados e Padres Consultores deram parecer unânime e afirmativo, parecer que o Santo Padre jubilosamente aceitou, deferindo, todavia, o seu juízo para o dia 3 de dezembro, primeiro domingo do advento.
Portanto, o Santo Padre, em 3 de dezembro de 1933, dia também consagrado a São Francisco Xavier, padroeiro da Obra da Propagação da fé, fez a solene declaração neste sentido. A canonização teve lugar a 1 de abril de 1934, no dia da Ressurreição, último Ano Santo da Redenção, na presença de toda a Corte Pontifical, no meio de um esplendor extraordinário, diante de perto de 300.000 pessoas.

Reflexões:

São João Bosco é uma das figuras mais eminentes, entre os santos dos nossos dias. O bem que fez à família de Cristo na terra e com isto às almas, é extraordinário. A nota caracterítica em sua vida e em sua obra, é o zelo pelas almas. Outro interesse não conhecia, a não ser este: Ganhar almas para o céu. Este zelo o fazia exclamar: “Dai-me almas, senhor, com todo o mais podereis ficar”.

No trabalho pela salvação das almas, se esquece de si próprio, sacrifica comodidade, conforto e saúde. É incansável. Dia e noite está ocupado com a realização de seu ideal: Implantar nos corações dos jovens o amor a Cristo e à Mãe Santíssima. Seu apostolado, abençoado e acompanhado pela mãe, é grandioso e universal. Não há ramo de ação católica que a obra de São João Bosco não abranja: Ensino, doutrina, arte, caridade e imprensa. Assim, este grande santo apresenta a personificação mais completa de Nosso Senhor em nossos dias. Sua vida ativa e contemplativa é a vida de Jesus Cristo em perfeita imitação.

Demos graças a Deus por ter dado este grande apóstolo à Igreja Católica e peçamos-lhe a graça de, por intercessão de seu santo servo, crescermos cada vez mais no amor a Jesus Cristo, a sua Santa Igreja, e aumente-nos de dia para dia o zelo apostólico pela salvação das almas. Zelo pela salvação das almas não é virtude que somente aos sacerdotes deve pertencer. O mandamento da caridade se dirige a todos, e a petição “venha a nós ,o Vosso reino”, do Pai-Nosso, fala-nos do dever que temos de trabalhar pela solidificação e propagação do Reino de Deus sobre a terra. Os pais devem zelar pela santificação dos seus filhos; os superiores tem obrigação de promover a vida em Deus dos seus súditos. Cada estado tem deveres especiais, que se relacionam ao bem espiritual do próximo.

Quem julga que nada pode fazer pela salvação do próximo, faça uso da oração e edifique o próximo pelo bom exemplo. Quem diz não saber em que intenções deve rezar, ótimas indicações poderá encontrar nas intenções mensais do Apostolado da Oração, abençoadas pelo Santo Padre.